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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A DECISÂO

Vejo o gato repetir o mesmo comportamento que ficou registado e pronto para ser reactivado. Semelhante mecanismo noto-o no cão da minha vizinha, nas aves de gaiola e fora dela, nos macacos do zoo e nos outros animais que o National Geographique me mostra e me ensina; releio Darwin no duplo centenário do seu nascimento, na etologia e biologia contemporâneas. Vejo-o nos indivíduos humanos, com os nomes de condicionamento, hábito (ou esse habitus mais complexo e alargado, como queria Bourdieu). Vejo-o nos comportamentos colectivos do consumo e nas técnicas que o provocam. Vejo-o na influência dos meios de comunicação de massa, isto é nos noticiários, e nas sondagens. Vejo-o nas reacções dos populares aquando das campanhas eleitorais. A aptidão para o comportamento condicionado já lá está e sempre esteve, quando foi estudado cientificamente, converteu-se numa técnica mais eficiente e lucrativa do que jamais o fora. Esta indústria da política e da cultura é, assim, o traço mais forte dos séculos vinte e vinte e um.
 O problema do livre arbítrio é um pseudo enigma.

1 comentário:

Meg disse...

J.A.,
O livre arbítrio não resiste e sucumbe sempre à velha manipulação de massas...

De visual novo!
Bonita a fotografia... muito bonita e sugestiva.

Um abraço

Viagem à Polónia

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Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

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Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.