sábado, 3 de agosto de 2013

Pensador e crítico literário húngaro

Georg Lukács

13 de abril de 1885, Budapeste (Hungria)
4 de junho de 1971, Budapeste (Hungria)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Reprodução
Lukács escreveu "A teoria do romance", uma das obras básicas para se compreender a literatura
Lukács iniciou sua atividade como escritor aos 17 anos, publicando artigos de crítica teatral, e a manteve praticamente sem interrupção até sua morte, ao longo de quase setenta anos, com numerosos ensaios e obras polêmicas dedicadas a temas filosóficos, políticos e literários.

Freqüentou as universidades de Budapeste, Berlim e Heidelberg, e sofreu a influência de Georg Simmel, Max Weber, Wilhelm Dilthey e do círculo do poeta Stefan George. Sua primeira obra de repercussão européia foi "A alma e as formas", de perspectiva neokantiana. Com o livro "A teoria do romance", o pensamento de Lukács se abre à história, passando de Kant a Hegel.

Após a Revolução Russa de 1917, converteu-se ao marxismo e veio a ser comissário do povo para a educação no governo de Bela Kun, na Hungria, em 1919. Exilado, depois, em Viena, publicou "História e consciência de classe", livro que foi criticado por Zinoviev e Bukharin, mas também pelo social-democrata Karl Kautski.

Opondo-se à política de Bela Kun, Lukács elaborou, em 1928, teses nas quais antecipava a linha política da "frente popular", que veio a ser adotada no final de 1934, época em que o próprio Lukács já se achava exilado na ex-URSS e Hitler tinha dominado a Alemanha.

Controvérsias e críticas

Após a derrota do nazismo, retornou à Hungria e polemizou contra Karl JaspersJean-Paul Sartre e Merleau-Ponty.

Com o advento da Guerra Fria, Lukács é criticado pelos mentores da política cultural soviética e húngara. Em 1956, após a denúncia dos crimes de Stálin, Lukács retornou à atividade política e ocupou no governo de Imre Nagy o mesmo cargo que ocupara no governo de Bela Kun.

Depois da intervenção das tropas soviéticas na Hungria, esteve exilado durante cinco meses na Romênia. De volta à Hungria, retomou sua atividade intelectual, dedicando-se à análise das deformações sofridas pelo marxismo-leninismo na época de Stálin, bem como à elaboração da obra "A particularidade do estético" e de uma "Ética", cuja introdução deveria ser uma "ontologia do ser social".

Apesar dos 86 anos, mantinha-se ativo quando a morte o colheu, interrompendo-lhe o trabalho. Nos últimos anos de vida, continuava a suscitar controvérsias e era objeto de críticas tanto da parte de marxistas soviéticos e chineses, como da parte de numerosos marxistas ocidentais, bem como por liberais e conservadores.
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