terça-feira, 19 de maio de 2009

LIVROS QUE LI RECENTEMENTE E QUE AMEI

Mil Sóis Resplandescentes, de Khaled Hossein (o autor do comovente O Menino de Cabul, do qual fizeram um excelente filme), Ed. Presença.
Sefarad, de Antonio Munhoz Molina, Ed. Notícias.
A Grande Guerra Pela Civilização, A conquista do Médio Oriente, de Robert Fisk, Ed. 70.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

PROPOSIÇÕES

I.
Desde, sobretudo, a queda do muro de Berlim, assistimos a dois fenómenos concomitantes: ao livre desenvolvimento do Capital, isto é, às suas manifestações mais despóticas, exploradoras e violentas, por um lado e, por outro, à «desinfestação» universal, sistemática e programada da Teoria Crítica, quer-se dizer, dos marxismos. Marx e seus seguidores, mesmo os mais tímidos ou moderados, foram irradiados, silenciados, remetidos para a pré-história, para um passado que o presente superou, venceu.
Duas consequências: no lugar da Teoria Crítica, isto é, de ciências sociais críticas, alojou-se a ideologia, a negatividade do particular sem a dialéctica com o universal, o ensino e a investigação subordinadas aos interesses imediatos da Empresa, os estudos do Mercado, ou seja, ao livre jogo da «mão oculta» dos mercados; entretanto, et pour cause, o capitalismo parecia florescer com aquele belo aspecto das papoilas que fornecem o ópio.
II.
A ideologia conservadora, obscurantista, manipuladora, fundamentalista, lançou gasolina (literalmente:petróleo) na fogueira do fundamentalismo reactivo (que os capitalistas haviam alimentado contra a URSS).
III.
A acumulação desenfreada capitalista ameaça rebentar como uma bolha gigantesca, potenciando ao limite a sua pulsão destrutiva. Qual a filosofia, qual a teoria crítica, que faz falta? Aquela que tem vindo a resistir, malgré tout, ou uma nova, ou renovada, que conquiste as massas para uma alternativa esperançosa? Tal projecto de uma Filosofia Do Futuro ainda pertence à Filosofia?

domingo, 17 de maio de 2009

COMENTÁRIO

«A Razão Pura nunca existiu.»,«Falta inventar um novo imperativo categórico.»
Existiu na Filosofia e com que força e tradição! Continua a subsistir, latente, em certos idealismos do século passado (e Husserl não está isento de modo algum). De resto, as metafísicas não morreram. embora se disfarcem de «espiritualismos» (e P. Ricoeur não está isento), de neo-teologias, de aflorações místicas. Se algum materialismo (no sentido filosófico) tende para reducionismos biologistas ou, inversamente, sociologistas, não pouco idealismo (no sentido filosófico) padece da tentação da 'transcendência', seja de um 'Ser' oculto, seja de uma divindade sobrenatural.
Quanto ao «imperativo categórico» ele depende da clarificação das condições que possibilitam o conhecimento objectivo, pois que a racionalidade não só é necessária como é possível; contudo, e ao invés do que afirmam certos cientistas que se scudam na «neutralidade», esse(s) imperativo(s) remetem para o domínio da acção (pessoal, colectiva), para a ética, para a política e para a estética. Os chamados «valores» não valem nada se não emergirem das e imergirem nas condições concretas (forças e relações de produção; habitus, status, 'capital simbólico' e ideologias), conhecendo objectivamente e agindo subjectivamente.
A estética é uma forma de acção humana, não poucas vezes de um indivíduo solitário que comunica e co-move um público, a ética não está ausente, nem mesmo uma determinada forma de intervenção política. De Nietzsche a Deleuze sabemos isso. Nem o Heidegger da 'segunda fase' consegue convencer-nos do contrário, apesar dos seus esforços de uma 'interpretação do sentido', depurado de imperativos éticos...Cabe normalmente (ou por definição?) ao filósofo formular conceitos, proposições e imperativos; não o exigimos ao artista; porém, quer este fale do amor, da solidão na grande cidade, quer fale da guerra, fala-nos ao coração...da mente. Mobiliza-nos. Nesses instantes intensos em que um B. Brecht, ou um Artaut, nos interpelam, ou F. Bacon, L. Freud, não esquecendo nunca Picasso, ou a fotografia de S. Salgado, sentimos que uma força externa nos sacode e desassossega. Não é esse estado que origina o filosofar?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

PARADOXOS

I.
Não existe uma Ideia Pura ou Modelo com mais realidade que os seres determinados, ou fenómenos. Toda a doutrina que se apoia nessa crença é uma religião qualquer e, ao mesmo tempo, uma justificação do poder qualquer que ele seja (Um Poder Absoluto sobre poderes relativos); portanto, justificação da submissão, da inferioridade. É o império da Moral. Os «modelos» (que são sempre abstractos) são modos de classificação indispensáveis quando utilizados para essa finalidade.
II.
A crença numa racionalidade pura, superior, único meio de alcançar a Verdade, é uma variante dessa crença religiosa. Não existe Verdade Absoluta, o verdadeiro é um dispositivo do discurso, o resultado de um processo operado por uma colecção de subjectividades que recorrem ao método dedutivo e à experiência. É o Diálogo, a Análise e a Síntese. E é também uma «guerra», com e sem comas, entre ideias e interesses, e o seu resultado.
III.
A Razão não é uma «faculdade», é uma competência, uma aptidão. Um mecanismo cortical. Um instrumento operativo que se revelou há muito tempo mais vantajoso no confronto com a Natureza e entre os homens organizados em sociedades de qualquer tipo. Os progressos do Ocidente nos últimos séculos devem-se em boa parte a uma racionalidade lógica, técnica e científica, que forjou em condições concretas e singulares.
IV.
O que é racional não virá a ser real mais tarde ou mais cedo só porque o é. Depende, entre outras condições, da correlação de forças, pois que a própria vontade de tornar real o que é racional depende do poder que se tem.
V.
Se o que é racional é, em parte embora não no todo, relativo e circunstancial, então o que é racional é uma opção entre outras. O que é hoje racional pode deixar de sê-lo amanhã. A racionalidade que se soube impor como dominante numa determinada sociedade não tem que ser, por isso, a mais justa e necessária, e não se adequar a outro tipo de sociedade.

domingo, 10 de maio de 2009

AUTORES DE DESTAQUE

SLAVOJ ŽIŽEK (Psicanalista e filósofo, investigador de Sociologia)
J.L. PIO ABREU (Psiquiatra do Hospital da U. de Coimbra)

LEITURAS ACONSELHÁVEIS EM CIÊNCIAS SOCIAIS

ŽIŽEK, Slavoj, A Subjectividade Por Vir, Ed.Relógio D’Água; Lacrimae Rerum, Ed. Orfeu Negro
Van DIJK, Teun A., Discurso, Notícia e Ideologia, Estudos na Análise Crítica do Discurso, Ed.Campo das Letras.
CASTORIADIS, Cornelius, O Mundo Fragmentado, As encruzilhadas do Labirinto, Ed. Campo da Comunicação
VAKALOULIS, Michel, O Capitalismo Pós-Moderno, Elementos para uma análise sociológica, Ed. Campo da Comunicação
AMIN, Samir, O Vírus Liberal, A guerra permanente e a americanização do mundo, Campo das Letras.
ESTANQUE, Elísio e Mendes, José Manuel, Classes e Desigualdades Sociais em Portugal, Um estudo comparativo, Edições Afrontamento, 1997.
ADORNO, Theodor W., Lições de Sociologia, Edições 70.
Bourdieu, Pierre, Meditações Pascalianas, Ed.Celta; Contrafogos, Celta.
DELEUZE, Gilles e Guattari, Félix, O Anti-Édipo, Capitalismo e Esquizofrenia 1, Ed.Assírio & Alvim.
ABREU, J.L. Pio, Como tornar-se doente mental, Ed. Dom Quixote.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A ESCOLA DE FRANKFURT : TEORIA CRÍTICA E FILOSOFIA DA COMUNICAÇÃO

A primeira Escola de Frankfurt- A crítica do pensamento instrumental e das sociedades burocráticas.
Horkheimer, Adorno
Marcuse (A crítica da sociedade tecnológica; o pensamento unidimensional)
A segunda Escola-
Karl-Otto Apel
J. Habermas: os três interesses do conhecimento e a Ética da Discussão.

Tema actual: A crítica da racionalidade ocidental dominante.

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA