segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Fernando Savater
Fernando Fernández-Savater Martín nació en San Sebastián, España, el 21 de junio de 1947. Voraz lector desde pequeño, se licenció en Filosofía en la Universidad Complutense de Madrid. Fue docente en la Universidad Autónoma de Madrid hasta 1971. Tuvo que exiliarse durante los últimos años del régimen franquista debido a sus ideas políticas y filosóficas (que quedaron patentes en sus dos ensayos de 1972: Nihilismo y acción y La filosofía tachada). Ha estado fuertemente influido por filósofos como Nietzsche, Cioran y Spinoza. Tras su regreso a España ha sido profesor de Ética y Sociología de la UNED , catedrático de Ética de la Universidad del País Vasco y catedrático de Filosofía de la Complutense de Madrid. Colaborador del diario El País, codirige junto a Javier Pradera la revista Claves para la razón práctica.
Ensayista, filósofo y escritor, quedó finalista del premio Planeta por su novela El jardín de las dudas; ha recibido el Premio Nacional de Ensayo, el Premio Cuco Cerecedo y el Premio Anagrama, entre otros galardones. Especialmente crítico con el nacionalismo vasco y el terrorismo de ETA, su postura política ha suscitado numerosas polémicas, al igual que su Manifiesto por la lengua común y su defensa del laicismo.
in Lecturalia
Ensayista, filósofo y escritor, quedó finalista del premio Planeta por su novela El jardín de las dudas; ha recibido el Premio Nacional de Ensayo, el Premio Cuco Cerecedo y el Premio Anagrama, entre otros galardones. Especialmente crítico con el nacionalismo vasco y el terrorismo de ETA, su postura política ha suscitado numerosas polémicas, al igual que su Manifiesto por la lengua común y su defensa del laicismo.
in Lecturalia
sábado, 26 de fevereiro de 2011
F. SAVATER (filósofo)- Uma perspectiva
(vista por F. Savater)
Especialistas reunidos em Espanha
Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
Especialistas reunidos em Espanha
Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar
Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.
'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.
'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.
Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.
No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..
'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.
Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.
Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.
A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.
'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.
'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.
Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.
'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.
Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.
Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Assim demonstra o que é a NATO
A NATO prepara-se para intervir na Líbia. O programa adoptado no seu encontro recente em Lisboa "permite-lhe". Isto é, a NATO permite-se intervir sempre e onde lhe apetece. A pretexto de qualquer coisa (o pretexto é a justiticação do seu papel de polícia). Certo é que o regime de Kadhafi está fornecer-lhe de bandeja o pretexto. A intervenção militar na Líbia é um antigo desejo da NATO. Faltava-lhe a oportunidade e um bom pretexto (mesmo assim, interveio - os E.U.A.-, bombardeando a residência de Kadhafi).
Pelo seu lado, Kadhafi agita o papão da Al-Kaheda para afugentar a NATO (e para justificar o terror que instalou).
Pelo seu lado, Kadhafi agita o papão da Al-Kaheda para afugentar a NATO (e para justificar o terror que instalou).
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
O crepúsculo dos deuses
O auto-intitulado "Líder da Revolução", o autor do famoso "Livro Verde", ditador paternalista da Líbia, ocupante do poder há quarenta anos, descendente da dinastia que realizou a revolução nacionalista da Líbia nos anos cinquenta, está em maus lençóis. Os "de baixo" já não suportam os "de cima", e "os de cima" já não aguentam os "de baixo". O livrinho "verde", se não chega a ter a triste memória do famigerado livrinho "Vermelho" do falecido Mao, tem, no entanto, feias manchas negras (a tragédia do avião britânico de passageiros tem causas mais do que suspeitas). Kadhafi fomentou em tempos passados muitas expectativas e até elogios de variados quadrantes das esquerdas do Ocidente e do Extremo Oriente. Nacionalizara os recursos nacionais (a imensa e cobiçada riqueza petrolífera), expulsara os abutres do imperialismo, afrontara com firmeza os E.U.A. e as potências neo-colonialistas europeias, desempenhara um papel decisivo na unidade africana que tentou sacudir o jugo colonial e neo-colonial, transformou um país desértico e escassamente povoado numa potência regional, canalizou a água de um lençol friático e irrigou as areias, não cometeu as barbaridades de que era acusado pelo imperialismo e suas agências mundiais de contra-informação, foi alvo de um bombardeamento assassino que quase o matou no seu próprio palácio. Em suma: o imperialismo odiava-o e, ao que parecia, o povo amava-o, ou, pelo menos, consentia-o.
O lado mau da história, porém, não pára nunca: um autoritarismo cada vez mais megalómano e ditatorial, uma dinastia corrupta (a ver pelos filhos e enteados), um Corpo de legionários ferozes, um isolamento internacional sem remédio...Kadhafi, o visionário, passou à história (pelo lado mau). O seu discurso televisionado contra os opositores é uma peça inesquecível de maldade, ressentimento e loucura desesperada.
Neste entretanto o imperialismo mostra a sua ganância e a sua ânsia de invadir a Líbia a pretexto de. Gostava de Mubarak, seu fantoche preferido, odeia Kadhafi.
Todavia, Kadhafi, hoje, não merece o amor de ninguém. Exceto dos seus apoiantes fanáticos que percorrem as ruas como um exército fantasma, de sombras e de zombies. O horror de um fim de festa.
O lado mau da história, porém, não pára nunca: um autoritarismo cada vez mais megalómano e ditatorial, uma dinastia corrupta (a ver pelos filhos e enteados), um Corpo de legionários ferozes, um isolamento internacional sem remédio...Kadhafi, o visionário, passou à história (pelo lado mau). O seu discurso televisionado contra os opositores é uma peça inesquecível de maldade, ressentimento e loucura desesperada.
Neste entretanto o imperialismo mostra a sua ganância e a sua ânsia de invadir a Líbia a pretexto de. Gostava de Mubarak, seu fantoche preferido, odeia Kadhafi.
Todavia, Kadhafi, hoje, não merece o amor de ninguém. Exceto dos seus apoiantes fanáticos que percorrem as ruas como um exército fantasma, de sombras e de zombies. O horror de um fim de festa.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Wall Street contra os pobres e a classe média: O orçamento 2012 de Obama é uma ferramenta da guerra de classe
O novo orçamento de Obama é uma continuação da guerra de classe da Wall Street contra os pobres e as camadas médias.
A Wall Street não acabou connosco quando os banksters venderam os seus derivativos fraudulentos aos nossos fundos de pensão, arruinaram as perspectivas de empregos e planos de aposentação dos americanos, asseguraram um salvamento de US$700 mil milhões a expensas dos contribuintes enquanto arrestavam os lares de milhões de americanos e sobrecarregavam o balanço da Reserva Federal com vários milhões de milhões de dólares papel financeiro lixo em troca de dinheiro recem criado para escorar os balanços dos bancos.
O efeito da "facilidade quantitativa" da Reserva Federal sobre a inflação, as taxas de juro e o valor cambial do dólar ainda está para nos atingir. Quando o fizer, os americanos obterão uma lição do que é a pobreza.
As oligarquias dominantes atacaram novamente, desta vez através do orçamento federal. O governo dos EUA tem um enorme orçamento militar e de segurança. Ele é tão grande quanto os orçamentos do resto do mundo somados. Os orçamentos do Pentágono, da CIA e da Segurança Interna representam US$1,1 milhão de milhões do défice federal que a administração Obama prevê para o ano fiscal de 2012. Este gasto deficitário maciço serve apenas a um único propósito – o enriquecimento de companhias privadas que servem o complexo militar/securitário. Estas companhias, juntamente com aquelas da Wall Street, são quem elege o governo dos EUA.
Os EUA não têm inimigos excepto aqueles que os próprios EUA criam ao bombardearem e invadirem outros países e pelo derrube de líderes estrangeiros e instalação de fantoches americanos no seu lugar.
A China não efectua exercícios navais ao largo da costa da Califórnia, mas os EUA efectuam jogos de guerra junto às suas costas no Mar da China. A Rússia não concentra tropas nas fronteiras da Europa, os EUA instalam mísseis nas fronteiras da Rússia. Os EUA estão determinados a criar tantos inimigos quanto possível a fim de continuar a sangrar a população americana para alimentar o voraz complexo militar/securitário.
O governo dos EUA gasta realmente US$56 mil milhões por ano a fim de que os americanos que viajam de avião possam ser porno-rastreados e sexualmente tacteados de modo a que firmas representadas pelo antigo secretário da Segurança Interna Michael Chertoff possam ganhar grandes lucros vendendo o equipamento de rastreamento (scanning).
Com um défice orçamental perpétuo conduzido pelo desejo de lucros do complexo militar/securitário, a causa real do enorme défice do orçamento dos EUA está fora dos limites para discussão.
O secretário belicista da Guerra, Robert Gates, declarou: "Se evitarmos as nossas responsabilidades da segurança global é sob o nosso risco". As altas patentes militares advertem contra o corte de qualquer dos milhares de milhões de ajuda a Israel e ao Egipto, dois dos funcionários da sua "política" para o Médio Oriente.
Mas o que são as "nossas" responsabilidades globais de segurança? De onde vieram? Por que a América ficaria em perigo se cessasse de bombardear e invadir outros países e de interferir nos seus assuntos internos? Os riscos que a América enfrenta são criados por ela própria.
A resposta a esta pergunta costumava ser que do contrário seríamos assassinados nas nossas camas pela "conspiração comunista mundial". Hoje a resposta é que seremos assassinados nos nossos aviões, estações de comboios e centros comerciais por "terroristas muçulmanos" e por uma recem criada ameaça imaginária – "extremistas internos", isto é, manifestantes contra a guerra e ambientalistas.
O complexo militar/securitário dos EUA é capaz de criar qualquer número de invencionices (false flag) a fim de fazer com que estas ameaças pareçam reais para um público cuja inteligência é limitada à TV, experiências em centros comerciais e jogos de futebol.
Assim os americanos estão fincados em enormes défices orçamentais que a Reserva Federal deve financiar imprimindo dinheiro novo, dinheiro que mais cedo ou mais tarde destruirá o poder de compra do dólar e o seu papel como divisa de reserva mundial. Quando o dólar se for, o poder americano também irá.
Para as oligarquias dominantes, a questão é: como salvar o seu poder.
A sua resposta é: fazer o povo pagar.
E isso é o que o seu mais recente fantoche, o presidente Obama, está a fazer.
Com os EUA na pior recessão desde a Grande Depressão, uma grande recessão que John Williams e Gerald Celente, assim como eu próprio, afirmaram estar a aprofundar-se, o "orçamento Obama" tem como objectivo programas de apoio para os pobres e os desempregados. As elites americanas estão a transformar-se em idiotas quando procuram replicar na América as condições que levaram aos derrubes de elites analogamente corruptas na Tunísia e no Egipto e a desafios crescentes aos demais governos fantoches.
Tudo o que precisamos é de uns poucos milhões mais de americanos sem nada a perder a fim de trazer as perturbações no Médio Oriente para dentro da América.
Com os militares estado-unidenses atolados em guerras lá fora, uma revolução americana teria óptima oportunidade de êxito.
Políticos americanos têm de financiar Israel pois o dinheiro retorna em contribuições de campanha.
O governo dos EUA deve financiar os militares egípcios para haver alguma esperança de transformar o próximo governo egípcio em outro fantoche americano que servirá Israel pelo bloqueio contínuo dos palestinos arrebanhados no gueto de Gaza.
Estes objectivos são de longe mais importantes para a elite americana do que o Pell Grants que permite a americanos pobres obterem educação, ou água limpa, ou block grants comunitários, ou o programa de assistência em energia aos baixos rendimentos (cortado na mesma quantia em que os contribuintes americanos são forçados a dar a Israel).
Também há US$7.700 milhões de cortes no Medicaid e outros programas de saúde ao longo dos próximos cinco anos.
Dada a magnitude do défice orçamental dos EUA, estas somas são uma ninharia. Os cortes não terão qualquer efeito sobre as necessidades de financiamento do Tesouro. Eles não interromperão a necessidade de imprimir dinheiro do Federal Reserve a fim de manter o governo dos EUA em operação.
Estes cortes servem apenas uma finalidade: reforçar o mito do Partido Republicano de que a América está em perturbação económica por causa dos pobres. Os pobres são preguiçosos. Eles não querem trabalhar. A única razão porque o desemprego é alto é que os pobres preferem confiar no estado previdência.
Um novo acréscimo ao mito do estado previdência é que membros da classe média saídos recentemente de faculdades não querem os empregos que lhes são oferecidos porque os seus pais têm demasiado dinheiro e os rapazes gostam de viver em casa sem terem de fazer nada. Uma geração mimada, eles saem da universidade recusando qualquer emprego que não seja para começar como executivo principal de uma companhia da Fortune 500. A razão porque licenciados em engenharia não conseguem entrevistas de emprego é que não os querem.
Tudo isto leva a um assalto aos "direitos adquiridos", o que significa Segurança Social e Medicare. As elites programaram, através do seu controle dos media, uma grande parte da população, especialmente os que se consideram conservadores, a assimilar o conceito de "direitos adquiridos" ao de estado previdência. A América está a ir para o inferno não por causa de guerras externas que não servem qualquer objectivo americano, mas porque o povo, que durante toda a sua vida pagou 15% das suas remunerações para pensões de velhice e cuidados médicos, quer "dádivas" nos seus anos de aposentação. Por que estas pessoas egocêntricas pensam que trabalhadores americanos deveriam ser forçados através de contribuições sobre remunerações a pagar as pensões e cuidados médicos dos afastados do trabalho? Porque os afastados não consomem menos e preparam a sua própria aposentação?
A linha da elite, e a dos seus porta-vozes contratados em "think tanks" e universidades, é de que a América está perturbada devido aos afastados do trabalho.
Demasiados americanos tiveram os seus cérebros lavados a fim de acreditar que a América está em perturbação por causa dos seus pobres e afastados do trabalho. A América não está perturbada porque coage um número decrescente de contribuintes a suportarem os enormes lucros do complexo militar/securitário, governos fantoche americanos lá fora e Israel.
A solução da elite americana para os problemas da América não é simplesmente arrestar as casas dos americanos cujos empregos foram exportados, mas aumentar o número de americanos aflitos com nada a perder, de doentes, afastados do trabalho e privados de tudo e de licenciados das universidades que não podem encontrar os empregos que foram enviados para a China e a Índia.
De todos os países do mundo, nenhum necessita uma revolução tão urgentemente quanto os Estados Unidos, um país dominado por um punhado de oligarcas egoístas que têm mais rendimento e riqueza do que pode ser gasto durante toda uma vida.
Ver também: Obama's Budget is a Fantastic Comedy
[*] Ex-editor do Wall Street Journal e ex-secretário assistente do Tesouro dos EUA. Seu livro mais recente, HOW THE ECONOMY WAS LOST , acaba de ser publicado pela CounterPunch/AK Press. PaulCraigRoberts@yahoo.com
O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts02182011.html
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
A Wall Street não acabou connosco quando os banksters venderam os seus derivativos fraudulentos aos nossos fundos de pensão, arruinaram as perspectivas de empregos e planos de aposentação dos americanos, asseguraram um salvamento de US$700 mil milhões a expensas dos contribuintes enquanto arrestavam os lares de milhões de americanos e sobrecarregavam o balanço da Reserva Federal com vários milhões de milhões de dólares papel financeiro lixo em troca de dinheiro recem criado para escorar os balanços dos bancos.
O efeito da "facilidade quantitativa" da Reserva Federal sobre a inflação, as taxas de juro e o valor cambial do dólar ainda está para nos atingir. Quando o fizer, os americanos obterão uma lição do que é a pobreza.
As oligarquias dominantes atacaram novamente, desta vez através do orçamento federal. O governo dos EUA tem um enorme orçamento militar e de segurança. Ele é tão grande quanto os orçamentos do resto do mundo somados. Os orçamentos do Pentágono, da CIA e da Segurança Interna representam US$1,1 milhão de milhões do défice federal que a administração Obama prevê para o ano fiscal de 2012. Este gasto deficitário maciço serve apenas a um único propósito – o enriquecimento de companhias privadas que servem o complexo militar/securitário. Estas companhias, juntamente com aquelas da Wall Street, são quem elege o governo dos EUA.
Os EUA não têm inimigos excepto aqueles que os próprios EUA criam ao bombardearem e invadirem outros países e pelo derrube de líderes estrangeiros e instalação de fantoches americanos no seu lugar.
A China não efectua exercícios navais ao largo da costa da Califórnia, mas os EUA efectuam jogos de guerra junto às suas costas no Mar da China. A Rússia não concentra tropas nas fronteiras da Europa, os EUA instalam mísseis nas fronteiras da Rússia. Os EUA estão determinados a criar tantos inimigos quanto possível a fim de continuar a sangrar a população americana para alimentar o voraz complexo militar/securitário.
O governo dos EUA gasta realmente US$56 mil milhões por ano a fim de que os americanos que viajam de avião possam ser porno-rastreados e sexualmente tacteados de modo a que firmas representadas pelo antigo secretário da Segurança Interna Michael Chertoff possam ganhar grandes lucros vendendo o equipamento de rastreamento (scanning).
Com um défice orçamental perpétuo conduzido pelo desejo de lucros do complexo militar/securitário, a causa real do enorme défice do orçamento dos EUA está fora dos limites para discussão.
O secretário belicista da Guerra, Robert Gates, declarou: "Se evitarmos as nossas responsabilidades da segurança global é sob o nosso risco". As altas patentes militares advertem contra o corte de qualquer dos milhares de milhões de ajuda a Israel e ao Egipto, dois dos funcionários da sua "política" para o Médio Oriente.
Mas o que são as "nossas" responsabilidades globais de segurança? De onde vieram? Por que a América ficaria em perigo se cessasse de bombardear e invadir outros países e de interferir nos seus assuntos internos? Os riscos que a América enfrenta são criados por ela própria.
A resposta a esta pergunta costumava ser que do contrário seríamos assassinados nas nossas camas pela "conspiração comunista mundial". Hoje a resposta é que seremos assassinados nos nossos aviões, estações de comboios e centros comerciais por "terroristas muçulmanos" e por uma recem criada ameaça imaginária – "extremistas internos", isto é, manifestantes contra a guerra e ambientalistas.
O complexo militar/securitário dos EUA é capaz de criar qualquer número de invencionices (false flag) a fim de fazer com que estas ameaças pareçam reais para um público cuja inteligência é limitada à TV, experiências em centros comerciais e jogos de futebol.
Assim os americanos estão fincados em enormes défices orçamentais que a Reserva Federal deve financiar imprimindo dinheiro novo, dinheiro que mais cedo ou mais tarde destruirá o poder de compra do dólar e o seu papel como divisa de reserva mundial. Quando o dólar se for, o poder americano também irá.
Para as oligarquias dominantes, a questão é: como salvar o seu poder.
A sua resposta é: fazer o povo pagar.
E isso é o que o seu mais recente fantoche, o presidente Obama, está a fazer.
Com os EUA na pior recessão desde a Grande Depressão, uma grande recessão que John Williams e Gerald Celente, assim como eu próprio, afirmaram estar a aprofundar-se, o "orçamento Obama" tem como objectivo programas de apoio para os pobres e os desempregados. As elites americanas estão a transformar-se em idiotas quando procuram replicar na América as condições que levaram aos derrubes de elites analogamente corruptas na Tunísia e no Egipto e a desafios crescentes aos demais governos fantoches.
Tudo o que precisamos é de uns poucos milhões mais de americanos sem nada a perder a fim de trazer as perturbações no Médio Oriente para dentro da América.
Com os militares estado-unidenses atolados em guerras lá fora, uma revolução americana teria óptima oportunidade de êxito.
Políticos americanos têm de financiar Israel pois o dinheiro retorna em contribuições de campanha.
O governo dos EUA deve financiar os militares egípcios para haver alguma esperança de transformar o próximo governo egípcio em outro fantoche americano que servirá Israel pelo bloqueio contínuo dos palestinos arrebanhados no gueto de Gaza.
Estes objectivos são de longe mais importantes para a elite americana do que o Pell Grants que permite a americanos pobres obterem educação, ou água limpa, ou block grants comunitários, ou o programa de assistência em energia aos baixos rendimentos (cortado na mesma quantia em que os contribuintes americanos são forçados a dar a Israel).
Também há US$7.700 milhões de cortes no Medicaid e outros programas de saúde ao longo dos próximos cinco anos.
Dada a magnitude do défice orçamental dos EUA, estas somas são uma ninharia. Os cortes não terão qualquer efeito sobre as necessidades de financiamento do Tesouro. Eles não interromperão a necessidade de imprimir dinheiro do Federal Reserve a fim de manter o governo dos EUA em operação.
Estes cortes servem apenas uma finalidade: reforçar o mito do Partido Republicano de que a América está em perturbação económica por causa dos pobres. Os pobres são preguiçosos. Eles não querem trabalhar. A única razão porque o desemprego é alto é que os pobres preferem confiar no estado previdência.
Um novo acréscimo ao mito do estado previdência é que membros da classe média saídos recentemente de faculdades não querem os empregos que lhes são oferecidos porque os seus pais têm demasiado dinheiro e os rapazes gostam de viver em casa sem terem de fazer nada. Uma geração mimada, eles saem da universidade recusando qualquer emprego que não seja para começar como executivo principal de uma companhia da Fortune 500. A razão porque licenciados em engenharia não conseguem entrevistas de emprego é que não os querem.
Tudo isto leva a um assalto aos "direitos adquiridos", o que significa Segurança Social e Medicare. As elites programaram, através do seu controle dos media, uma grande parte da população, especialmente os que se consideram conservadores, a assimilar o conceito de "direitos adquiridos" ao de estado previdência. A América está a ir para o inferno não por causa de guerras externas que não servem qualquer objectivo americano, mas porque o povo, que durante toda a sua vida pagou 15% das suas remunerações para pensões de velhice e cuidados médicos, quer "dádivas" nos seus anos de aposentação. Por que estas pessoas egocêntricas pensam que trabalhadores americanos deveriam ser forçados através de contribuições sobre remunerações a pagar as pensões e cuidados médicos dos afastados do trabalho? Porque os afastados não consomem menos e preparam a sua própria aposentação?
A linha da elite, e a dos seus porta-vozes contratados em "think tanks" e universidades, é de que a América está perturbada devido aos afastados do trabalho.
Demasiados americanos tiveram os seus cérebros lavados a fim de acreditar que a América está em perturbação por causa dos seus pobres e afastados do trabalho. A América não está perturbada porque coage um número decrescente de contribuintes a suportarem os enormes lucros do complexo militar/securitário, governos fantoche americanos lá fora e Israel.
A solução da elite americana para os problemas da América não é simplesmente arrestar as casas dos americanos cujos empregos foram exportados, mas aumentar o número de americanos aflitos com nada a perder, de doentes, afastados do trabalho e privados de tudo e de licenciados das universidades que não podem encontrar os empregos que foram enviados para a China e a Índia.
De todos os países do mundo, nenhum necessita uma revolução tão urgentemente quanto os Estados Unidos, um país dominado por um punhado de oligarcas egoístas que têm mais rendimento e riqueza do que pode ser gasto durante toda uma vida.
Ver também: Obama's Budget is a Fantastic Comedy
[*] Ex-editor do Wall Street Journal e ex-secretário assistente do Tesouro dos EUA. Seu livro mais recente, HOW THE ECONOMY WAS LOST , acaba de ser publicado pela CounterPunch/AK Press. PaulCraigRoberts@yahoo.com
O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/roberts02182011.html
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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