terça-feira, 29 de março de 2011

Rosa Luxemburgo

Foto de Luxemburgo

Rosa Luxemburgo


1871 - 1919

Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão.

Actualmente estão disponíveis em Português as seguintes obras - seja diretamente no arquivo ou através de ligações para outros locais da rede:

1894 - Fev

Quais São as Origens do Dia dos Trabalhadores?

1898 - Set

Oportunismo e a Arte do Possível

1898 - Out

Congresso de Stuttgart do Partido Social Democrata Alemão

1899

Liberdade de Crítica

1900

Reforma ou Revolução

1901 - Mai

Ao Conselho Nacional do Partido dos Trabalhadores Francês

1902 - Set

A Jornada de Oito Horas no Congresso do Partido

1902

A Causa da Derrota

1903 - Mar

A Teoria Marxista e o Proletariado

1904 - Mai

Na Tempestade

1905 - Fev

A Revolução na Rússia

1905

O Socialismo e as Igrejas

1908 - Mar

25° Aniversário da Morte de Marx

1911 - Set

Um Equívoco Engraçado

1911 - Set

À Conferência de União das Organizações Socialistas em Manchester

1913 - Abr

Em Marcha com a Idéia do Dia dos Trabalhadores

1915 - Mai

A Crise da Social-Democracia (Folheto Junius)

1918 - Dez

O Que Quer a Liga Espartaco?

1918 - Dez

Assembléia Nacional ou Governo dos Conselhos?

1918 - Dez

A Socialização da Sociedade

1919 - Jan

O Que os Líderes Estão Fazendo?
1919 - Jan

A Ordem Reina em Berlim

domingo, 27 de março de 2011

Entendimento

A Esquerda devia entender-se entre ela. O PCP, o BE, os Verdes. Face à Direita que está unida (não aprece, mas está) e quer o mesmo, a Esquerda devia elaborar uma Resolução, ou uma plataforma de entendimento, contendo exclusivamente os objectivos e as soluções comuns (quando os seus porta-vozes falam em público não se vislumbram grandes diferenças). Se agora, juntos, valem um pouco mais que 20% (1/5 do eleitorado), é possível, seria possível, que valessem bastante mais.
Os militantes desses parrtidos deviam ser consultados sobre essa questão.
A Direita e o PS (cuja orientação sempre foi, no governo, de direita) são responsáveis pela situação que vivemos. Contudo, os sectarismos também têm a sua dose.
Do PS não se espera diálogos com a sua Esquerda, nunca os fez, não os fará. O PCP, pelo contrário, na sua longa vida de noventa anos, mostrou ser capaz, em circunstâncias muito difíceis, de estabelecer programas comuns ( o programa que apresentou no célebre Congresso de Aveiro antes do 25 de Abril, é um bom exemplo). A situação é hoje tão grave que merece esta reflexão.

Os sonhos imperiais

Ninguém que siga os acontecimentos na Líbia através dos media (ou até de de jornais de referência estrangeiros e portugueses) conhece o programa político dos revoltosos. Muito menos os países atacantes dão a conhecer os seus verdadeiros propósitos. Todas as guerras de rapina têm esta característica : parecem ser por causa de qualquer coisa. A coisa é também aparência.

A França foi a primeira a atacar. Percebe-se: a Argélia ficou-lhe entalada na garganta (perdeu-a, levou uma sova e saíu de lá humilhada). A França sempre teve um problema com a África: comeu-lhe uns bocados, gostou, está lá metida até aos ombros (grandes negócios), cobiça mais do que a boca lhe permite, detesta a crescente presença da China.
Se a França sempre foi colonialista mas nunca conseguiu um verdadeiro império, a Inglaterra sempre foi imperialista. Sobram-lhe recordações no seu álbum de família (o avôzinho com grandes bigodes, heróico militar da Ìndia) e umas ilhas àsperas chamadas Maldivas ( a que os ingleses baptizaram com um nome diferente) em cuja defesa obstinada investiram todo o seu potencial patriótico imperialista. Tornaram-se a muleta dos E.U.A., porque a língua em que os negócios se exprimem é a mesma.

Colonialismo e manipulação

1. O ataque continuado das forças da NATO às forças terrestres dos apoiantes de Kadhafi demonstram em absoluto os propósitos colonialistas: a decisão da ONU era exclusivamente impôr a "exclusão aérea".

 2. De uma mega-maifestação de meio milhão de pessoas em Londres contra as políticas anto-populares os media retiram apenas o episódio da violência de um pequeno grupo: os manifestantes "semearam o caos" (!!) e as "forças da ordem" esforçaram-se por instalar a "ordem". Bonito.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Actos coloniais

Uma impostura criminosa


por Danilo Zolo [*]



Mesmo uma leitura rápida da resolução 1973 de 17 de Março, com a qual foi decidida a "zona de interdição de voo" contra a Líbia, é suficiente para encontrar uma violação gravíssima da Carta das Nações Unidas, além da do direito internacional geral.

O vento de revolta que sopra sobre os países do Maghreb e do Mashrek, da Tunísia à Líbia, ao Egipto, ao Iémen e ao Bahrein, não anuncia uma nova Primavera para as populações árabe-muçulmanas. A liberdade, a democracia, a justiça, um mínimo de bem-estar são um sonho ainda muito longínquo. Os seus inimigos são poderosos. A guerra que desencadearam ante ontem os aliados europeus, França e Grã-Bretanha, com os Estados Unidos contra a Líbia é a prova da sua vontade de por sob o seu controle a área mediterrânica, todo o Golfo e, em perspectiva, a África.

A exaltação dos direitos humanos, a garantia da segurança e da paz, são pura retórica, uma enésima impostura sanguinária após as agressões trágicas contra o Iraque e o Afeganistão e após os massacres que o Estado de Israel – aliado muito estreito dos EUA – efectua e continua a efectuar contra o povo palestino.

Os Estados Unidos, desta vez numa confusão aberta com seus aliados e provavelmente no interior da sua própria administração, tentam com grande esforços esconder a sua vocação neo-colonial e neo-imperial sob o hábito da enésima intervenção humanitária. A violação desenvolta da Carta das Nações Unidas e a utilização oportunista do Conselho de Segurança das Nações Unidas são a prova da sua irreprimível vontade de poder. Repete-se à letra o modelo da agressão criminosa da NATO contra a Sérvia em 1999, desejada pelo presidente Clinton para a "libertação" do Kosovo. Tratou-se de uma intervenção "humanitária" que massacrou, a partir do céu, milhares de pessoas inocentes. Mesmo uma leitura rápida da resolução 1973 de 17 de Março, com a qual foi decidida a "zona de interdição de voo" contra a Líbia, é suficiente para encontrar uma violação gravíssima da Carta das Nações Unidas, além da do direito internacional geral. A violação da Carta é evidente se se pensa que a cláusula 7 do artigo 2 estipula que "nenhuma disposição do presente Estatuto autoriza as Nações Unidas a intervirem em questões que pertencem à competência interna de um Estado". É portanto indiscutível que a "guerra civil" da competência interna da Líbia não é um acontecimento de que o Conselho de Segurança se possa ocupar militarmente.

Além disso, o artigo 39 da Carta das Nações Unidas prevê que o Conselho de Segurança pode autorizar a utilização da força militar só após ter verificado a existência de uma ameaça internacional à paz, uma violação da paz ou um acto de agressão (da parte de um Estado contra outro Estado). Trata-se portanto de uma segunda razão, absoluta, que torna criminoso o massacre de pessoas inocentes que os voluntaristas aliados europeus e os Estados Unidos se preparam para fazer na Líbia. E cobre de vergonha o governo italiano empenhado, com as suas bases e seus aviões militares, em contribuir para derramar o sangue de povo de que ele enfaticamente declarava-se amigo até às últimas semanas. Já não há qualquer sentido em servir-se – como o faz em várias ocasiões a resolução 1973 do Conselho de Segurança – da dita "responsabilidade de proteger" (Responsability to protect). Trata-se da muito contestada resolução 1674 de 28 de Abril do Conselho de Segurança. Em caso de violação grave confirmada dos direitos humanos por parte de um Estado, o Conselho de Segurança – sustenta-se – pode declarar que se trata de uma ameaça à paz e à segurança internacional. E pode assim adoptar todas as medidas militares que julgar oportunas. Não há necessidade de gastar muitas palavras para argumentar que o Conselho de Segurança não é competente para dar origem a novas normas de direito internacional. E também é evidente que a "guerra civil" interna na Líbia não representava e não representa uma ameaça à paz e à segurança internacional, como de resto cinco membros do Conselho de Segurança (Alemanha, Rússia, Índia, China e Brasil) sustentaram implicitamente ao recusar votar a favor da resolução. Além disso, estes deploraram a agressão que a França, Inglaterra e Estados Unidos desencadearam contra a população líbia em nome da vigilância sobre os direitos humanos. Assim como a Liga Árabe que sustentou que, de qualquer modo, seu objectivo é "salvar os civis e não matar outros". Doravante é evidente que outras vias podiam ser tomadas para a busca de uma mediação e para uma solução do conflito.

Até há pouco tempo estávamos convencidos de que os Estados Unidos haviam mudado de rosto graças ao novo presidente Barack Obama. Mas actualmente estamos certos de que o rosto não basta e que pode mesmo servir de máscara, como mostram a continuidade da guerra no Afeganistão, o silêncio aquiescente sobre o desastre do povo palestino, o encerramento falhado – apesar de prometido – de Guantanamo. Tudo a propósito de direitos humanos.

Nada mudou na estratégia hegemónica dos Estados Unidos e isso terá consequências muito graves exactamente em relação ao povo líbio que pareceu querer salvar-se da violência de um ditador. É fácil prever que a guerra não cessará enquanto Kadafi não for feito prisioneiro ou morto (tal como o líder iraquiano Saddam Hussein foi enforcado pela vontade do presidente dos Estados Unidos George W. Bush). E também é fácil prever que, acaba a guerra, os Estados Unidos exercerão o seu poder para garantir o controle da Líbia – ou do "Estado" da Cirenaica, tal como controlam hoje militarmente e estrategicamente o Kosovo – para explorar seus recursos energéticos muito ricos, tal como ocorreu no Iraque.

Esta é, e será, a "guerra justa" do Mediterrâneo de Barack Obama e da "falcoa" Hillary Clinton.

[*] Professor de filosofia do direito internacional na Universidade de Florença e director do Jura Gentium Journal, Rivista di filosofia del diritto internazionale e della politica globale.

O original encontra-se em il manifesto , edição de 22/Março/2011. A versão em francês em

http://www.legrandsoir.info/Une-imposture-criminelle.html

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os imperadores

O discurso da chanceler Ângela Merckel vituperando o parlamento português por haver chumbado o PEC IV é uma afronta à soberania de um país, um abuso intolerável, uma intromissão que denuncia a prepotência do regime do grande capital que governa a Alemanha e impõe as regras em Bruxelas. Tão intolerável quanto nós sabemos como esse regime, a Alemanha em particular, tem beneficiado com a estagnação das economias dos países devedores. Em rigor não devemos dinheiro à Alemanha, mas aos mercados financeiros. Sócrates desloca-se a Bruxelas para engraxar as botas dos imperadores.
Entretanto, os media portugueses (replicando os media estrangeiros) já preparam o caminho para a necessidade da convergência (que sempre existiu, de resto) entre os partidos da Direita (onde incluo o PS). Influenciam já despudoradamente o eleitorado. A manobra é esta: Bruxelas exige isso, portanto obedeçamos. E lá vai o povinho eleger quem eles querem.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Morreu o Rei! Viva o Rei!

Esperemos que este grito que perdurou durante séculos e séculos não ecoe depois das eleições que se anteciparam. "Sócrates,Rua!" já era o grito unânime que centenas de milhar de portugueses, trabalhadores e sofridos, fizeram ecoar nas ruas em vezes sucessivas e suficientemente alto. Esperemos, então, que não tenhamos mais do mesmo (pior não é possível). Sócrates livrou-se de aplicar este pacote último (verdadeiramente infernal para os trabalhadores - empregados, desempregados, reformados) e, se calhar, foi esse o seu propósito, para se apresentar nas eleições com um discurso populista e aldrabão. Mas em aldrabice e hipocrisia o PSD não fica atrás. Pois não aprovou todos os pacotes e principalmente o Orçamento Geral do Estado? Acusa o Governo de não ter sabido aplicar as medidas. E isto diz tudo. Só será enganado quem quer.

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA