quarta-feira, 30 de março de 2011

ERNST BLOCH

1885: Nasce Ernst Bloch, filósofo da utopia e da esperança




Ernst Bloch
A 8 de julho de 1885 nascia o filósofo do "princípio esperança" e da "utopia concreta" e um dos mentores do movimento estudantil. Décadas depois, o pensamento do alemão Ernst Bloch permanece vivo.

Um punho esquerdo cerrado; abaixo do polegar, uma estrela. No ano da morte de Ernst Bloch, o diretório acadêmico da Universidade de Tübingen propôs que a instituição adotasse o nome do filósofo, acompanhado desta logomarca.

A homenagem lembra que Bloch foi um dos pais intelectuais do movimento estudantil. O punho fechado em protesto evoca um gesto muito repetido por ele em suas palestras, expressando resistência contra a injustiça existente.

"Utopia concreta"

Ernst Bloch nasceu em 8 de julho de 1885, numa família judaica de Ludwigshafen. Muitos anos mais tarde, ele ainda definiria como constitutivo para seu pensamento o contraste entre a cidade natal, industrial e operária, e a vizinha Mannheim, burgo da cultura burguesa herdada.

Em 1905, iniciou seus estudos de Filosofia, Germanística, Física e Música em Munique e Würzburg, doutorando-se em Filosofia três anos mais tarde. Já em 1918 publicou a obra Espírito da utopia, onde afirma: "O mundo existente é o mundo passado, porém o anseio humano, em ambas suas formas – como inquietude e como sonho acordado – é a vela que leva ao outro mundo".

 Bloch no congresso 'A grave situação da democracia', em 30/10/1966, Frankfurt, defendendo-se das acusações de perseguir o irrealizável, desenvolverá o conceito, aparentemente paradoxal, da "utopia concreta", distanciando-se assim tanto do puro sonho quanto do banimento de todas as esperanças para um mundo melhor, para o além.

À idéia freudiana do inconsciente como algo "não-mais-consciente", o filósofo justapõe a existência do "ainda-não-consciente". "Sobretudo nos dias de expectativa, em que predomina não o que já foi, mas sim o que está por vir, na dor indignada, na gratidão da felicidade, na visão do amor [...], transpomos claramente as fronteiras de um saber ainda-não-conhecido."

Nasce o "Princípio Esperança"

Após seu doutoramento, Bloch torna-se amigo do filósofo húngaro Georg Lukács e freqüenta os círculos de Max Weber em Heidelberg. Na década de 20, vivendo como autor autônomo em Berlim, aproxima-se tanto de Walter Benjamin, Theodor Adorno e Siegfried Kracauer como dos artistas Bertolt Brecht, Kurt Weill e Otto Klemperer.

Já em 1924, Bloch se manifestara contra a ameaça nazista num artigo intitulado "A violência de Hitler". A ascensão ao poder do Partido Nacional-Socialista em 1933 obriga o filósofo ao exílio. Após permanências em Paris e Praga, passa a viver, a partir de 1938, nos Estados Unidos. Lá ele inicia, entre muitos outros projetos, o manuscrito de sua obra máxima, O princípio esperança, cujo primeiro de três volumes só será lançado em 1954.

Música e esperança

Para o pensador judeu, a precondição para que se supere a servidão e as estruturas hierárquicas da sociedade é o princípio vital da esperança. Este não se deixa abalar por uma decepção qualquer, pois o ser humano precisa de coragem e de disposição à luta, um "otimismo militante".

Esperança e utopia dirigem-se, para Bloch, a alvos concretos: um humanismo real; uma sociedade cujos membros façam valer seu direito de recusar a posição de humilhados e ofendidos, onde possam ousar "andar eretos". Ao contrário de seus colegas marxistas, para ele a superação do capitalismo não passava de trabalho preparatório, a caminho desse alvo maior.

Nesse longo caminho, as artes, em especial a música, desempenham um papel ativo: "A relação com este mundo torna a música um sismógrafo social, ela reflete fraturas sob a superfície social, expressa desejos de transformação, convida à esperança. [...] O som exprime o que ainda está mudo no ser humano", afirma Bloch em O Princípio Esperança.

"Revisionista" na RDA

Em 1949, Bloch retorna à terra natal, visando "cooperar com todas as forças para a construção democrática da Alemanha", e assume a cátedra de Filosofia na Universidade de Leipzig, na então República Democrática Alemã (RDA).

O conflito com o Partido Socialista Unitário (SED), latente desde o início, explode em 1956, quando sua obra é classificada como "antimarxista e revisionista".

Durante uma viagem à Alemanha Ocidental, cinco anos mais tarde, ele e sua família são surpreendidos pela construção do Muro de Berlim, que dividirá o país fisicamente em duas metades, duas visões de mundo. Bloch decide permanecer, passando a lecionar na Universidade de Tübingen.

Revolução, movimento estudantil e terrorismo

Bloch saudou o movimento estudantil do final dos anos 60 como uma "rebelião contra a repressão primária", capaz de pôr em desordem e movimento uma sociedade estagnada. "Nossos senhores fazem, eles próprios, que o homem comum se torne seu inimigo e se indigne, e a isso eles chamam de rebelião."

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Logotipo da 'Universidade Ernst Bloch'. Entretanto o filósofo distinguia estritamente entre protestos estudantis e o terrorismo desgovernado à maneira da Facção do Exército Vermelho (RAF). "Não se deve confundir revolução com exibição barata de força. Espernear sem cessar porque nada nos agrada, jogar tudo fora por ter visto algo melhor [...], isso não é revolução. É claro que revolução é um estado de maturidade."

O filósofo faleceu em 4 de agosto de 1977, em Tübingen. E a "Universidade Ernst Bloch" é uma utopia: ela só existiu no mundo palpável por um curto espaço de tempo e sob pressão estudantil. Porém a assembleia geral dos estudantes reivindicou para si o nome e a logomarca, e os preserva, mais de 30 anos depois. Movida a esperança, a resistência contra o jeito como as coisas são – mas não deveriam ser – continua, nem que seja apenas em algumas cabeças.

Augusto Valente

www.dw-world.de/dw.   Ernst Bloch

NÃO ESTOU DE ACORDO

Já aqui o disse e insisto: façam-se todas as tentativas, com dignidade e sinceridade, para um possível, mas necessário e urgente, entendimento entre o PCP, o BE e os Verdes, aos quais se possam associar cidadãos sem partido que foram apoiantes do PS mas que hoje não se reconhecem na orientação deste partido.
Não estou de acordo com declarações anti isto e anti aquilo, ou seja, rejeitando a priori quaisquer entendimentos. Omitam-se por agora os defeitos e os pecados que cada um aponta ao outro, as ambições mútuas. Tente-se ao menos, caramba! Ou prefere-se dar como garantida a vitória do PSD? Há dezenas de anos que andamos nisto, neste vira e torna a virar. Ao menos que se saiba quem o tentou e foi rejeitado.

terça-feira, 29 de março de 2011

Republicanismo e socialismo em Portugal (elementos para a história das ideias socialistas

Por influência da revolução de 1848, que instaurou a II República Francesa, surgiu em Portugal, no princípio da segunda metade do século XIX, uma nova ideologia, ao mesmo tempo republicana e socialista. Esta ideologia inspirava-se nas teorias do socialismo utópico e gozava da simpatia da pequena burguesia e do proletariado urbanos, sobretudo de Lisboa e Porto. O republicanismo socialista, ou socialismo republicano, tinha algumas ideias principais. Pretendia a descentralização administrativa com base na organização do município, a criação de associações com vista à implantação do cooperativismo, e a federação dos povos peninsulares, previamente convertidos em repúblicas assentes na descentralização municipal. Republicanismo, municipalismo, federalismo e associativismo eram as ideias-força desta nova ideologia.


A proclamação da III República Francesa (1870), após a derrota do imperador Napoleão III, que, tendo sido o primeiro presidente da II República, se convertera em ditador, assim como o fracasso da Comuna de Paris (1871), que se propunha instaurar o socialismo na França, e a implantação da República Espanhola (1873), foram acontecimentos políticos que, a partir da década de 70, contribuíram para a separação ideológica entre republicanismo e socialismo. O republicanismo passou apenas a defender a democracia política, isto é, os princípios de igualdade de todos perante a lei e de soberania nacional. O socialismo, que se manteve com forte pendor utópico, defendia essencialmente a democracia económica e social.

Os ideais socialistas e republicanos e a influência dos grandes acontecimentos políticos na Europa da época tiveram eco numa nova geração de intelectuais que então se formava em Portugal - a chamada Geração de 70, que reuniu alguns dos nomes mais significativos da vida portuguesa do século XIX. Nome igualmente importante no movimento socialista português é o de José Fontana.
www.portugal-tchat.com/.../3649-republicanismo-socialismo-portugal.html -

Rosa Luxemburgo

Foto de Luxemburgo

Rosa Luxemburgo


1871 - 1919

Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão.

Actualmente estão disponíveis em Português as seguintes obras - seja diretamente no arquivo ou através de ligações para outros locais da rede:

1894 - Fev

Quais São as Origens do Dia dos Trabalhadores?

1898 - Set

Oportunismo e a Arte do Possível

1898 - Out

Congresso de Stuttgart do Partido Social Democrata Alemão

1899

Liberdade de Crítica

1900

Reforma ou Revolução

1901 - Mai

Ao Conselho Nacional do Partido dos Trabalhadores Francês

1902 - Set

A Jornada de Oito Horas no Congresso do Partido

1902

A Causa da Derrota

1903 - Mar

A Teoria Marxista e o Proletariado

1904 - Mai

Na Tempestade

1905 - Fev

A Revolução na Rússia

1905

O Socialismo e as Igrejas

1908 - Mar

25° Aniversário da Morte de Marx

1911 - Set

Um Equívoco Engraçado

1911 - Set

À Conferência de União das Organizações Socialistas em Manchester

1913 - Abr

Em Marcha com a Idéia do Dia dos Trabalhadores

1915 - Mai

A Crise da Social-Democracia (Folheto Junius)

1918 - Dez

O Que Quer a Liga Espartaco?

1918 - Dez

Assembléia Nacional ou Governo dos Conselhos?

1918 - Dez

A Socialização da Sociedade

1919 - Jan

O Que os Líderes Estão Fazendo?
1919 - Jan

A Ordem Reina em Berlim

domingo, 27 de março de 2011

Entendimento

A Esquerda devia entender-se entre ela. O PCP, o BE, os Verdes. Face à Direita que está unida (não aprece, mas está) e quer o mesmo, a Esquerda devia elaborar uma Resolução, ou uma plataforma de entendimento, contendo exclusivamente os objectivos e as soluções comuns (quando os seus porta-vozes falam em público não se vislumbram grandes diferenças). Se agora, juntos, valem um pouco mais que 20% (1/5 do eleitorado), é possível, seria possível, que valessem bastante mais.
Os militantes desses parrtidos deviam ser consultados sobre essa questão.
A Direita e o PS (cuja orientação sempre foi, no governo, de direita) são responsáveis pela situação que vivemos. Contudo, os sectarismos também têm a sua dose.
Do PS não se espera diálogos com a sua Esquerda, nunca os fez, não os fará. O PCP, pelo contrário, na sua longa vida de noventa anos, mostrou ser capaz, em circunstâncias muito difíceis, de estabelecer programas comuns ( o programa que apresentou no célebre Congresso de Aveiro antes do 25 de Abril, é um bom exemplo). A situação é hoje tão grave que merece esta reflexão.

Os sonhos imperiais

Ninguém que siga os acontecimentos na Líbia através dos media (ou até de de jornais de referência estrangeiros e portugueses) conhece o programa político dos revoltosos. Muito menos os países atacantes dão a conhecer os seus verdadeiros propósitos. Todas as guerras de rapina têm esta característica : parecem ser por causa de qualquer coisa. A coisa é também aparência.

A França foi a primeira a atacar. Percebe-se: a Argélia ficou-lhe entalada na garganta (perdeu-a, levou uma sova e saíu de lá humilhada). A França sempre teve um problema com a África: comeu-lhe uns bocados, gostou, está lá metida até aos ombros (grandes negócios), cobiça mais do que a boca lhe permite, detesta a crescente presença da China.
Se a França sempre foi colonialista mas nunca conseguiu um verdadeiro império, a Inglaterra sempre foi imperialista. Sobram-lhe recordações no seu álbum de família (o avôzinho com grandes bigodes, heróico militar da Ìndia) e umas ilhas àsperas chamadas Maldivas ( a que os ingleses baptizaram com um nome diferente) em cuja defesa obstinada investiram todo o seu potencial patriótico imperialista. Tornaram-se a muleta dos E.U.A., porque a língua em que os negócios se exprimem é a mesma.

Colonialismo e manipulação

1. O ataque continuado das forças da NATO às forças terrestres dos apoiantes de Kadhafi demonstram em absoluto os propósitos colonialistas: a decisão da ONU era exclusivamente impôr a "exclusão aérea".

 2. De uma mega-maifestação de meio milhão de pessoas em Londres contra as políticas anto-populares os media retiram apenas o episódio da violência de um pequeno grupo: os manifestantes "semearam o caos" (!!) e as "forças da ordem" esforçaram-se por instalar a "ordem". Bonito.

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA