domingo, 18 de setembro de 2011

O amor que sinto




O amor que sinto


é um labirinto.






Nele me perdi


com o coração


cheio de ter fome


do mundo e de ti


(sabes o teu nome),


sombra necessária


de um Sol que não vejo,


onde cabe o pária,


a Revolução


e a Reforma Agrária


sonho do Alentejo.


Só assim me pinto


neste Amor que sinto.






Amor que me fere,


chame-se mulher,


onda de veludo,


pátria mal-amada,


chame-se "amar nada"


chame-se "amar tudo".






E porque não minto


sou um labirinto.






José Gomes Ferreira





quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Somália, um desastre humano anunciado

1


Pelo Socialismo

Questões político-ideológicas com atualidade

http://www.pelosocialismo.net

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Publicado por "Rebelión", em 2011/08/24: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=134533

Tradução do castelhano de MF

Colocado em linha em: 2011/09/11

Somália, um desastre humano anunciado

Edmundo Fayanas Escuer

Este país tem uma extensão de 638 000 km2, sendo um território muito árido e seco.

Tem uma população de quase dez milhões de habitantes, com um rendimento per

capita de 460 dólares anuais. Cerca de 70% dos seus habitantes não têm acesso a

água potável. A desnutrição afecta 17% das crianças e há mais de 400 000 deslocados

internos. Com a actual seca todo este desastre humano disparou. A pesca artesanal é

uma das poucas actividades económicas que permitem à população sobreviver neste

caos somali.

Foi um protectorado britânico e italiano até aos anos sessenta e viveu nos seus

últimos cinquenta anos em conflitos armados contínuos, propiciados pelos diferentes

senhores da guerra.

A Somália está situada no corno de África, ocupando uma posição estratégica de

grande valor, pois está muito perto do estreito de Bab el Mandeb, passagem

fundamental para o comércio mundial, sobretudo para o petrolífero. Além disso, liga

a Arábia Saudita e o mar Vermelho ao golfo de Aden.

Na Somália não se nasce somali, faz-se parte de um clã. Há cinco grandes clãs.

Os hawiya representam 25% da população e ocupam a parte norte e centro, zonas

do sudoeste da Etiópia e do norte do Quénia.

Os ishaak abrangem 23% da população e ocupam a antiga colónia da Somália

britânica, conhecida como Somalilândia. Este grupo actua como um Estado dentro do

Estado, ainda que não seja reconhecido internacionalmente.

Os darod representam 20%, estando situados em Puntland, local onde a lenda situa

o antigo reino de Shaba, e num pedaço da Somalilândia.

O clã dos rahanwein, que apenas abarca 18%, situa-se no centro e sul do país, nas

proximidades de Djibouti e ainda num pedaço da Somalilândia.

O último clã é o mais pequeno, o dos digil, que representam 3%, juntamente com os

bantúes, que são os descendentes dos escravos libertos durante o colonialismo

italiano, a quem chamam loona aaraan, que traduzido significa «ninguém está a

chorar por eles».

2

Em 1993, os Estados Unidos intervêm na Somália sob missão da ONU, com a

desculpa da ajuda humanitária, mas procurando unicamente defender os interesses

das multinacionais petrolíferas norte-americanas (Chevron, Mobil, Amoco…),

instaladas no país desde 1952. A missão «Restaurar a esperança» traduz-se pelo

confronto entre as tropas norte-americanas e os senhores da guerra. Em Outubro de

1993 deu-se a batalha de Mogadíscio, que se saldou pela saída das tropas norteamericanas,

sem terem conseguido nenhum dos objectivos propostos, deixando a

Somália submetida aos senhores da guerra.

Depois da queda do ditador Said Barre, em 1991, centenas de navios de pesca de todo

o mundo viram a possibilidade de pescar livremente nos ricos bancos de pesca

somalis e zonas próximas sem qualquer tipo de controlo (nem de redes, nem de

espécies, nem de custo económico para os armadores), o que propiciou o seu

enriquecimento, em detrimento dos interesses da Somália, saltando sobre os acordos

internacionais sobre águas jurisdicionais dos países. Quem são então os piratas?

Que diriam e fariam os norte-americanos se isto se passasse nas suas

costas?

Abdirahman Ibbi, vice-ministro da pesca do governo somali de transição, considera

que há cerca de 220 pesqueiros estrangeiros pescando nas suas águas e acrescenta:

«a frota pesqueira espanhola também está a pescar ilegalmente nos nossos bancos

de pesca».

Não bastando o escândalo da pesca em águas somalis, as grandes potências usam as

suas águas e o seu território como lixeira de substâncias que os seus países não

querem. Isto tornou-se claro no rescaldo do tsunami de 2005, no Oceano Índico. O

enviado das Nações Unidas na Somália comentou: «A Somália está a ser utilizada

como lixeira de resíduos perigosos desde o começo dos anos noventa e continua a

sê-lo com a guerra civil iniciada nesse país. O lixo é de géneros muito diversos. Há

resíduos radioactivos de urânio e metais pesados, como cádmio e mercúrio. Há

também lixo industrial, resíduos de hospitais, lixo de substâncias químicas e tudo o

que se possa imaginar».

A zona de Puntland, situada no noroeste do país – que foi uma antiga colónia italiana

e se declarou autónoma da Somália em 1998 –, converteu-se num santuário dos

piratas, apoiados maioritariamente pela sua população. Agora os piratas não só

atacam os pesqueiros mas também qualquer tipo de navio.

Depois da sua saída, os norte-americanos financiaram estes senhores da guerra

laicos, que fizeram uma aliança contra os islamitas. O catedrático de história pela

Universidade de Harvard, Niall Ferguson escreve no The Angeles Times: «pelo

menos durante a guerra fria podia dar-se de barato que o nosso filho da puta (o

nosso dirigente anticomunista) imporia uma modalidade brutal de ordem. Agora,

em plena guerra contra o terrorismo, os Estados Unidos preferem um país dividido

entre múltiplos filhos da puta a um país governado pela lei da sharia. Contudo,

quanto mais a política externa de Washington promover a anarquia em vez da

ordem, mais forte será o atractivo dos movimentos islamitas». Isto reforçou o

prestígio dos islamitas, que derrotam em Junho de 2006 os senhores da guerra,

unificando a capital pela primeira vez desde 2001. O seu avanço para o sul fez temer

um contágio ao Quénia e à Tanzânia.

3

Os Tribunais Islâmicos triunfantes puseram ordem no país, o que lhes granjeou

simpatia nos comerciantes e permitiu às ONG voltar a trabalhar.

Os norte-americanos empurraram um dos países mais pobres do mundo, a Etiópia, a

invadir a Somália. Com o apoio norte-americano, derrotaram rapidamente os

Tribunais Islâmicos que tinham conseguido pacificar o país desde 1991. Este

movimento islâmico era uma solução caseira para uma anarquia interminável, devida

em grande parte às intervenções estrangeiras, com origem no passado colonial.

O Pentágono impulsionou a intervenção da Etiópia cristã através de um programa de

ajuda militar desde 2002 e pôs ao seu serviço os meios de reconhecimento aéreo e de

escuta via satélite para a ofensiva somali.

Por que intervém a Etiópia na Somália?


Além de satisfazer os Estados Unidos, procura que a Somália continue instável de

forma a impedi-la de se tornar num país forte que possa reclamar a soberania sobre o

Ogaden, região etíope que se encontra habitada pelo clã dos Hawiya e que provocou

uma guerra entre os dois países (1977-1978).

Enquanto tudo isto sucede, os Estados Unidos, a União Europeia e a comunidade

internacional olham para o lado e permanecem indiferentes à grande dor e miséria

existentes na Somália e calam-se perante os desastres ambientais que provocam.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estratégias imperialistas

Aclamação para os verdadeiros vitoriosos da revolução de Rupert


por John Pilger

Em 13 de Setembro é inaugurada em Londres uma das maiores feiras de armas do mundo, com o apoio do governo britânico. Em 8 de Setembro, a Câmara de Comércio e Indústria de Londres apresentou uma antevisão intitulada "Médio Oriente: Um mercado vasto para companhias britânicas de defesa e segurança". O patrocinador foi o Royal Bank of Scotland, um grande investidor em bombas de estilhaçamento (cluster). Segundo a Amnistia Internacional, as vítimas de bombas de estilhaçamento são 98 por cento civis e 30 por cento crianças. O Royal Bank of Scotland recebeu £20 milhões de dinheiro público. No anúncio para a festa de armas do banco lê-se: "O Médio Oriente é uma das regiões com o maior número de oportunidades para companhias britânicas de defesa e segurança. A Arábia Saudita... é o principal importador de defesa do mundo, tendo gasto US$56 mil milhões em 2009... uma região muito valiosa a visar".

Tais são as prioridades do governo de Cameron depois da grande vitória "humanitária" na Líbia. Como declarou outrora Margaret Thatcher: "Alegrem-se!" E como os banqueiros e mercadores de armas aumentam a graduação dos seus óculos, não vamos esquecer os heróicos pilotos da RAF que tornaram a Líbia nossa outra vez pela incineração de incontáveis "elementos pró Kadafi" nos seus lares, camas e clínicas, nem os desconhecidos apoiantes da indústria britânica de drones em Menwith Hill , Yorkshire , que, antes e depois do almoço, providenciam a informação de alvos dos drones de modo a que mísseis Hellfire possam arrasar lares e sugar o ar para fora de pulmões, uma especialidade. E aclamações para o sítio de teste de drones da QuinetiQ , em Aberporth, e para a UAV Engines Limited, em Lichfield.

A missão humanitária do ocidente não está totalmente terminada. Cerca de seis meses depois de conseguir uma resolução das Nações Unidas autorizando "a [protecção] de civis e áreas populadas civis sob a ameaça de ataque", a NATO está a despejar bombas de fragmentação sobre Sirte populada por civis e outro "redutos de Kadafi" onde, diz um repórter do Channel 4 New, "até que cortem a cabeça da cobra, os líbios não se sentem seguros". Cito isto não pela sua qualidade Orwelliana mas como um exemplo do papel do jornalismo em justificar antecipadamente os "nossos" banhos de sangue.

Isto é a Revolução de Rupert, afinal de contas. Nestes dias a imprensa de Murdoch já não utiliza a palavra "insurgentes" como pejorativa, como fazia antes. A acção na Líbia, diz The Times, é "uma revolução... tal como as revoluções costumavam ser". Que isto é um golpe de uma ganga de ex-comparsas e espiões de Muammar Kadafi em conluio com a NATO dificilmente é notícia. O auto-designado "líder rebelde", Mustafa Abdul Jalil, era o temido ministro da Justiça de Kadafi. A CIA dirige ou financia a maior parte do resto, incluindo velhos amigos da América, os mujadeen islâmicos que desovaram a al-Qaeda.

Contam aos jornalistas só o que eles precisam saber: que Kadafi estava prestes a cometer "genocídio", do que não há evidência, ao contrário da abundante evidência de massacres "rebeldes" de trabalhadores negros africanos falsamente acusados de serem mercenários. A transferência secreta feita por banqueiros europeus do Banco Central da Líbia de Tripoli para a Bengazi "rebeldes" a fim de controlar os milhares de milhões do petróleo do país foi um roubo gigantesco de pouco interesse.

A totalmente previsível acusação a Kadafi perante o "tribunal internacional" em Haia evoca a charada do agonizante "bombista de Lockerbie", Abdelbaset Ali Mohmed al-Megrahi, cujo "crime odioso" foi posicionado para promover as ambições do ocidente na Líbia. Em 2009, Al-Megrahi foi devolvido à Líbia pela autoridades escocesas não por razões misericordiosas, como foi relatado, mas porque o seu há muito aguardado recurso teria confirmado a sua inocência e descrito como ele foi tramado pelo governo Thatcher, como revelou o memorável desmascaramento de Paul Foot. Como antídoto para a propaganda actual, insto-o a ler uma demolidora perícia forense da "culpa" de el-Melgrahi e seu significado político em Dispatches from the Dark Side: on torture and the death of justice (Verso) da eminente advogada de direitos humanos Gareth Peirce.

Não se deve minimizar a ditadura odiosa de Kadafi, um destino para as "rendições" do MI6 como ficamos agora a saber. Mas o seu ódio não tem relação com a violação do seu país por caricaturas imperiais tais como Nicholas Sarkozy, um islamófobo napoleónico cujos serviços de inteligência quase certamente montaram o golpe contra Kadafi. Telegramas diplomáticos dos EUA divulgados pelo WikiLeaks revelam o pânico do ocidente sobre a recusa de Kadafi a entregar a maior fonte de petróleo na África e as suas aberturas à China e à Rússia.

A propaganda confia não só em Murdoch como também em vozes aparentemente respeitáveis que induzem à amnésia histórica. The Observer, o qual ainda tem de pedir desculpas pela sua catastrófica promoção de não existentes armas de destruição em massa no Iraque, está sob o domínio da "honrosa intervenção" de Sarkozy e Cameron e dos seus motivos "humanitários e emotivos". Seu colunista político Andrew Rawnsley completa um impressionante feito duplo. Como nos recorda o Media Lens, em 2003 Rawnsley escreveu acerca do Iraque: "A portagem da morte não foi tão alta como fora amplamente receado". Um milhão de iraquianos mortos depois, Rawnsley insiste em que, na Líbia "a Grã-Bretanha actuou bem" e "o número de baixas civis infligidas pelos ataques aéreos parece ter sido misericordiosamente ligeiro". Conte isso aos líbios com seres amados aniquilados pelos Hellfires amigos das corporações.

A NATO atacou a Líbia para conter e manipular um levantamento geral árabe que apanhou os dominadores do mundo de surpresa. Ao contrário dos seus vizinhos, Kadafi chegou ao poder pela negação do controle ocidental das riquezas naturais do seu país. Por isto, ele nunca foi esquecido e a oportunidade para o seu fim foi agarrada da maneira habitual, como mostra a história. O historiador americano William Blum tem mantido o registo. Desde a segunda guerra mundial, os Estados Unidos esmagaram ou subverteram movimentos de libertação nacional em 20 países e tentaram derrubar mais de 50 governos, muitos deles democráticos, e lançaram bombas sobre 30 países, e tentaram assassinar mais de 50 líderes estrangeiros.

Alegrem-se! »

O original encontra-se em www.johnpilger.com/articles/hail-to-the-true-victors-of-rupert-s-revolution

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

DATAS

Surgiu há umas dezenas de anos atrás um movimento que designamos de "revisionismo histórico". Se bem me lembro as comemorações do bi-centenário da Revolução Francesa serviram de texto e pretexto. Os temas revistos iam desde a revisão da Revolução Francesa até à elaboração do "Livro Negro do Comunismo". A batuta era a mesma, assim com os membros da orquestra. Rever para repor a verdade? Uma dose de verdade sobre um monte de falsificações, à maneira da cereja em cima do bolo. Conheço muita boa gente, entre os historiadores e professores de história, que embarcaram e continuam a embarcados nessa falsificação monumental (todos os horrores do século vinte começaram no "Terror" da Revolução Francesa, ou, pelo menos, nos gulags da Revolução bolchevique. Aldrabam nos números, escamoteiam contextos, omitem os crimes dos seus "amigos".
Vem isto a propósito das comemorações do atentado terrorista de 11 de setembro de 2001. O Império, que controla os meios de comunicação, exportou para o mundo as suas cerimónias. Acontece que foi também num 11 de setembro que o presidente Allende foi assassinado no Chile e centenas de milhar de chilenos fusilados, torturados ou exilados. Desde logo se sabe o que está plenamente comprovado: o golpe que instaurou o Terror foi apadrinhado pelos yanques. Mas não se fala disso. E aquilo de que não se fala, esquece-se. É, pois, oportuno, rever-se este vídeo no youtub:http://www.youtube.com/watch?v=7vrSq4cievs&feature=player_embedded#!

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro

Hoje é o dia em que apanhamos pelas tvs com uma enxurrada de propaganda  e de distracção mórbida. As cadeias da televisão controlada impingem, inoculam, injectam, os elementos que transformam as imagens em espectáculo doentio. As sociedades do espectáculo são isto mesmo: as imagens não são nunca inocentes.
Dez anos depois seria conveniente que todos conhecessemos os autores, os processos, os antecedentes. O acontecimento permanece envolto em mistério, a "caixa negra" não foi aberta. Nem será. Mas sabemos que, propositadamente ou não, foi o pretexto para dez anos de guerras. A vingança do Império? Mais do que isso: a ambição mundial do Império.

sábado, 10 de setembro de 2011

A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar.


(Henry Peter)

Preparar a III Guerra Mundial

http://www.pelosocialismo.net

 Preparar a III Guerra Mundial
Objectivo Irão
Michel Chossudovsky*
Este texto foi publicado em www.globalre search.ca/ index.php? context=va&aid=20403 Tradução de José Paulo Gascão Publicado em 2010/08/24: http://www.odiario.info/?p=1716

Colocado on line em: 2010/09/02

A humanidade está numa encruzilhada perigosa. Os preparativos de guerra para atacar o Irão estão em «avançado estado de preparação». Sistemas de alta tecnologia, incluindo armas nucleares, estão totalmente preparados. Esta aventura militar tem estado na mesa de planeamento do Pentágono desde meados da década 1990. Primeiro o Iraque, depois o Irão, de acordo com documentos desclassificados de 1995 do Comando Central dos EUA. A escalada faz parte da agenda militar. Além do Irão – é o próximo objectivo juntamente com a Síria e o Líbano – este desenvolvimento estratégico militar também ameaça a Coreia do Norte, a China e a Rússia. Desde 2005, os EUA e os seus aliados, incluindo os interlocutores dos Estados Unidos na NATO e Israel, estão envolvidos num amplo desenvolvimento e armazenamento dos sistemas de armas avançadas. Os sistemas de defesa aérea dos EUA, dos países membros da NATO e Israel estão totalmente integrados. É um trabalho coordenado pelo Pentágono, a NATO e a Força de Defesa de Israel (FID), com a activa colaboração de vários países da NATO e outros não integrados nesta estrutura, incluindo os Estados árabes (os membros da NATO do Diálogo do Mediterrâneo e a Iniciativa de Cooperação de Istambul), Arábia Saudita, Japão, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Singapura e Austrália, entre outros. Fazem parte da NATO 28 Estados; outros 21 países são membros do Conselho da Aliança Euro-Atlântica (EAPC); o Diálogo Mediterrâneo e a Iniciativa de Cooperação de Istambul é formada por 10 países árabes e Israel. O papel do Egipto, dos Estados do Golfo e da Arábia Saudita dentro da aliança militar ampliada é de particular relevância: o Egipto controla o trânsito dos navios de guerra e petroleiros no Canal do Suez; a Arábia Saudita e os Estados do Golfo ocupam a costa ocidental sul do Golfo Pérsico, o Estreito de Ormuz e o Golfo de Oman.

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No princípio de Junho, «o Egipto informou que permitiu a passagem pelo canal do Suez de onze barcos dos EUA e de Israel, num aparentemente aviso… ao Irão. Em 12 de Junho, alguns meios de comunicação regionais informaram que os sauditas tinham dado autorização a Israel para sobrevoar o seu espaço aéreo» (Mirak Weissbach Muriel, Israel’s Insane War on Iran Must Be Prevented, Global Research, 31 de Julho de 2010). Na doutrina militar nascida do 11 de Setembro, o desenvolvimento massivo de armamento militar definiu-se como parte integrante da chamada «Guerra Global contra o Terrorismo», dirigido contra organizações terroristas «não estatais» como a Al-Qaeda e os chamados «Estados patrocinadores do terrorismo, como o Irão, a Síria, o Libano e o Sudão. A criação de novas bases militares dos EUA e o armazenamento dos sistemas de armas avançadas, incluindo as armas nucleares tácticas, etc. fazem parte da preventiva «doutrina militar defensiva» sob o guarda-chuva da «Guerra Global contra o Terrorismo». GUERRA E CRISE ECONÓMICA As consequências de um ataque de um ataque intenso dos Estados Unidos, da NATO e Israel contra o Irão são de longo alcance. A guerra e a crise económica estão intimamente relacionadas, A economia de guerra é financiada por Wall Street, que surge como credor da administração dos EUA. Os produtores de armas são os destinatários de milhares de milhões de dólares do Departamento de Defesa dos EUA, como forma de pagamento dos contratos de aquisição de sistemas de armas avançadas. Por sua vez, «a batalha do petróleo» no Médio Oriente serve directamente os interesses das petrolíferas gigantes anglo-estadunidenses. Os EUA e os seus aliados estão «a tocar os tambores da guerra» num momento de uma depressão económica mundial, para não falar da catástrofe ambiental, mais grave da história mundial. Numa amarga jogada, um dos grandes jogadores (BP) do tabuleiro de xadrez geopolítico da Ásia Central no Médio Oriente, a antigamente conhecida como Anglo-Persian Oil, foi a instigadora da catástrofe ecológica no Golfo do México. MEIOS DE DESINFORMAÇÃO A opinião pública, influenciada pelo bombardeamento dos meios de comunicação social, apoia tacitamente, indiferente ou ignorando os possíveis impactes do que se mantém como um ad hoc «punitivo», uma operação dirigida contra as instalações nucleares do Irão em vez de uma guerra total. Os preparativos para a guerra incluem o desenvolvimento do fabrico de armas nucleares nos EUA e Israel. Neste contexto, as consequências devastadoras de uma guerra nuclear trivializam-se ou, pura e simplesmente não se mencionam.

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A crise «real» que ameaça a humanidade é o «aquecimento global» segundo os media e o Governo, não a guerra. A guerra contra o Irão apresenta-se à opinião pública como um tema entre vários outros. Não se apresenta como uma ameaça à «Mãe Terra», como o caso do aquecimento global. Não é notícia de primeira página. O facto de um ataque contra o Irão poder levar a uma potencial escalada e desencadear uma «guerra global» não é motivo de preocupação. CULTO DA MORTE E DA DESTRUIÇÃO A máquina global de matar também é sustentada pelo culto da morte e da destruição que inunda os filmes de Hollywood, para não referir as guerras em prime time e as séries de televisão sobre delinquência. Este culto da matança é apoiado pela CIA e pelo Pentágono, que também apoiou (financiou) produções de Hollywood como instrumentos de propaganda da guerra. O ex-agente da CIA Bob baer disse: «Há uma simbiose entre a CIA e Hollywood» e revelou que o ex-director da CIA George Tenet, se encontra actualmente em Hollywood, a falar com os estúdios. (Mathew Alford and Robbie Graham, Lights, Camera… Covert Action: The Deep Politics of Hollywood, Global Research, 31 de Janeiro de 2009). A máquina de matar desenvolve-se a nível global no quadro da estrutura de comando de combate unificado. E, habitualmente, mantém-se nas instituições do governo, media corporativos e mandarins e intelectuais às ordens da Nova Ordem Mundial, desde os think thanks de Washington e os institutos de investigação de estudos estratégicos, como instrumentos indiscutível da paz e da prosperidade mundiais. A cultura da morte e da violência gravou-se na consciência humana. A guerra é largamente aceite como parte de um processo social: a Pátria tem que ser «defendida» e protegida. A «violência legitimada» e as execuções extrajudiciais contra os «terroristas» mantêm-se nas democracias ocidentais, como instrumentos necessários de segurança nacional. Uma «guerra humanitária» é sustentada pela chamada comunidade internacional. Não é condenada como um acto criminoso. Os seus principais arquitectos são recompensados pelas suas contribuições para a paz mundial. Quanto ao Irão, o que se está a desenvolver é a legitimação directa da guerra em nome de uma ilusória teoria de segurança mundial. UM ATAQUE AÉREO «PREVENTIVO» CONTRA O IRÃO LEVARIA A UMA ESCALADA Na actualidade há três teatros de guerra separados no Médio Oriente-Ásia Central: Iraque, Afeganistão/Paquistão e Palestina. Se o Irão for objecto de um ataque aéreo «preventivo» pelas forças aliadas, toda a região, do Mediterrâneo Oriental à fronteira ocidental da China com o Afeganistão e

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Paquistão, poderia rebentar o que potencialmente conduz a um cenário da Terceira Guerra Mundial. A guerra também se estenderia ao Líbano e à Síria. É muito pouco provável que os ataques, se tivessem lugar, ficassem circunscritos às instalações nucleares do Irão, como afirmam as declarações oficiais dos EUA e da NATO. O mais provável é um ataque aéreo, tanto a infra-estruturas militares como civis, sistemas de transporte, fábricas e edifícios públicos. O Irão, com uma estimativa de dez por cento do petróleo mundial, ocupa o terceiro lugar mundial das reservas de gás, depois da Arábia Saudita (25%) e Iraque (11%) do total mundial das reservas. Em contrapartida, os EUA têm menos de 2,8% das reservas mundiais de petróleo (Ver Eric Waddel, The Battle for Oil, Global Research, Dezembro de 2004). É de importância vital a recente descoberta no Irão, em Soumar e Halgan, das segundas maiores reservas mundiais conhecidas que se estimam em 12,4 biliões de pés cúbicos. Atacar o Irão não só consiste em recuperar o controlo anglo-estadunidense, mas também questiona a presença e influência da China e da Rússia na região. O ataque planificado contra o Irão faz parte de um mapa global coordenado de orientação militar. Faz parte da «longa guerra do Pentágono» uma lucrativa guerra sem fronteiras, um projecto de dominação mundial, uma sequência de operações militares. Os planificadores militares dos EUA e da NATO previram diversos cenários de escalada militar. Estão perfeitamente conscientes das implicações geopolíticas, a saber, que a guerra poderá estender-se para além da região do Médio Oriente à Ásia Central. Os efeitos económicos sobre os mercados de petróleo, etc. também foram analisados. Enquanto o Irão, a Síria e o Líbano são os objectivos imediatos, a China, a Rússia, a Coreia do Norte, para não falar da Venezuela e Cuba, são também objecto de ameaças dos EUA. Está em jogo a estrutura das alianças militares. Os desenvolvimentos militares da NATO-EUA-Israel, incluindo as manobras militares e exercícios realizados na Rússia e nas suas fronteiras imediatas com a China têm uma relação directa com a guerra proposta contra o Irão. Estas ameaças veladas, incluindo o seu calendário, constituem um aviso claro aos antigos poderes da era da Guerra Fria, paar evitar que possam interferir num ataque dos EUA contra o Irão. GUERRA MUNDIAL O objectivo estratégico a médio prazo é chegar ao Irão e neutralizar os seus aliados, através da diplomacia da canhonheira. O objectivo militara longo prazo é dirigido directamente à China e à Rússia. Ainda que o Irão seja o objectivo imediato, o desenvolvimento militar não se limita ao Médio Oriente e Ásia Central. Foi formulada uma agenda militar global.

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O desenvolvimento das tropas da coligação e os sistemas de armas avançadas dos EUA, da NATO e dos seus parceiros estão a produzir-se em todas as principais regiões do mundo. As recentes acções dos militares dos EUA em frente das costas da Coreia do Norte sob a forma de manobras, são parte do plano global. Os exercícios militares, os simulacros de guerra, o desenvolvimento de armas, etc., dos EUA, da NATO e dos seus aliados que estão a ser levados a cabo simultaneamente nos principais pontos geopolíticos, são dirigidos principalmente contra a Rússia e a China, • A península da Coreia do Norte, o Mar do Japão, o Estreito de Taiwan, o Mar Meridional da China, ameaçam a China. • O desenvolvimento de mísseis Patriot na Polónia, o centro de alerta rápido na República Checa, ameaçam a Rússia. • Movimentações navais na Bulgária e Roménia no Mar Negro, ameaçam a Rússia. • Movimentações de tropas da NATO e dos EUA na Geórgia. • Um intenso movimento naval no Golfo Pérsico, incluindo submarinos israelitas dirigidos contra o Irão. Ao mesmo tempo, o Mediterrâneo Oriental, o Mar Negro, o Caribe, a América Central e a região Andina na América do Sul, são zonas de militarização em curso. Na América Latina e no Caribe as ameaças dirigem-se contra a Venezuela e Cuba. “AJUDA MILITAR” DOS EUA Por sua vez, transferências de armas em grande escala tiveram lugar sob a bandeira dos EUA como “ajuda militar” a países seleccionados, incluindo 5 mil milhões de dólares num acordo de armamento com a Índia que se destina a melhorar as capacidades da Índia perante a China (Huge U.S.-Índia Arms Deal To Contain China, Global Times, 13 de Julho de 2110). “[A venda de armas] significará melhorar as relações entre Washington e Nova Deli e, de forma deliberada ou não, terá o efeito de conter a influência da China na região”. (Citado em Rick Rozoff, Confronting both China and Russia: U.S. Risks Military Clash With China In Yellow Sea, Global Research, 16 de Julho de 2010). Os EUA conseguiram acordos de cooperação com alguns países do sul da Ásia Oriental, como Singapura, Vietname e Indonésia, incluindo a sua “ajuda militar” e a participação em manobras militares dirigidas pelos Estados Unidos na Pacífico (Julho-Agosto de 2010). Estes acordos são de apoio às implementações de armas apontadas à República Popular da China. (Ver Rick Rozoff, Confronting both China and Russia: U.S. Risks Military Clash With China In Yellow Sea, Global Research, 16 de Julho de 2010). Do mesmo modo, e mais directamente relacionado com o ataque planificado contra o Irão, os EUA estão a armar os Estados do Golfo Pérsico (Bahrein, Kuwait, Qatar e os Emiratos Árabes Unidos) com o interceptor de mísseis terra-ar, Patriot Advanced Capability-3 e a Terminal High Altitude Area Defense (THAAD), bem como as instalações standard de mísseis mar-3 interceptores instalados em navios de guerra da classe Aegis no Golfo Pérsico. (Ver Rozoff Rick, NATO’s Role In The Military

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Encirclement Of Iran, 10 de Fevereiro de 2010). CALENDÁRIOS DE ARMAZENAMENTO MILITAR E DE IMPLEMENTAÇÃO O que é crucial nas transferências de armas dos EUA para os parceiros e aliados é o momento real da entrega e o seu desenvolvimento. O lançamento de uma operação militar patrocinada pelos EUA, ocorreria normalmente quando estes sistemas de armas estejam instalados, depois do efectivo desenvolvimento da aplicação da capacitação do pessoal. (Por exemplo da Índia). Do que estamos a falar é de um desenho militar mundial, cuidadosamente coordenado e controlado pelo Pentágono, com a participação das forças armadas combinadas de mais de quarenta países. Este desenvolvimento militar multinacional mundial é, no mínimo, o maior desenvolvimento de sistemas de armas avançadas da história. Por sua vez, os EUA e os seus aliados estabeleceram novas bases militares em diferentes partes do mundo. “A superfície da Terra está estruturada como um enorme campo de batalha”. (Ver Jules Dufour, The Worldwide Network of US Military Bases, Investigación Global, 01 de Julho de 2007). Comando Unificado da estrutura geográfica dividida em comandos de combate baseia-se numa estratégia de militarização a nível global. “Os militares dos EUA têm bases em 63 países. Há sinais de novas bases militares construídas a partir de 2001 em sete países. No total, há 255.065 militares deslocados dos EUA em todo o mundo”. (Ver Jules Dufour, The Worldwide Network of US Military Bases, Investigación Global, 01 de Julho de 2007). CENÁRIO DA III GUERRA MUNDIAL Este desenvolvimento militar dá-se em várias regiões ao mesmo tempo e sob coordenação dos comandos regionais dos EUA, com a participação no armazenamento dos arsenais dos EUA e dos aliados dos EUA, alguns deles seus antigos inimigos, como o Vietname e o Japão. O contexto actual caracteriza-se por uma acumulação militar global controlada por uma superpotência mundial que utiliza os seus aliados para desencadear numerosas guerras regionais. Diferentemente da Segunda Guerra Mundial, que também foi uma conjugação de diferentes locais de uma guerra regional, é que com a tecnologia de comunicações e sistemas de armas da década de 40, não havia possibilidades de uma estratégia em “tempo real” para a coordenação das acções militares entre as grandes regiões geográficas. A guerra mundial baseia-se no desenvolvimento coordenado de uma única potência militar dominante, que supervisiona as acções dos seus aliados e parceiros.

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Com excepção de Hiroshima e Nagasaki, a Segunda Guerra Mundial caracterizou-se pelo uso de armas convencionais. Agora a planificação de uma guerra mundial baseia-se na militarização do espaço extra-terrestre. Se uma guerra contra o Irão tiver lugar, não será só o uso de armas nucleares, mas toda a gama de novos sistemas de armas avançadas, inclusive armas electrométricas e técnicas de alteração ambiental (ENMOD) que se utilizarão. O CONSELHO DE SEGURANÇA DAS NAÇÕES UNIDAS O Conselho de Segurança aprovou no princípio de Junho uma quarta ronda de sanções de amplo alcance contra a República Islâmica do Irão que incluem o embargo de armas e “controlos financeiros mais apertados”. Numa amarga ironia, esta resolução foi aprovada dias depois da negativa, pura e dura, do Conselho de Segurança das Nações Unidas de adoptar uma moção de condenação de Israel pelo seu ataque à Flotilha pela Liberdade de Gaza em águas internacionais. Tanto a China como a Rússia, pressionadas pelos Estados Unidos, apoiaram on regime de sanções do CSNU, em prejuízo próprio. A sua decisão no Conselho de Segurança contribui para debilitar a sua própria aliança militar, a Organização de Cooperação de Shangai (OCS), em que o Irão tem o estatuto de observador. A resolução do Conselho de Segurança congela os próprios acordos de cooperação militar e económica entre a China e a Rússia com o Irão. Isto tem graves repercussões no sistema de defesa aérea do Irão, que em parte depende da tecnologia e experiência da Rússia. A Resolução do Conselho de Segurança, de facto, dá “luz verde” para desencadear uma guerra preventiva contra o Irão. A INQUISIÇÃO ESTADUNIDENSE: A CONSTRUÇÃODE UM CONSENSO POLÍTICO PARA A GUERRA Em coro, os media ocidentais qualificaram o Irão como uma ameaça á segurança mundial devido a um suposto (inexistente) programa de armas nucleares. Fazendo eco das declarações oficiais, os meios de comunicação estão agora a exigir a bombardeamentos punitivos dirigidos contra o Irão a fim de salvaguardar Israel. Os media tocam os tambores da guerra. O objectivo é inculcar na consciência interna das pessoas, através da repetição até à saciedade da publicação de relatórios com a ideia de que a ameaça iraniana é real e que a república islâmica deve ser “expulsa”. O processo de criação de consenso para a guerra é semelhante à Inquisição espanhola. Procuram a submissão à ideia que a guerra é uma tarefa humanitária. A verdadeira ameaça à segurança global vem da aliança Estados Unidos-NATO-Israel, no entanto, a realidade num ambiente inquisitorial é ao contrário: os belicistas estão comprometidos com a paz, as vítimas da guerra são apresentadas como os protagonistas da guerra.

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Se em 2006 quase dois terços dos estadunidenses se opunham a uma acção militar contra o Irão, segundo uma sondagem recente da Reuter-Zogby, agora uma sondagem indica que 56% dos estadunidenses são a favor de uma acção militar da NATO contra o Irão. A criação de um consenso político que se baseia numa mentira não pode, no entanto, confiar unicamente nos que são a fonte da mentira. Os movimentos contra a guerra nos EUA, que em parte já foram infiltrados, assumiram uma posição frouxa em relação ao Irão. O movimento contra a guerra está dividido. A ênfase põe-se nas guerras que já estão a ser feitas (Afeganistão e Iraque) em vez de se oporem com força a guerras em preparação e que se encontram actualmente no estirador do Pentágono. Desde a posse da administração Obama que o movimento contra a guerra perdeu parte do seu ímpeto. Por outro lado, os que se opõem activamente contra as guerras do Afeganistão e do Iraque não se opõem necessariamente a “bombardeamentos punitivos” ao Irão nem estes atentados são qualificados como um acto da guerra que poderá ser o prelúdio da Terceira Guerra Mundial. A escalada de protestos contra a guerra ao Irão tem sido mínima em comparação coma as manifestações massivas que precederam os bombardeamentos de 2003 e a invasão do Iraque. Diplomaticamente, a operação Irão não teve a oposição da China e da Rússia, mas conta com o apoio dos governos dos Estados árabes de primeira linha que estão integrados no diálogo NATO-Mediterrâneo e conta também com o apoio tácito da opinião pública ocidental. Fazemos um apelo às pessoas de todos os países, na América, na Europa Ocidental, em Israel, na Turquia e em todo o mundo para que se levantem contra este projecto militar, contra os governos que apoiam a acção militar contra o Irão, contra os meios de comunicação que servem para camuflar as devastadoras consequências de uma guerra contra o Irão. ESTA GUERRA É UMA LOUCURA A III Guerra Mundial é terminal. Albert Einstein compreendia os perigos da guerra nuclear e a extinção da vida na Terra, que já começou com a contaminação radioactiva resultante da utilização de urânio empobrecido. “Não sei com que armas se lutará na III Guerra Mundial, mas na IV Guerra Mundial lutar-se-á com paus e pedras”. Os meios de comunicação, os intelectuais, os cientistas e os políticos, em coro, ofuscam a verdade não contada, a saber, que a guerra que utiliza ogivas nucleares destrói a humanidade, e que este complexo processo de destruição gradual já começou. QUANDO A MENTIRA SE CONVERTE EM VERDADE JÁ NÃO HÁ VOLTA ATRÁS

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Quando a guerra é apresentada como uma tarefa humanitária, a justiça e todo o sistema jurídico internacional estão de pernas para o ar: o pacifismo e o movimento contra a guerra são criminalizados. Opor-se à guerra converte-se num acto criminoso. A mentira deve ser exposta como aquilo que é e faz. Aprova a matança indiscriminada de homens, mulheres e crianças. Destróis famílias e pessoas. Destrói o compromisso das pessoas com os seus semelhantes. Impede as pessoas de expressarem a sua solidariedade com os que sofrem. Defende a guerra e o estado policial como a única via. Destrói o internacionalismo. Romper com a mentira significa romper com um projecto criminosos de destruição global, onde a procura do lucro é a sua força primordial. Este lucro incentiva a agenda militar, destrói valores humanos e transforma as pessoas em zombis inconscientes. Vamos inverter a maré. Desafio aos criminosos de guerra em altos cargos e nas poderosas corporações e grupos de pressão que os apoiam. Este beneficio impulsando la agenda militar destruye los valores humanos y transforma a la gente en zombis inconscientes. Fim da inquisição estadunidense. Fim da cruzada militar Estados Unidos-NATO-Israel. Encerramento das fábricas de armas e das bases militares. Retirada das tropas Os membros das Forças Armadas devem desobedecer às ordens e recusarem-se a participar numa guerra criminosa.
 
* Michel Chossudowsky, amigo e colaborador de odiario.info, é Professor Emérito da Universidade de Ottawa, Canadá.

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

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Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

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Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

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Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

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NOSTALGIA

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CLAUSTROFOBIA

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