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www.hist-socialismo.net
Tradução do castelhano e edição por CN, 03.04.2012
(http://www.nuovopci.it/arcspip/article62f3.html)
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Contribuição para o balanço da experiência
dos países socialistas (1)
Rapporti Sociali
n.ºs 6/7, Janeiro de 1990
Quais são os ensinamentos da experiência dos países socialistas desde a revolução de
Outubro até hoje?
Uma vez conquistado o poder político, arrebatado o poder às velhas classes
dominantes, destruído o velho Estado e criado em seu lugar um novo, as massas
proletárias e populares, sob a direcção do Partido Comunista e das organizações de
massas, começam a transformar as relações de produção com a ajuda do novo Estado.
A conquista do poder por parte do proletariado e a eliminação das velhas instituições
burguesas não levam por si próprias à instauração de novas relações de produção, nem
estas novas relações de produção surgem imediatamente, nem são ordenamentos
legislativos instaurados mediante uma decisão estatal.2 Em consequência, por si próprios
não determinam a extinção do Estado, mas instauram um novo Estado que, dado o papel
que a nova classe dominante (a classe operária) assume na sociedade, traz consigo os
gérmenes da sua extinção gradual.3
1 Este artigo, não assinado, foi publicado pela primeira vez na revista italiana Rapporti Sociali
n.ºs 6/7, de Janeiro de 1990. (N. Ed.)
2 Só a fantasia evasiva dos processos, de que dão mostras Antonio Negri, Rossana
Rossanda e outros cantores da «maturidade do comunismo», podia dar à luz a ideia das novas
relações de produção como um ordenamento da sociedade já preparado e que só a resistência
da burguesia impede de o pôr em prática. [Negri, Antonio (1933), filósofo e político marxista
italiano, é apontado como o ideólogo das Brigadas Vermelhas, tendo sido preso na sequência do
atentado contra Aldo Moro, em 1978. Sai da prisão em 1983, ao ser eleito deputado pelo Partido
Radical. Foge depois para França e só regressa a Itália em 1997, obtendo a libertação definitiva
em 2003. Rossanda, Rossana (1924), comunista italiana desde a juventude, participou no
movimento de resistência antifascista, tornando-se responsável pela política cultural do PCI. É
eleita deputada em 1963, assumindo nos anos 60 concepções anti-soviéticas. Em 1969 é
expulsa do partido, fundando depois o diário il Manifesto, que se torna também num partido
político. (N. Ed.)]
3 Quando os marxistas falam em extinção do Estado não o entendem como o
desaparecimento de organismos nos quais se forma a vontade colectiva dos membros da
sociedade e que permitem a sua realização. Os burgueses e os seus agentes procuram
apresentar o Estado actual como um organismo desse tipo (como porta-voz e executor da
vontade da sociedade). Nesse sentido, desfiguram a consigna dos comunistas, convertendo-a
numa palavra vazia de significado. Com efeito, é evidente que, na sociedade socialista e
comunista, deverão existir e existirão organismos em que essa vontade colectiva se expressa na
prática; isto será absolutamente necessário ao papel que assumirá finalmente o colectivo no que
2
Após a instauração do seu próprio poder político, do seu próprio Estado, o
proletariado enfrenta a tarefa de superar as relações capitalistas de produção.4
Assim, por conseguinte, o proletariado enfrenta a tarefa de criar instituições sociais
adequadas às forças produtivas que têm já um carácter social, de desenvolver as forças
produtivas que são ainda predominantemente privadas e de criar os instrumentos para a
gestão do processo produtivo por parte dos trabalhadores associados em função das suas
necessidades.
Além disso, após a revolução, com a destruição do poder político dos capitalistas e a
abolição da propriedade capitalista das forças produtivas, as contradições próprias das
relações de produção, que devem ser transformadas, não desaparecem por si próprias
imediatamente, como tão pouco desaparecem a velha ideologia e as velhas chagas sociais
provocadas pela burguesia. De igual modo, não desaparecem imediatamente as ideias
retrógradas, os limites sociais, culturais, económicos, ou de qualquer outro tipo,
existentes num país que acaba de se libertar.
As formas transitórias que as relações de produção e as instituições sociais assumem
durante a transição da relação de capital para o comunismo são variadas e determinadas
em concreto (não escolhidas arbitrariamente). Por outro lado, estão submetidas à
verificação prática e à passagem para formas superiores, dentro de um processo que,
para além dos contributos dos impulsos subjectivos e da dialéctica vanguarda-massas,
está necessariamente ligado ao processo de superação do trabalho necessário.
Além disso, existem duas premissas indispensáveis à sociedade comunista: a
abundância de bens materiais e a transformação dos indivíduos em todos os aspectos,
morais, culturais, etc. São duas condições que se devem perseguir em simultâneo durante
a fase de transição do capitalismo para o comunismo.
Esta fase que separa a sociedade capitalista da sociedade comunista é a fase de
construção do socialismo. Uma fase de transição durante a qual se criam as premissas
para alcançar o comunismo. Uma fase em que há avanços e retrocessos, dentro da
tendência geral, histórica, que é o avanço para o comunismo.
O socialismo não é, pois, um novo modo de produção, mas uma fase histórica de
transição do modo de produção capitalista para o comunismo, como deixou claro Marx,
na Crítica ao Programa de Gotha.5 Um país socialista é um país onde os indivíduos estão
ainda divididos em classes e existe luta de classes, onde a relação de capital ainda não
desapareceu, mas apenas foi abolida essencialmente a propriedade privada capitalista
das forças produtivas. Um país onde o poder político (o Estado) está nas mãos de uma
classe que luta para superar a relação de capital e para se transformar a si própria e toda
a humanidade, nas mãos de indivíduos capazes de dominar as condições da sua própria
reprodução e as suas próprias relações. Estas exigências realizam-se através de
respeita à actividade produtiva de cada membro da sociedade. Isto de acordo, naturalmente,
com as exigências colocadas pelo processo de produção e reprodução das condições materiais
de existência, tal como no capitalismo desenvolvido. Os marxistas falam de extinção do Estado
no sentido da extinção do que é sobretudo o Estado nas sociedades divididas em classes
antagónicas: monopólio da violência organizada, mediante o qual a classe dominante impõe a
sua lei às outras classes, apresentando-a ou não como emanada da vontade geral. Para quem
compreende esta essência do Estado, é óbvio que a sua extinção vai de par com o
desaparecimento da divisão da sociedade em classes antagónicas.
4 Ou seja, o domínio do trabalho morto sobre o trabalho vivo, a relação em que o trabalho
passado subordina a si próprio e absorve o trabalho vivo para se multiplicar, o papel de
vendedores de força de trabalho ao qual a sociedade burguesa vincula os trabalhadores.
5 Marx e Engels, Obras Escolhidas em três tomos, ed. Avante!, Lisboa, 1982, t. III, pp. 5-30. (N. Ed.)
3
organizações, instituições, práticas e costumes de milhões de indivíduos. Um país
socialista é um país cujas instituições sociais personificam, dão vontade, consciência e
voz à força motriz da superação da relação de capital; é um país em que a força do Estado
e do poder, em geral, está dirigida para facilitar o crescimento e a generalização desses
germens de comunismo de que Lénine falava na sua análise sobre o significado dos
sábados comunistas.6
Uma vez conquistado o poder, o proletariado toma rapidamente algumas medidas que
encaminham o processo de transição ou que permitem o seu desenvolvimento.
Seguidamente trata-se de ver se as medidas, que se tomam pouco a pouco, e se a situação
criada continuam a ser úteis à transição.
O proletariado exerce o poder político não por definição. O proletariado só exerce o
poder político:
1. Se o movimento proletário, as organizações do proletariado estão presentes no lugar
onde se estabelece a linha que guia a acção dos organismos de Estado;
2. Se as pessoas que compõem os organismos estatais estão em ligação constante com
o proletariado;
3. Se a linha que guia a acção dos órgãos do Estado representa na prática os interesses
históricos do proletariado;
4. Se é promovida a participação das massas no exercício do poder político (o que é
algo mais do que a participação no debate político e o conhecimento das questões
políticas), com a consequente e gradual difusão das funções políticas e a correspondente
extinção do Estado, enquanto corpo separado que tem o monopólio da repressão.
Um dos aspectos que diferencia a sociedade socialista da capitalista é a propriedade
dos meios de produção. Abolir a propriedade privada capitalista dos meios de produção,
torná-la propriedade de uma organização social (na URSS essa organização era tanto o
Estado federal, como os Estados republicanos e os sovietes locais) é um passo necessário,
embora não seja exclusivo.7 Todavia, uma vez abolida a propriedade privada capitalista
dos meios de produção, ainda fica a faltar levar a cabo uma participação efectiva dos
trabalhadores no seu governo, uma colaboração efectiva de cada unidade produtiva com
as demais unidades produtivas e uma orientação efectiva das actividades de cada unidade
produtiva, visando a satisfação de determinadas necessidades da sociedade.
A subordinação das actividades económicas das unidades produtivas a um único plano
válido para toda a sociedade é uma característica necessária da sociedade socialista. No
entanto, se se torna regra que as unidades produtivas e os indivíduos se subtraem a um
plano deste género com subterfúgios, incumprimentos e excepções, desenvolvendo
actividades alheias às planificadas, é evidente que tal plano só existirá no papel, ou, pelo
menos, haverá uma contradição entre o plano e a actividade económica real. Não
devemos confundir a elaboração e aprovação de um plano económico com o facto de a
actividade económica dos indivíduos e das unidades produtivas estar em conformidade
com ele: são duas coisas distintas.
6 Sobre as formas transitórias das relações de produção e das correspondentes instituições
da sociedade ver Lénine: Uma Grande Iniciativa (1919) [V.I. Lénine, Obras Escolhidas em três
tomos, Ed. Avante!, t. III pp. 139-160. (N. Ed.)] e «Relatório sobre os Sábados Comunistas na
Conferência da Cidade de Moscovo do PCR(b) (1919) [Obras Escolhidas em seis tomos, Ed.
Avante!, t. V, pp. 14-19. (N. Ed.)]
7 Com efeito, não é uma medida exclusiva: também a propriedade cooperativa, isto é, a
propriedade de um grupo de trabalhadores, foi em todos os países socialistas a forma de
organização da actividade económica de sectores produtivos inteiros, nos quais as forças
produtivas tinham uma carácter social limitado.
4
Perante
segunda-feira, 14 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Aquecimento Global: Uma Abordagem Alternativa
by Francisco Roland Di Biase
Global Research, April 9, 2012
A mudança climática existe e sempre existiu. O planeta não é estático, é um sistema dinâmico. A grande discussão, como argumentei no artigo “Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem”[1], é se atualmente a mudança climática é causada pelo homem, devido ao aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ou se é um fenômeno natural. De qualquer forma, qualquer que seja a causa, precisamos entender o fenômeno e enfrentá-lo de forma lógica, pensando em quais soluções assegurarão um melhor futuro para o planeta e consequentemente à humanidade.
Um dos grandes problemas quando se fala em diminuir os efeitos das mudanças climáticas é que a grande maioria das pessoas olha o problema pelo ângulo errado e consequentemente soluções equivocadas são apresentadas. E isso é resultado de como a mídia trata o problema, sempre de forma sensacionalista focando as catástrofes, o chamado terrorismo midiático. O resultado é medo e histeria, nublando a cabeça das pessoas, impossibilitando um pensamento claro da situação.
Um bom exemplo desse comportamento é a frase de efeito que apareceu no trailer do filme “Uma Verdade Inconveniente”: De longe, o filme mais assustador que você jamais verá[2]. E isso não é o pior porque por volta de 2min e 22seg aparece uma explosão nuclear, dá para acreditar? Vejam o vídeo no You Tube[2] e confiram. Mas esse tipo de estratégia não é exclusividade de ninguém, é só assistirmos o vídeo de abertura da conferência climática da ONU, COP15 sediada em Copenhagen em 2009[3] que temos outro exemplo.
Não podemos esquecer que o objetivo não é reduzir os gases do efeito estufa por si só, mas melhorar a qualidade de vida da humanidade e o ambiente.
No filme “Uma Verdade Inconveniente”[4], Al Gore afirma que o nível dos oceanos vai aumentar 6 metros até 2100 devido aos efeitos do aquecimento global e apresenta uma projeção de computador onde uma parte considerável de Manhattan (Nova York) e outros locais no mundo ficarão debaixo d’água. Mas o próprio relatório do IPCC[5], que ele usa como uma de suas fontes, diz que o nível dos oceanos vai aumentar cerca de 30 centímetros (na pior das hipóteses 59 centímetros) até 2100 e não 6 metros.
E qual a melhor forma de lidar com esse problema? É só olharmos para os últimos 150 anos onde o nível dos oceanos subiu cerca de 30 centímetros e não foi uma catástrofe. Claro que convenientemente os principais meios de comunicação não se importaram em nos dizer. A humanidade se adaptou a essa mudança e o melhor exemplo é a Holanda que tem uma parte considerável de seu território abaixo do nível do mar e para lidar com a situação construiu vários e imensos diques evitando a inundação.
Outro “fato” que Al Gore nos mostra é que devido ao aquecimento global cidades que foram construídas acima da linha de mosquitos vão começar a ter problemas com doenças como malária que tem o mosquito como agente transmissor. E esse exemplo é interessante porque ele fala especificamente que isso está ocorrendo em Nairóbi. O fato é: Nairóbi tem problema devido à malária? Sim, sem dúvida. É devido ao aquecimento global? Não, definitivamente não. O Professor Paul Reiter[6] do Instituto Pasteur em Paris, nos lembra, que a malária já era um grande problema na época da fundação de Nairóbi em 1899 e também que é uma doença relacionada muito mais fortemente com a pobreza extrema do que o calor[7]. Aqui no Brasil sabemos muito bem disso porque convivemos com a malária, principalmente no norte do país onde temos temperaturas muito elevadas, mas a doença não atinge proporções epidémicas como em certos locais da África, ela está sob controle. Também não podemos esquecer que mosquitos não são exclusivos de regiões quentes, hoje em dia qualquer um que já assistiu algum programa na televisão sobre o ártico sabe que lá também tem muitos mosquitos. Então a melhor forma de combatermos esse problema é usar o dinheiro para diminuir a pobreza, principalmente com a construção de redes de saneamento básico e água potável.
A questão dos ursos polares. Quem não fica comovido com a animação mostrada em “Uma Verdade Inconveniente” de um urso polar nadando no meio do oceano sem nenhum sinal de terra ou gelo. Praticamente ninguém é contra a ideia de salvar os ursos polares, principalmente entre crianças. É um tema que ecoa profundamente nelas e em menor grau nos adultos. Mas resolveram omitir que ursos polares são exímios nadadores, eles podem nadar até 100 quilômetros por dia. E também que sua população está em crescimento. Em 1960 estimava-se que existiam 5 mil indivíduos, hoje estima-se que sejam 22 mil. E mais uma vez somos conduzidos a olhar o “problema” pelo ângulo errado. Se o Protocolo de Kioto fosse completamente implementado (todos os países do mundo assinassem e respeitassem) salvaríamos 1 urso por ano. Sabemos que o homem mata entre 300 a 500 ursos polares por ano então se realmente queremos ajudá-los a melhor forma não é cortando emissões de CO2, mas parando de atirar neles.[7]
Outro argumento muito usado é que o aumento da temperatura causará mais ondas de calor e consequentemente mais mortes. Mas o que deixam de falar é que em contrapartida várias pessoas deixarão de morrer de frio no inverno. Estima-se que até 2100, 400 mil pessoas a mais morreriam devido ao calor, mas em compensação 1.8 milhão não morreriam de frio.[7] Não podemos esquecer também do efeito da ilha de calor urbana. As grandes cidades do mundo colapsaram por causa dele? Não, elas se adaptaram. Não acho que o aumento do calor nos centros urbanos seja bom, mas 1 ou 2 graus a mais não causará o fim do mundo.
Também vemos muitas reportagens da destruição devastadora que os furacões estão causando hoje em dia. E tudo isso por que o aumento da temperatura dos oceanos fará surgir mais furacões e mais fortes. Apesar desse argumente ser questionável, não existe nenhum estudo científico que prove isso, se realmente for verdade a maior destruição, hoje, no litoral não é porque os furacões são mais fortes ou em maior quantidade, mas porque existem mais pessoas e construções nessas áreas de risco do que há 50 anos. É obvio que os danos causados por um furacão que passe em um local desses hoje serão muito maiores que se o mesmo furacão passasse no mesmo local 50 anos atrás.
Freeman Dyson, um dos mais renomados físicos vivos, disse que “‘Uma Verdade Inconveniente’ é uma grande obra de propaganda” e argumenta que os esforços políticos para reduzir as causas da mudança climática distraem as pessoas de outros problemas globais que deveriam ter prioridade.[7] Ele diz: “Não estou dizendo que o aquecimento não causa problemas, óbvio que causa. Obviamente, devemos tentar compreendê-lo. Eu estou dizendo que os problemas estão sendo grosseiramente exagerados. Eles tiram dinheiro e atenção de outros problemas que são muito mais urgentes e importantes. Pobreza, doenças infecciosas, educação pública e saúde pública. Sem mencionar a preservação de seres vivos na terra e nos oceanos.”[8]
Apesar de toda a discussão em cima do uso dos combustíveis fósseis a verdade é que só vamos parar de usá-los quando outras formas de energia forem tão baratas quanto ele. Por isso, um ponto chave, é que as soluções propostas precisam ser de tal forma a tornar isso uma realidade. Precisamos fazer com que seja mais barato não emitir CO2 do que emitir.
As soluções propostas atualmente de cortar emissões de CO2 vão custar caro e os efeitos práticos serão mínimos. Só para termos uma ideia de números vejamos o Protocolo de Kioto. Se tivesse sido cumprido, reduzir as emissões de CO2 para níveis abaixo dos de 1990 até 2012, teria custado 180 bilhões de dólares por ano e a redução na temperatura teria sido de 0.005°C em 2100.[7] Fica claro que ele é mais simbólico do que qualquer outa coisa. Outro exemplo é a proposta da União Europeia de cortar 20% das emissões de CO2 até 2020 incentivando as energias renováveis. Isso teria um custo de 250 bilhões por ano e a redução da temperatura seria de 0.5°C em 2100.[7]
Com essa quantidade de dinheiro de que estamos falando com certeza existem outras alternativas que podemos implementar com o foco de fazer a emissão de CO2 ser economicamente mais cara.
Um bom lugar para colocar parte desse dinheiro é na energia das ondas, uma área que os principais meios midiáticos praticamente ignoram e a tecnologia existe desde a década de 1970. A crise do petróleo do início dos anos 1970 fez o governo da Inglaterra investir em formas alternativas de energia. E uma das ideias que receberam financiamento era a do Professor Stephen Salter[9] da Universidade de Edimburgo. Ele inventou o chamado Salter’s Duck[7] (Pato de Salter), um dispositivo que converte a energia das ondas em eletricidade através da rotação de giroscópios localizados internamente. Ele inclusive criou vários protótipos e conseguiu uma eficiência de cerca de 90%. Mas como sabemos muitas vezes as coisas não fazem sentido, o programa das energias alternativas era operado pela Agência de Energia Atômica do Reino Unido (United Kingdom Atomic Energy Authority), e como foi antes dos acidentes de Three Mile Island e Chernobyl, a prioridade e o dinheiro, claro, foi para a energia atômica.
Outro dispositivo com o potencial de beneficiar enormemente a humanidade que merece mais atenção e aumento de investimentos é a Célula Fotoeletroquímica.[10] Muitas vezes chamada de fotossíntese artificial, porque gera hidrogênio a partir de luz e água. Basicamente é uma placa feita de um material especial, geralmente semicondutores, colocada dentro de um recipiente com água. E quando a luz, solar ou não, incide em cima da placa, começa a conversão da água em oxigênio e hidrogênio. O problema é conseguir fabricar essas placas com baixo custo ou encontrar materiais mais baratos para fabricá-la.
Outro boa ideia pode ser os chamados reatores nucleares de 4ª geração (como base de comparação o reator de Angra 3 é de 2ª geração). Com essa tecnologia, que só existe no papel por falta de investimentos, poderemos resolver dois problemas de uma só vez. O problema de gerar energia sem queimar combustíveis fósseis, óbvio e do lixo nuclear. Isso porque esses reatores poderão usar o próprio lixo nuclear, que acumulamos durante anos das usinas antigas, como combustível, diminuindo sua meia-vida para 20 anos (plutônio por exemplo tem meia vida de 24,200 anos) e assim depois de 100-150 anos a radioatividade será mínima.[7]
Essa forma de encarar o problema do aquecimento global está sendo proposta há alguns anos por algumas pessoas como Bjorn Lomborg que muitas vezes são ridicularizadas pela mídia. Ele foi o idealizador do Copenhagen Consensus em 2004, quando era diretor do Environmental Assessment Institute (Instituto de Avaliação Ambiental) da Dinamarca. O Copenhagen Consensus nasceu como uma conferência focada em priorizar os problemas mundiais e encontrar as melhores soluções disponíveis baseadas na análise custo-benefício. Na sua primeira conferência realizada, o painel de especialistas reuniu oito renomados economistas, incluindo quatro Prêmios Nobel.[11] Eles criaram uma lista com os principais problemas globais; doenças, subnutrição e água potável estavam no topo enquanto mudança climática acabou no final. Em 2006 foi criado o Copenhagen Consensus Center[12], tendo como diretor o próprio Bjorn Lomborg, sob os auspícios da Copenhagen Business School. O centro é um think tank com ênfase nas mesmas ideias da conferência: focar menos no que é “tecnicamente possível” e mais no que é realisticamente factível, ou seja, nós poderíamos parar de emitir CO2 agora, mas o impacto para as nações em desenvolvimento seria desastroso.
Como Lomborg diz: “Nós estamos amedrontando as crianças com exageros – elas acreditam que não terão um futuro e que o mundo vai acabar”. E ainda que “precisamos exigir que a mídia pare de assustar nossas crianças e à nós. Precisamos de um diálogo mais racional, mais construtivo e menos assustador.” [13]
Referências:
[1] Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem por Francisco Roland Di Biase, Global Research.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22061
[2] Trailer do filme “Uma Verdade Inconveniente”
http://www.youtube.com/watch?v=OAK8Cd4t0WA
[3] Vídeo de abertura da conferência climática da ONU COP15 sediada em Copenhagen em 2009:
http://www.youtube.com/watch?v=7Yl4PRZbbjs
[4] Uma Verdade Inconveniente de Davis Guggenheim
http://www.imdb.com/title/tt0497116/
[5] Relatórios do IPCC
http://www.ipcc.ch/ipccreports/tar/vol4/english/index.htm
[6] Paul Reiter – Wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Reiter
[7] Cool It (2010) do diretor Ondi Timoner com Bjorn Lomborg, baseado no livro de Bjorn Lomborg de mesmo nome.
http://www.imdb.com/title/tt1694015/
[8] Wikipedia - Freeman Dyson
http://en.wikipedia.org/wiki/Freeman_Dyson
[9] Wikipedia – Stephen Salter
http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Salter
[10] Wikipedia – Photoelectrochemical cell
http://en.wikipedia.org/wiki/Photoelectrochemical_cell
[11] Lista de participantes do Copenhagen Consensus de 2004
http://www.copenhagenconsensus.com/Default.aspx?ID=1376
[12] Copenhagen Consensus Center
http://www.copenhagenconsensus.com/
[13] Scared silly over climate change por Björn Lomborg no The Guardian
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cif-green/2009/jun/15/climate-change-children
Global Research, April 9, 2012
A mudança climática existe e sempre existiu. O planeta não é estático, é um sistema dinâmico. A grande discussão, como argumentei no artigo “Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem”[1], é se atualmente a mudança climática é causada pelo homem, devido ao aumento da concentração de CO2 na atmosfera, ou se é um fenômeno natural. De qualquer forma, qualquer que seja a causa, precisamos entender o fenômeno e enfrentá-lo de forma lógica, pensando em quais soluções assegurarão um melhor futuro para o planeta e consequentemente à humanidade.
Um dos grandes problemas quando se fala em diminuir os efeitos das mudanças climáticas é que a grande maioria das pessoas olha o problema pelo ângulo errado e consequentemente soluções equivocadas são apresentadas. E isso é resultado de como a mídia trata o problema, sempre de forma sensacionalista focando as catástrofes, o chamado terrorismo midiático. O resultado é medo e histeria, nublando a cabeça das pessoas, impossibilitando um pensamento claro da situação.
Um bom exemplo desse comportamento é a frase de efeito que apareceu no trailer do filme “Uma Verdade Inconveniente”: De longe, o filme mais assustador que você jamais verá[2]. E isso não é o pior porque por volta de 2min e 22seg aparece uma explosão nuclear, dá para acreditar? Vejam o vídeo no You Tube[2] e confiram. Mas esse tipo de estratégia não é exclusividade de ninguém, é só assistirmos o vídeo de abertura da conferência climática da ONU, COP15 sediada em Copenhagen em 2009[3] que temos outro exemplo.
Não podemos esquecer que o objetivo não é reduzir os gases do efeito estufa por si só, mas melhorar a qualidade de vida da humanidade e o ambiente.
No filme “Uma Verdade Inconveniente”[4], Al Gore afirma que o nível dos oceanos vai aumentar 6 metros até 2100 devido aos efeitos do aquecimento global e apresenta uma projeção de computador onde uma parte considerável de Manhattan (Nova York) e outros locais no mundo ficarão debaixo d’água. Mas o próprio relatório do IPCC[5], que ele usa como uma de suas fontes, diz que o nível dos oceanos vai aumentar cerca de 30 centímetros (na pior das hipóteses 59 centímetros) até 2100 e não 6 metros.
E qual a melhor forma de lidar com esse problema? É só olharmos para os últimos 150 anos onde o nível dos oceanos subiu cerca de 30 centímetros e não foi uma catástrofe. Claro que convenientemente os principais meios de comunicação não se importaram em nos dizer. A humanidade se adaptou a essa mudança e o melhor exemplo é a Holanda que tem uma parte considerável de seu território abaixo do nível do mar e para lidar com a situação construiu vários e imensos diques evitando a inundação.
Outro “fato” que Al Gore nos mostra é que devido ao aquecimento global cidades que foram construídas acima da linha de mosquitos vão começar a ter problemas com doenças como malária que tem o mosquito como agente transmissor. E esse exemplo é interessante porque ele fala especificamente que isso está ocorrendo em Nairóbi. O fato é: Nairóbi tem problema devido à malária? Sim, sem dúvida. É devido ao aquecimento global? Não, definitivamente não. O Professor Paul Reiter[6] do Instituto Pasteur em Paris, nos lembra, que a malária já era um grande problema na época da fundação de Nairóbi em 1899 e também que é uma doença relacionada muito mais fortemente com a pobreza extrema do que o calor[7]. Aqui no Brasil sabemos muito bem disso porque convivemos com a malária, principalmente no norte do país onde temos temperaturas muito elevadas, mas a doença não atinge proporções epidémicas como em certos locais da África, ela está sob controle. Também não podemos esquecer que mosquitos não são exclusivos de regiões quentes, hoje em dia qualquer um que já assistiu algum programa na televisão sobre o ártico sabe que lá também tem muitos mosquitos. Então a melhor forma de combatermos esse problema é usar o dinheiro para diminuir a pobreza, principalmente com a construção de redes de saneamento básico e água potável.
A questão dos ursos polares. Quem não fica comovido com a animação mostrada em “Uma Verdade Inconveniente” de um urso polar nadando no meio do oceano sem nenhum sinal de terra ou gelo. Praticamente ninguém é contra a ideia de salvar os ursos polares, principalmente entre crianças. É um tema que ecoa profundamente nelas e em menor grau nos adultos. Mas resolveram omitir que ursos polares são exímios nadadores, eles podem nadar até 100 quilômetros por dia. E também que sua população está em crescimento. Em 1960 estimava-se que existiam 5 mil indivíduos, hoje estima-se que sejam 22 mil. E mais uma vez somos conduzidos a olhar o “problema” pelo ângulo errado. Se o Protocolo de Kioto fosse completamente implementado (todos os países do mundo assinassem e respeitassem) salvaríamos 1 urso por ano. Sabemos que o homem mata entre 300 a 500 ursos polares por ano então se realmente queremos ajudá-los a melhor forma não é cortando emissões de CO2, mas parando de atirar neles.[7]
Outro argumento muito usado é que o aumento da temperatura causará mais ondas de calor e consequentemente mais mortes. Mas o que deixam de falar é que em contrapartida várias pessoas deixarão de morrer de frio no inverno. Estima-se que até 2100, 400 mil pessoas a mais morreriam devido ao calor, mas em compensação 1.8 milhão não morreriam de frio.[7] Não podemos esquecer também do efeito da ilha de calor urbana. As grandes cidades do mundo colapsaram por causa dele? Não, elas se adaptaram. Não acho que o aumento do calor nos centros urbanos seja bom, mas 1 ou 2 graus a mais não causará o fim do mundo.
Também vemos muitas reportagens da destruição devastadora que os furacões estão causando hoje em dia. E tudo isso por que o aumento da temperatura dos oceanos fará surgir mais furacões e mais fortes. Apesar desse argumente ser questionável, não existe nenhum estudo científico que prove isso, se realmente for verdade a maior destruição, hoje, no litoral não é porque os furacões são mais fortes ou em maior quantidade, mas porque existem mais pessoas e construções nessas áreas de risco do que há 50 anos. É obvio que os danos causados por um furacão que passe em um local desses hoje serão muito maiores que se o mesmo furacão passasse no mesmo local 50 anos atrás.
Freeman Dyson, um dos mais renomados físicos vivos, disse que “‘Uma Verdade Inconveniente’ é uma grande obra de propaganda” e argumenta que os esforços políticos para reduzir as causas da mudança climática distraem as pessoas de outros problemas globais que deveriam ter prioridade.[7] Ele diz: “Não estou dizendo que o aquecimento não causa problemas, óbvio que causa. Obviamente, devemos tentar compreendê-lo. Eu estou dizendo que os problemas estão sendo grosseiramente exagerados. Eles tiram dinheiro e atenção de outros problemas que são muito mais urgentes e importantes. Pobreza, doenças infecciosas, educação pública e saúde pública. Sem mencionar a preservação de seres vivos na terra e nos oceanos.”[8]
Apesar de toda a discussão em cima do uso dos combustíveis fósseis a verdade é que só vamos parar de usá-los quando outras formas de energia forem tão baratas quanto ele. Por isso, um ponto chave, é que as soluções propostas precisam ser de tal forma a tornar isso uma realidade. Precisamos fazer com que seja mais barato não emitir CO2 do que emitir.
As soluções propostas atualmente de cortar emissões de CO2 vão custar caro e os efeitos práticos serão mínimos. Só para termos uma ideia de números vejamos o Protocolo de Kioto. Se tivesse sido cumprido, reduzir as emissões de CO2 para níveis abaixo dos de 1990 até 2012, teria custado 180 bilhões de dólares por ano e a redução na temperatura teria sido de 0.005°C em 2100.[7] Fica claro que ele é mais simbólico do que qualquer outa coisa. Outro exemplo é a proposta da União Europeia de cortar 20% das emissões de CO2 até 2020 incentivando as energias renováveis. Isso teria um custo de 250 bilhões por ano e a redução da temperatura seria de 0.5°C em 2100.[7]
Com essa quantidade de dinheiro de que estamos falando com certeza existem outras alternativas que podemos implementar com o foco de fazer a emissão de CO2 ser economicamente mais cara.
Um bom lugar para colocar parte desse dinheiro é na energia das ondas, uma área que os principais meios midiáticos praticamente ignoram e a tecnologia existe desde a década de 1970. A crise do petróleo do início dos anos 1970 fez o governo da Inglaterra investir em formas alternativas de energia. E uma das ideias que receberam financiamento era a do Professor Stephen Salter[9] da Universidade de Edimburgo. Ele inventou o chamado Salter’s Duck[7] (Pato de Salter), um dispositivo que converte a energia das ondas em eletricidade através da rotação de giroscópios localizados internamente. Ele inclusive criou vários protótipos e conseguiu uma eficiência de cerca de 90%. Mas como sabemos muitas vezes as coisas não fazem sentido, o programa das energias alternativas era operado pela Agência de Energia Atômica do Reino Unido (United Kingdom Atomic Energy Authority), e como foi antes dos acidentes de Three Mile Island e Chernobyl, a prioridade e o dinheiro, claro, foi para a energia atômica.
Outro dispositivo com o potencial de beneficiar enormemente a humanidade que merece mais atenção e aumento de investimentos é a Célula Fotoeletroquímica.[10] Muitas vezes chamada de fotossíntese artificial, porque gera hidrogênio a partir de luz e água. Basicamente é uma placa feita de um material especial, geralmente semicondutores, colocada dentro de um recipiente com água. E quando a luz, solar ou não, incide em cima da placa, começa a conversão da água em oxigênio e hidrogênio. O problema é conseguir fabricar essas placas com baixo custo ou encontrar materiais mais baratos para fabricá-la.
Outro boa ideia pode ser os chamados reatores nucleares de 4ª geração (como base de comparação o reator de Angra 3 é de 2ª geração). Com essa tecnologia, que só existe no papel por falta de investimentos, poderemos resolver dois problemas de uma só vez. O problema de gerar energia sem queimar combustíveis fósseis, óbvio e do lixo nuclear. Isso porque esses reatores poderão usar o próprio lixo nuclear, que acumulamos durante anos das usinas antigas, como combustível, diminuindo sua meia-vida para 20 anos (plutônio por exemplo tem meia vida de 24,200 anos) e assim depois de 100-150 anos a radioatividade será mínima.[7]
Essa forma de encarar o problema do aquecimento global está sendo proposta há alguns anos por algumas pessoas como Bjorn Lomborg que muitas vezes são ridicularizadas pela mídia. Ele foi o idealizador do Copenhagen Consensus em 2004, quando era diretor do Environmental Assessment Institute (Instituto de Avaliação Ambiental) da Dinamarca. O Copenhagen Consensus nasceu como uma conferência focada em priorizar os problemas mundiais e encontrar as melhores soluções disponíveis baseadas na análise custo-benefício. Na sua primeira conferência realizada, o painel de especialistas reuniu oito renomados economistas, incluindo quatro Prêmios Nobel.[11] Eles criaram uma lista com os principais problemas globais; doenças, subnutrição e água potável estavam no topo enquanto mudança climática acabou no final. Em 2006 foi criado o Copenhagen Consensus Center[12], tendo como diretor o próprio Bjorn Lomborg, sob os auspícios da Copenhagen Business School. O centro é um think tank com ênfase nas mesmas ideias da conferência: focar menos no que é “tecnicamente possível” e mais no que é realisticamente factível, ou seja, nós poderíamos parar de emitir CO2 agora, mas o impacto para as nações em desenvolvimento seria desastroso.
Como Lomborg diz: “Nós estamos amedrontando as crianças com exageros – elas acreditam que não terão um futuro e que o mundo vai acabar”. E ainda que “precisamos exigir que a mídia pare de assustar nossas crianças e à nós. Precisamos de um diálogo mais racional, mais construtivo e menos assustador.” [13]
Referências:
[1] Mudança Climática Existe, Só Não É Causada Pelo Homem por Francisco Roland Di Biase, Global Research.
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=22061
[2] Trailer do filme “Uma Verdade Inconveniente”
http://www.youtube.com/watch?v=OAK8Cd4t0WA
[3] Vídeo de abertura da conferência climática da ONU COP15 sediada em Copenhagen em 2009:
http://www.youtube.com/watch?v=7Yl4PRZbbjs
[4] Uma Verdade Inconveniente de Davis Guggenheim
http://www.imdb.com/title/tt0497116/
[5] Relatórios do IPCC
http://www.ipcc.ch/ipccreports/tar/vol4/english/index.htm
[6] Paul Reiter – Wikipedia
http://en.wikipedia.org/wiki/Paul_Reiter
[7] Cool It (2010) do diretor Ondi Timoner com Bjorn Lomborg, baseado no livro de Bjorn Lomborg de mesmo nome.
http://www.imdb.com/title/tt1694015/
[8] Wikipedia - Freeman Dyson
http://en.wikipedia.org/wiki/Freeman_Dyson
[9] Wikipedia – Stephen Salter
http://en.wikipedia.org/wiki/Stephen_Salter
[10] Wikipedia – Photoelectrochemical cell
http://en.wikipedia.org/wiki/Photoelectrochemical_cell
[11] Lista de participantes do Copenhagen Consensus de 2004
http://www.copenhagenconsensus.com/Default.aspx?ID=1376
[12] Copenhagen Consensus Center
http://www.copenhagenconsensus.com/
[13] Scared silly over climate change por Björn Lomborg no The Guardian
http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cif-green/2009/jun/15/climate-change-children
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Quem foi Osama? Quem é Obama?
by Michel Chossudovsky
Global Research, May 7, 2012
Enquanto o presidente e supremo comandante dos Estados Unidos da América, Barack Hussein Obama "celebra" o primeiro aniversário da alegada morte de bin Laden, mantém-se inalterada a questão de fundo de QUEM FOI OSAMA BIN LADEN. ( Remarks by President Obama in Address to the Nation from Bagram Air Base, Afghanistan , ver vídeo no fim do artigo)
Cheio de mentiras e invenções, o discurso cuidadosamente elaborado do presidente Obama encerra um mundo de total fantasia, em que os "maus da fita" estão à espreita e "conspiram actos de terrorismo". Entretanto, diz-se que os "jihadistas" estão a ameaçar a civilização ocidental.
Cada uma de todas as afirmações do discurso de 1º de Maio de Obama na base da Força Aérea de Bagram, relativas ao papel da Al Qaeda, é uma invenção: (abaixo damos excertos das Notas de Obama em itálico, os comentários do autor estão indicados entre parênteses rectos [ ]):
Foi aqui, no Afeganistão, que Osama bin Laden instalou um porto seguro para a sua organização terrorista.
[ Osama foi recrutado pela CIA , a Al Qaeda foi montada com o apoio da CIA. O porto seguro de Osama foi protegido pelos serviços secretos dos EUA].
Foi para aqui, no Afeganistão, que a al Qaeda trouxe novos recrutas, os treinou e congeminou actos de terrorismo.
[Os Mujahideen foram recrutados e treinados pela CIA. A Arábia Saudita, aliada da América, financiou as escolas corânicas Wahabbi, Ronald Reagan elogiou os Mujahideen como "Combatentes pela Liberdade". Sem o público americano saber, os EUA divulgaram os ensinamentos da jihad islâmica em manuais "Made in America", elaborados na Universidade de Nebraska ].
Foi aqui, a partir destas fronteiras, que a Al Qaeda lançou os ataques que mataram aproximadamente 3000 homens, mulheres e crianças inocentes.
[Obama refere-se aos ataques do 11/Set. Até hoje não há provas de que a Al Qaeda tenha estado envolvida nisso. Além disso, como confirmado pela CBS News, a 10 de Setembro de 2001, Osama bin Laden deu entrada num hospital militar paquistanês em Rawalpindi por especial favor do Paquistão, aliado da América . Terá coordenado os ataques de 11/Set a partir da sua cama no hospital?]
E assim faz agora 10 anos, os Estados Unidos e os nossos aliados entraram em guerra para garantir que a al Qaeda nunca mais poderia usar este país para lançar os seus ataques contra nós.
[Os ataques do 11/Set foram a justificação para a guerra no Afeganistão, com base na "auto defesa". Dizia-se que o Afeganistão abrigava a Al Qaeda e portanto era cúmplice num descarado acto de guerra contra os EUA.
A verdade é que o governo dos talibãs por duas vezes nas semanas que se seguiram ao 11/Ser ofereceram-se (através dos canais diplomáticos) para entregar Osama bin Laden ao sistema judicial dos EU. O presidente George W. Bush recusou a oferta do governo talibã, alegando que a América "não negoceia com terroristas".
A NATO entrou em guerra invocando o Artigo Cinco do Tratado de Washington: um acto de guerra contra um membro da NATO é considerado um acto de guerra contra todos os membros da NATO ao abrigo da doutrina da segurança colectiva].
Apesar do êxito inicial, por uma série de razões, esta guerra demorou mais do que o inicialmente previsto. Em 2002, bin Laden e os seus lugares-tenentes escaparam pela fronteira e estabeleceram um porto seguro no Paquistão. A América passou quase oito anos a travar uma outra guerra no Iraque. E os aliados extremistas da al Qaeda no seio dos talibãs travaram uma brutal insurreição.
[O paradeiro de Osama bin Laden foi sempre bem conhecido dos serviços secretos dos EUA. O presidente Obama transmite a ilusão de que as forças dos EUA-NATO e os seus operacionais de informações não conseguiam encontrar bin Laden. Nas palavras do antigo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld (2002), "é como procurar uma agulha num palheiro".
O presidente Obama também sugere que os operacionais do Al Qaeda, equipados com mísseis Stinger e Kalashnikovs, tinham conseguido superar a máquina militar de muitos milhões de milhões de dólares dos EUA-NATO].
Mas nos últimos três anos, a maré mudou. Quebrámos a dinâmica dos talibãs. Montámos fortes forças de segurança afegãs. Destruímos a liderança da al Qaeda, eliminando 20 dos seus 30 líderes de topo. E há um ano, a partir duma base aqui no Afeganistão, as nossas tropas lançaram a operação que matou Osama bin Laden.
[Muito se tem escrito sobre esta questão. Não há provas quanto à identidade da pessoa que foi alegadamente morta pelas Forças Especiais SEAL. Nas palavras de Paul Craig Roberts, "A história do governo dos EUA sobre bin Laden foi tão mal cozinhada que não demorou 48 horas a ser alterada profundamente…" ]
A meta que estabeleci – derrotar a al Qaeda e impedir qualquer hipótese de ela se reconstituir – está agora ao nosso alcance.
[Há muitos indícios de que a Al Qaeda, enquanto "trunfo secreto" patrocinado pelos EUA está "viva e a mexer-se". Desde 11 /Set, a Al Qaeda evoluiu para uma entidade multinacional com "filiais" em diversos lugares quentes geopolíticos por todo o mundo.
Na Líbia e na Síria, brigadas da Al Qaeda são os soldados de infantaria da aliança militar EUA-NATO.
Onde quer que o aparelho militar e de informações dos EUA esteja instalado, a Al Qaeda está presente:
A Al Qaeda no Iraque, a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), o Grupo de Combate Islâmico da Líbia (GCIL), o Al Shaabab (Somália), a Al Qaeda no Magreb Islâmico, o Jaish-e-Mohammed (JEM) (Exército de Maomé) (Paquistão), a organização Jemaah Islamiya (JI) (Indonésia), o Movimento Islâmico do Uzbequistão, etc. (Ver Organizações Terroristas Estrangeiras do Departamento de Estado dos EUA, Conselho de Segurança das Nações Unidas, Lista de indivíduos, grupos, empresas e outras entidades associadas com a Lista de Sanções Al-Qaida ).
Ironicamente, em todos estes países, os serviços de informações dos EUA coordenam abertamente as actividades dos grupos filiados da Al Qaeda. Oficialmente, o contraterrorismo consiste em combater a jihad islâmica. Não oficialmente, por meio de operações secretas, os serviços secretos ocidentais apoiam os seus "trunfos" incluindo entidades terroristas da lista do Departamento de Estado dos EUA .
Além disso, estas diversas organizações terroristas estão hoje a ser usadas em operações militares secretas EUA-NATO contra países soberanos (por ex: Líbia e Síria). Segundo fontes dos serviços de informações israelenses:
"Entretanto, na sede da NATO em Bruxelas e no supremo comando turco estão a ser traçados planos para o seu primeiro passo militar na Síria, que é armar os rebeldes com armas para combater os tanques e os helicópteros com a intenção de dissolver o contestado regime de Assad. Em vez de repetir o modelo líbio de ataques aéreos, os estrategas da NATO estão a pensar mais em termos de injectar grandes quantidades de foguetões anti-tanques e anti-aéreos e metralhadoras pesadas nos centros de protesto para vencer as forças blindadas do governo". (DEBKAfile, NATO vai fornecer aos rebeldes armas anti-tanque, 14/Agosto/2011)]
Quem é ou era Osama?
Um "trunfo dos serviços secretos", nomeadamente um instrumento da CIA para justificar a "Guerra Global contra o Terrorismo".
Vale a pena recordar que a 14 de Setembro de 2001, tanto a Câmara como o Senado adoptaram a resolução histórica que autorizou o presidente a "perseguir" países que " ajudaram os ataques terroristas [de 11/Set]".
O presidente está autorizado a usar toda a força necessária e adequada contra as nações, organizações, ou pessoas que considerar que planearam, autorizaram, praticaram, ou ajudaram os ataques terroristas que ocorreram a 11 de Setembro de 2011, ou albergaram essas organizações ou pessoas, a fim de impedir quaisquer actos futuros de terrorismo internacional contra os Estados Unidos por essas nações, organizações ou pessoas.
Actualmente, em 2012, há amplos indícios de que:
1) A Al Qaeda não esteve por detrás dos ataques do 11/Set ao World Trade Centro e ao Pentágono.
2) Também há indícios pormenorizados de que organismos do governo dos EU e da NATO continuam a apoiar e a "albergar essas organizações" [a Al Qaeda e suas organizações afiliadas]. Na Líbia, os rebeldes "pró-democracia" foram liderados por brigadas paramilitares da Al Qaeda sob a supervisão das Forças Especiais da NATO. A "Libertação" de Tripoli foi levada a efeito por "antigos" membros do Grupo de Combate Islâmico da Líbia (GCIL). Os jihadistas e a NATO trabalharam de mãos dadas. Essas "antigas" brigadas afiliadas da Al Qaeda constituem a espinha dorsal da rebelião "pró-democracia ".
3) Há indícios crescentes de que as torres do WRC foram deitadas abaixo através de demolição controlada, levantando a hipótese de cumplicidade e encobrimento no seio do governo dos EU, dos serviços secretos e militares. (Ver os escritos de Richard Gage, Undisputed Facts Point to the Controlled Demolition of WTC 7 , Global Research, Março 2008. Ver também o vídeo, Richard Gage Controlled Demolitions Caused the Collapse of the World Trade Center (WTC) buildings on September 11, 2001, Global Research)
Quem é Obama?
Um mentiroso político e um criminoso de guerra.
Os discursos escritos de Obama são distorções descaradas. As realidades são viradas de pernas para o ar. Os actos de guerra são apregoados como operações de paz…
Ironicamente, o texto da resolução do Congresso de 14 de Setembro de 2001 (ver acima) não exclui acção judicial e investigação criminal dirigida contra patrocinadores dos EUA-NATO de terrorismo internacional, incluindo o presidente Obama, que utilizaram os trágicos acontecimentos do 11/Set como pretexto para travar uma "guerra sem fronteiras" ao abrigo da bandeira humanitária da "Guerra Global contra o Terrorismo".
2/Maio/2012
by Michel Chossudovsky
Global Research, May 7, 2012
Enquanto o presidente e supremo comandante dos Estados Unidos da América, Barack Hussein Obama "celebra" o primeiro aniversário da alegada morte de bin Laden, mantém-se inalterada a questão de fundo de QUEM FOI OSAMA BIN LADEN. ( Remarks by President Obama in Address to the Nation from Bagram Air Base, Afghanistan , ver vídeo no fim do artigo)
Cheio de mentiras e invenções, o discurso cuidadosamente elaborado do presidente Obama encerra um mundo de total fantasia, em que os "maus da fita" estão à espreita e "conspiram actos de terrorismo". Entretanto, diz-se que os "jihadistas" estão a ameaçar a civilização ocidental.
Cada uma de todas as afirmações do discurso de 1º de Maio de Obama na base da Força Aérea de Bagram, relativas ao papel da Al Qaeda, é uma invenção: (abaixo damos excertos das Notas de Obama em itálico, os comentários do autor estão indicados entre parênteses rectos [ ]):
Foi aqui, no Afeganistão, que Osama bin Laden instalou um porto seguro para a sua organização terrorista.
[ Osama foi recrutado pela CIA , a Al Qaeda foi montada com o apoio da CIA. O porto seguro de Osama foi protegido pelos serviços secretos dos EUA].
Foi para aqui, no Afeganistão, que a al Qaeda trouxe novos recrutas, os treinou e congeminou actos de terrorismo.
[Os Mujahideen foram recrutados e treinados pela CIA. A Arábia Saudita, aliada da América, financiou as escolas corânicas Wahabbi, Ronald Reagan elogiou os Mujahideen como "Combatentes pela Liberdade". Sem o público americano saber, os EUA divulgaram os ensinamentos da jihad islâmica em manuais "Made in America", elaborados na Universidade de Nebraska ].
Foi aqui, a partir destas fronteiras, que a Al Qaeda lançou os ataques que mataram aproximadamente 3000 homens, mulheres e crianças inocentes.
[Obama refere-se aos ataques do 11/Set. Até hoje não há provas de que a Al Qaeda tenha estado envolvida nisso. Além disso, como confirmado pela CBS News, a 10 de Setembro de 2001, Osama bin Laden deu entrada num hospital militar paquistanês em Rawalpindi por especial favor do Paquistão, aliado da América . Terá coordenado os ataques de 11/Set a partir da sua cama no hospital?]
E assim faz agora 10 anos, os Estados Unidos e os nossos aliados entraram em guerra para garantir que a al Qaeda nunca mais poderia usar este país para lançar os seus ataques contra nós.
[Os ataques do 11/Set foram a justificação para a guerra no Afeganistão, com base na "auto defesa". Dizia-se que o Afeganistão abrigava a Al Qaeda e portanto era cúmplice num descarado acto de guerra contra os EUA.
A verdade é que o governo dos talibãs por duas vezes nas semanas que se seguiram ao 11/Ser ofereceram-se (através dos canais diplomáticos) para entregar Osama bin Laden ao sistema judicial dos EU. O presidente George W. Bush recusou a oferta do governo talibã, alegando que a América "não negoceia com terroristas".
A NATO entrou em guerra invocando o Artigo Cinco do Tratado de Washington: um acto de guerra contra um membro da NATO é considerado um acto de guerra contra todos os membros da NATO ao abrigo da doutrina da segurança colectiva].
Apesar do êxito inicial, por uma série de razões, esta guerra demorou mais do que o inicialmente previsto. Em 2002, bin Laden e os seus lugares-tenentes escaparam pela fronteira e estabeleceram um porto seguro no Paquistão. A América passou quase oito anos a travar uma outra guerra no Iraque. E os aliados extremistas da al Qaeda no seio dos talibãs travaram uma brutal insurreição.
[O paradeiro de Osama bin Laden foi sempre bem conhecido dos serviços secretos dos EUA. O presidente Obama transmite a ilusão de que as forças dos EUA-NATO e os seus operacionais de informações não conseguiam encontrar bin Laden. Nas palavras do antigo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld (2002), "é como procurar uma agulha num palheiro".
O presidente Obama também sugere que os operacionais do Al Qaeda, equipados com mísseis Stinger e Kalashnikovs, tinham conseguido superar a máquina militar de muitos milhões de milhões de dólares dos EUA-NATO].
Mas nos últimos três anos, a maré mudou. Quebrámos a dinâmica dos talibãs. Montámos fortes forças de segurança afegãs. Destruímos a liderança da al Qaeda, eliminando 20 dos seus 30 líderes de topo. E há um ano, a partir duma base aqui no Afeganistão, as nossas tropas lançaram a operação que matou Osama bin Laden.
[Muito se tem escrito sobre esta questão. Não há provas quanto à identidade da pessoa que foi alegadamente morta pelas Forças Especiais SEAL. Nas palavras de Paul Craig Roberts, "A história do governo dos EUA sobre bin Laden foi tão mal cozinhada que não demorou 48 horas a ser alterada profundamente…" ]
A meta que estabeleci – derrotar a al Qaeda e impedir qualquer hipótese de ela se reconstituir – está agora ao nosso alcance.
[Há muitos indícios de que a Al Qaeda, enquanto "trunfo secreto" patrocinado pelos EUA está "viva e a mexer-se". Desde 11 /Set, a Al Qaeda evoluiu para uma entidade multinacional com "filiais" em diversos lugares quentes geopolíticos por todo o mundo.
Na Líbia e na Síria, brigadas da Al Qaeda são os soldados de infantaria da aliança militar EUA-NATO.
Onde quer que o aparelho militar e de informações dos EUA esteja instalado, a Al Qaeda está presente:
A Al Qaeda no Iraque, a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP), o Grupo de Combate Islâmico da Líbia (GCIL), o Al Shaabab (Somália), a Al Qaeda no Magreb Islâmico, o Jaish-e-Mohammed (JEM) (Exército de Maomé) (Paquistão), a organização Jemaah Islamiya (JI) (Indonésia), o Movimento Islâmico do Uzbequistão, etc. (Ver Organizações Terroristas Estrangeiras do Departamento de Estado dos EUA, Conselho de Segurança das Nações Unidas, Lista de indivíduos, grupos, empresas e outras entidades associadas com a Lista de Sanções Al-Qaida ).
Ironicamente, em todos estes países, os serviços de informações dos EUA coordenam abertamente as actividades dos grupos filiados da Al Qaeda. Oficialmente, o contraterrorismo consiste em combater a jihad islâmica. Não oficialmente, por meio de operações secretas, os serviços secretos ocidentais apoiam os seus "trunfos" incluindo entidades terroristas da lista do Departamento de Estado dos EUA .
Além disso, estas diversas organizações terroristas estão hoje a ser usadas em operações militares secretas EUA-NATO contra países soberanos (por ex: Líbia e Síria). Segundo fontes dos serviços de informações israelenses:
"Entretanto, na sede da NATO em Bruxelas e no supremo comando turco estão a ser traçados planos para o seu primeiro passo militar na Síria, que é armar os rebeldes com armas para combater os tanques e os helicópteros com a intenção de dissolver o contestado regime de Assad. Em vez de repetir o modelo líbio de ataques aéreos, os estrategas da NATO estão a pensar mais em termos de injectar grandes quantidades de foguetões anti-tanques e anti-aéreos e metralhadoras pesadas nos centros de protesto para vencer as forças blindadas do governo". (DEBKAfile, NATO vai fornecer aos rebeldes armas anti-tanque, 14/Agosto/2011)]
Quem é ou era Osama?
Um "trunfo dos serviços secretos", nomeadamente um instrumento da CIA para justificar a "Guerra Global contra o Terrorismo".
Vale a pena recordar que a 14 de Setembro de 2001, tanto a Câmara como o Senado adoptaram a resolução histórica que autorizou o presidente a "perseguir" países que " ajudaram os ataques terroristas [de 11/Set]".
O presidente está autorizado a usar toda a força necessária e adequada contra as nações, organizações, ou pessoas que considerar que planearam, autorizaram, praticaram, ou ajudaram os ataques terroristas que ocorreram a 11 de Setembro de 2011, ou albergaram essas organizações ou pessoas, a fim de impedir quaisquer actos futuros de terrorismo internacional contra os Estados Unidos por essas nações, organizações ou pessoas.
Actualmente, em 2012, há amplos indícios de que:
1) A Al Qaeda não esteve por detrás dos ataques do 11/Set ao World Trade Centro e ao Pentágono.
2) Também há indícios pormenorizados de que organismos do governo dos EU e da NATO continuam a apoiar e a "albergar essas organizações" [a Al Qaeda e suas organizações afiliadas]. Na Líbia, os rebeldes "pró-democracia" foram liderados por brigadas paramilitares da Al Qaeda sob a supervisão das Forças Especiais da NATO. A "Libertação" de Tripoli foi levada a efeito por "antigos" membros do Grupo de Combate Islâmico da Líbia (GCIL). Os jihadistas e a NATO trabalharam de mãos dadas. Essas "antigas" brigadas afiliadas da Al Qaeda constituem a espinha dorsal da rebelião "pró-democracia ".
3) Há indícios crescentes de que as torres do WRC foram deitadas abaixo através de demolição controlada, levantando a hipótese de cumplicidade e encobrimento no seio do governo dos EU, dos serviços secretos e militares. (Ver os escritos de Richard Gage, Undisputed Facts Point to the Controlled Demolition of WTC 7 , Global Research, Março 2008. Ver também o vídeo, Richard Gage Controlled Demolitions Caused the Collapse of the World Trade Center (WTC) buildings on September 11, 2001, Global Research)
Quem é Obama?
Um mentiroso político e um criminoso de guerra.
Os discursos escritos de Obama são distorções descaradas. As realidades são viradas de pernas para o ar. Os actos de guerra são apregoados como operações de paz…
Ironicamente, o texto da resolução do Congresso de 14 de Setembro de 2001 (ver acima) não exclui acção judicial e investigação criminal dirigida contra patrocinadores dos EUA-NATO de terrorismo internacional, incluindo o presidente Obama, que utilizaram os trágicos acontecimentos do 11/Set como pretexto para travar uma "guerra sem fronteiras" ao abrigo da bandeira humanitária da "Guerra Global contra o Terrorismo".
2/Maio/2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
ESTA Reflexão poderá ser escrita hoje, amanhã ou qualquer outro dia sem risco de equívoco. Nossa espécie se defronta com problemas novos. Quando expressei há 20 anos, na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro, que uma espécie estava em perigo de extinção, tinha menos razões do que hoje para advertir sobre um perigo que via talvez à distância de 100 anos.
Então uns poucos líderes dos países mais poderosos dirigiam o mundo. Aplaudiram por mera cortesia minhas palavras e continuaram placidamente cavando a sepultura de nossa espécie.
Parecia que em nosso planeta reinava o senso comum e a ordem. Há tempos que o desenvolvimento econômico apoiado pela tecnologia e a ciência parecia ser o Alfa e o Ômega da sociedade humana.
Agora tudo está muito mais claro. Verdades profundas foram abrindo caminho. Quase 200 Estados, supostamente independentes, constituem a organização política à qual teoricamente corresponde a tarefa de reger os destinos do mundo.
Cerca de 25 mil armas nucleares em mãos de forças aliadas ou antagônicas dispostas a defender a ordem em mutação, por interesse ou por necessidade, reduzem virtualmente a zero os direitos de bilhões de pessoas.
Não cometerei a ingenuidade de atribuir à Rússia ou à China a responsabilidade pelo desenvolvimento desse tipo de armas, depois da monstruosa matança de Hiroshima e Nagasaki, ordenada por Truman, após a morte de Roosevelt.
Tampouco cairia no erro de negar o holocausto que significou a morte de milhões de crianças e adultos, homens e mulheres, principalmente judeus, ciganos, russos e de outras nacionalidades, que foram vítimas do nazismo. Por isso, repugna a política infame dos que negam ao povo palestino seu direito a existir.
Alguém pensa por acaso que os Estados Unidos serão capazes de atuarem com a independência que o preserve do desastre inevitável que os espera?
Em poucas semanas os US$ 40 milhões que o presidente Obama prometeu arrecadar para sua campanha eleitoral só servirão para demonstrar que a moeda de seu país está muito desvalorizada e que os Estados Unidos, con sua insólita e crescente dívida pública que se aproxima dos US$ 20 trilhões, vivem do dinheiro que imprimem e não do que produzem. O resto do mundo paga o que eles dilapidam.
Ninguém crê tampouco que o candidato democrata seja melhor ou pior que seus adversários republicanos: chame-se Mitt Romney ou Rick Santorum. Anos-luz separam os três de personagens tão relevantes como Abraham Lincoln ou Martin Luther King. É realmente inusitado observar uma nação tão poderosa tecnologicamente e um governo ao mesmo tempo tão órfão de ideias e valores morais.
O Irã não possui armas nucleares. Acusa-se o país de produzir urânio enriquecido que serve como combustível energético ou componente de uso médico. Queira-se ou não, sua posse ou produção não é equivalente à produção de armas nucleares. Dezenas de países utilizam o urânio enriquecido como fonte de energia, mas este não pode ser empregado na confecção de uma arma nuclear sem um processo prévio e complexo de purificação.
Contudo, Israel, que com a ajuda e a cooperação dos Estados Unidos fabricou o armamento nuclear sem informar nem prestar contas a ninguém, até hoje sem reconhecer a posse destas armas, dispõe de centenas delas. Para impedir o desenvolvimento das pesquisas em países árabes vizinhos, atacou e destruiu os reatores do Iraque e da Síria. E declarou o propósito de atacar e destruir os centros de produção de combustível nuclear do Irã.
Em torno desse crucial tema tem girado a política internacional nessa complexa e perigosa região do mundo, onde se produz e fornece a maior parte do combustível que move a economia mundial.
A eliminação seletiva dos cientistas mais eminentes do Irã, por parte de Israel e de seus aliados da Otan, se converteu em uma prática que estimula os ódios e os sentimentos de vingança.
O governo de Israel declarou abertamente seu propósito de atacar a usina produtora de urânio enriquecido no Irã, e o governo dos Estados Unidos investiu centenas de milhões de dólares na fabricação de uma bomba com esse propósito.
Em 16 de março de 2012 Michel Chossudovsky e Finian Cunningham publicaram um artigo revelando que "um importante general da Força Aérea dos EUA descreveu a maior bomba convencional - a antibunkers de 13,6 toneladas - como 'grandiosa' para um ataque militar contra o Irã".
"Um comentário tão loquaz sobre um artefato assassino em massa teve lugar na mesma semana na qual o presidente Barack Obama se apresentou para advertir contra a 'fala leviana' sobre uma guerra no Golfo Pérsico."
"...Herbert Carlisle, vice-chefe do Estado Maior para operações da Força Aérea dos EUA. [...] agregou que provavelmente a bomba seria utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington."
"O MOP, ao qual também se referem como 'a mãe de todas as bombas', está projetado para perfurar através de 60 metros de concreto antes de detonar sua bomba. Acredita-se que é a maior arma convencional, não nuclear, no arsenal estadunidense."
"O Pentágono planifica um processo de ampla destruição da infraestrutura do Irã e massivas vítimas civis mediante o uso combinado de bombas nucleares táticas e monstruosas bombas convencionais com nuvens em forma de cogumelo, incluídas a MOAB e a maior GBU-57A/B ou Massive Ordenance Penetrator (MOP), que excede a MOAB em capacidade de destruição."
"A MOP é descrita como 'uma poderosa nova bomba que aponta diretamente para as instalações nucleares subterrâneas do Irã e Coreia do Norte. A imensa bomba - maior do que que 11 pessoas colocadas ombro a ombro, ou mais de 6 metros desde a base até a ponta."
Peço ao leitor que me desculpe por esta complicada linguagem do jargão militar.
Como se pode verificar, tais cálculos partem do pressuposto de que os combatentes iranianos, que totalizam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e suas tradições de luta, se renderão sem disparar um só tiro.
Em dias recentes os iranianos viram como os soldados dos Estados Unidos que ocupam o Afeganistão, em apenas três semanas, urinaram sobre os cadáveres de afegãos assassinados, queimaram os livros do Corão e assassinaram mais de 15 cidadãos indefesos.
Imaginemos as forças dos Estados Unidos lançando monstruosas bombas sobre instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura tinha sido concebida.
Não é preciso uma palavra mais para compreender a gravidade de semelhante política. Por esse caminho nossa espécie será conduzida inexoravelmente para o desastre. Se não aprendemos a compreender, não aprenderemos jamais a sobreviver.
De minha parte, não abrigo a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história.
Fidel Castro
Então uns poucos líderes dos países mais poderosos dirigiam o mundo. Aplaudiram por mera cortesia minhas palavras e continuaram placidamente cavando a sepultura de nossa espécie.
Parecia que em nosso planeta reinava o senso comum e a ordem. Há tempos que o desenvolvimento econômico apoiado pela tecnologia e a ciência parecia ser o Alfa e o Ômega da sociedade humana.
Agora tudo está muito mais claro. Verdades profundas foram abrindo caminho. Quase 200 Estados, supostamente independentes, constituem a organização política à qual teoricamente corresponde a tarefa de reger os destinos do mundo.
Cerca de 25 mil armas nucleares em mãos de forças aliadas ou antagônicas dispostas a defender a ordem em mutação, por interesse ou por necessidade, reduzem virtualmente a zero os direitos de bilhões de pessoas.
Não cometerei a ingenuidade de atribuir à Rússia ou à China a responsabilidade pelo desenvolvimento desse tipo de armas, depois da monstruosa matança de Hiroshima e Nagasaki, ordenada por Truman, após a morte de Roosevelt.
Tampouco cairia no erro de negar o holocausto que significou a morte de milhões de crianças e adultos, homens e mulheres, principalmente judeus, ciganos, russos e de outras nacionalidades, que foram vítimas do nazismo. Por isso, repugna a política infame dos que negam ao povo palestino seu direito a existir.
Alguém pensa por acaso que os Estados Unidos serão capazes de atuarem com a independência que o preserve do desastre inevitável que os espera?
Em poucas semanas os US$ 40 milhões que o presidente Obama prometeu arrecadar para sua campanha eleitoral só servirão para demonstrar que a moeda de seu país está muito desvalorizada e que os Estados Unidos, con sua insólita e crescente dívida pública que se aproxima dos US$ 20 trilhões, vivem do dinheiro que imprimem e não do que produzem. O resto do mundo paga o que eles dilapidam.
Ninguém crê tampouco que o candidato democrata seja melhor ou pior que seus adversários republicanos: chame-se Mitt Romney ou Rick Santorum. Anos-luz separam os três de personagens tão relevantes como Abraham Lincoln ou Martin Luther King. É realmente inusitado observar uma nação tão poderosa tecnologicamente e um governo ao mesmo tempo tão órfão de ideias e valores morais.
O Irã não possui armas nucleares. Acusa-se o país de produzir urânio enriquecido que serve como combustível energético ou componente de uso médico. Queira-se ou não, sua posse ou produção não é equivalente à produção de armas nucleares. Dezenas de países utilizam o urânio enriquecido como fonte de energia, mas este não pode ser empregado na confecção de uma arma nuclear sem um processo prévio e complexo de purificação.
Contudo, Israel, que com a ajuda e a cooperação dos Estados Unidos fabricou o armamento nuclear sem informar nem prestar contas a ninguém, até hoje sem reconhecer a posse destas armas, dispõe de centenas delas. Para impedir o desenvolvimento das pesquisas em países árabes vizinhos, atacou e destruiu os reatores do Iraque e da Síria. E declarou o propósito de atacar e destruir os centros de produção de combustível nuclear do Irã.
Em torno desse crucial tema tem girado a política internacional nessa complexa e perigosa região do mundo, onde se produz e fornece a maior parte do combustível que move a economia mundial.
A eliminação seletiva dos cientistas mais eminentes do Irã, por parte de Israel e de seus aliados da Otan, se converteu em uma prática que estimula os ódios e os sentimentos de vingança.
O governo de Israel declarou abertamente seu propósito de atacar a usina produtora de urânio enriquecido no Irã, e o governo dos Estados Unidos investiu centenas de milhões de dólares na fabricação de uma bomba com esse propósito.
Em 16 de março de 2012 Michel Chossudovsky e Finian Cunningham publicaram um artigo revelando que "um importante general da Força Aérea dos EUA descreveu a maior bomba convencional - a antibunkers de 13,6 toneladas - como 'grandiosa' para um ataque militar contra o Irã".
"Um comentário tão loquaz sobre um artefato assassino em massa teve lugar na mesma semana na qual o presidente Barack Obama se apresentou para advertir contra a 'fala leviana' sobre uma guerra no Golfo Pérsico."
"...Herbert Carlisle, vice-chefe do Estado Maior para operações da Força Aérea dos EUA. [...] agregou que provavelmente a bomba seria utilizada em qualquer ataque contra o Irã ordenado por Washington."
"O MOP, ao qual também se referem como 'a mãe de todas as bombas', está projetado para perfurar através de 60 metros de concreto antes de detonar sua bomba. Acredita-se que é a maior arma convencional, não nuclear, no arsenal estadunidense."
"O Pentágono planifica um processo de ampla destruição da infraestrutura do Irã e massivas vítimas civis mediante o uso combinado de bombas nucleares táticas e monstruosas bombas convencionais com nuvens em forma de cogumelo, incluídas a MOAB e a maior GBU-57A/B ou Massive Ordenance Penetrator (MOP), que excede a MOAB em capacidade de destruição."
"A MOP é descrita como 'uma poderosa nova bomba que aponta diretamente para as instalações nucleares subterrâneas do Irã e Coreia do Norte. A imensa bomba - maior do que que 11 pessoas colocadas ombro a ombro, ou mais de 6 metros desde a base até a ponta."
Peço ao leitor que me desculpe por esta complicada linguagem do jargão militar.
Como se pode verificar, tais cálculos partem do pressuposto de que os combatentes iranianos, que totalizam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e suas tradições de luta, se renderão sem disparar um só tiro.
Em dias recentes os iranianos viram como os soldados dos Estados Unidos que ocupam o Afeganistão, em apenas três semanas, urinaram sobre os cadáveres de afegãos assassinados, queimaram os livros do Corão e assassinaram mais de 15 cidadãos indefesos.
Imaginemos as forças dos Estados Unidos lançando monstruosas bombas sobre instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura tinha sido concebida.
Não é preciso uma palavra mais para compreender a gravidade de semelhante política. Por esse caminho nossa espécie será conduzida inexoravelmente para o desastre. Se não aprendemos a compreender, não aprenderemos jamais a sobreviver.
De minha parte, não abrigo a menor dúvida de que os Estados Unidos estão a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história.
Fidel Castro
O que eles dizem...
Europa tem que tomar mais medidas para vencer crise
por LusaOntem
A diluição da soberania orçamental, a partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e o aprofundamento dos mecanismos de supervisão e intervenção paneuropeia são alguns dos passos que a Fitch considera que a Europa deve dar para sair da crise.
"A Fitch acredita que serão necessárias medidas adicionais para resolver a crise" na Europa, lê-se num relatório hoje divulgado pela agência de notação financeira norte-americana.
"Estas novas medidas poderão incluir a diluição da soberania orçamental dos países da zona euro, a potencial partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e dos recursos, bem como medidas para impulsionar os instrumentos paneuropeus de supervisão e intervenção financeira, combinadas com mais reformas institucionais para fortalecer a governação económica da zona euro", consideram os especialistas da Fitch.
Segundo a agência de 'rating', é de esperar que a zona euro "inverta a ordem da crise e sobreviva intacta, enquanto prossegue o ajustamento económico combinado com passos graduais no sentido da integração económica e orçamental".
Porém, alerta para "o risco de desfechos alternativos que, apesar de ser pequeno, está a crescer e não pode ser ignorado até que uma recuperação económica de base alargada esteja em curso".
A recuperação é o cenário central da Fitch, mas a entidade avançou hoje com cinco cenários alternativos "estilizados e puramente ilustrativos" sobre o futuro da zona euro.
Estes cenários, por ordem de possibilidade de se virem a concretizar, são a saída da Grécia da União Económica e Monetária (EMU, na sigla em inglês), uma semi-união orçamental, o euro-marco (com a Alemanha e outros pesos pesados a deixarem a moeda única, com os países menos influentes a permanecerem), os Estados Unidos da Europa e a rutura completa.
O que eles dizem...à Europa. Isto é, ao capital financeiro europeu. Conselhos de comadres. Na crise que provocaram os seus interesses não são idênticos.
por LusaOntem
A diluição da soberania orçamental, a partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e o aprofundamento dos mecanismos de supervisão e intervenção paneuropeia são alguns dos passos que a Fitch considera que a Europa deve dar para sair da crise.
"A Fitch acredita que serão necessárias medidas adicionais para resolver a crise" na Europa, lê-se num relatório hoje divulgado pela agência de notação financeira norte-americana.
"Estas novas medidas poderão incluir a diluição da soberania orçamental dos países da zona euro, a potencial partilha parcial de responsabilidades da dívida pública e dos recursos, bem como medidas para impulsionar os instrumentos paneuropeus de supervisão e intervenção financeira, combinadas com mais reformas institucionais para fortalecer a governação económica da zona euro", consideram os especialistas da Fitch.
Segundo a agência de 'rating', é de esperar que a zona euro "inverta a ordem da crise e sobreviva intacta, enquanto prossegue o ajustamento económico combinado com passos graduais no sentido da integração económica e orçamental".
Porém, alerta para "o risco de desfechos alternativos que, apesar de ser pequeno, está a crescer e não pode ser ignorado até que uma recuperação económica de base alargada esteja em curso".
A recuperação é o cenário central da Fitch, mas a entidade avançou hoje com cinco cenários alternativos "estilizados e puramente ilustrativos" sobre o futuro da zona euro.
Estes cenários, por ordem de possibilidade de se virem a concretizar, são a saída da Grécia da União Económica e Monetária (EMU, na sigla em inglês), uma semi-união orçamental, o euro-marco (com a Alemanha e outros pesos pesados a deixarem a moeda única, com os países menos influentes a permanecerem), os Estados Unidos da Europa e a rutura completa.
O que eles dizem...à Europa. Isto é, ao capital financeiro europeu. Conselhos de comadres. Na crise que provocaram os seus interesses não são idênticos.
terça-feira, 1 de maio de 2012
1º DE MAIO
1.º de Maio - Dia do Trabalhador
Todos os anos, no dia 1 de Maio, comemora-se, em todo o mundo, o Dia do Trabalhador.
As origens do Dia do Trabalhador não são muito recentes. A história deste dia começa no séc. XIX.
Nessa época, abusava-se muito dos trabalhadores, porque chegavam a trabalhar entre 12 e 18 horas por dia, o que era muito cansativo e até prejudicial à saúde!
Já há algum tempo que os reformadores sociais (aqueles que propunham reformas, ou seja, mudanças na sociedade) defendiam que o ideal era dividir o dia em três períodos: 8 horas para trabalhar, 8 horas para dormir e 8 horas para o resto, o que incluía a diversão.
Foi com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diárias que, no dia 1 de Maio de 1886, milhares de trabalhadores de Chicago (EUA) se juntaram nas ruas para protestar contra as suas más condições de trabalho.
A manifestação devia ter sido pacífica, mas as forças policiais tentaram pará-la, o que resultou em feridos e mortos.
Este acontecimento ficou conhecido como "os Mártires de Chicago", por causa das pessoas que foram feridas e mortas só por estarem a lutar pelos seus direitos.
Quatro dias depois, houve uma nova manifestação pela redução do horário de trabalho e melhores condições.
Mais uma vez, a polícia virou-se contra os manifestantes e acabou por prender 8 pessoas, 5 das quais foram condenadas à forca!
Como o povo estava cada vez mais revoltado, estas condenações só serviram para "deitar mais achas na fogueira" e despertar a atenção de todo o mundo.
Em 1888, dois anos depois destes acontecimentos, os presos foram libertados por um júri que reconheceu que os trabalhadores estavam inocentes.
Em 1889, o Congresso Internacional em Paris decidiu que o dia 1 de Maio passaria a ser o Dia do Trabalhador, em homenagem aos "mártires de Chicago".
Só em 1890, os trabalhadores americanos conseguiram alcançar a sua meta das 8 horas de trabalho diárias!
Em Portugal, devido ao facto de ter havido uma ditadura durante muito tempo, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se passou a comemorar publicamente o Primeiro de Maio.
Sabias que só a partir de Maio de 1996 é que os trabalhadores portugueses passaram a trabalhar 8 horas por dia?

sábado, 28 de abril de 2012
Tratado estúpido
por Octávio Teixeira [*]
O bloco parlamentar de centro-direita aprovará amanhã (12) (#) o "Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária". Um Tratado que deveria ser repudiado por valores e princípios democráticos e pelo seu significado e consequências económicas e sociais.
Imposto pela Alemanha e reverencialmente acolhido pelos restantes subscritores, feito à margem dos Tratados Europeus, assume a natureza de acordo intergovernamental para fugir à eventualidade de referendos (o que não foi conseguido na Irlanda) e para entrar em vigor basta ser ratificado por doze Estados.
É mais uma peça do ultraliberalismo unionista que visa retirar aos países europeus a liberdade soberana de decidirem as suas políticas económicas e sociais.
Significa o agravamento de um modelo único para economias diferenciadas e persiste numa via falhada que não permite ultrapassar a crise europeia. É um Tratado estúpido que consagra a nível jurídico mais elevado o estúpido Pacto de Estabilidade e Crescimento. Ao impor um défice estrutural máximo de 0,5% com a obrigatoriedade de "reformas estruturais" se ultrapassado, bem como a redução anual de 5% da dívida e a submissão da emissão de dívida a parecer prévio da Comissão, consagra a inevitabilidade de redução de despesas públicas necessárias ao crescimento de longo prazo, a impossibilidade de financiar investimento com recurso ao crédito e a diminuição das despesas de natureza social.
A adenda do PS para que o Governo proponha a negociação de um protocolo que promova o crescimento económico e o emprego é uma dupla hipocrisia política: reconhece que aprova um Tratado contrário a esses objectivos e sabe que ela é ineficaz.
Ao menos tenham a hombridade de o submeter ao veredito popular.
10/Abril/2012
[*] Economista
(#) Já aprovou.
O original encontra-se em http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=550171&pn=1
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