ESPECULADORES GANHAM MILHÕES € COM A “CRISE” PASSOS/PORTAS
A “crise” politica forjada por Portas/Passos que lhe permitiu obter o controlo do governo com o
objectivo de levar para a frente a politica de destruição do Estado e, nomeadamente, das suas
funções sociais, que é o seu grande desejo para as entregar aos privados, possibilitou aos
especuladores obter elevado lucros. Como se sabe a taxa de juro dos títulos da divida
portuguesa disparou com a “crise”, e o valor dos títulos, por essa razão, caiu
significativamente no mercado secundário, o que permitiu aos especulares adquirirem divida
portuguesa neste mercado a um preço que correspondeu, em muitos casos, apenas a 67%
do preço nominal dos títulos. Para se poder ficar com uma ideia dos valores transaccionados
no mercado secundário basta dizer que em Maio de 2013 (ultimo dado disponível) atingiu
3.270 milhões €. E agora com a “reanimação” da coligação PSD/CDS que estava moribunda,
e agora agonizante devido ao descrédito total, a taxa de juro dos títulos portuguesas baixou, e
o valor dos títulos no mercado secundário aumentou, o que permite aos especuladores, se
venderem os títulos que adquiriram durante a “crise” a preços muito mais baixos, embolsar
milhões € de lucros especulativos (mais do que recebem milhares de trabalhadores e
pensionistas durante meses), e ainda por cima sem ter de pagar qualquer imposto. Para além
deste lucro especulativo, esta “chantagem dos mercados” foi depois utilizada pelos
defensores da coligação (CE, BCE, troika, Barroso, presidente da República, defensores nos
media, etc.) para “impor” a reconciliação entre o PSD/CDS, a fim de continuar a política de
destruição da economia e a sociedade portuguesa. Os prejuízos da banca que os media
falaram tanto para amedrontar a opinião pública são falsos pois não são reais mas apenas
potenciais e a razão de um novo resgate só poderá ser a gigantesca divida pública que o
Estado não poderá pagar e não esta crise de opereta entre Passos Coelho e Portas.
Eugénio Rosa, Economista, edr2@netcabo.pt , 7.7.2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
terça-feira, 9 de julho de 2013
segunda-feira, 8 de julho de 2013
«A mediocridade é moralmente perigosa e globalmente nociva em certos momentos da história em que reina o clima da mediocridade.
Épocas há em que o equilíbrio social se inclina em seu favor. O ambiente torna-se refractário a todo o anseio de perfeição; os ideais esgotam-se e a dignidade ausenta-se; os homens acomodatícios têm a sua primavera florida. Os Estados convertem-se em mediocracias; a falta de aspirações, que mantenham um alto nível moral e cultural aumentam continuamente o lamaçal.
Embora isolados passem despercebidos, em conjunto constituem um regímen, representam um sistema especial de interesses inalteráveis. Subvertem a escala de valores morais, falseando nomes, desvirtuando conceitos; pensar é um desvario, a dignidade é irreverência, é lirismo a justiça, a sinceridade é tontice, a admiração uma imprudência, a paixão ingenuidade, a virtude uma estupidez.
Vivem da mentira, nutrem-se dela, semeiam-na, regam-na, podam-na, e colhem-na. Assim cresce um mundo de valores fictícios que favorece o horizonte dos obtusos.»
in Aspalavrassaoarmas.blogspot.com
sábado, 6 de julho de 2013
Os socialismos
Socialismo refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização econômica, advogando a administração, e a propriedade pública ou coletiva dos meios de produção, e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos, com um método mais igualitário de compensação1 . O socialismo moderno surgiu no final do século XVIII tendo origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora que criticavam os efeitos da industrialização e da sociedade sobre a propriedade privada. Karl Marx afirmava que o socialismo seria alcançado através da luta de classes e de uma revolução do proletariado, tornando-se a fase de transição do capitalismo para o comunismo2 3 .
A maioria dos socialistas possuem a opinião de que o capitalismo concentra injustamente a riqueza e o poder nas mãos de um pequeno segmento da sociedade que controla o capital e deriva a sua riqueza através da exploração, criando uma sociedade desigual, que não oferece oportunidades iguais para todos a fim de maximizar suas potencialidades.4
Friedrich Engels, um dos fundadores da teoria socialista moderna, e o socialista utópico Henri de Saint Simon defendem a criação de uma sociedade que permite a aplicação generalizada das tecnologias modernas de racionalização da atividade econômica, eliminando a anarquia na produção do capitalismo.5 6 Isto irá permitir que a riqueza e o poder sejam distribuídos com base na quantidade de trabalho despendido na produção, embora não haja concordância entre os socialistas sobre como e em que medida isso poderia ser conseguido.
O socialismo não é uma filosofia de doutrina e programa fixos; seus ramos defendem um certo grau de intervencionismo social e racionalização económica (geralmente sob a forma de planejamento económico), às vezes opostos entre si. Uma característica da divisão do movimento socialista é a divisão entre reformistas e revolucionários sobre como uma economia socialista deveria ser estabelecida. Alguns socialistas defendem a nacionalização completa dos meios de produção, distribuição e troca, outros defendem o controle estatal do capital no âmbito de uma economia de mercado.
in Wikipédia
O liberalismo nas suas intenções
O Liberalismo Econômico
13/11/2008 - Bernado Chrispim Baron
A teoria do liberalismo econômico surgiu na Europa e na América no final do século XVIII, em um cenário onde o colapso do mercantilismo tornava necessário estabelecer novos modelos econômicos para atender às necessidades de um capitalismo em pleno desenvolvimento.
A idéia central do liberalismo econômico é a defesa da independência da economia de qualquer interferência proveniente de outros meios. Ainda segundo esta doutrina econômica, deve ser colocada a ênfase na liberdade de iniciativa econômica, na livre circulação da riqueza, na valorização do trabalho humano e na economia de mercado (defesa da livre concorrência, do livre cambismo e da lei da procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado), opondo-se assim ao intervencionismo do Estado e às demais medidas restritivas e protecionistas defendidas pelo Mercantilismo.
Em outras palavras, para os adeptos do Liberalismo Econômico todos os agentes econômicos são movidos por um impulso de crescimento e desenvolvimento econômico, que poderia ser entendido como uma ambição ou ganância individual, mas que no contexto macro traria benefícios para toda a sociedade, uma vez que a soma desses interesses particulares promoveria a evolução generalizada. Seus ideais eram de que toda riqueza provém do trabalho, e o comércio apenas distribui o produto, não sendo agregado trabalho algum; o trabalho seria a fonte de toda riqueza. Defendiam a Livre concorrência, a Lei da oferta e da procura e foram os primeiros a tratar a economia como ciência.
O Liberalismo Econômico teve como principais teóricos François Quesnay, Vincent de Gournay e o escocês Adam Smith. Quesnay afirmava que a verdadeira atividade produtiva estava inserida na agricultura. Já Gournay defendia que as atividades comerciais e industriais deveriam usufruir de liberdade, para assim se desenvolverem e alcançarem a acumulação de capitais. Por fim, para Adam Smith, a prosperidade econômica e a acumulação de riquezas são concebidas através do trabalho livre, sem nenhum agente regulador ou interventor; o próprio mercado dispunha de mecanismos próprios de regulação - a “mão invisível” -, que trariam benefícios para toda a sociedade, além de promover a evolução generalizada.
A idéia central do liberalismo econômico é a defesa da independência da economia de qualquer interferência proveniente de outros meios. Ainda segundo esta doutrina econômica, deve ser colocada a ênfase na liberdade de iniciativa econômica, na livre circulação da riqueza, na valorização do trabalho humano e na economia de mercado (defesa da livre concorrência, do livre cambismo e da lei da procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado), opondo-se assim ao intervencionismo do Estado e às demais medidas restritivas e protecionistas defendidas pelo Mercantilismo.
O Liberalismo Econômico teve como principais teóricos François Quesnay, Vincent de Gournay e o escocês Adam Smith. Quesnay afirmava que a verdadeira atividade produtiva estava inserida na agricultura. Já Gournay defendia que as atividades comerciais e industriais deveriam usufruir de liberdade, para assim se desenvolverem e alcançarem a acumulação de capitais. Por fim, para Adam Smith, a prosperidade econômica e a acumulação de riquezas são concebidas através do trabalho livre, sem nenhum agente regulador ou interventor; o próprio mercado dispunha de mecanismos próprios de regulação - a “mão invisível” -, que trariam benefícios para toda a sociedade, além de promover a evolução generalizada.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
ILUMINISMO
O que é Iluminismo:
Iluminismo foi um movimento intelectual que ocorreu na Europa do século XVIII, e teve sua maior expressão na França, palco de grande desenvolvimento da Ciência e da Filosofia. Também conhecido como Época das Luzes, foi o período de transformações na estrutura social, na Europa, onde os temas giravam em torno da Liberdade, do Progresso e do Homem.
Iluminismo foi um processo desenvolvido para corrigir as desigualdades da sociedade e garantir os direitos naturais do indivíduo, como a liberdade e a livre posse de bens. Os iluministas acreditavam que Deus estava presente na natureza, e também no próprio indivíduo, que podia descobri-lo por meio da razão.
Iluminismo é o nome que se dá à ideologia que foi sendo desenvolvida e incorporada pela burguesia, na Europa, a partir das lutas revolucionárias do final do século XVIII.
Iluminismo é uma doutrina filosófica e religiosa preconizada no século XVIII, baseada na existência de uma inspiração sobrenatural.
Origem do Iluminismo
As origens do Iluminismo, já se encontravam no século XVII, nos trabalhos do francês René Descartes, que lançou as bases do racionalismo, como a única fonte de conhecimento. Muito influentes no século XVIII foram também Bento Espinosa e J. Locke, assim como I. Newton.
O iluminismo foi um movimento que teve seu ponto de partida na dúvida e na insatisfação, que eram constantes na Europa, nas duas últimas décadas do século XVIII. Na França, onde o movimento teve maior expressão, os limites feudais se chocavam com o desenvolvimento do capitalismo emergente. A burguesia, liderando camponeses e operários, lançou-se contra a nobreza e o clero e assumiram a direcção do movimento.
Iluminismo na França
Era na França do século XVIII, o palco mais expressivo das contradições dos limites feudais, que se chocavam com os grupos privilegiados e o rei.
As lutas sociais, o desenvolvimento da burguesia e de seus negócios e a crença na racionalidade chegaram ao auge na propagação dos ideais iluministas, estes levados pela onda da Revolução Francesa. Puseram fim às práticas feudais existentes naquele país e estimularam a queda de regimes absolutistas-mercantilistas, em outras partes da Europa.
Pensadores do Iluminismo
Os pensadores iluministas, chamados indistintamente de "filósofos", provocaram uma verdadeira revolução intelectual na história do pensamento moderno. Inimigos da intolerância, esses pensadores defendiam acima de tudo a liberdade. Eram partidários da ideia de progresso, procuravam uma explicação racional para tudo.
O principal objetivo dos filósofos era a busca da felicidade humana. Rejeitavam a injustiça, a intolerância religiosa e os privilégios. Pela promessa de livrar a humanidade das trevas e trazer a luz por meio do conhecimento, esses filósofos foram chamados de iluministas.
Um dos maiores nomes do iluminismo foi o francês Voltaire, que criticava a Igreja e o clero e os resquícios da servidão feudal. Porém, acreditava na presença de Deus na natureza e no homem, que podia descobri-lo por meio da razão, daí a ideia de tolerância e de uma religião baseada na crença em um ser supremo. Acreditava na livre expressão, condenando a censura. Criticava a guerra e acreditava nas reformas, que realizadas sob a orientação dos filósofos, podiam resultar em um governo progressista.
Montesquieu, que era aristocrata, afirmava que cada pais deveria ter um tipo de instituição política, de acordo com o seu progresso económico-social. Sua contribuição mais conhecida foi a doutrina dos três poderes, em que defendia a divisão da autoridade governamental em três instâncias: executivo, legislativo e judiciário, cada um deles deveria agir de modo a limitar a força dos outros dois.
Jean Jacques Rousseau foi o mais radical e popular dos filósofos. Criticava a sociedade privada, idealizava uma sociedade de pequenos produtores independentes. Defendeu a tese da bondade natural dos indivíduos, prevertidos pela civilização. Propunha uma vida familiar simples, uma sociedade baseada na justiça, igualdade e soberania do povo.
Expansão do Iluminismo
O clima ideológico criado pelos iluministas tornou-se tão forte e difundido que vários governantes procuraram colocar em prática suas ideias. Sem abandonar o poder absoluto, procuraram governar conforme a razão e os interesses do povo.
Filósofos franceses materialistas e empiristas do século das Luzes: La Mettrie, Helvétius, d´Holbach, Diderot.
in Significados.com.br.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
HELVETIUS
Claude Adrien Helvétius (Paris, 26 de fevereiro de 1715 - Paris, 26 de dezembro de 1771) foi um filósofo e literato francês.
Filho de um médico de Luís XV, estudou com os jesuítas no colégio Louis-le-Grand. Aos 23 anos, obteve o cargo de caseiro geral, com uma boa renda que lhe permitiu levar uma vida sem problemas, frequentando os meios literários e artísticos. Casando-se, retirou-se para o campo, onde se dedicou à literatura. Hesitou muito tempo antes de encontrar o gênero literário que lhe convinha, até apresentar sua obra filosófica Do espírito.
Devido sobretudo ao seu anticlericalismo, o livro foi condenado por uma carta apostólica do papa Clemente XIII, em 1759. Com isso, Helvétius resolveu nada mais publicar.
Em 1764 foi à Inglaterra e, no ano seguinte, à Prússia. A amizade com o enciclopedista Jean le Rond d'Alembert abriu-lhe as portas daAcademia de Berlim. Deixou diversas obras publicadas postumamente, entre elas: Verdadeiro sentido do sistema da natureza e Do homem, das faculdades intelectuais e de sua educação. Este último, aliás, foi condenado pelo parlamento francês e queimado.
Influenciado pelas ideias de John Locke e Condillac, Helvétius pretendeu ampliar o empirismo às questões morais e políticas. Considerava que todas as ideias eram apenas afecções dos sentidos, não havendo qualquer faculdade especial de reflexão que fosse distinta das sensações. Essa fonte única de todo conhecimento servia de base para a doutrina ética e social segundo a qual todos os homens eram iguais e teriam as mesmas aspirações. Todos os comportamentos humanos seriam fundamentados no interesse - impulso para a obtenção do prazer e a eliminação da dor. Através da educação, os homens deveriam ser levados a fazer com que seus interesses individuais coincidissem com os interesses da coletividade. Mas para isso era indispensável combater os grandes obstáculos constituídos pelas superstições e preconceitos religiosos, fomentados, segundo Helvétius, pelo egoísmo da classe sacerdotal.
Subscrever:
Mensagens (Atom)