sexta-feira, 6 de setembro de 2013


Um governo de traição nacional


história e a política estão cheias de grandes tiradas, de declarações que mudaram o rumo do mundo e que inflamaram o desejo e o sonho de milhões durante décadas ou séculos. “Obviamente, demito-o!” “De l”audace, toujours de l”audace, encore del”audace!” “We shall fight on the beaches…” “Os proletários não têm nada a perder senão as suas grilhetas!”…
E há também frases aparentemente banais quepor uma conjugação de circunstâncias, conseguem mudar o curso dos acontecimentos. O fim do senador republicano americano Joseph McCarthy foi ditado quandodurante um das famosas audições no Senado, o advogado do Exército dos EUA Joseph Nye Welch lhe perguntou simplesmentecom um ar de profundo desdém,“Have you no sense of decency?” Uma pergunta que bastou para os americanos – havia 20 milhões a seguir a transmissão televisiva em directo – adquirirem a consciência de que aquele arruaceiro pomposo era apenas um pequeno traste à procura de poder. O homem não merecia senão desprezo.
que é espantoso é como, na actual situação política portuguesa, há tão pouca gente a fazer a mesma pergunta a todos e a cada um dos membros do Governo português, de cada vez que abrem a bocaquando é tão evidente que essa gente é apenascomo McCarthy, um bando sem escrúpulosem noção de decênciasem respeito pela leisem apego à democracia e com um profundo desprezo pela vida dos cidadãos e uma subserviência criminosa em relação aos interesses financeiros internacionais. Há decência nos swaps? Na destruição da escola pública? Na humilhação dos pobres? Na destruição da universidade? No aumento do desemprego a que chamam flexibilização? Na destruição da administração pública a que chamam requalificação?
Não têm o sentido da decênciaNãoNão têm, não querem ter e têm raiva a quem tem.
Parece uma caricatura? Parece. Mas isso é apenas porque o Governo de Passos Coelho é de facto uma caricaturaum excesso dementiras e pouca-vergonha, uma organização de rapina que governa sem qualquer escrúpuloAquele conjunto é de facto caricatural. Portas é caricatural. Mota Soares é caricatural. Maduro é caricatural. Passos Coelho é caricatural como todas as pessoas sem escrúpulos são caricaturais. Porque é que as enormidades que diz não são denunciadas como as enormidades que sãoPorque é que se acha aceitável este estilo de títere tiranete? Porque há uma reserva de boa vontade nas pessoas que lhes diz que as coisas talvez não sejam tão más como parecem e que as pessoas podem não ser tão desprovidas de princípios morais e de sentimentos como parecem na televisão. Há sempre pessoas que levam a sua magnanimidade até à estultícia. E os Passos Coelhos deste mundo contam com issoCom issocom os crédulos que podem convencer a continuar a votar em si e com os moluscos que os servem no Parlamento.
É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram,  públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência.
que temos é um Governo não de salvação mas de traição nacional. De traição às suas promessas eleitorais, às suas juras de tomada de posse, às instituições democráticas e aos compromissos da civilização que todos abraçámos, de traição ao povo, espremido e vendido barato para enriquecer os credores.
E, no entanto, os portugueses não se movem. Ou quase não se movem. As acções do bando de malfeitores que se apoderou do Governo com falsas promessas parece tão inconcebível que parece impossível que alguém as leve a cabo sem que haja fortíssimas razões de interesse públicoainda secretas. Imagina-se que deve haver  alguma racionalidadeTalvez o que o Governo diz da austeridade seja verdadeTalvez seja justo matar os pobres à fome para pagar aos bancos.
Custa a acreditar que alguém possa ser tão desonestotão insensívelcom um tal ódio aos mais fracos. Pensamos que isto não é possívelque a lei nos protege, que a filosofia nos protege, que a história nos protege, que a decência que temos o direito de esperar dos outros nos protege.
Mas a história está cheia de exemplos destes. Durante anos ninguém acreditou que Hitler quisesse exterminar os judeusninguém acreditou que Pol Pot tivesse dizimado um quarto da população do Camboja. E na sombra destes grandes ditadores sempre houve pequenos velhacospequenos capatazes como Passos Coelho ou Mota Soares que fizeram o trabalho sujo apenas para terem as migalhas da mesa do poder. Há racionalidade na acção do Governomas é a racionalidade do saque, do roubo descarado, da tirania da oligarquia. A decência está fora da equação.
José Vitor Malheiros – “Público” 03 setembro 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

  • Jean-Paul Sartre
  • Jean-Paul Charles Aymard Sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo. Acreditava que os intelectuais têm de desempenhar um papel activo na sociedade.Wikipédia

  • segunda-feira, 2 de setembro de 2013

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     Tucídides
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    0177 
    Tucídides
    -460 / -400
    Tucídides (gr. Θουκυδίδης) foi o mais escrupuloso e científico dos historiadores gregos. Sua obra foi única, mas de tal envergadura que é considerado o verdadeiro fundador da moderna historiografia.
    Biografia
    Nasceu em Atenas, de família aristocrática; seu pai, Oloros, era parente do estrátego Címon e descendente de um antigo rei da Trácia, região não-grega. Poucos detalhes de sua vida são efetivamente conhecidos; mesmo as datas de nascimento e morte(-460/-400) são pouco mais que conjeturais.
    Tucídides contraiu a praga que assolou Atenas durante a Guerra do Peloponeso (-430/-426), porém conseguiu sobreviver; é provável que tenha seguido carreira política, pois era um dos estrátegos atenienses em -424. Não conseguiu impedir que os espartanos tomassem Anfípolis, cidade estratégica situada a noroeste da Calcídica, e em consequência disso foi exilado. Embora o exílio tenha sido revogado em -404, é possível que ele não tenha voltado a se instalar em Atenas.
    Durante o exílio, Tucídides reuniu mais informações para sua História, que havia começado a escrever em -431, no início da Guerra. É provável que tenha morrido por volta de -400, mas as informações disponíveis, além de poucas, não são muito confiáveis.
    Obras sobreviventes
    História da Guerra do Peloponeso (-431/-411 ?), a única obra de Tucídides, chegou até nós praticamente na íntegra. Embora trate apenas dos acontecimentos, causas e efeitos da Guerra do Peloponeso (Atenas versus Esparta, basicamente), é um dos mais importantes livros de História jamais escritos.
    Infelizmente, o texto está incompleto: a obra termina abruptamente no meio de um parágrafo do Livro VIII, que trata dos acontecimentos do ano -411. A Guerra só iria acabar, no entanto, sete anos mais tarde (-404).
    Características da obra
    O que ele [Tucídides] procura é o sentido dos acontecimentos e o segredo de seu encadeamento.
    O rigor técnico transparece em cada parágrafo da História de Tucídides. Ao contrário de seus predecessores, ele não se preocupou apenas em descrever uma sucessão de acontecimentos curiosos ou dramáticos. Além da sóbria apresentação dos fatos, sempre descreveu de forma crítica as circunstâncias envolvidas, à procura das causas mais profundas de tudo. Para ele, as coisas ocorriam não por força do destino, mas movidas pelas paixões e interesses dos homens; não havia lugar para os deuses em sua obra...
    Os acontecimentos são narrados de forma concisa e desapaixonada, em ordem rigorosamente cronológica, com o cuidado de destacar os eventos que ele considerava particularmente importantes. Embora o aspecto militar recebesse grande destaque, as negociações políticas, alianças e outros fatores influentes são meticulosamente descritos. Em sua intenção de analisar e criticar de forma isenta, reconstituiu da melhor forma possível até mesmo os discursos proferidos pelos envolvidos.
    Tucídides escreveu em prosa e no dialeto ático arcaico. Do ponto de vista literário, é possível entrever influências sofísticas em seu texto, assim como alguns recursos estilísticos comuns entre os oradores áticos da época.

    Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

    Templo grego clássico da Concórdia

    Templo grego clássico da Concórdia
    Viagem à Sicília

    Teatro greco-romano

    Teatro greco-romano
    Viagem à Sicília

    Pupis

    Pupis
    Viagem à Sicília Agosto 2009

    Viagem à Polónia

    Viagem à Polónia
    Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

    Viagem à Polónia

    Viagem à Polónia
    Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

    Forum Romano

    Forum Romano
    Viagem a Roma, 2009

    Roma - Castelo de S. Ângelo

    Roma - Castelo de S. Ângelo
    Viagem a Roma,2009

    Roma-Vaticano

    Roma-Vaticano

    Roma-Fonte Trévis

    Roma-Fonte Trévis
    Viagem a Roma,2009

    Coliseu de Roma

    Coliseu de Roma
    Viagem a Roma, Maio 2009

    Vaticano-Igreja de S.Pedro

    Vaticano-Igreja de S.Pedro

    Grécia

    Grécia
    Acrópole

    Grécia

    Grécia
    Acrópole

    Viagem à Grécia

    Viagem à Grécia

    NOSTALGIA

    NOSTALGIA

    CLAUSTROFOBIA

    CLAUSTROFOBIA