domingo, 13 de outubro de 2013

Demócrito de Abdera
Nascido 460 AC em Abdera (Grécia)
Falecido 370 AC (local desconhecido)
Demócrito de Abdera
Demócrito
460-370 AC



Demócrito de Abdera é certamente mais conhecido por sua teoria atómica, mas ele também foi um excelente geómetra. Pouco sabe-se de sua vida, mas sabemos que ele foi discípulo de Leucipo.
Demócrito foi um homem viajado. Historiadores apontam sua presença no Egito, Pérsia, Babilónia e talvez mesmo Índia e Etiópia.
O próprio Demócrito escreveu:
De todos os meus contemporâneos, fui eu quem cobriu a maior extensão em minhas viagens, fazendo as mais exaustivas pesquisas; eu vi a maioria dos climas e paises e ouvi o maior número de homens sábios.
Conta-se que certa vez, tendo indo a Atenas, Demócrito desapontou-se porque ninguém na cidade o conhecia. Qual não seria sua surpresa hoje ao descobrir que o acesso principal da cidade passa pelo Laboratório Demócrito de Pesquisa Nuclear!
Muito de Demócrito é conhecido por meio de sua física e filosofia. Apesar de não ter sido o primeiro a propor uma teoria atômica, sua visão do mundo físico foi muito mais elaborada e sistemática do que a de seus predecessores. Do ponto de vista filosófico, sua teoria atômica deu origem a uma teoria ética, baseada em um sistema puramente determinístico, eliminando assim qualquer liberdade de escolha individual. Para Demócrito, liberdade de escolha era uma ilusão, já que não podemos alcançar todas as causas que levam a uma decisão.
Já sua matemática é pouco conhecida. Sabemos que ele escreveu sobre geometria, tangentes, aplicações e números irracionais, mas nenhum desses trabalhos chegou ao nosso tempo.
O que podemos afirmar com certeza é que ele foi o primeiro a propor que o volume de um cone é um terço do volume de um cilindro de mesmas base e altura, e que o volume de uma pirâmide é um terço do volume de um prisma de mesmas base e altura.
Outro fato curioso proposto por Demócrito (como relatado por Plutarco), é o seguinte dilema geométrico:
Se cortarmos um cone por um plano paralelo a base, como serão as superfícies que formam essas seções? São elas regulares ou não? Se forem irregulares, farão o cone irregular, com reentrâncias e degraus; mas, se são regulares, as seções serão todas iguais, e o cone terá a mesma propriedade do cilindro, de ser feito de círculos similares, o que é um absurdo.
Esta página foi baseada, com a permissão dos autores, no The MacTutor History of Mathematics archive, página de história da Matemática.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Documentos

1
Pelo Socialismo
Questões político-ideológicas com atualidade
http://www.pelosocialismo.net
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Publicado em: http://resistir.info/franca/armas_quimicas.html
Colocado em linha em: 2013/10/04
As armas químicas e os dadores de
lições: pequena pedagogia do horror
Chems Eddine Chitour
"Não compreendo estas reticências quanto ao uso do gás. Sou fortemente
favorável à utilização do gás tóxico contra as tribos bárbaras... O efeito
moral será bom. Será difundido um terror permanente..."
Sir Winston Churchill a propósito dos rebeldes curdos.
O mérito de Churchill é ter sido franco. Ele não tinha qualquer estado de alma em
gazear populações e insurge-se contra aqueles que estão contra isso. Explica-lhes que
não há razão uma vez que são tribos bárbaras que se deve desmoralizar pelo terror.
De passagem, Winston Churchill sem estados de alma sabe que fala do terror, mas
apesar disso persiste e assina. Nesta contribuição para descrever os factos, vamos
falar dos justiceiros actuais que impõem uma doxa1 ocidental. Ela repousa, como nos
bons velhos tempos, sobre o feito do príncipe – príncipes, pode-se dizer – e da carta
oficial determinando o destino dos aldeões, uma versão actual da expedição punitiva
a que os socialistas eram particularmente afeiçoados ao ponto de dela usar e abusar.
Isto aconteceu desde Guy Mollet, que partia em guerras com a sua cúmplice, a pérfida
Albion (e com a incontornável Israel), sempre que se tratasse de por na ordem os
árabes, até à "punição" prometida à Síria por Hollande, o cavaleiro destemido e sem
mácula, frustrado por não se poder destrinçar sem a protecção do guarda-chuva
americano.
A história da utilização das armas químicas
Descrevemos numa contribuição anterior a história da utilização das armas químicas
remontando aos fogos gregos que um certo Callinicus havia desenvolvido. O fogo
grego baseava-se na associação de um comburante, o salitre, com as substâncias
combustíveis, como as resinas. Bem mais tarde, é a Alemanha que utiliza primeiro as
armas químicas em 1915-17: cloro líquido e fosgénio, depois gás vesicatório e
asfixiante de mostarda (ou iperite). Em resposta, a Grã-Bretanha e a França
produziram também elas este gás letal. O gás nervin Tabun, que provoca a morte por
1 Doxa (δόξα) é uma palavra grega que significa crença comum ou opinião popular e de onde
originaram as palavras modernas ortodoxo e heterodoxo. – [NE]
2
asfixia, foi descoberto em 1936 por investigadores da sociedade alemã I.G. Farben.
Em 1930, a Itália utiliza armas químicas na Líbia e em 1936 na Etiópia.
Os países ocidentais que lançam urros de escândalo devem lembrar-se que foram eles
os inventores e os vendedores destas armas de morte trágica. Camus escreveu a
propósito em Agoravox: «(...) Quanto à tragédia do gaseamento da aldeia curda de
Halabja em 1988, conviria sem dúvida recuperar do esquecimento o que escrevia
Barry Lando, da cadeia americana CBS, em Le Monde, de 27/Outubro/2005, que
era preciso recordar "que as armas químicas iraquianas eram fornecidas
principalmente por sociedades francesas, belgas e alemãs, cujos engenheiros e
químicos sabiam exactamente o que Saddam preparava. E que os Estados Unidos
haviam anteriormente fornecido a Saddam imagens de satélite que lhe permitiam
atacar as tropas iranianas com armas químicas"».[1]
Quando Winston Churchill aprovava o gás de combate
Antes de se tornar o ícone da resistência ao nazismo, lê-se numa contribuição
publicada no Guardian, Winston Churchill foi um fervoroso defensor do império
britânico e um anti-bolchevique convicto. Ao ponto de preconizar o recurso aos gases
que haviam sido o terror das trincheiras. (...) Churchill, então secretário de Estado da
Guerra, afasta os seus escrúpulos com um gesto de mão. Desde há muito partidário
da guerra química, está decidido a servir-se dos gases contra os bolcheviques na
Rússia. Durante o Verão de 1919, 94 anos antes do ataque devastador na Síria,
Churchill prepara e faz lançar um ataque químico de envergadura. Não foi a primeira
vez que os britânicos recorreram ao gás de combate. No decorrer da terceira batalha
de Gaza [contra os otomanos] em 1917, o general Edmund Allenby mandou atirar 10
mil obuses com gases asfixiantes sobre as posições inimigas. Entretanto, foi
desenvolvido um novo gás extremamente tóxico, o difenilaminecloroarsine, descrito
como "a arma química mais eficaz já concebida".[2]
Em 1919, Winston Churchill, então secretário de Estado da Guerra, decide utilizar os
grandes meios. Lemos o que escreveu Camus: «Um programa executado ao pé da
letra pelo tenente-coronel Arthur Harris que foi louvado nestes termos: "Os árabe e
os curdos sabem agora o que significa um verdadeiro bombardeamento... Em 45
minutos somos capazes de arrasar uma aldeia e de matar ou ferir um terço da sua
população". Vinte e cinco anos mais tarde, Winston Churchill, fiel a si mesmo,
defendia ideias quase idênticas a propósito do Reich nacional-socialista (...)
Acrescentemos por honestidade que a utilização britânica dos ataques aéreos com
gás mostarda (iperite), nomeadamente em Suleimanié, no Curdistão, junto à
fronteira iraniano-iraquiana, em 1925 – um ano após a assinatura do Protocolo de
Genebra proibindo "o emprego na guerra de gases asfixiantes, tóxicos ou
semelhantes e de meios bacteriológicos" – não foi uma prática totalmente isolada:
os espanhóis no Rif marroquino [1921-1927] e os japoneses na China não se
privaram de a eles recorrerem"».[1]
A França e seu "savoir-faire" nas armas químicas
3
Tal como todos os países ocidentais, a França desenvolveu de modo intenso os gases
de combate, nomeadamente a partir da Primeira Guerra Mundial. O seu know-how
foi exportado para vários países. Apesar de todas as convenções assinadas, ela
manteve na Argélia uma base de experimentações. Fabrice Nicolino escreveu a
respeito: «A França gaullista esqueceu as armas químicas de B2 Namous. A França
socialista esqueceu os 5000 mortos de Halabja. Em 16 de Março de 1988, Mirages
made in France lançam sobre a cidade curdo-iraquiana de Halabja foguetes cheios
de um cocktail de gás sarin, tabun e mostarda. 5000 mortos. (...) A urgência é
apoiar Saddam Hussein, raïs do Iraque, contra os mulás de Teerão. E que se saiba,
nem uma palavra de Hollande, nesse tempo um dos peritos do Partido Socialista. É
verdade que tão cedo eles não darão explicações sobre a base secreta B2 Namous,
antiga base de experimentação de armas químicas & bacteriológicas (...) De Gaulle
tem a obsessão que se sabe: pela grandeza, pela potência. A nossa primeira bomba
atómica explode em 13 de Fevereiro de 1960 na região de Reggane, no centro de um
Saara então o francês. O que é menos conhecido é que o poder gaullista negocia a
seguir com a Argélia de Ahmed Ben Bella para conservar no Saara bases militares
secretas. Os ensaios nucleares franceses, passados a subterrâneos, continuaram no
Hoggar, próximo de In Ecker, até 1966. A França assinou em 1925 uma convenção
internacional proibindo a utilização de armas químicas, mas o que valem os
pedaços de papel? Entre 1921 e 1927, o exército espanhol trava uma guerra de pavor
químico contra os insurrectos marroquinos do Rif. E sabe-se agora que a virtuosa
França havia formado os "técnicos" e vendido fosgénio e iperita Madrid.»[3]
Fabrice Nicolino fala-nos a seguir dos acordos de Evian, que permitem à França
manter bases militares que eles devolveram no seu estado natural. «Além de Reggane
e In Ecker, B2 Namous, um polígono de 60x10 quilómetros ao Sul de Béni Ounif, não
longe da fronteira marroquina. Numa nota do estado-maior francês pode-se ler:
"As instalações de B2-Namous foram realizadas com o objectivo de efectuar tiros
reais de obuses de artilharia ou de armas de saturação como produtos químicos
tóxicos persistentes, ensaios de bombas de aviação, pulverizações de agressivos
químicos e ensaios biológicos". Em 1997, o ministro da Defesa Alain Richard declara:
"A instalação de B2 Namous foi destruída em 1978 e devolvida ao estado natural".
Em Fevereiro de 2013, o jornalista de Marianne, Jean-Dominique Merchet, revela
que um acordo secreto foi concluído entre a França e a Argélia. Ele trata da
despoluição de B2 Namous, "devolvida ao estado natural" trinta anos antes».[3]
A utilização de armas químicas pelos Estados Unidos
É impossível descrever as numerosas circunstâncias nas quais foram utilizadas armas
químicas. Basta-nos informar a filosofia do maior apologista destas armas do horror.
"Decididamente, lê-se no Agoravox pela pena de Camus, como se fosse preciso
estabelecer distinções abstrusas entre mortos despedaçados sob bombas
convencionais ou asfixiados com gás de nervos. E depois os anglo-americanos
deveriam começar por lavar a sua roupa suja ao invés de brincar de indignados e
de santos inocentes. (...) Não foi Washington que se dedicou a uma impiedosa
guerra química no Vietname entre 1961 e 1971 com pulverizações maciças – 80
milhões de litros – de Agente Laranja, um desfolhante com dioxina? Foram 2,1 a 4,8
4
milhões os vietnamitas afectados por este composto altamente mutagénico, cujos
efeitos se fazem sentir ainda hoje". [1]
Massimo Fini interroga-se por sua vez quanto à autoridade moral dos Estados Unidos:
«(...) Mas o que eu gostaria de compreender é de onde exactamente vem esta
autoridade moral dos Estados Unidos que se permitem traçar "linhas vermelhas"
sobre a utilização de armas químicas. Foram eles, contudo, que em 1985
abasteceram Saddam então no poder e em luta contra os iranianos, e a seguir
contra os curdos. (...) Aquando da guerra contra a Sérvia, os EUA utilizaram
bombas de urânio empobrecido. (...) Imagina-se facilmente o efeito deste "urânio
empobrecido" sobre os civis sérvios e sobretudo sobre as crianças que andam a 1
metro do solo e estão habituadas a tocar tudo. Em 2001, para capturar Ben Laden,
os americanos submergiram as montanhas do Afeganistão sob bombas de urânio e
o ministro da Defesa, Donald Rumsfeld, declarou que "para apanhar os terroristas,
nós utilizaremos também gases tóxicos e armas químicas". Vêem-se hoje os
resultados. Um camponês afegão, chamado Sadiay, conta: "Um ataque da NATO
destruiu a minha casa, matou minha mulher e três dos meus filhos. Mas quando vi
nascer meu sobrinho sem braços e sem pernas, então compreendi que os
americanos nos haviam roubado até o nosso futuro"».[4]
O segredo dos gases israelenses
«Foram, escreve Thierry Meyssan, as investigações israelenses sobre as armas
químicas e biológicas que historicamente pressionaram a Síria a rejeitar a
Convenção proibindo armas químicas. É a razão porque a assinatura por Damasco
deste documento arrisca-se a revelar a existência, e eventualmente o
prosseguimento, de investigações sobre armas selectivas destinadas a matar
apenas populações árabes. (...) Um documento da CIA descoberto recentemente
revela que Israel também desenvolveu o seu próprio arsenal de armas químicas.
Responsáveis da informação em Washington estimam que o Estado judeu fabricou e
armazenou secretamente armas químicas e biológicas desde há décadas para
completar o seu presumido arsenal nuclear. Num relatório secreto da CIA de 1983:
Satélites espiões americanos detectaram em 1982 "uma fábrica produtora de gás
químico e uma unidade de armazenagem no deserto do Negev"».[5]
Para Jean Shaoul, a condenação pelos Estados Unidos da utilização de armas
químicas não se aplica a Israel. Ele escreve: "Contudo, nenhuma obrigação moral
desta espécie é mencionada em relação a Israel, país que detém o mais importante
stock de armas químicas, biológicas e nucleares no Médio Oriente e que é o único
Estado a não ter assinado o tratado de não proliferação nuclear. Como revelou o
sítio web Foreign Policy em 9 de Setembro, não só os Estados Unidos sabem desde
há dezenas de anos da existência das armas químicas israelenses como têm mantido
silêncio a respeito. Não se trata simplesmente de Israel possuir um importante
arsenal de armas químicas. Israel serviu-se delas contra os palestinos na
Cisjordânia e em Gaza, contra o Líbano e Gaza durante os assaltos militares de
2006, e durante a operação "Chumbo endurecido" em Gaza em 2008-2009. (...) Um
protocolo da convenção de 1980 sobre as armas convencionais proíbe a utilização
do fósforo branco enquanto arma incendiária (...) O relatório do inquérito da ONU,
5
o relatório Goldstone, reafirmou as conclusões de numerosos inquéritos
internacionais respeitados, confirmado a utilização desproporcionada por Israel da
força sobre os palestinos, e as acusações de crime de guerra contra Israel e o
Hamas assim como "prováveis crimes contra a humanidade" incluindo a utilização
de fósforo branco por Israel. Ali se afirma que as forças israelenses comportaramse
de modo "sistematicamente irresponsável" na sua utilização de fósforo branco
nas zonas construídas, citando o ataque israelense contra o edifício da Agência de
Cuidados de Saúde da ONU na cidade de Gaza, o ataque ao hospital Al Quds e ao
hospital Al Wafa.[6]
Fala-se frequentemente da "Pax Americana" para designar a ordem resultante da
hegemonia dos Estados Unidos. Esta posição de força não é uma garantia de
equilíbrio e de paz à escala mundial. É assim que os Estados Unidos intervêm de
modo crónico em defesa dos seus interesses estratégicos. Pela história, isso começou
em 1846: Guerra americano-mexicana, em que anexam a Califórnia. Foi também,
sem ser exaustivo, a Guerra da Coreia (1950-1953), do Vietname (1968-1975). Isso
continuou no período recente após a guerra do Vietname, onde centenas de
toneladas de agentes químicos laranja foram dispersos criando a morte e a
desolação durante dezenas de anos, será a sequência da Guerra do Iraque (2003), o
folhetim iraquiano da democracia aerotransportada à razão de dezenas de mortos
por dia não se encerrou com o enforcamento desumano de Saddam Hussein. Em
2011 foi o saqueio da Líbia e o linchamento abjecto de Kadafi. No total, sessenta e
seis intervenções externas, na maior parte sangrentas».
Charles de Gaulle escrevia na sua época que "as armas torturaram mas também
moldaram o mundo. Elas cumpriam o melhor e o pior, dando nascimento ao infame
e também à maior grandeza, alternativamente cravada no horror ou brilhante na
glória. Vergonhosa e magnífica, sua história é aquela dos homens". A guerra de
todos contra todos nunca é limpa, é de facto o fracasso da palavra desarmada que é a
empatia para com a miséria dos fracos. Seguramente, a humanidade corre para a sua
perda.
25/Setembro/2013
1. Camus, 17/09/2013, http://www.agoravox.fr/tribune-libre/article/guerres-chimiquespages-
d-histoire-140994
2. http://www.courrierinternational.com/article/2013/09/13/quand-winston-churchillapprouvait-
les-gaz-de-combat The Guardian , 13/09/2013
3. Fabrice Nicolino, fabrice-nicolino.com/index.php/?p=1608
4. Massimo Fini, http://www.agoravox.fr/actualites/international/article/veto-sur-lesarmes-
chimiques-sauf-135436, 4 de maio de 2013
5. Thierry Meyssan, resistir.info/moriente/gas_israelense.html , 2013
6. Jean Shaoul, http://www.mondialisation.ca/la-condamnation-par-les-etats-unis-delusage-
des-armes-chimiques-ne-sapplique-pas-a-israel/5350557
O original encontra-se em http://www.legrandsoir.info/les-armeschimiques-
et-les-donneurs-de-lecons-petite-pedagogie-de-l-horreur.html

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Filósofo, historiador e economista inglês

David Hume

7 de maio de 1711, Edimburgo (Escócia)
25 de agosto de 1776, Edimburgo (Escócia)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Hume, para quem o fundamento sólido da ciência só pode vir da experiência e da observação
De família escocesa, David Hume nasceu em 7 de maio de 1711, em Edimburgo, e morreu na mesma cidade em 25 de agosto de 1776. Em 1734 viajou para a França, depois de uma experiência sem sucesso no comércio, atividade a que se dedicou com a intenção de recuperar-se de um intenso esgotamento intelectual. Permaneceu na França até 1737, completando a redação de seu "Tratado", iniciado com pouco mais de vinte anos de idade.

Retornando à Grã-Bretanha, ocupou cargos públicos, incluindo o de secretário de Estado (1768). Antes, entre 1763 e 1765, serviu na França como secretário da embaixada inglesa. Ao falecer, revelou extraordinária tranqüilidade diante da morte.

A posição doutrinária assumida por Hume pode ser explicada pelo subtítulo do "Tratado": "Ensaio para introduzir o método experimental de raciocínio nos assuntos morais". Diz ele, na introdução, que, assim como a ciência do homem é o único fundamento sólido para as outras ciências, assim o único fundamento sólido que podemos dar à ciência do homem repousa necessariamente sobre a experiência e sobre a observação.
 

Fenomenismo e ceticismo

Toda a obra de Hume pode ser explicada pela preocupação de implantar nas ciências morais a posição metodológica assumida por Isaac Newton no domínio da astronomia e da física, posição que se define como positiva no sentido de que se abstém de toda hipótese que não resista à verificação experimental.

Como conseqüência de obedecer, com rigor, à orientação metodológica de Newton, resultavam excluídas as especulações sobre a natureza da alma, assim como os discursos sobre o absoluto e o "a priori". Tanto a nosso respeito quanto a propósito do mundo, apenas poderíamos conhecer aquilo que se pudesse oferecer à observação e à experiência, promovendo-se, assim, a eliminação das hipóteses inverificáveis.

É dessa posição que resulta o fenomenismo de Hume, tão mal interpretado. Conforme observa Lévy-Bruhl, o fenomenismo de Hume não se funda em razões metafísicas. Na verdade, Hume nunca pretendeu resolver o problema da coisa em si. Em relação a esse problema e na medida em que lhe fosse proposto, quer por idealistas, quer por realistas, simplesmente o recusaria e se declararia cético.

O fenomenismo de Hume é puramente metodológico. É da mesma ordem do que se instituiu em relação à ordem física, quando se limitou o objeto da ciência ao que se revela acessível à observação e à experiência. Hume somente se propõe a estudar os fenômenos, sem que essa decisão implique nem direta, nem indiretamente, na solução de qualquer problema metafísico.
 

Rompendo com a metafísica

Muito dos filósofos contemporâneos ainda discutem as teses de Hume sobre a religião, sobretudo as expostas no ensaio "Dos milagres", de 1758, e em "Diálogos sobre a religião natural", publicado postumamente, em 1779. Com o seu habitual ceticismo, rompendo definitivamente com a tradição metafísica ocidental, Hume nega a possibilidade de se verificar, por meio de testemunhos históricos, os milagres (que, supostamente, suspendem as leis da natureza). Para Hume, não é possível se admitir nenhuma prova da existência de Deus nesta existência.

Hume também é importante como historiador: escreveu a primeira moderna "História da Grã-Bretanha", que abrange o período que vai de Júlio César até 1688. Quanto à economia, Hume desenvolveu muitas idéias, até hoje importantes - que influenciaram, entre outros, Adam Smith -, sobre a propriedade intelectual, a inflação e o comércio exterior.
 
Enciclopédia Mirador Internacional

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Síria-documentos

Pelo Socialismo
Questões político-ideológicas com atualidade
http://www.pelosocialismo.net
_____________________________________________
Publicado em: http://www.mintpressnews.com/witnesses-of-gas-attack-say-saudis-supplied-rebels-withchemical-
weapons/168135/
Tradução do inglês de PAT
Colocado em linha em: 2013/09/09
Sírios, em Ghouta, afirmam que as
armas para o ataque químico foram
fornecidas aos rebeldes pelos sauditas
Rebeldes e residentes locais, em Ghouta, acusam o príncipe saudita
Bandar bin Sultan de fornecer armas químicas a um grupo rebelde
ligado à al-Qaida
Dale Gavlak e Yahya Ababneh *
29 de agosto de 2013
Esclarecimento: Dale Gavlak participou no processo de investigação e escrita deste artigo,
mas não esteve no terreno, na Síria. O repórter Yahya Ababneh, com quem o relatório foi
escrito, em colaboração, era o correspondente no terreno, em Ghouta, que falou diretamente
com os rebeldes, os seus familiares, vítimas dos ataques com armas químicas e moradores
locais.
Gavlak é um correspondente do “MintPress News Middle East”, que foi “freelancer” para a
AP, assim como correspondente em Amã, Jordânia, durante quase uma década. Este
relatório não é um artigo da “Associated Press”, mas sim um exclusivo para “MintPress
News”.
Ghouta, Síria – Enquanto a máquina para uma intervenção militar dos EUA na Síria
ganha ritmo, após o ataque de armas químicas da semana passada, os EUA e os seus
aliados podem estar a assumir como alvo o culpado que o não é.
Entrevistas em Damasco e Ghouta, um subúrbio da capital síria, onde a agência
humanitária Médicos Sem Fronteiras disse que, pelo menos, 355 pessoas morreram
na semana passada, devido ao que acreditaram ser um agente neurotóxico, parecem
indicar isso.
Os EUA, a Grã-Bretanha e a França, assim como a Liga Árabe acusaram o regime
sírio do presidente Bashar al-Assad de executar o ataque com armas químicas, que
atingiu principalmente civis. Navios de guerra dos EUA estão estacionados no Mar
2
Mediterrâneo para lançar ataques militares contra a Síria, como punição por executar
um ataque maciço com armas químicas. Os EUA e os outros não estão interessados
em examinar qualquer prova em contrário, com o secretário de Estado John Kerry a
dizer, na segunda-feira, que a culpa de Assad era "um julgamento ... já claro para o
mundo".
Contudo, de numerosas entrevistas com médicos, residentes em Ghouta,
combatentes rebeldes e suas famílias emerge um quadro diferente. Muitos acreditam
que certos rebeldes receberam armas químicas por via do chefe da polícia secreta
saudita, príncipe Bandar bin Sultan, e foram responsáveis pela execução do ataque
com gás.
"O meu filho procurou-me há duas semanas para me perguntar o que eu pensava
que eram as armas que lhe tinham pedido para transportar", disse Abu Abdel-
Moneim, o pai de um combatente rebelde, para derrubar Assad, que vive em Ghouta.
Abdel-Moneim disse que o seu filho e 12 outros rebeldes foram mortos dentro de um
túnel utilizado para armazenar armas fornecidas por um militante saudita, conhecido
como Abu Ayesha, que estava a comandar um batalhão de combate. O pai descreveu
as armas como tendo uma "estrutura como um tubo", enquanto outras eram como
uma "enorme garrafa de gás".
Os habitantes de Ghouta disseram que os rebeldes estavam a usar mesquitas e casas
particulares para dormir, enquanto armazenavam as suas armas em túneis.
Abdel-Moneim disse que o seu filho e outros morreram durante o ataque com armas
químicas. Naquele mesmo dia, o grupo de combate Jabhat al-Nusra, que está ligado à
al-Qaida, anunciou que atacaria da mesma forma civis, no centro do território de
Latáquia do regime de Assad, na costa ocidental da Síria, em alegada retaliação.
"Eles não nos disseram o que eram estas armas ou como utilizá-las", queixou-se
uma combatente, nomeada "K". "Nos não sabíamos que eram armas químicas.
Nunca imaginámos que fossem armas químicas".
"Quando o príncipe saudita Bandar dá tais armas às pessoas, também lhes deve dar
quem saiba manejá-las e utilizá-las", advertiu ela. Tal como outros sírios, ela não
quer usar os seus nomes completos, com medo de represálias.
Um bem conhecido líder rebelde em Ghouta, nomeado "J", concordou. "Os
combatentes do Jabhat al-Nusra não cooperam com outros rebeldes, exceto em
combate no terreno. Eles não partilham informação secreta. Utilizam simplesmente
alguns rebeldes comuns para carregar e operar este material", disse ele.
"Nós estávamos muito curiosos acerca destas armas. E, infelizmente, alguns dos
combatentes manusearam-nas inadequadamente e começaram as explosões", disse
"J".
3
Médicos que trataram as vítimas do ataque de armas químicas aconselharam os
entrevistadores a serem cautelosos acerca de perguntas respeitantes a quem,
exactamente, cabia a responsabilidade pelo assalto mortal.
O grupo humanitário Médicos Sem Fronteiras acrescentou que trabalhadores da
saúde a cuidar de 3.600 pacientes também relataram ter sintomas semelhantes,
incluindo espuma na boca, dificuldades respiratórias, convulsões e visão turvada. O
grupo não foi capaz de verificar a informação de modo independente.
Mais de uma dúzia de rebeldes entrevistados relataram que os seus salários vêm do
governo saudita.
Envolvimento saudita
Num recente artigo para o Business Insider, o repórter Geoffrey Ingersoll destacou o
papel do príncipe saudita Bandar nos dois anos e meio da guerra civil síria. Muitos
observadores acreditam que Bandar, com os seus laços estreitos a Washington, tem
sido o cerne do impulso para a guerra dos EUA contra Assad.
Ingersoll referiu-se a um artigo do Daily Telegraph, no Reino Unido, acerca de
conversações secretas russo-sauditas, alegando que Bandar ofereceu petróleo barato
ao presidente Vladimir Putin, em troca do abandono de Assad.
"O príncipe Bandar comprometeu-se a salvaguardar a base naval russa na Síria se
o regime de Assad fosse derrubado, mas também aludiu a ataques terroristas
chechenos aos Jogos Olímpicos de Inverno na Rússia, em Sochi, se não houvesse
acordo", escreveu Ingersoll.
"Posso dar-lhe uma garantia de proteger os Jogos Olímpicos, no próximo ano. Os
grupos chechenos que ameaçam a segurança dos jogos são controlados por nós",
disse alegadamente Bandar aos russos.
"Juntamente com responsáveis sauditas, os EUA, alegadamente, deram ao chefe da
inteligência saudita o sinal de aprovação para efetuar estas conversações com a
Rússia, o que não é nenhuma surpresa", escreveu Ingersoll.
"Bandar tem uma educação americana, tanto militar como académica, atuou como
um embaixador saudita altamente influente nos EUA e a CIA adora-o", acrescentou.
Segundo o jornal britânico Independent, foi a agência de inteligência do príncipe
Bandar que, primeiro, produziu alegações sobre a utilização de gás sarin pelo regime,
para chamar a atenção dos aliados ocidentais, em fevereiro.
O Wall Street Journal informou recentemente que a CIA percebeu que a Arábia
Saudita era "séria" acerca do derrube de Assad, quando o rei saudita nomeou o
príncipe Bandar para liderar esse esforço.
4
"Eles acreditam que o príncipe Bandar, um veterano das intrigas diplomáticas de
Washington e do mundo árabe, podia entregar aquilo que a CIA não podia: cargas
aéreas de dinheiro e armas e, como disse um diplomata americano, intermediação
[wasta], a palavra árabe para negócios por baixo da mesa", disse.
Bandar tem avançado como principal objetivo de política externa da Arábia Saudita,
informou o WSJ, derrotar Assad e os seus aliados iranianos e do Hezbollah.
Com esse objectivo, Bandar trabalhou Washington no sentido de criar um programa
para armar e treinar rebeldes a partir de uma planeada base militar na Jordânia.
O jornal relata que ele se deparou com "a inquietação dos jordanos com tal base":
«As suas reuniões em Amã com o rei Abdullah, da Jordânia, por vezes demoravam
oito horas, numa única sessão. “O rei brincaria: ‘Oh, o Bandar vem outra vez?
Vamos reservar dois dias para a reunião’, disse uma pessoa habituada às reuniões».
A dependência financeira da Jordânia em relação à Arábia Saudita deve ter dado aos
sauditas uma forte influência. Um centro de operações na Jordânia começou a
funcionar no Verão de 2012, incluindo uma pista de aviação e armazéns para armas.
As AK-47s e as munições encomendadas pelos sauditas chegaram, informou o WSF,
citando responsáveis árabes.
Embora a Arábia Saudita tenha sustentado oficialmente que apoiava os rebeldes mais
moderados, o jornal informou que "fundos e armas estavam a ser canalizados para
o lado dos radicais, simplesmente para conter a influência de islamistas rivais
apoiados pelo Qatar".
Mas rebeldes entrevistados disseram que o príncipe Bandar é referido como "al-
Habib" ou "o amado" pelos militantes da al-Qaida que combatem na Síria.
Peter Oborne, no Daily Telegraph de quinta-feira, referiu com cautela que a corrida
de Washington para punir o regime Assad com os chamados ataques "limitados" não
significava derrubar o líder sírio, mas sim reduzir a sua capacidade de utilizar armas
químicas:
«Considere-se isto: os únicos beneficiários da atrocidade foram os rebeldes, que
estavam a perderem a guerra e que, agora, têm a Grã-Bretanha e a América
prontas a intervirem ao seu lado. Embora pareça haver poucas dúvidas de que
foram utilizadas armas químicas, há dúvidas acerca de quem as disponibilizou.
É importante recordar que, antes, Assad foi acusado de utilizar gás venenoso contra
civis. Mas, naquela ocasião, Carla del Ponte, comissária da ONU para a Síria,
concluiu que os rebeldes, e não Assad, foram provavelmente os responsáveis».
Alguma informação deste artigo não pôde ser verificada de modo independente. Mint Press
News continuará a proporcionar nova informação e atualizações.

domingo, 22 de setembro de 2013

Guilherme de Ockham

Navalha de Occam

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Navalha de Occam ou Navalha de Ockham é um princípio lógico
 atribuído ao lógico e frade franciscano
O princípio afirma que a explicação para qualquer fenómeno 
deve assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação
 do mesmo e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predições 
da hipótese ou teoria.
 O princípio é frequentemente designado pela expressão latina
 Lex Parsimoniae (Lei da Parcimónia) enunciada como:"entia non sunt multiplicanda 
praeter necessitatem"
 (as entidades não devem ser multiplicadas além da necessidade). 1
O princípio recomenda assim que se escolha a teoria explicativa que
 implique o menor
 número de premissas assumidas e o menor número de entidades. 2
Originalmente um princípio da filosofia reducionista do nominalismo
é hoje tido como
 uma das máximas heurísticas (regra geral) que aconselham economia,
 parcimónia
 e simplicidade, especialmente nas teorias científicas. 3
"Se em tudo o mais forem idênticas as várias explicações
 de um fenómeno
, a mais simples é a melhor"  Guilherme de Ockham





sábado, 21 de setembro de 2013

ERNEST MANDEL



Este artigo mostra a actualidade da análise do capitalismo de Ernest Mandel"Se a economia não pode mais sobreviver senão sob a direcção consciente da sociedade, não deverá ela funcionar no interesse da colectividade, sob gestão democrática desta colectividade, em vez de funcionar às custas da colectividade sob a autoridade de alguns magnatas da finança e de tecnocratas?", perguntava Ernest Mandel em 1981, neste artigo para a Enciclopédia Universalis que publicamos na Biblioteca Marxista.


O capitalismo, por Ernest Mandel

Notar-se-á que os quatro "limites absolutos" do modo de produção capitalista - a saturação das necessidades racionais; a abundância que leva os custos de produção a zero e que mina a própria noção de salariato; a automação, que elimina o trabalho manual da produção e do consumo; a supressão das diferenças entre trabalho manual e trabalho intelectual, que condena a manutenção da estrutura hierárquica da empresa - projectam num futuro pouco longínquo, as tendências que já se manifestam parcialmente, pelo menos nos países capitalistas mais desenvolvidos. Não há nada de "utópico" nesta projecção: trata-se da generalização de tendências que se verificam já.

No plano puramente económico, as expressões concomitantes dessas tendências são: a abundância cada vez mais pronunciada de capitais; a inflação cada vez mais grave; os custos de produção que constituem uma fracção cada vez mais reduzida dos preços de venda "ao último consumidor"; a capacidade de produção excedentária cada vez maior; a obrigação de desviar uma fracção crescente da população activa e dos recursos materiais para empregos irracionais; a impossibilidade crescente de determinar a distribuição nacional dos "factores de produção" em função dos imperativos de lucro dos grandes capitalistas (mesmo sem falar da sua distribuição internacional, tragicamente inadequadas). Isso significa que os mecanismos que asseguram o funcionamento automático do sistema são cada vez mais inoperantes, que esse funcionamento exige cada vez mais intervenções e manipulações extra-económicas. A questão coloca-se então de forma evidente: poderemos continuar a fazer funcionar a economia de dois terços da humanidade em função unicamente do lucro das famosas trezentas companhias multinacionais que dominarão o mundo capitalista daqui a uma vintena de anos, enquanto que essas companhias não podem mais, sozinhas, assegurar o funcionamento da economia e são obrigadas a "socializar" fracções cada vez maiores das suas actividades e dos seus custos? Se a economia não pode mais sobreviver senão sob a direcção consciente da sociedade, não deverá ela funcionar no interesse da colectividade, sob gestão democrática desta colectividade, em vez de funcionar às custas da colectividade sob a autoridade de alguns magnatas da finança e de tecnocratas?

Nós não queremos de forma nenhuma concluir que o capitalismo subsistirá até que todas as implicações derradeiras da sua irracionalidade contemporânea sejam realizadas na totalidade e até ao absurdo. Nós queremos simplesmente sugerir os obstáculos que impedem a sobrevivência do sistema, obstáculos engendrados pelas suas próprias tendências. O resto é uma questão da intervenção consciente das forças sociais - isto é, da praxis revolucionária, política e social - e de um esforço deliberado para derrubar o regime no momento de uma das suas múltiplas crises políticas, económicas, culturais, militares, internacionais, e de o substituir por uma sociedade socialista fundada na democracia socialista e na auto-gestão colectiva e planificada dos trabalhadores.


Tradução de Eduardo Velhinho.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

  • Leon Trótski
  • Leon Trotsky foi um intelectual marxista e revolucionário bolchevique, organizador do Exército Vermelho e rival de Stalin na tomada do PCUS à morte de Lenin. Wikipédia

  • Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

    Templo grego clássico da Concórdia

    Templo grego clássico da Concórdia
    Viagem à Sicília

    Teatro greco-romano

    Teatro greco-romano
    Viagem à Sicília

    Pupis

    Pupis
    Viagem à Sicília Agosto 2009

    Viagem à Polónia

    Viagem à Polónia
    Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

    Viagem à Polónia

    Viagem à Polónia
    Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

    Forum Romano

    Forum Romano
    Viagem a Roma, 2009

    Roma - Castelo de S. Ângelo

    Roma - Castelo de S. Ângelo
    Viagem a Roma,2009

    Roma-Vaticano

    Roma-Vaticano

    Roma-Fonte Trévis

    Roma-Fonte Trévis
    Viagem a Roma,2009

    Coliseu de Roma

    Coliseu de Roma
    Viagem a Roma, Maio 2009

    Vaticano-Igreja de S.Pedro

    Vaticano-Igreja de S.Pedro

    Grécia

    Grécia
    Acrópole

    Grécia

    Grécia
    Acrópole

    Viagem à Grécia

    Viagem à Grécia

    NOSTALGIA

    NOSTALGIA

    CLAUSTROFOBIA

    CLAUSTROFOBIA