sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Morreu Nelson Mandela (1918-2013): a liberdade como obra

O primeiro Presidente negro da África do Sul morreu nesta quinta-feira, anunciou Jacob Zuma, Presidente sul-africano. O líder da luta anti-apartheid tinha 95 anos.

Nelson Mandela foi um homem de gestos. Como este: apenas aceitou sair da prisão quando recebeu garantias de que todos os outros prisioneiros políticos seriam libertados como ele. O advogado e activista acreditou na luta pela libertação de todo um povo. Depois de 27 anos preso, foi eleito o primeiro Presidente negro na África do Sul. O seu legado vai muito além do seu país e do tempo em que viveu. Morreu nesta quinta-feira, com 95 anos, na sua casa em Joanesburgo.
Quando anunciou que deixava a política, Nelson Mandela fê-lo com a mesma naturalidade com que dizia: “Toda a gente morre.” Escolheu deixar a presidência da África do Sul no fim do primeiro mandato dois anos depois de decidir abandonar a liderança do Congresso Nacional Africano (ANC), que transformou num farol da luta de libertação do seu país. Na sombra, manteve uma actividade pública, por vezes próxima da política. Estávamos em 1999.
Cinco anos depois, com 86 anos, anunciou brincando que ia “reformar-se da reforma”. Era a sua maneira de dizer que desta vez era mesmo de verdade. “Não me telefonem, eu telefono-vos”, disse na altura num encontro com jornalistas. “Não lhe telefonámos”, escreveu o jornalista Ido Lekota em 2010 no jornal The Sowetan, “mas a sua figura ‘maior do que a vida’ continua a pairar sobre a nossa democracia e o panorama político [da África do Sul].”
Hoje, três anos depois, Ido Lekota continuaria provavelmente a escrever o mesmo do líder da luta anti-apartheid, preso durante 27 anos por lutar contra o regime segregacionista da África do Sul, que foi prémio Nobel da Paz (com Frederik de Klerk) em 1993 e primeiro Presidente negro da África do Sul eleito um ano depois. “O estadista mais amado” do mundo, como se lhe referiu em tempos oNew York Times, esteve internado este ano, com uma infecção pulmonar, como o foi várias vezes nos últimos dois anos. Deixa uma obra completa: um país que imaginou e criou a partir de um ideal.
Advogado, líder da luta anti-apartheid, defensor do uso de armas em nome de uma luta igual com o opressor, Nelson Rolihlahla Mandela conseguiu ter do seu lado pacifistas como o arcebispo Desmond Tutu, que foi Nobel da Paz antes dele, em 1984, e que, quando Mandela esteve internado, rezou pelo “conforto e dignidade” daquele que considera ser “o ícone mundial da reconciliação”. Também foi o arcebispo Desmond Tutu quem disse, num dos últimos aniversários de Mandela, a 18 de Julho, que a melhor prenda que ele podia receber era que as pessoas fossem como ele, era saber que as pessoas seguiriam o seu exemplo.
De pessoa revoltada a magnânima
Tutu previu ser este um momento “traumático” para a África do Sul, o da perda de Mandela, figura que descreveu como “um ser humano fantástico”, numa entrevista em Junho de 2012 ao PÚBLICO, em Lisboa.
“Quando vai para a prisão, é uma pessoa zangada, revoltada, que acredita na violência como meio de conquistar a liberdade. E, quando sai, emerge como uma pessoa extraordinariamente magnânima. O sofrimento por que passou ajudou-o a suavizar a sua posição. (…) Ele acreditava convictamente que se é líder pelas pessoas que são lideradas e não em benefício próprio. Fomos incrivelmente abençoados por termos Madiba [Mandela] aos comandos, num momento histórico para o nosso país. (…).”
Pelo menos até ao fim de 2010, o ex-Presidente sul-africano continuava, todos os meses, a receber quatro mil mensagens do mundo inteiro. Algumas com uma homenagem, outras a desejarem-lhe uma reforma tranquila e feliz, segundo a Fundação Nelson Mandela, em Dezembro de 2010, que, na declaração também recebida pelo PÚBLICO, juntou um pedido a todos para se coibirem de pedir autógrafos, declarações, entrevistas ou aparições públicas em apoio a algum evento, de forma a “ajudar a tornar a reforma de Madiba um período de paz e tranquilidade”.
Seguiram-se meses e anos difíceis em que a sua saúde se deteriorou. E durante esta última permanência no hospital, à porta da sua casa em Joanesburgo e do hospital em Pretória, muitas flores foram deixadas com mensagens a desejar as melhoras ou a dizer: “Tata Madiba: Graças a ti, temos orgulho em ser sul-africanos.” Ou com promessas: “Prometemos viver em paz e harmonia.”
Descendente do rei thembu
O desejo de Mandela, expresso na autobiografia Longo Caminho para a Liberdade, era ser enterrado junto dos seus antepassados em Qunu, no Transkei, província do Cabo Oriental, onde nasceu em 1918, e foi educado para ser, como o pai falecido, conselheiro do rei thembu, Jongintaba Dalindyebo.
Era descendente de Ngubengcuka, que tinha antes sido o rei dos thembu, incluídos no mais vasto grupo linguístico dos xhosa. Mandela descreve o rei, que foi seu pai adoptivo e do qual teria sido conselheiro, se não tivesse partido para Joanesburgo, como “um homem tolerante e esclarecido que tinha alcançado o objectivo [que caracteriza] todos os grandes líderes: manter o seu povo unido”.
Este “grande líder” acolhera Mandela com nove anos, após a morte do pai que, anos antes, ficara desapossado de tudo por desafiar um representante da administração britânica. A mãe, sem condições para o criar, entregou-o ao rei. Mandela aprendeu a escutar os anciãos. 
Os vários nomes de Mandela 
Mandela é muitas vezes chamado, na África do Sul, por "Tata", que significa "pai", ou por "khulu" que é "grandioso" – ambos na língua xhosa. Mas Mandela é sobretudo referido, em sinal de respeito, por "Madiba" – nome de um chefe thembu que reinou no Transkei no século XVIII, o nome do clã de Mandela que é mais importante do que o apelido.
Na clandestinidade, a partir de 1961, vestiu a pele de um David Motsamayi; disfarçou-se várias vezes de motorista, cozinheiro, jardineiro.
Não foi conselheiro, nem rei, mas a sua educação de aristocrata, os estudos de advocacia, o carisma e dedicação à luta anti-apartheidfizeram dele o líder inquestionável do ANC e principal ícone da libertação da África do Sul. Não aceitou ser libertado da prisão, enquanto não fossem instituídos o fim do apartheid e o fim da proibição do ANC, o levantamento do estado de emergência e a libertação dos outros presos políticos.
“Eu prezo muito a minha liberdade, mas prezo ainda mais a vossa”, escreveu num discurso lido pela filha Zindzi, num comício no Soweto, em 1985, dirigido aos africanos e membros do ANC. 
Recolhimento nacional
Também por isso, a morte de Mandela é “uma perda tremenda para o país”, disse Ray Hartley, director do jornal sul-africano The Times numa entrevista ao PÚBLICO. “A África do Sul perderá aquele sentimento reconfortante de que existia este grande unificador”, disse, embora prevendo que "os processos políticos não serão afectados pelo seu desaparecimento.”
Também em entrevista, Thierry Vircoulon, investigador associado do Institut Français des Relations Internationales e co-autor deL’Afrique du Sud de Jacob Zuma (L’Harmattan), considerou que “a África do Sul vai entrar num momento de recolhimento nacional”. E realçou: “A nova África do Sul não vai desaparecer com ele, precisamente porque ele fez um excelente trabalho enquanto pai fundador dessa nova África do Sul.”
Os seus actos são frequentemente lembrados como exemplo para outros. As suas palavras ressoarão durante muito tempo como lições de vida.
Frederik W. de Klerk, ex-líder do Partido Nacional, fala do líder que confrontou em duras negociações e com quem partilhou o Prémio Nobel da Paz 1993, numa entrevista a propósito do livroConversations with Myself , também lançado em Portugal, em 2010, com o título Nelson Mandela – Arquivo Íntimo (Editora Objectiva), e que junta notas pessoais, cartas e diários de Mandela escritos antes e depois da saída da prisão: “Independentemente de qualquer crítica que possamos fazer, o homem que emerge deConversations with Myself é uma eminente figura não só na história da África do Sul, mas na história do século XX. Ele foi Presidente para desempenhar um papel exemplar na unificação e reconciliação do povo profundamente dividido da África do Sul”, disse aquele que foi o último Presidente branco da África do Sul (1989-1994).
Muitas vezes, admite na autobiografia Um Longo Caminho para a Liberdade, Mandela se questionou sobre o sofrimento que infligira à família durante a clandestinidade e nos anos na prisão de onde só saiu com 72 anos.
Já em liberdade, numa entrevista à revista norte-americana Timeem Fevereiro de 1990, disse acreditar no valor da dedicação quase exclusiva à luta: “Sim, valeu a pena. Ser preso por causa das nossas convicções e estar preparado para sofrer por aquilo em que se acredita vale a pena. É uma conquista para um homem cumprir o seu dever na terra independentemente das consequências.”
O difícil equilíbrio, nunca alcançado, entre a dedicação à família, por um lado, e à causa política da libertação, por outro, acompanhou-o durante a vida e é algo presente nas suas memórias do Arquivo Íntimo. Porém, aceitou-o da mesma forma que aceitou defender o recurso às armas como imprescindível para o sucesso da luta.
Em defesa das armas
“Nunca irei lamentar a decisão que tomei em 1961, mas gostaria que um dia a minha consciência estivesse tranquila”, disse referindo-se à decisão tomada nesse ano de passar à clandestinidade e formar o MK (Umkhonto we Sizwe – A lança da nação) de que foi primeiro comandante-chefe e que se tornou a ala militar do ANC. Viria a ser condenado a prisão perpétua em 1964 por sabotagem e conspiração.
Passou 18 anos na prisão de alta segurança de Robben Island. Esteve depois na prisão de Pollsmoor, e já no final foi transferido para a cadeia de Victor Verster perto da Cidade do Cabo. 
Nos 23 anos que viveu depois de libertado, concluiu a missão, iniciada ainda na cadeia, de negociar o fim do apartheid com o Governo do Partido Nacionalista e foi eleito primeiro Presidente negro da África do Sul. Depois de terminado o mandato de cinco anos, retirou-se da política e passou a dedicar-se, através da fundação com o seu nome, a uma nova causa – o combate e a prevenção da sida – à qual se sentia especialmente ligado.
Em 2005, a morte do filho Makgatho, vítima de sida, levou Mandela a uma rara intervenção pública desde que deixara a vida política em 1999. Lançou um apelo ao fim do tabu, para que se falasse desta como de qualquer outra doença, por considerar que só assim a sida deixaria de ser fatal. 
Já antes, quando estava preso, tinha perdido o filho mais velho Thembekile, num desastre de automóvel, em 1969, e uma filha pequena ainda bebé, Makawize, ambos do primeiro casamento com Evelyn Mase, de quem se divorciou em 1957.
Um ano depois conheceu e casou-se com Winnie Mandela, de quem teve duas filhas. Quando a viu pela primeira vez, “soube que a ia amar”, escreve na autobiografia. Durante os anos em que esteve preso, é a sua confidente e, durante muito tempo, quem melhor o compreende. A política, os métodos utilizados ou o rumo defendido para a luta acabam por separá-los. Mandela opta pelo divórcio em 1996.
Dos seis filhos que teve, acompanharam-no até ao fim as três filhas: Zindzi, Zenani e Makawize. E Graça Machel, com quem se casou dois anos depois do divórcio com Winnie, a 18 de Julho de 1998, no dia do 80.º aniversário.
Quando Mandela esteve esta última vez no hospital, Graça Machel agradeceu emocionada as muitas mensagens a desejar as melhoras do ex-Presidente vindas da África do Sul, do continente e do resto do mundo. Nessa mensagem pública e universal, Graça Machel dizia estar reconhecida a todos os que tinham, com isso, “feito uma diferença, na recuperação” de Mandela numa alusão às palavras do próprio: “O que conta na vida não é o facto de termos vivido. É a diferença que fizemos para a vida dos outros.”
in Público

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ARQUIVO MARXISTA NA INTERNET
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revolução russa
Qualquer revolução significa uma viragem brusca na vida de massas imensas do povo. Se esta viragem não amadureceu, não pode dar-se uma verdadeira revolução. E tal como qualquer viragem na vida de qualquer indivíduo lhe ensina muitas coisas, lhe faz viver e sentir muitas coisas, assim a revolução dá a todo o povo, em pouco tempo, as lições mais profundas e preciosas. Durante a revolução, milhões e dezenas de milhões de homens aprendem em cada semana mais do que num ano de vida habitual e sonolenta. Pois numa viragem brusca da vida de todo um povo vê-se com especial clareza quais são as classes do povo que perseguem tais ou tais objectivos, de que forças dispõem, com que meios actuam.
V. I. Lénine
in As Lições da Revolução
Textos cuja temática é a Revolução Russa
AmazonasRússia, 1917. Gloriosa Experiência Histórica
Viva a Grande Revolução Socialista de Outubro!
Astrojildo PereiraA Revolução Russa
A Revolução Russa e a Imprensa
O Juizo Final
Não Nos Assustemos Com o Debate
Viva a Rússia dos Sovietes
1917 - 7 de novembro - 1922
BordigaCarta a Karl Korsch
BrouéO Partido Bolchevique
CunhalA Questão do Estado Questão Central de cada Revolução
GorodetzkyO Significado da Revolução Socialista de Outubro nos Destinos Históricos da URSS
GramsciA Obra de Lenine
A Revolução Contra o Capital
A Utopia Russa
Carta ao Comitê Central do PC da URSSNotas Sobre a Revolução RussaOs Maximalistas Russos
Um Ano de História
Wilson e os Maximalistas Russos
LêninA Contribuição da Mulher na Construção do Socialismo
A Economia e a Política na Época da Ditadura do Proletariado
À População
A Revolução Proletária e o Renegado Kautsky
A Revolução Russa e a Guerra Civil
Aos Cidadãos da Rússia!
As Lições da Revolução (novembro de 1910)
As Lições da Revolução (julho de 1917)

As Tarefas do Movimento Operário Feminino na República dos Sovietes
As Tarefas do Proletariado na Presente Revolução (Teses de Abril)
Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado
O Poder Soviético e a Situação da Mulher
Para o Quarto Aniversário da Revolução de Outubro
Relatório Sobre a Revolução de 1905
Sobre a Nossa Revolução
Teses Sobre a Assembleia Constituinte
Uma das Questões Fundamentais da Revolução
Uma Grande Iniciativa
MandelO Futuro do Comunismo
MarekA Revolução de 1917 e os Caminhos do Socialismo
MartensA URSS e a Contra-Revolução de VeludoBalanço do Colapso da União Soviética
MolotovO 30° Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro
MorenoAs Revoluções do Século XX
PervukhinO XXXV Aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro
PieckDuas Revoluções, Dois Resultados
PomarNo 30.º Aniversário da Revolução de Outubro
PospélovA Significação Internacional da Edificação do Comunismo na URSS
PrestesVoto de Congratulações pelo 29º Aniversário da Revolução Soviética
RoioA Revolução Socialista na Rússia e a Origem do Marxismo no Brasil
RühleA Luta Contra o Fascismo Começa Pela Luta Contra o Bolchevismo
SachsQual é a Herança da Revolução Russa
Sobre a Avaliação da Situação da URSS
SegattoA Influência da Revolução Russa no Movimento Libertário Brasileiro
Socialistas Revolucionários de EsquerdaOs Socialistas Revolucionários de Esquerda na Revolução Russa - Uma Luta Mal Conhecida
StálinA Lógica das Coisas (As "Teses" do C.C. Menchevique)
A Revolução de Outubro
A Revolução de Outubro e a Política Nacional dos Comunistas Russos
A Revolução de Outubro e a Questão Nacional
A Revolução de Outubro e a Tática dos Comunistas Russos
A Revolução de Outubro e o Problema das Camadas Médias
Após Dois Anos
O Caráter Internacional da Revolução de Outubro
Resposta ao Camarada Ivanov
Três Anos de Ditadura do Proletariado
Trotskismo ou Leninismo?
Uma das Tarefas na Ordem do Dia
ThalheimerVinte Anos Após a Revolução de Outubro
TrotskiA Revolução Desfigurada
A Revolução Permanente
As Lições de Outubro

Lenine
História da Revolução Russa
O Que Foi a Revolução de Outubro
Revolução Traída
ZorínaA Grande Revolução Socialista de Outubro e os Países da América Latina
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Comunas en Venezuela: un peligro estratégico para el imperialismo

Colectivo-Bolivar-y-Zamora
Por Julian Rosales, desde Caracas /Resumen Latinoamericano.-El día 12 de noviembre de 2013, más de 800 delegados y delegadas de la Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora (CRBZ) -una de las mejores expresiones del pueblo organizado en Venezuela- realizaron una asamblea nacional en plena Caracas, capital del país. Convocados bajo el lema, “¡Contra el Imperialismo y la Guerra Económica, Contraofensiva Popular y Revolucionaria!”, la asamblea reunió a cientos de luchadores sociales de base, en su gran mayoría campesinos/as y comuneros/as.
Además de la CRBZ y su diputado Orlando Zambrano, estuvieron presentes, entre otros, los dirigentes del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) Freddy Bernal, Héctor Navarro, Jesús Farías, como también representantes del Gobierno Nacional como la Ministra del Poder Popular para la Mujer e Igualdad de Género, Andreína Tarazón; el Ministro del Poder Popular para las Comunas y los Movimientos Sociales, Reinaldo Iturriza, y el Presidente del Instituto para la Defensa de las Personas en el Acceso a los Bienes y Servicios (INDEPABIS), Eduardo Samán.
En el contexto de la gran asamblea del pueblo organizado, Resumen Latinoamericano tuvo la oportunidad de entrevistar a Duilliam Virigay, vocero nacional de la CRBZ y responsable del Frente Nacional Comunal Simón Bolívar (FNCSB), instrumento de la Corriente destinado a construir y organizar su trabajo comunal en el país.
-En el contexto de esta Asamblea Nacional de la CRBZ, ¿podrías explicar cómo surgió el trabajo comunal dentro de la Corriente y por qué?
-El primer movimiento que surgió, antes de nacer la Corriente Revolucionaria Bolívar y Zamora, fue el Frente Nacional Campesino Ezequiel Zamora (FNCEZ). El Frente Campesino empezó a estructurarse a partir de la lucha por la tierra, desde los años 98 y 99. En ese momento comienza una lucha a muerte en Venezuela por la tierra. Para estos momentos estamos hablando de más de 300 dirigentes asesinados por la oligarquía venezolana, específicamente la oligarquía terrateniente, durante esta lucha campesina para acceder a la tierra.
A partir de que el FNCEZ se constituyó y se fortaleció, surgió la necesidad de construir otros instrumentos para atender a otros sectores sociales en el país. Es allí donde se formó, en 2005, el Frente Nacional Comunal Simón Bolívar (FNCSB). A partir de allí empiezan a articularse los consejos comunales, a los cuales, como movimiento, teníamos acceso por el trabajo de base. En la primera asamblea constitutiva del FNCSB participaron entre 300 y 400 consejos comunales. Así nace el Frente Comunal.
-¿Por qué, como movimiento social, se toma la decisión de dar prioridad a la construcción de comunas?
-Por la visión que plantea el Comandante Presidente, Hugo Chávez, de refundar la república, y refundarla desde abajo, desde los barrios, desde los campesinos. Él vio la necesidad de construir una nueva institucionalidad revolucionaria que fuera edificada desde las bases y las raíces. Chávez plantea la nueva geometría del poder y dentro de eso, edificar la nueva institucionalidad. Entonces plantea la construcción desde los consejos comunales, las comunas, las ciudades comunales, los territorios federales, y desde allí comenzar a desmontar el Estado oligárquico-burgués que actualmente existe en Venezuela.
A partir de su visión, nosotros vimos la necesidad de articular un movimiento que se venía constituyendo con el apoyo del gobierno, con un apoyo decidido desde el punto de vista político de nuestro Comandante Eterno Hugo Chávez Frías. Decidimos desarrollar una política hacia el sector comunal que hasta ese entonces era simplemente a través  de consejos comunales. No existían leyes de comunas para ese momento, mucho menos para ciudades comunales. Entonces nosotros lo planteamos, en el estado Apure, en un territorio muy complicado por ser victima del saqueo, del contrabando, de grupos irregulares en la frontera (con Colombia), de paramilitares, de asesinatos por parte de la oligarquía terrateniente. Como movimiento decidimos que aunque fuera difícil hacerlo, podemos hacerlo como en cualquier parte del país. En Apure empezamos a plantearnos la construcción de ocho comunas, y con esas ocho comunas, que agrupaban 39 consejos comunales, articular una ciudad comunal, algo difícil por la situación de la frontera. Pero la insistencia, la constancia, el desarrollo de toda una política de masa, con nuestra filosofía de organizar, formar y movilizar (nuestra metodología de construcción), al pueblo, fuimos construyendo conciencia y efectivamente, después de varios años, hoy en día existe la Ciudad Comunal Campesina Socialista Simón Bolívar (CCCS-SB), que es la mejor experiencia de organización social de este país.
Al mismo tiempo, también utilizando una política que el Comandante llamó “Punto y círculo”, hemos desarrollado otros grupos de experiencias bastante importantes en otras partes del país y hemos pasado a ser, como CRBZ y como FNCSB, y lo digo con mucha humildad, a ser vanguardia. Este año se va terminar la meta del registro de 420 comunas a nivel nacional. De esas 420 registradas, el FNCSB es responsable por 269, más que la mitad, o sea un 60%. Eso es producto de un trabajo y una política sostenidos del movimiento. Dentro de nuestras comunas hay toda una política integral. No es nada más ir a organizar a la gente. Nuestro trabajo comunal incluye el tema económico, como el tema de seguridad. En nuestras 269 comunas, unas más consolidadas que otras, hay toda una política de construcción de la Milicia Nacional Bolivariana (MNB). Porque si el poder es para el pueblo, es transversal. Es lo económico como es lo militar. Estamos desarrollando una política comunicacional hacia cada una de las comunas, y hacia afuera de las comunas. Como también desarrollamos una política de acompañamiento al pueblo, garantizando victorias muy concretas en la lucha por el buen vivir de la gente. En las zonas rurales la vialidad, el crédito, las casas, entre otros. En el municipio Páez del estado Apure, hay comunas que están ejecutando 636 casas. Ellos mismos, sin intermediarios, sin contratistas, construyendo sus casas. También en la Ciudad Comunal Juan Pablo Peñalosa se están ejecutando 200 casas, y en la Comuna Alí Primera del estado Táchira se están construyendo 100 más.
Hay un montón de cosas que se están desarrollando que son muy interesantes y a veces no se visibilizan. De hecho, aquí en la Asamblea estamos denunciando el hecho que el SIBCI (Sistema Bolivariano de Comunicación e Información) debe abocarse a eventos como este. El SIBCI no es solamente la vocería del gobierno. El gobierno tiene muchas cosas que decir, pero es más importante que el pueblo también diga las cosas que está haciendo el gobierno y que está haciendo el pueblo en función de fortalecer la Revolución. No es nada más defenderla, sino avanzar y pasar a la ofensiva. Nosotros estamos hablando de una contraofensiva estratégica en contra de la derecha desde cada espacio territorial. La política que no se defiende en el territorio, que no se consolide en el territorio, no tiende a ser contundente. A la política hay que territorializarla. Por eso el Comandante plantea las Comunas. Esa política hay que territorializarla con conciencia y con acciones concretas.
Muchas veces los medios, la burocracia, los intereses de derecha, intentan invisibilizarnos. No ha sido nada fácil, pero gracias al Comandante, quien por Ley Habilitante decreta la Ley de Comunas, la Ley del Poder Popular, la Ley de Economía Comunal, a partir de allí se nos han facilitado las cosas. La metodología que hemos aprendido en lo cotidiano, la experiencia adquirida, lo que hemos hecho es replicarla. Hoy tenemos experiencias de comunas en 19 de los 23 estados del país, todas experiencias muy sólidas.
A partir de nuestra construcción, el gobierno nos convoca a formar parte del Ministerio del Poder Popular para las Comunas y Movimientos Sociales. Utilizando como instrumento la institucionalidad, estamos fortaleciendo y transfiriendo todo el poder al pueblo.
-¿Cómo se construyen las comunas? ¿Cuál es el desafío principal que tiene el movimiento comunal en Venezuela?
-Las comunas tienen varias etapas. Me ha gustado vivir, he disfrutado al máximo, esos momentos tan bonitos que de repente otras generaciones no pudieron vivir. Se trata de plantearse algo, una idea, verla cuando empieza a desarrollarse, cuando comienza a entusiasmarse la gente y que la gente se convence que sí es posible hacer algo diferente, que sí es posible construir una nueva institucionalidad. Ganarte una mayoría de un sector territorial del país para que construya una comuna, o para construir un consejo comunal, eso es difícil. Pero después que se hace, es hermoso. Eso es la primera fase.
La segunda fase es convertir esa idea en un hecho concreto, que la gente se organice y tenga su legalidad jurídica, política, organizativa, que la comuna sea de hecho y de derecho. Eso es la segunda fase.
La tercera fase es donde la comuna empieza a disputarle el poder a la vieja institucionalidad, llámese alcaldías, gobernaciones, militares, etc. Porque es en esas viejas institucionalidades que las comunas tienen que nacer. En este momento todas nuestras comunas están en esa fase. Estamos entrando en una disputa por la hegemonía de la nueva institucionalidad en los territorios, de ejercer el poder en todos los aspectos. En lo económico, lo político, lo militar, en lo judicial incluso. Y eso no es fácil. No es fácil porque choca con la derecha, pero también chocas con compañeros del proceso que están dentro de esa institucionalidad y dicen: “Bueno, yo voy a desaparecer ahora, y yo, ¿qué hago como alcalde, como concejal?”.
Estamos en esa disputa, pero con fuerza, con mucha fuerza y mucha voluntad y mucha moral. Moral que nos hace leal al Comandante Chávez pero también una moral que muestra que sí se puede, que sí se puede construir más de 600 casas, que sí se puede cuando una Comuna tiene su propia maquinaria y más bien ayuda a las alcaldías para hacer obras sin burocracia, sin corrupción.
Hay también una dinámica muy interesante en todas las comunas. Es interesante plantear, desde las bases, romper con las estructuras económicas capitalistas. Eso no es cualquier cosa. Incluso estamos empezando a edificar una estructura financiera socialista desde la Comuna, con el Banco de la Comuna y el Banco del Consejo Comunal. Estamos  construyendo todo un conjunto de industrias, manufacturas, para satisfacer las necesidades de cada una de las Comunas pero también queremos ir incidiendo, poco a poco, en el Producto Interno Bruto (PIB) a nivel nacional. Queremos hacer esto desde otros modos de producción.
Es importante que los periodistas, los medios de comunicación, investiguen sobre estos procesos porque se les pone cuidado. Se presta poca atención y entonces se invisibilizan. En Caracas, por ejemplo, nosotros como movimiento teníamos poca presencia. Pero un grupo de compañeros y compañeras, dijimos: “Vamos a ver cómo es. Si lo hicimos en la frontera, si lo hemos hecho en todas partes del país, hay que hacerlo en Caracas”. Y decidimos hacerlo donde la gente menos pensaba hacerlo: en el corazón de Caracas. Los y las compañeras tienen varios nombres pensados para la Comuna, están en proceso de discusión todavía, unos la llaman “Cuna del Libertador”, otros la llaman con otros nombres.
Lo importante es el hecho de estar desarrollando una nueva experiencia de comuna en plena Caracas, dirigida y conducida con nuestro humilde aprendizaje teórico-práctico de todos estos años. Esto es con errores, con dificultades, con anti-valores porque la comuna se construye con la sociedad que existe en el territorio, y  no en una sociedad que vamos traer y colocar y decir que es socialista. La comuna se está construyendo en una sociedad capitalista, y el capitalismo nosotros lo tenemos hasta en las células. Pero allí vamos avanzando, lento pero seguro, y a veces no tan lento. Cuando este pueblo se entusiasma es rápido el proceso. Y como todo proceso tiene sus momentos de estancamiento, que no son malos. Nada en el mundo es continuo. Un árbol no crece continuamente, ni infinitamente. Los estancamientos son importantes para revisar, para ver qué hiciste mal. A nosotros nos ha sucedido. Hay procesos que se desarrollan, pero que se estancan. La gente se cansa, pero vienen otro grupo de dirigentes, otra generación de dirigentes, y allí estamos nosotros empujando los procesos.
-En los medios de comunicación privados, tanto en Venezuela como en el exterior, cuando tocan el tema de las comunas tienden a mostrar fuertes preocupaciones. ¿Cuál es el temor frente a la construcción de las comunas? ¿Cuál es el gran peligro?
-Hay un peligro real para la derecha venezolana, la derecha continental, e incluso para el imperialismo, y no solamente el imperialismo norteamericano como actual jefe del imperialismo, sino para el capital internacional, el capitalismo como tal. El temor que tienen es que nosotros como venezolanos y como Revolución hemos venido jugando a hacer Revolución en el marco democrático-burgués. Construir las comunas es sacar a la Revolución de ese juego democrático-burgués y llevar a la derecha venezolana, a la derecha continental, y al imperialismo en su conjunto, a un terreno que no es el de ellos. Ese es el peligro.
No es cualquier peligro, no es un peligro táctico. Es un peligro estratégico. Entonces ese es el mayor peligro: que seamos capaces en Venezuela de edificar una nueva institucionalidad que ellos no controlan. El temor, en sí, es que nosotros y la Revolución, con nuestra nueva institucionalidad, los sacaríamos de su juego democrático-burgués.
-¿Algunas palabras para los y las lectoras en el extranjero, para los pueblos del mundo que miran a Venezuela desde lejos, buscando aprender de su lucha por el socialismo?
-Para los y las compañeras de otros países que miran desde la computadora, el televisor, desde la opinión de algún periodista de un medio de su país, lo que les puedo decir es que esta es una Revolución hecha desde el pueblo, para el pueblo, y por el pueblo. El Comandante Chávez sembró un profundo sentimiento patrio, algo que nosotros no teníamos. Empezamos a valorar lo nuestro, a querernos a nosotros mismos. Empezamos a juntarnos como sociedad y vimos que el problema de uno es el problema del otro, y que el problema de los otros es el problema de toda la República.
En Venezuela había extrema pobreza. Un país rico en riquezas minerales como petróleo, hierro, también agua y biodiversidad, y nosotros no disfrutábamos de eso. Eso se extraía y se llevaba a los países llamados desarrollados. Nosotros hemos empezado a tener conciencia que eso es de nuestra propiedad y que también es propiedad del mundo, pero tenemos la responsabilidad de administrar de la mejor manera posible esos recursos para que efectivamente le lleguen al grueso de la sociedad, a la sociedad pobre y humilde de Venezuela, y de cualquier país hermano.
La mayoría venezolana que vota por el proyecto chavista y socialista, que sigue sosteniendo la Revolución, cree firmemente en que nosotros podemos ayudar desde Venezuela a salvar a la humanidad del capitalismo, y construir una alternativa concreta. Quien quiera verla que venga. En Venezuela hay dificultades, hay delincuencia, hay problemas de corrupción, y son problemas heredados del capitalismo. El que quiere ver cómo es Venezuela, que vaya a un barrio, al campo, a una Comuna. Allí verán cómo estamos resolviendo esos problemas. El problema es que el ritmo de la construcción del socialismo es lento, justamente porque lo estamos haciendo en el marco democrático-burgués, con las leyes y los mecanismos capitalistas. Pero allí les estamos dando un golpe, usando sus propias armas para derrotarlos cada vez que nos enfrentamos.
Invitamos a todos los pueblos a que vengan al país, pero que también desde sus países hagan un esfuerzo para hacer algo distinto al capitalismo. No a la venezolana, sino como les permita las condiciones en sus países.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

I

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Um homem que sabe amar e sabe rir

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, recebeu os 250 participantes na Sessão evocativa do beato Josemaría, realizada no dia 15 de Junho. O encontro foi organizado pelo Colégio Universitário da Boavista, e esteve presente o ex-Presidente da República, Ramalho Eanes.

2002/07/08

Opus Dei - O Museu de Serralves acolheu os 250 participantes.
O Museu de Serralves acolheu os 250 participantes.


A Dra. Fátima Fonseca, professora do ensino secundário e mãe de família, esboçou uma biografia do fundador do Opus Dei.  ”

O General Ramalho Eanes, que foi presidente da República de 1976 a 1986, relacionou o pensamento do beato Josemaría com as bases duradouras de uma sociedade ao serviço do homem. Para Ramalho Eanes a consolidação das nações passa pelo ímpeto dos homens que constróem a história. E, quanto a Josemaría Escrivá, “Se não desejasse ele também o impossível, se não fosse insaciável a sua sede de perfeição absoluta, se não quisesse estar com o Pai, bem servindo os homens, como poderia ele – repare-se, a 20 anos do Concílio Vaticano II, estava-se em 1940 – ousar, ou melhor, atrever-se à originalidade desafiante da sua pregação, tão revolucionária e ao mesmo tempo tão conforme à dos primeiros cristãos? E não se esqueça que o fez, não em tempos de tolerante acalmia, mas antes em época de intemperante triunfalismo político-religioso, em pleno revivalismo clerical.” Mais adiante acrescentou: “Disse Pessoa: «para ser grande, sê inteiro. Nada teu exagera ou exclui, sê todo em cada coisa, põe quanto és no mínimo que fazes». Versos estes que, em minha opinião, bem se ajustam à personalidade e acção de Mons. Escrivá, que, com a sua humildade e sede de infinita perfeição e de amor, por Deus e pelos homens, quis devolver a paz e a alegria no mundo”
Opus Dei - António Lobo Xavier, Fernando Pinto Coelho, Humberto Ayres Pereira e António Ramalho Eanes.
António Lobo Xavier, Fernando Pinto Coelho, Humberto Ayres Pereira e António Ramalho Eanes.

“Não tenho outra autoridade para participar numa sessão destas que não seja a de o ter conhecido pessoalmente – iniciou a sua intervenção António Lobo Xavier, jurista e colaborador na imprensa nacional. Assisti a um destes momentos calorosos, divertidos, comoventes, como eram sempre as suas tertúlias, as suas apresentações públicas. Havia sempre uma mistura de alegria, de calor humano, de simpatia, mas também de comoção, porque as coisas importantes, directas, ditas daquela forma simples, comoviam-me profundamente”.

Preferindo basear a sua intervenção num depoimento de marcado cunho testemunhal, sublinhou que se sentia no dever de gratidão de o fazer. “É uma homenagem que eu quero também prestar àqueles que, nos dias de hoje, fazem com que eu tenha a alegria e a tranquilidade de, quando as minhas filhas regressam a casa, as ver alegres, bem dispostas, falando com entusiasmo do que fizeram no centro do Opus Dei, falando com a mesma alegria com que falam das diversões normais das crianças da sua idade.


terça-feira, 26 de novembro de 2013







Através desta imagem rara da RTP, no rescaldo do 25 de Novembro de 1975, o Coronel Jaime Neves, dos Comandos, deu claramente a entender a iniciativa do golpe:"tivemos de ser nós a arrancar", ou seja, assume a autoria do golpe. Esta é uma das muitas evidências que provam que nunca houve uma tentativa de golpe de esquerda ou comunista como diz a extrema-direita, o PSD, PS e CDS.

Para melhor percebermos o que aconteceu no 25 de Novembro de 1975, os paraquedistas decidiram ocupar as bases aéreas como reacção a sucessivas provocações feitas ao longo do mês de Novembro por ordens de militares afectos ao Grupo dos 09, que primeiro determinaram a desactivação da unidade, depois congelaram os seus vencimentos, e, finalmente, mandaram cortar o fornecimento de alimentos e electricidade à base aérea de Tancos; em resposta, um golpe, chefiado por Ramalho Eanes, com o comando operacional em Jaime Neves e Pires Veloso, com uma "força militar muito diminuta", põe em marcha um plano que visava pôr fim ao processo revolucionário. A ocupação dos páras foi de protesto, nunca para tentar um golpe.

O golpe contra-revolucionário já estava a ser preparado desde Setembro de 1975, e a saída dos "páras" foi uma desculpa para o "Grupo dos 9" e seus aliados (entre eles o CDS, PS, PPD, a extrema-direita e a Igreja católica reaccionária) dar um ponto final na revolução. Meses antes, o golpe contra-revolucionário já tinha começado dentro dos quartéis com os saneamentos aos oficiais e soldados revolucionários, vários deles que tinham participado no 25 de Abril. Convém referir que durante os 19 meses do PREC, o poder político estava no povo, que se organizava nas suas respectivas comissões. É óbvio que isso incomodava os poderosos que não gostaram de perder os privilégios. O primeiro ministro do VI governo provisório Almirante Pinheiro de Azevedo, em meados de Outubro de 75, falou à revista Times a dizer que precisaria de um mês" para pôr o país na ordem". Curiosamente, um mês depois deu-se o 25 de Novembro.

Dias antes do 25 de Novembro, Brigadeiro graduado António Pires Veloso, ligado à extrema-direita, afirmava que era preciso «acabar com essa insurreição» popular, «disciplinar as Forças Armadas e retirar o povo da rua». Tal veio a acontecer.

Posto isto, a esquerda não tinha em preparação qualquer golpe. Mas ao invés o outro lado tinha. E hoje dá perfeitamente para ver quem foram os "vencedores" do famigerado golpe. São eles os tais poderosos, os "Donos de Portugal", os banqueiros, a oligarquia política que nos têm desgoverno desde o 25 de Novembro de 1975 e que nos trouxeram para esta miséria do Capitalismo selvagem e a este empobrecimento.
(enviado via e-mail)

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA