domingo, 9 de fevereiro de 2014

DITADURAS - EL SALVADOR

Conflitos internos entre liberais e conservadores, e uma série de choques nas fronteiras com os vizinhos, retardaram o desenvolvimento durante o século XIX. No começo do século XX, os conservadores ganharam influência política e a presidência permaneceu em mãos de famílias da elite como se fosse seu patrimônio pessoal. A primeira parte do século XX foi um período de relativa estabilidade e a economia obteve progressos consideráveis. A história de El Salvador no século XX foi regida por uma série de presidentes militares. Entre 1931 e 1944, o país esteve sob a ditadura de Maximiliano Hernández Martínez. Sucederam-se vários outros governos militares, em meio a uma crise econômica que provocou a emigração de milhares de salvadorenhos e, em 1969, uma breve guerra com a vizinha Honduras, apaziguada pela intervenção da Organização dos Estados Americanos com a criação de uma zona desmilitarizada (1971). Alguns dos presidentes militares, como Oscar Osorio (1950-1956) e José M. Lemos (1956-1960), mostraram-se um tanto simpáticos às extremamente necessárias reformas sociais e foram mantidos em xeque por seus colegas militares mais conservadores, em comum acordo com as oligarquias civis.
revolução cubana de Fidel Castro e a guerrilha de esquerda nos outros países da América Central empurraram o exército salvadorenho firmemente para a direita. A miséria no campo facilitou o surgimento de vários movimentos guerrilheiros de esquerda. Medidas repressivas e violação dos direitos humanos pelo exército durante os anos 70 e 80 foram documentadas por várias agências internacionais e o número de refugiados acarretou um grande problema.
San Salvador, a capital do país.
Em 1972, foi eleito presidente Arturo Molina, e, em 1977, o general Carlos Humberto Romero. Em 1979, uma junta militar derrubou o presidente Carlos Humberto Romero. A junta não conseguiu unificar o país nem derrotar as guerrilhas, as quais controlavam parte do país. José Napoleón Duarte se uniu à junta e assumiu a presidência em dezembro de 1980. No início da década de 1980, forças de oposição entraram em luta armada com o governo. Em 1983, a guerrilha controlava diversas áreas do país, e os Estados Unidos aumentaram a ajuda militar ao governo. José Napoleón Duarte, eleito presidente em 1984, tentou sem resultado a paz com a guerrilha. Em 1988, o vice-presidente Rodolfo Castillo assumiu em lugar de Duarte, enfermo com câncer.
Nas eleições de 1989, a Aliança Republicana Nacionalista (Arena), de extrema direita, obteve a maioria da Assembléia Nacional e seu líder, Alfredo Cristiani Burkard, sucedeu a Duarte na presidência. No ano seguinte, o grupo guerilheiro de extrema esquerda FMLN (Frente Farabundo Marti de Liberación Nacional) e o governo iniciaram negociações para a paz sob mediação da ONU. O secretário-geral da ONU, Pérez de Cuellar, empreendeu conversações de paz durante o ano de 1991, cujas recomendações começaram a ser implementadas com sucesso em 1992, pondo fim a 12 anos de guerra civil que custou cerca de 75.000 vidas. A FMLN transformou-se em partido político. Nas eleições de 1994, acompanhadas por observadores da ONU, foi eleito presidente da República o candidato direitista Armando Calderón Sol (Arena) com a árdua tarefa de reconstruir a economia do país e cicatrizar as feridas da guerra civil. Em março de 1999Francisco Flores, candidato da Arena à presidência do país, derrotou o ex-líder da guerrilha durante a guerra civil de El Salvador (1979-1992), Facundo Guardado, da FMLN. Flores tomou posse, para um mandato de cinco anos, em 20 de junho de 2000.

in Wikipédia

sábado, 8 de fevereiro de 2014

DITADURAS - Argentina

Peronismo

Publicado por: Rainer Gonçalves Sousa em História da AméricaPeronismo 
Juan Perón estabeleceu na Argentina a onda populista que tomou conta de diferentes governos latino-americanos.

O desenvolvimento econômico argentino
 trouxe um amplo processo de urbanização
 que concomitantemente ampliou os grupos
 trabalhadores do país. A ascendência
 desse novo cenário sócio-político 
estremeceu o controle político das 
oligarquias que se cristalizaram no
 poder. As tensões e disputas
 políticas ficaram assim marcadas
 pelo surgimento da União Cívica Nacional, que reunia diversos grupos políticos 
defensores do estado democrático. 

Durante a década de 1920, a União Cívica conseguiu chegar ao poder com a
 eleição de Hipólito Irigoyen. A força política desse novo grupo foi oprimida pelos
 grupos conservadores que, no ano de 1930, realizaram um golpe político com 
o apoio dos Estados Unidos. Dessa forma, a década de 1930 foi conhecida 
como a década da infâmia, onde fraudes eleitorais e a violência davam 
sustentação à chamada Concordância. 

No ano de 1943, a Concordância impôs o mandato de Ramon Castilho,
 que ficaria conhecido como o último dos presidentes apoiados pelo
 grupo conservador. Em seu governo, o coronel Juan Domingo Perón 
liderou a pasta do Ministério do Trabalho. Utilizando uma pauta de ação
 política extremamente voltada às classes, Perón incentivou a ampliação 
dos direitos trabalhistas e a organização dos movimentos sindicais argentinos. 

Seu apelo popular, usualmente dirigido aos “descamisados” da nação argentina,
 fez com que Perón ganhasse as eleições de 1946. A sua perspectiva política
combinava elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder. 
O governo atuava diretamente na economia, monopolizando o comércio exterior
 e nacionalizando outros vários setores da economia. O poder de intervenção 
estatal aliado ao notável desenvolvimento econômico trouxe um cenário marcado
 por baixos preços e altos salários. 

De acordo com o próprio Perón, essa seria a autêntica “justiça social” necessária 
ao povo argentino. A fama desse seu discurso acabou dando nome ao seu estilo 
de governo, conhecido como “justicialista”. Os elementos paternalistas e nacionalistas
 de Juan Perón andavam de mãos dadas com um governo repressor que não 
aceitava protestos públicos e aniquilou a oposição política através de um sistema
 unipartidarista. 

A popularidade que lhe garantiu um segundo mandato, em 1951, não conseguiu
 resistir à crise econômica deflagrada naquele mesmo ano. O papel intervencionista
 do Estado acabou gerando uma enorme dívida pública incapaz de desenvolver a 
indústria pesada e de bens não-duráveis. O processo inflacionário veio logo em 
seguida. A estagnação da economia obrigou seu governo a tomar medidas impopulares
 que regulavam o consumo e congelava os salários. 

O clima de instabilidade piorou quando Perón sofreu com as denúncias de corrupção
 e rompeu relações com a Igreja. As boas relações entre Perón e a Igreja foram um 
fator de suma importância para o desgaste de sua imagem política entre uma 
população de maioria católica. Outro ponto que desequilibrou o governo de Perón
 foi a morte de sua esposa, Eva Perón, considerada a verdadeira alma do trabalhismo argentino. 

No mês de setembro de 1955, os militares argentinos realizaram um golpe político contra
 Juan Perón. Acuado e sem amplo apoio popular, abdicou do poder e exilou-se na
 Espanha. A instabilidade política que marcou o cenário argentino a partir de então, 
forçou o governo militar a convocar novas eleições no início dos anos 70. 
Como resultado do pleito, o candidato peronista Héctor Cámpora tornou-se o
 novo presidente argentino. 

O novo presidente argentino articulou forças para que Juan Perón retornasse 
ao posto presidencial. Dessa forma, Hector renunciou ao posto para que novas
 eleições viessem a trazer Perón de volta ao poder, no ano de 1973. Sem
 a mesma eloqüência e vigor de outrora, Perón viria a falecer no ano seguinte. 
Os problemas econômicos e a instabilidade do cenário político abriram portas
 para que, dois anos depois, um novo golpe militar chegasse ao poder.
Por Rainer Sousa 
Mestre em História
in Mundo Educação

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Porque será?

27-10-2013 às 14:51
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Fuzilamento do antigo ditador Ceausescu é nova atracção turística da Roménia

A parede que guarda as marcas de tiros do fuzilamento do ditador comunista romeno Nicolae Ceausescu e da sua mulher, Elena, a 25 de Dezembro de 1989, tornou-se numa nova atracção turística na Roménia.

Após serem abertas ao público a sua casa natal e algumas das luxuosas vilas espalhadas pela Roménia, os curiosos podem visitar agora o local onde morreu o ditador, num pátio do antigo quartel militar de Targovishte, a cerca de 80 quilómetros de Bucareste, e que foi transformado agora em museu.
«Tentamos ambientar o interior do local com as mesmas cores que havia em 1989», explicou o museólogo Mihai Nastase, enquanto mostra o quarto do então general Andre Komanici, que custodiou o quartel durante esses «eternos dias».
Na mesma sala, onde o casal Ceausescu recebia os médicos - Nicolae sofria de diabetes, é possível observar móveis e objectos da época, como um telefone, televisão e as típicas figuras de decorações que quase todas as famílias romenas conservavam nas suas casas.
«Recebemos muitas solicitações de pessoas que desejavam ver o quartel onde Nicolae e Elena foram fuzilados», conta Nastase, que disse que a abertura se deve ao interesse, sobretudo, de estrangeiros.
Os visitantes poderão contemplar a parede que ainda conserva os buracos dos tiros que mataram o ditador e a sua esposa após um percurso de 20 minutos pelas salas do complexo militar.
O museu, que foi uma escola do exército de cavalaria até 1947, quando passou a ser um centro militar, recebeu 1.120 turistas no seu primeiro mês, explica o director do Complexo de Targovishte, Ovidiu Cirstina.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

DITADURAS

Assunto: As grandes famílias que governam o mundo...
Não servirá de muito, mas pelo menos ficamos com mais alguma informação…
As grandes famílias que governam o mundo

Algumas pessoas já começaram a perceber que são os grandes grupos financeiros que dominam o mundo. Esqueçam as intrigas políticas, os conflitos, as revoluções e as guerras. Não é puro acaso. Tudo está planeado de longa data.

Alguns chamam-lhe "teorias da conspiração" ou Nova Ordem Mundial. Seja como for, a chave para compreender os acontecimentos políticos e económicos actuais, está num restrito núcleo de famílias que têm vindo a acumular cada vez mais riqueza e poder.

Fala-se em 6, 8 ou talvez 12 as famílias que dominam verdadeiramente o mundo. Saber quais são é um mistério difícil de desvendar.

Não estaremos muito longe da verdade ao citar os Goldman Sachs, Rockefellers, Lehmans e Kuh Loebs de Nova Iorque, os Rothschild de Paris e Londres, os Warburg de Hamburgo, os Lazards de Paris e os Israel Moses Seifs de Roma.

Muita gente já ouviu falar no Clube de Bilderberg, da Trilateral ou dos Illuminatis. Mas, quais são nomes das famílias que dirigem o mundo acima dos Estados e controlam os organismos internacionais como a ONU, a NATO ou o FMI?

Para tentar responder a essa pergunta, podemos começar pelo mais fácil: recensear os maiores bancos mundiais e verificar quem são os accionistas, os que decidem.

As maiores empresas mundiais são actualmente: Bank of America, JP Morgan, Citigroup, Wells Fargo, Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Vejamos agora quem são os seus accionistas.

Bank of America:
State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock, FMR (Fidelity), Paulson, JP Morgan, T. Rowe, Capital World Investor, AXA e Bank of NY Mellon.

JP Morgan:
State Street Corp., Vanguard Group, FMR, BlackRock, T. Rowe, AXA, Capital World Investor, Capital Research Global Investor, Northern Trust Corp. e Bank of Mellon.

Citigroup:
State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock, Paulson, FMR, Capital World Investor, JP Morgan, Northern Trust Corporation, Fairhome Capital Mgmt e Bank of NY Mellon.

Well Fargo:
Berkshire Hathaway, FMR, State Street, Vanguard Group, Capital World Investors, BlackRock, Wellington Mgmt, AXA, T. Rowe e Davis Selected Advisers.

Podemos desde já constatar que aparece um núcleo presente em todas as entidades bancárias: State Street Corporation, Vanguard Group, BlackRock e FMR (Fidelity).
Para não as repetir vamos chama-los, daqui para frente os "quatro grandes"

Goldman Sachs:
"os quatro grandes", Wellington, Capital World Investors, AXA, Massachusetts Financial Service e T. Rowe.

Morgan Stanley:
"os quatro grandes", Mitsubishi UFJ, Franklin Resources, AXA, T. Rowe, Bank of NY Mellon e Jennison Associates.

Como acabamos de verificar são praticamente sempre os nomes dos accionistas principais. Para ir mais longe, podemos agora tentar saber quais são os accionistas destas empresas accionistas desses maiores bancos mundiais.

Bank of NY Mellon:
Davis Selected, Massachusetts Financial Services, Capital Research Global Investor, Dodge, Cox, Southeatern Asset Mgmt e ... "os quatro grandes".

State Street Corporation (um dos "quatro grandes"):
Massachusetts Financial services, Capital Research Global Investor, Barrow Hanley, GE, Putnam Investment e ... "os quatro grandes" (accionistas deles próprios!).

BlackRock (outro dos "quatro grandes"):
PNC, Barclays e CIC.

Quem é que está por trás de PNC? FMR (fidelity), BlackRock, State Street, etc
E por trás de Barclays? BlackRock

E podíamos continuar durante horas, passando pelos paraísos fiscais nas Ilhas Caimão, domiciliações jurídicas no Mónaco ou sociedades fictícias no Liechtenstein. Uma rede onde aparecem sempre as mesmas sociedades, mas nunca um nome de uma família.

Resumindo: as 8 maiores empresas financeiras dos Estados Unidos (JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, US Bancorp, Bank of New York Mellon e Morgan Stanley) são controladas a 100% por dez accionistas e temos quatros empresas sempre presentes em todas as decisões: BlackRock, State Street, Vanguard e Fidelity.


Além disso, a Reserva Federal é formada por 12 instituições bancárias, representadas por um conselho de administração de 7 pessoas, do qual fazem parte os representantes dos "quatro grandes", que por sua vez estão presentes em todas as outras entidades.

Resumindo: a Reserva Federal está controlada por quatro grandes empresas privadas: BlackRock, State Street, Vanguard e Fidelity. Estas empresas controlam assim a políticas monetária americana (e mundial) sem qualquer controlo ou eleição "democrática". Estas empresas desencadearam e participaram na crise económica mundial actual e graça a ela enriqueceram ainda mais.


Para acabar, uma vista de olhos para algumas das empresas controladas por este grupo dos "quatro grandes":

Alcoa Inc.,
Altria Group Inc.,
American International Group Inc.,
AT&T Inc.,
Boeing Co.,
Caterpillar Inc.,
Coca-Cola Co.,
EI DuPont de Nemours & Co.,
Exxon Mobil Corp.,
General Electric Co.,
General Motors Corporation,
Hewlett-Packard Co.,
Home Depot Inc.,
Honeywell International Inc.,
Intel Corp.,
International Business Machines Corp.,
Johnson & Johnson,
JP Morgan Chase & Co.,
McDonald’s Corp.,
Merck & Co. Inc.,
Microsoft Corp.,
3M Co.,
Pfizer Inc.,
Procter & Gamble Co.,
United Technologies Corp.,
Verizon Communications Inc.,
Wal-Mart Stores Inc.
Time Warner,
Walt Disney,
Viacom,
Rupert Murdoch’s News Corp.,
CBS Corporation,
NBC Universal,
...

O mesmo se passa na Europa. Os "quatro grandes" controlam a grande maioria das empresas europeias contadas em bolsa.
Além disso, todos os homens que dirigem os grandes organismos financeiros, seja o FMI, o Banco Central Europeu ou o Banco Mundial, foram "formados" e permanecem os "empregados" dos "quatro grandes" que os formaram. 


Quando aos nomes das famílias que controlam os "quatro grandes", esses nomes nunca aparecem.



 




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

DITADURAS

Coreia do Norte

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
조선민주주의인민공화국
(Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk)1

República Democrática Popular da Coreia
Bandeira da Coreia do Norte
Brasão de armas da Coreia do Norte
BandeiraBrasão de armas
Lema: 강성대국
"Poderosa e próspera nação"
Hino nacionalAegukka
Gentíliconorte-coreano

Localização da República Democrática Popular da Coreia

Localização da Coreia do Norte.
North Korea (orthographic projection).svg
Localização da Coreia do Sul no globo mundial.
CapitalPyongyang
Cidade mais populosaPyongyang
Língua oficialcoreano
GovernoRepública popular(jucheunipartidária
 - Presidente EternoKim Il-sung
(falecido)1
 - Líder SupremoKim Jong-un2
 - Presidente da Suprema Assembleia PopularKim Yong-nam3
 - PremierPak Pong-ju
Independênciado Japão 
 - Declarada (dia V-J)15 de agosto de 1945 
 - Reconhecida9 de setembro de 1945 
Área
 - Total120.540 km² (96.º)
 - Água (%)0,1
 FronteiraCoreia do Sul
República Popular da China
Rússia
População
 - Estimativa de 200923.906.0002 hab. (51.º)
 - Densidade198,3 hab./km² (41.º)
PIB (base PPC)Estimativa de 2011
 - TotalUS$ 40 bilhões*3  
 - Per capitaUS$ 1 8003  
PIB (nominal)Estimativa de 2011
 - TotalUS$ 12,4 bilhões*3  
 - Per capitaUS$ 5063  
IDH (1995/1998)0,7664   – elevado
Gini (2008)0,31
MoedaWon norte-coreano (KPW)
Fuso horário(UTC+9)
ClimaDwa (Köppen)
Cód. Internet.kp
Cód. telef.+850

Mapa da República Democrática Popular da Coreia

1 Falecido em 1994, foi nomeado Presidente Eterno em 1998.
2 Kim Jong-un acumula quatro cargos: Primeiro-Secretário do Partido dos Trabalhadores, Presidente da Comissão de Defesa Nacional, Comandante Supremo do Exército do Povo Coreano, e Presidente da Comissão Central Militar; governa sob o título de Líder Supremo.
3 Kim Yong-nam é o "chefe de Estado de assuntos externos".
Coreia do Norte, oficialmente República Democrática Popular da Coreia
 (hangul: 조선민주주의인민공화국; hanja: 朝鮮民主主義人民共和國; transl.
 Chosŏn Minjujuŭi Inmin Konghwaguk), é um país do Leste Asiático 
que ocupa a metade norte da Península da Coreia. Sua capital e maior cidade
 é Pyongyang. A Zona Desmilitarizada da Coreia serve como uma área 
de divisão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. O Rio Amnok e 
Rio Tumen formam a fronteira entre a Coreia do Norte e a República
 Popular da China. Uma seção do Rio Tumen no extremo nordeste 
é fronteira com aRússia.
A península foi governada pelo Império Coreano até ser anexada pelo 
Japão, após a Guerra Russo-Japonesa de 1905. Com a derrota japonesa 
na Segunda Guerra Mundial, em 1945, a Coreia foi ocupada pelos 
Estados Unidos e pela União Soviética, e dividida em dois países
 distintos. A Coreia do Norte recusou-se a participar da eleição
 supervisionada pelas Nações Unidas, feita em 1948, que levava 
à criação de dois governos coreanos separados para as duas
 zonas de ocupação. Ambos Coreia do Norte e Sul reivindicavam
 soberania sobre a península inteira, o que levou-os à Guerra da Coreia
 de 1950. Um armistício de 1953 suspendeu o conflito; no entanto, 
embora um tratado de paz tenha sido assinado, os dois países continuam
 formalmente em guerra entre si. Ambos os Estados foram aceitos
 nas Nações Unidas em 1991.
A Coreia do Norte é um Estado unipartidário sob uma frente liderada
 pelo Partido dos Trabalhadores da Coreia O governo
 do país se autodeclara como seguidor da ideologia juche, desenvolvida
 por Kim Il-sung, ex-líder do país. Juche tornou-se a ideologia oficial 
do Estado quando o país adotou uma nova constituição em 1972 
apesar de Kim Il-sung estar governando seu país sob uma política 
similar desde, pelo menos, o início de 1955. A Coreia do Norte é
 oficialmente uma república socialista, considerada por muitos no mundo
 todo como sendo uma ditadura totalitaristastalinista
e considerado um país quase isolado devido a um embargo econômico 
causado pela sua insistência em fazer teste com armas nucleares, 
evitando também a exportação de tecnologia nuclear.
in Wikipédia

sábado, 25 de janeiro de 2014

FÁBULAS – O Pensador


  Eu guio-me pelo que sei, diz o homem. O que sei dizem-mo as máquinas, os especialistas que controlam as máquinas. As máquinas não se enganam, nem os números enganam. Dizem-me que amanhã será um dia muito quente, dizem-nos e eu creio. Tudo se baseia na confiança, a confiança baseia-se na eficácia, a eficácia baseia-se no crédito. Isto é, no credo. O credo é uma espécie de fé. A dívida não é dúvida, é credo, isto é, crédito. Penso porque mo dizem, por isso existo. Existe-se assim ou assado, e eu existo assim ou assado. Pensa o homem. Agora está sentado, à fresca, com uma cerveja na mão. Neste agora eu existo, sentado, com uma boa cerveja na mão. Assim pensa o homem. Amanhã de manhã, se ao acordar conseguir mexer os dedos dos pés, eu existirei ainda. Tomo o café, folheio o jornal que está ali posto de graça para os clientes, o mesmo jornal que está ao dispor dos clientes dos outros cafés. O mesmo significa segurança, provoca um sentimento de confiança. E a confiança é tudo, pensa o homem. Um cancro no pulmão matou o meu cunhado mais depressa que o diabo esfrega um olho. É a vida, pensou o homem, para morrer basta estar vivo. É a ordem imutável das coisas. Não disse “imutável”, palavras dessas não lhe ocorrem ao espírito. Conhece-as mas não se lembra delas quando são precisas. Na realidade nunca delas precisou. O essencial resume-se a duas ou três substâncias. A primeira é “Eu sou”, a segunda é “Eu tenho”, a terceira é” Eu faço”. Posso juntá-las numa única, pensa o homem: “Eu sou o que tenho e o que faço”. Com esta certeza o mundo tem sentido. A minha vida tem significado, pensa o homem. Pensa, mas não penses naquilo que não te serve para nada, repetia-lhe o pai quando era pequeno, tão pequeno que o mundo parecia-lhe uma enorme desordem sem sentido. Agora, pelo contrário o mundo parece-lhe pequeno. Não porque viaje muito, mas porque a televisão o mostra. E mostrar-se é ser. O meu irmão não se mostrava nem acreditava no que lhe mostravam. Era casmurro e solitário. Pensava demasiado. Falava pouco e o pouco que dizia era para colocar um ponto de interrogação em tudo que lhe diziam. Por isso ele próprio era um ponto a mais nos encontros da família. Uma carta fora do baralho. Paz à sua alma atormentada. A minha, pelo contrário, é confiante. Acusava-me de oportunismo e arrivismo (insulto pesado que nunca entendi muito bem), eu respondia-lhe com um sorriso de desprezo. Tanto desprezo os ignorantes (os falhados) como os que se julgam muito inteligentes e não sabem aproveitar as oportunidades. Mas eu é que estou no caminho certo: mostro-me colaborador quando o chefe pede (exige) colaboradores; mostro-me empreendedor quando a sociedade o que precisa é de empreendorismo; ofereço almoços para que amanhã receba em troca o que pedir. Tudo se resume a trocas. O mundo é um mercado, no mercado fazem-se trocas. Assim pensa o homem.
Um dia, que se anunciava seguro e confiante, o homem foi colocado na prateleira pelo chefe. Disponível para coisa nenhuma, descartável como as latas de salsichas. Explicação: redução das despesas, redução do pessoal, começando pelos mais antigos. O fisco, a seguir, encarregou-se de lhe aplicar o golpe de misericórdia. O mundo para o homem tornou-se ainda mais pequenino, miserável e injusto. Quebrou-se o elo da confiança. O homem passou a odiar, primeiro o chefe, depois os garotos que o substituíram por tuta e meia, a seguir generalizou, olhou para cima e viu o Estado, os governos, as leis, a máquina incompreensível, distante e ingrata, que o esmagava. Em resumo: a corja dos políticos. Assim pensou o homem. E desejou, dentro do nevoeiro sombrio dos seus ódios, confiar em alguém. Num chefe redentor. Uma espécie humana de deus vingador, que viesse destruir para criar tudo de novo. Eliminar a corja. Pôr na ordem os oportunistas, arrivistas (agora julgava entender perfeitamente a palavra), que não lhe retribuíram os almoços.


NOZES PIRES 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

OS DITADORES

  1. XÁ DA PÉRSIA: A QUEDA DE UM HOMEM - Documentários - RTP

    www.rtp.pt/programa/tv/p22539
    XÁ DA PÉRSIA: A QUEDA DE UM HOMEM Um documentário poderoso sobre Mohamed Reza Pahlavi, um dos monarcas mais controversos do século XX ...

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA