segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

DITADORES


Benito Mussolini (1833-1945) nasceu no dia 29 de julho, em Dovia di Predappio, na província de Forli. Filho de Alessandro Mussolini, um ferreiro, socialista, e Rosa Maltoni, professora primária. Em 1901 Mussolini formou-se professor de escola primária, trabalhou como professor mas seu interesse era a revolução. Em 1902 foi morar na Suíça, fugindo do serviço militar, mas suas atividades esquerdista acabaram o expulsando do país.
Nessa época, suas leituras filosóficas, especialmente as de Nietzsche, haviam firmado sua crença na violência como elemento fundamental para a transformação da sociedade. Nomeado em 1910 secretário do Partido Socialista em Forli, começou a editar o jornal La Lotta di Classe. Depois de liderar um movimento operário contra a guerra turco-italiana, foi condenado a cinco meses de prisão. Seu prestígio aumentava e em 1911 já era um dos principais dirigentes socialistas da Itália. No ano seguinte passou a editar o jornal Avanti, para o órgão oficial do Partido Socialista.
Benito Mussolini sustentou a neutralidade da Itália na primeira guerra mundial, de acordo com a linha do partido socialista. Ao defender a França e a Grã Bretanha, foi expulso do partido. Fundou o jornal Il Popolo d'Itália, no qual continuou a defender a entrada da Itália na guerra, e organizou o Grupo de Ação Revolucionária. Em abril de 1915 voltou a ser preso. Depois que a Itália declarou guerra à Áustria, Mussolini foi convocado, alistou-se no exército, recebendo a patente de sargento.
A rápida ascensão de Mussolini foi consequência de vários fatores. A crise gerada pela guerra, as enormes perdas financeiras e humanas, a inflação e o desemprego, levaram à agitação política revolucionária das esquerdas. O governo parlamentar, formado pelo Partido Socialista e pelo Partido Popular, não chegavam a nenhum acordo, gerando impopularidade.
Em 1919, Mussolini fundou o Partido Nacional Fascista que pregava a abolição do Senado, a instalação de uma nova constituinte e o controle das fábricas por operários e técnicos. Em 1920, um movimento operário no norte da Itália foi inicialmente apoiado por Mussolini, que chegou a propor uma frente comum contra os patrões e os trabalhadores de extrema-esquerda. Rejeitada a proposta, e contornada a situação pelo governo liberal, Mussolini capitalizou a seu favor o pânico da burguesia em relação ao comunismo, e o movimento recebeu vultosas contribuições.
Benito Mussolini foi eleito para o parlamento em 1921, apoiado pelas elites, organizou o assalto ao poder. Em 1922 a milícia armada formada pelos camisas-negras, num total de cinquenta mil pessoas, caminharam para Roma, foi a chamada "Marcha sobre Roma". Em 1924 através de eleições fraudulentas, os fascistas ganharam a maioria do parlamento. Em 1925, com o apoio do rei Vítor Emanuel III passou a organizar o gabinete governamental, assumindo o cargo de primeiro ministro. Estava formado o Estado totalitário.
Em política externa, as aspirações de Mussolini foram limitadas na prática pelo reduzido poderio militar da Itália. Em 1927, ele estabeleceu um protetorado sobre a Albânia; em 1935 invadiu a Etiópia e em 1937 interveio na guerra civil espanhola. Durante a segunda guerra mundial, sua aliança com Hitler, decidida no auge das conquistas militares alemãs, permitiu-lhe incorporar parte do território da Iugoslávia. Derrotado na Grécia em 1940 e na África em 1941, teve sua liderança repudiada pelo Grande Conselho Fascista em 1943. Destituído e preso, foi libertado pelos alemães e tentou manter-se no poder no norte da Itália, mas, já desmoralizado e isolado, foi preso por guerrilheiros italianos, ao tentar fugir para a Suíça.
Benito Amilcare Andrea Mussolini foi julgado sumariamente e fuzilado com sua amante, Clara Petacci, em Mezzegra, Itália, em 28 de abril de 1945. Seus corpos foram pendurados de cabeça para baixo numa praça de Milão.

in E-Biografias

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pelo Socialismo
Questões político-ideológicas com atualidade
http://www.pelosocialismo.net
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Publicado no sítio da Rede Voltaire, em 2014/02/03: http://www.voltairenet.org/article182008.html#nb1
Colocado em linha em: 2014/02/14
Estados Unidos, principal
financiador mundial do terrorismo
Thierry Meyssan1
Numerosos autores puseram em evidência o papel dos Estados Unidos no
financiamento do terrorismo internacional desde a guerra do Afeganistão
contra os Soviéticos. No entanto, até à actualidade, tratava-se sempre de
acções secretas, nunca assumidas na altura por Washington. Um passo
decisivo foi franqueado com a Síria: O Congresso votou o financiamento e
armamento de duas organizações representando a Al-Qaida. Aquilo que
era até aqui um segredo de polichinelo tornou-se agora a política oficial
do «país da liberdade»: o terrorismo.
REDE VOLTAIRE | DAMASCO | 3 DE FEVEREIRO DE 2014
Em violação das resoluções 1267 e 1373 do Conselho de Segurança, o
Congresso dos Estados Unidos votou o financiamento e o armamento da
Frente al-Nosra e do Emirado islâmico do Iraque e do Levante, duas
organizações relevantes da Al-Qaida e classificadas como «terroristas»
pelas Nações Unidas. Esta decisão é válida até 30 de setembro de 2014.
A primeira semana da Conferência de paz de Genebra 2 terá sido plena de factos com
saliência. Infelizmente, o público ocidental não recebeu nenhuma informação a
respeito, vítima da censura que o oprime.
É com efeito o principal paradoxo desta guerra: as imagens são o inverso da realidade.
Segundo os média internacionais, o conflito opõe, de um lado, os Estados reunidos
em torno de Washington e de Riade, que pretendem aplicar a democracia e conduzir
a luta mundial contra o terrorismo, do outro a Síria e os seus aliados russos, inibidos
pela pressão de serem difamados como ditaduras manipulando o terrorismo.
1 Intelectual francês, presidente-fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. As suas
análises sobre política externa publicam-se na imprensa árabe, latino-americana e russa. Última obra
em francês: L’Effroyable imposture: Tome 2, Manipulations et désinformations (ed. JP Bertand,
2007). Última obra publicada em Castelhano (espanhol): La gran impostura II. Manipulación y
desinformación en los medios de comunicación(Monte Ávila Editores, 2008).
2
Se toda a gente sabe que a Arábia Saudita não é uma democracia, mas sim uma
monarquia absoluta, a tirania de uma família e de uma seita sobre todo um povo, os
Estados Unidos gozam da imagem de uma democracia e mais ainda de serem o «país
da liberdade».
Ora, a principal informação da semana foi censurada no conjunto dos Estados
membros da OTAN: o Congresso norte-americano reuniu-se secretamente para votar
o financiamento e o armamento dos «rebeldes na Síria», até 30 de setembro de 2014.
Sim, leram bem. O Congresso tem sessões secretas que a imprensa não está
autorizada a noticiar. É por tal que a informação originalmente publicada pela
agência britânica Reuters
2
foi escrupulosamente ignorada por toda a imprensa
impressa e audio-visual dos Estados Unidos, e da maior parte dos média na Europa
ocidental e no Golfo. Apenas os habitantes do «resto do mundo» tiveram a
possibilidade de conhecer a verdade.
Ora a liberdade de expressão e o direito dos cidadãos à informação são, no entanto,
pré-requisitos da democracia. Eles são mais respeitados na Síria e na Rússia do que
no Ocidente.
Como ninguém pôde ler a lei adoptada pelo Congresso, ignora-se o que ela estipula
exactamente. No entanto, é claro que os «rebeldes» em questão não buscam derrubar
o Estado sírio — eles renunciaram a tal —, mas sim «sangrá-lo». É por isso que eles
não se comportam como soldados (de um exército regular), mas mais como
terroristas. Leram bem mais uma vez: os Estados Unidos, aparentemente vítimas da
Al-Qaida no 11 de Setembro de 2001 e, após isso, líderes da «guerra global contra o
terrorismo», financiam o principal foco de terrorismo internacional onde agem duas
organizações oficialmente subordinadas à Al-Qaida (a Frente al-Nosra e o Emirado
islâmico do Iraque e do Levante). Não se trata mais, aqui, de uma manobra obscura
dos serviços secretos, mas de uma lei plenamente assumida, mesmo se foi adoptada à
porta fechada de modo a não contradizer a propaganda oficial.
Por outro lado vê-se mal como a imprensa ocidental, que afirma desde há 13 anos que
a Al-Qaida é a autora dos atentados do 11-Setembro e ignora a destituição do
presidente George W. Bush nesse dia pelos militares, poderia explicar esta decisão ao
seu público. Efectivamente, o procedimento norte-americano de «Continuidade do
governo» (CoG) é ele, também, protegido pela censura. De tal modo, que os
Ocidentais nunca tiveram conhecimento que, nesse 11 de Setembro, o poder foi
transferido dos civis para os militares, das 10h da manhã até à noite, que durante esse
dia os Estados Unidos foram dirigidos por uma autoridade secreta, em violação das
suas leis e da sua Constituição.
Durante a Guerra-fria, a CIA financiou o escritor George Orwell, enquanto ele
imaginava a ditadura do futuro. Washington cria, assim, acordar as consciências para
o perigo soviético. Mas, na realidade, nunca a URSS se pareceu com o pesadelo de
«1984», enquanto os Estados Unidos se tornaram a incarnação disso.
2 “Congress secretly approves U.S. weapons flow to ’moderate’ Syrian rebels” (em ingleɵs) – «Congresso
aprova secretamente fornecimento de armas dos E.U. para os rebeldes Sírios ‘moderados’» [ndT] –,
por Mark Hosenball, Reuters, 27 de janeiro de 2014.
3
O discurso anual de Barack Obama sobre o estado da União transformou-se, assim,
num excepcional exercício de mentira. Diante dos 538 membros do Congresso,
aplaudindo-o de pé, o presidente declarou: «Uma coisa não mudará: a nossa
determinação para que os terroristas não lancem outros ataques contra o nosso país».
E ainda: «Na Síria apoiaremos a oposição que rejeita o programa das redes
terroristas».
Ora, quando a delegação síria em Genebra 2 submeteu àquela que é suposto
representar a sua «oposição», uma moção exclusivamente baseada nas resoluções
1267 e 1373 do Conselho de Segurança, condenando o terrorismo, aquela rejeitou-a
sem provocar a menor observação de Washington. E não é para menos : o terrorismo
significa os Estados Unidos, e a delegação da «oposição» recebe as suas ordens
directamente do embaixador Robert S. Ford, presente no local.
Robert S. Ford, antigo assistente de John Negroponte no Iraque. No início dos anos
80, Negroponte atacou a revolução nicaraguense alistando milhares de mercenários
que, misturados com alguns colaboradores locais, formaram os «Contras». O
Tribunal internacional de Justiça, quer dizer, o tribunal interno das Nações Unidas,
condenou Washington por esta ingerência não declarada. Depois, nos anos 2000,
Negroponte e Ford recriaram o mesmo cenário no Iraque. Desta vez, tratava-se de
aniquilar a resistência nacionalista usando o ataque pela Al-Qaida.
Enquanto em Genebra os Sírios e a delegação da «oposição» discutiam, em
Washington o presidente prosseguia o seu exercício de hipocrisia, e lançava ao
Congresso que o aplaudia mecanicamente: «Nós lutamos contra o terrorismo não
somente com a ajuda das inteligência e das operações militares, mas também ao
permanecer fiéis aos ideais da nossa Constituição e dando nisso o exemplo ao mundo
(...) E nós continuaremos a trabalhar com a comunidade internacional, para fazer
surgir o futuro que o povo sírio merece – um futuro sem ditadura, sem terror e sem
medo».
A guerra fabricada pela OTAN e pelo CCG na Síria fez jaɴ mais de 130.000 mortos —
segundo as estatísticas do MI6, difundidas pelo Observatório sírio dos Direitos do
homem —, da qual os carrascos atribuem a responsabilidade ao povo que lhes ousa
resistir e ao seu presidente, Bachar el-Assad.
Thierry Meyssan
Tradução
Alva
Fonte
Al-Watan (Síria)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Pelo Socialismo
Questões político-ideológicas com atualidade
http://www.pelosocialismo.net
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Publicado no sítio do PCPE, em 2014/01/31: http://pcpe.es/estado/item/3072-declaraci%C3%B3n-de-partidoscomunistas-
y-obreros-para-el-desarrollo-de-la-lucha-obrera-y-popular-ante-las-elecciones-al-parlamentoeuropeo.
html
Tradução do castelhano de HJR
Colocado em linha em: 2014/02/10
Declaração de Partidos Comunistas e
Operários, para o desenvolvimento da luta
operária e popular nas eleições para o
Parlamento Europeu
A “INICIATIVA de Partidos Comunistas e Operários, para preparar e
estudar as questões europeias e para coordenar a sua atividade”, fundada
em outubro de 2013, por 29 partidos comunistas e operários, aprovou a
seguinte DECLARAÇÃO, que dirige à classe operária e aos povos da
Europa, fazendo também um apelo aos partidos comunistas e operários
da Europa que ainda não integram a “INICIATIVA”, mas que podem estar
de acordo com o nosso apelo e a nossa análise, para que a subscrevam,
facilitando a nossa luta comum e a nossa actividade conjunta face às
políticas contra o povo e face às uniões imperialistas da UE e da NATO.
Fortaleçamos a luta contra a exploração capitalista e contra a
UE – por uma Europa dos povos e Pelo Socialismo!
Aos trabalhadores e trabalhadoras, trabalhadores independentes, artesãos, pequenos
agricultores e criadores de gado, às mulheres, aos jovens, aos pensionistas e
reformados, às pessoas com necessidades especiais.
Nós, os Partidos Comunistas e Operários signatários desta declaração, dirigimo-nos a
vós, a propósito das Eleições Europeias de 2014.
A realidade demonstra que a UE, bloco imperialista europeu, nunca teve como
objetivo alcançar o bem-estar do povo trabalhador. A UE sempre foi um instrumento
do grande capital europeu para maximizar os seus lucros e garantir a sua hegemonia.
A UE não pode ser reformada de nenhuma maneira, nem pode transformar-se num
instrumento que beneficie o povo. Aqueles que geram expetativas sobre uma eventual
mudança de orientação na UE, através da substituição do presidente da Comissão
Europeia, de modo a convertê-la em algo proveitoso para os povos, estão a enganálos.
2
Os povos defendem os seus interesses através da luta, para alterar a situação actual,
para mudar a correlação de forças, na luta pela Europa do socialismo, que garantirá o
direito ao trabalho, os direitos de proteção social, os rendimentos e o futuro dos
trabalhadores e trabalhadoras.
Os nossos partidos defendem os vossos interesses, os interesses da classe operária,
dos setores populares e os direitos da juventude.
Lutamos contra o desemprego, contra as medidas contrárias ao povo, que os
governos de cada país e a União Europeia, de forma coordenada, estão a impor, com
o objetivo de reduzir os salários e pensões, de acabar com os direitos laborais
e sociais, de mercantilizar a saúde, a educação e os serviços sociais; com o objetivo de
destruir o meio ambiente e de acabar com os direitos e liberdades democráticas.
Lutamos contra a UE, que trata de superar a crise à custa dos povos.
Condenamos o anticomunismo, a repressão e a restrição de direitos soberanos dos
povos.
Os nossos partidos defendem:
• A luta dos trabalhadores/as e desempregados/as pelo trabalho estável e a
jornada completa.
• A defesa dos rendimentos do povo e o incremento dos salários e pensões.
• A saúde, educação e serviços sociais públicos e gratuitos.
• Os direitos democráticos nos locais de trabalho, os direitos laborais e de
protecção social.
• Os direitos da classe operária imigrante.
• Os pequenos e médios agricultores e produtores de gado.
• A proteção do meio ambiente, que está a ser sacrificada aos lucros do grande
capital.
• Denunciamos a agressividade imperialista contra os povos, as guerras e as
intervenções imperialistas. Lutamos pela paz, pela retirada de todas as bases
militares dos EUA e da NATO. Lutamos contra a NATO, contra as “Parcerias
para a Paz” e o euro-exército. Lutamos contra a participação em guerras e
intervenções imperialistas.
• Lutamos contra a ofensiva em grande escala contra trabalhadores, que se
intensifica nas condições da crise capitalista de sobreprodução e
sobreacumulação.
• Estamos com as famílias operárias e populares que sofrem as dramáticas
consequências da crise capitalista, que agudiza de forma dramática as
condições de vida da classe operária e dos setores populares.
• Apoiamos a luta dos povos dos Estados membros da Europa Oriental, que
estão a sofrer as duras consequências da adesão dos seus países à UE.
Exortamos a classe operária e os povos:
3
• A desenvolver a sua luta face a todos os problemas que afetam o povo, a
fortalecer a sua resistência contra a ofensiva do capital e contra os governos e
partidos que servem os interesses deste.
• A fortalecer a sua luta contra a União Europeia, enquanto união do capital que
ataca os direitos dos povos.
• A apoiar de todas as formas possíveis os Partidos Comunistas e Operários que
denunciam a UE e a sua estratégia na batalha das Eleições Europeias de 25 de
Maio de 2014. A que debilitem os partidos que apoiam a UE e a sua linha
política e que defendem a UE “irreversível” do capital.
Esta posição dará força à luta popular em toda a Europa e os
trabalhadores e as trabalhadoras lutarão a partir de uma
posição mais vantajosa.
A UE não serve os interesses dos povos, mas apenas os interesses dos
multimilionários, dos super-ricos, dos interesses dos monopólios e serve a
concentração e centralização do capital, reforçando as suas caraterísticas de bloco
imperialista económico, político e militar de Estados, antagónico aos interesses da
classe operária e dos setores populares.
Os povos defendem os seus interesses ao oporem-se à tentativa de manipulação a que
os querem submeter a UE, os seus organismos e os governos e partidos que apoiam
esta união imperialista.
Estes prometem que a UE pode garantir o nosso direito ao trabalho e os direitos
laborais e sociais. Querem que o povo acredite que podem dar-lhes melhores
condições de vida. Isto não passa de uma grande mentira.
Vamos aos factos! O número de desempregados na UE é de 30 milhões de pessoas, o
subemprego e a pobreza crescem constantemente e o futuro da juventude está a ser
destruído.
Os direitos mais básicos do povo trabalhador e dos setores populares estão a ser
abolidos. Os pequenos agricultores e produtores de gado estão a ser liquidados, os
trabalhadores independentes estão a ser asfixiados pela concorrência dos
monopólios. Entretanto, intensifica-se a desigualdade e a discriminação contra as
mulheres e a perseguição aos imigrantes.
O arsenal que a UE atira contra os povos está a ser reforçado com novas medidas. O
“pacto de estabilidade”, a “governação económica reforçada” e o resto dos
instrumentos que estão a ser utilizados criam uma situação dolorosa para os povos.
A “Política Comum de Segurança e Defesa” constitui um perigoso mecanismo para
guerras e intervenções, ao serviço da agressão imperialista.
A força motriz da unificação capitalista é os interesses dos monopólios europeus; a
UE desenvolve-se sempre num sentido reacionário e à custa dos povos.
4
Por consequência, é óbvio que nem esta união interestatal capitalista, nem o Banco
Central Europeu podem converter-se em algo favorável aos povos, como dizem os
partidos europeus que apoiam a estratégia da UE.
Não pode, igualmente, a UE ser defendida como um “contrapeso” à NATO e aos EUA,
como clamam alguns dos que apoiam esta aliança predatória.
A UE coopera intimamente com a NATO e os EUA contra os povos, enquanto a luta
interimperialista se intensifica, pelo controlo dos mercados e pela repartição do
saque.
Os Partidos Comunistas e Operários signatários desta
declaração:
Denunciamos que a ofensiva do capital é unificada e afeta todos os Estados membros,
bem como o resto dos Estados capitalistas europeus no seu conjunto e, por
consequência, é necessário fortalecer as lutas conjuntas dos Partidos Comunistas e
dos povos, para desenvolver a solidariedade com a luta dos trabalhadores, em toda a
Europa e em todo o mundo.
Insistimos em que existe outra via de desenvolvimento para os povos. Através das
lutas operárias passa para primeiro plano a perspetiva de outra Europa, a
prosperidade dos povos, o progresso social, os direitos democráticos, a cooperação
igualitária, a paz e o socialismo.
Acreditamos no direito de todos os povos escolherem de forma soberana a sua via de
desenvolvimento, incluindo o direito a desvincular-se das estruturas da UE e da
NATO, de qualquer organização imperialista e, ainda, de lutar pela via de
desenvolvimento socialista.
Esta é a verdadeira resposta às tentativas organizadas de confundir os povos.
Esta é a verdadeira resposta favorável aos povos, ao denominado “euroceticismo”,
bem como aos partidos nacionalistas e nazi-fascistas, que procuram explorar a agonia
e os problemas do povo para se fortalecerem como a ponta-de-lança dos monopólios.
Esta é a verdadeira resposta às teorias reacionárias e anti-históricas que equiparam o
comunismo ao nazismo. É a resposta ao anticomunismo que difundem e ao sistema
que as alimenta.
Convocamos a classe operária e os povos da Europa para que respondam a este apelo
responsável, por parte dos Partidos Comunistas e Operários.
Debilitai as forças que apoiam a UE – Apoiai os partidos
comunistas e operários unindo-vos a eles.
Não à UE dos monopólios, do capital e da guerra!
Por uma Europa de prosperidade para o povo, de paz, de
justiça social e de direitos democráticos, de socialismo!
5
Os 29 partidos que inicialmente assinam esta declaração são os membros da
Iniciativa Comunista Europeia e que se enumeram abaixo. A declaração está aberta a
adesões de outros partidos que, sem ser membros da Iniciativa, partilhem do seu
conteúdo.
Partido do Trabalho da Áustria
Partido Comunista Operário da Bielorrúsia
Novo Partido Comunista Britânico
União dos Comunistas da Bulgária
Partido dos Comunistas Búlgaros
Partido Socialista Operário de Croácia
Partido Comunista da Dinamarca
Pólo de Renascimento Comunista em França
União de Revolucionários Comunistas da França
Partido Comunista da Macedónia
Partido Comunista Unificado da Geórgia
Partido Comunista da Grécia
Partido do Operário Húngaro
Partido Operário da Irlanda
Partido Comunista da Itália
Partido Socialista da Letónia
Frente Popular Socialista da Lituânia
Partido Comunista de Malta
Resistência Popular da Moldávia
Partido Comunista da Noruega
Partido Comunista da Polónia
Partido Comunista Operário Russo
Partido Comunista da União Soviética
Novo Partido Comunista da Jugoslávia
Partido Comunista da Eslováquia
Partido Comunista dos Povos de Espanha
Partido Comunista da Suécia
Partido Comunista da Turquia
União de Comunistas da Ucrânia

domingo, 9 de fevereiro de 2014

nahoradanossamorte-novela.blogspot.com

DITADURAS - EL SALVADOR

Conflitos internos entre liberais e conservadores, e uma série de choques nas fronteiras com os vizinhos, retardaram o desenvolvimento durante o século XIX. No começo do século XX, os conservadores ganharam influência política e a presidência permaneceu em mãos de famílias da elite como se fosse seu patrimônio pessoal. A primeira parte do século XX foi um período de relativa estabilidade e a economia obteve progressos consideráveis. A história de El Salvador no século XX foi regida por uma série de presidentes militares. Entre 1931 e 1944, o país esteve sob a ditadura de Maximiliano Hernández Martínez. Sucederam-se vários outros governos militares, em meio a uma crise econômica que provocou a emigração de milhares de salvadorenhos e, em 1969, uma breve guerra com a vizinha Honduras, apaziguada pela intervenção da Organização dos Estados Americanos com a criação de uma zona desmilitarizada (1971). Alguns dos presidentes militares, como Oscar Osorio (1950-1956) e José M. Lemos (1956-1960), mostraram-se um tanto simpáticos às extremamente necessárias reformas sociais e foram mantidos em xeque por seus colegas militares mais conservadores, em comum acordo com as oligarquias civis.
revolução cubana de Fidel Castro e a guerrilha de esquerda nos outros países da América Central empurraram o exército salvadorenho firmemente para a direita. A miséria no campo facilitou o surgimento de vários movimentos guerrilheiros de esquerda. Medidas repressivas e violação dos direitos humanos pelo exército durante os anos 70 e 80 foram documentadas por várias agências internacionais e o número de refugiados acarretou um grande problema.
San Salvador, a capital do país.
Em 1972, foi eleito presidente Arturo Molina, e, em 1977, o general Carlos Humberto Romero. Em 1979, uma junta militar derrubou o presidente Carlos Humberto Romero. A junta não conseguiu unificar o país nem derrotar as guerrilhas, as quais controlavam parte do país. José Napoleón Duarte se uniu à junta e assumiu a presidência em dezembro de 1980. No início da década de 1980, forças de oposição entraram em luta armada com o governo. Em 1983, a guerrilha controlava diversas áreas do país, e os Estados Unidos aumentaram a ajuda militar ao governo. José Napoleón Duarte, eleito presidente em 1984, tentou sem resultado a paz com a guerrilha. Em 1988, o vice-presidente Rodolfo Castillo assumiu em lugar de Duarte, enfermo com câncer.
Nas eleições de 1989, a Aliança Republicana Nacionalista (Arena), de extrema direita, obteve a maioria da Assembléia Nacional e seu líder, Alfredo Cristiani Burkard, sucedeu a Duarte na presidência. No ano seguinte, o grupo guerilheiro de extrema esquerda FMLN (Frente Farabundo Marti de Liberación Nacional) e o governo iniciaram negociações para a paz sob mediação da ONU. O secretário-geral da ONU, Pérez de Cuellar, empreendeu conversações de paz durante o ano de 1991, cujas recomendações começaram a ser implementadas com sucesso em 1992, pondo fim a 12 anos de guerra civil que custou cerca de 75.000 vidas. A FMLN transformou-se em partido político. Nas eleições de 1994, acompanhadas por observadores da ONU, foi eleito presidente da República o candidato direitista Armando Calderón Sol (Arena) com a árdua tarefa de reconstruir a economia do país e cicatrizar as feridas da guerra civil. Em março de 1999Francisco Flores, candidato da Arena à presidência do país, derrotou o ex-líder da guerrilha durante a guerra civil de El Salvador (1979-1992), Facundo Guardado, da FMLN. Flores tomou posse, para um mandato de cinco anos, em 20 de junho de 2000.

in Wikipédia

sábado, 8 de fevereiro de 2014

DITADURAS - Argentina

Peronismo

Publicado por: Rainer Gonçalves Sousa em História da AméricaPeronismo 
Juan Perón estabeleceu na Argentina a onda populista que tomou conta de diferentes governos latino-americanos.

O desenvolvimento econômico argentino
 trouxe um amplo processo de urbanização
 que concomitantemente ampliou os grupos
 trabalhadores do país. A ascendência
 desse novo cenário sócio-político 
estremeceu o controle político das 
oligarquias que se cristalizaram no
 poder. As tensões e disputas
 políticas ficaram assim marcadas
 pelo surgimento da União Cívica Nacional, que reunia diversos grupos políticos 
defensores do estado democrático. 

Durante a década de 1920, a União Cívica conseguiu chegar ao poder com a
 eleição de Hipólito Irigoyen. A força política desse novo grupo foi oprimida pelos
 grupos conservadores que, no ano de 1930, realizaram um golpe político com 
o apoio dos Estados Unidos. Dessa forma, a década de 1930 foi conhecida 
como a década da infâmia, onde fraudes eleitorais e a violência davam 
sustentação à chamada Concordância. 

No ano de 1943, a Concordância impôs o mandato de Ramon Castilho,
 que ficaria conhecido como o último dos presidentes apoiados pelo
 grupo conservador. Em seu governo, o coronel Juan Domingo Perón 
liderou a pasta do Ministério do Trabalho. Utilizando uma pauta de ação
 política extremamente voltada às classes, Perón incentivou a ampliação 
dos direitos trabalhistas e a organização dos movimentos sindicais argentinos. 

Seu apelo popular, usualmente dirigido aos “descamisados” da nação argentina,
 fez com que Perón ganhasse as eleições de 1946. A sua perspectiva política
combinava elementos de traço populista e mecanismo de centralização do poder. 
O governo atuava diretamente na economia, monopolizando o comércio exterior
 e nacionalizando outros vários setores da economia. O poder de intervenção 
estatal aliado ao notável desenvolvimento econômico trouxe um cenário marcado
 por baixos preços e altos salários. 

De acordo com o próprio Perón, essa seria a autêntica “justiça social” necessária 
ao povo argentino. A fama desse seu discurso acabou dando nome ao seu estilo 
de governo, conhecido como “justicialista”. Os elementos paternalistas e nacionalistas
 de Juan Perón andavam de mãos dadas com um governo repressor que não 
aceitava protestos públicos e aniquilou a oposição política através de um sistema
 unipartidarista. 

A popularidade que lhe garantiu um segundo mandato, em 1951, não conseguiu
 resistir à crise econômica deflagrada naquele mesmo ano. O papel intervencionista
 do Estado acabou gerando uma enorme dívida pública incapaz de desenvolver a 
indústria pesada e de bens não-duráveis. O processo inflacionário veio logo em 
seguida. A estagnação da economia obrigou seu governo a tomar medidas impopulares
 que regulavam o consumo e congelava os salários. 

O clima de instabilidade piorou quando Perón sofreu com as denúncias de corrupção
 e rompeu relações com a Igreja. As boas relações entre Perón e a Igreja foram um 
fator de suma importância para o desgaste de sua imagem política entre uma 
população de maioria católica. Outro ponto que desequilibrou o governo de Perón
 foi a morte de sua esposa, Eva Perón, considerada a verdadeira alma do trabalhismo argentino. 

No mês de setembro de 1955, os militares argentinos realizaram um golpe político contra
 Juan Perón. Acuado e sem amplo apoio popular, abdicou do poder e exilou-se na
 Espanha. A instabilidade política que marcou o cenário argentino a partir de então, 
forçou o governo militar a convocar novas eleições no início dos anos 70. 
Como resultado do pleito, o candidato peronista Héctor Cámpora tornou-se o
 novo presidente argentino. 

O novo presidente argentino articulou forças para que Juan Perón retornasse 
ao posto presidencial. Dessa forma, Hector renunciou ao posto para que novas
 eleições viessem a trazer Perón de volta ao poder, no ano de 1973. Sem
 a mesma eloqüência e vigor de outrora, Perón viria a falecer no ano seguinte. 
Os problemas econômicos e a instabilidade do cenário político abriram portas
 para que, dois anos depois, um novo golpe militar chegasse ao poder.
Por Rainer Sousa 
Mestre em História
in Mundo Educação

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA