quinta-feira, 30 de outubro de 2014

JEAN-PAUL SARTRE

   
Jean Paul Sartre, filósofo francês, nasceu em Paris, em 1905, e faleceu em 1980. Precoce leitor dos clássicos franceses, em 1915, ingressou no liceu Henri VI de Paris e conheceu Paul Nizan, com quem teve uma amizade estreita. No ano seguinte, o segundo matrimônio de sua mãe, considerado por Jean Paul “uma traição” o obrigou a mudar-se para Rochelle. Até 1920, não voltou a Paris. Em 1924, iniciou seus estudos universitários na École Normale Supérieure, onde conheceu Simone de Beauvoir, com quem estabeleceu uma relação que duraria toda sua vida.
Depois de cumprir o serviço militar, começou a trabalhar como professor. Em 1933, obteve uma bolsa de estudos que lhe permitiu ir para a Alemanha, onde entrou em contato com a filosofia de Husserl e de Heidegger. Em 1938, publicou A Náusea, novela que pretendia divulgar os princípios do existencialismo e que lhe proporcionou certa celebridade, ao mesmo tempo em que se tornava símbolo daquele movimento filosófico.
Cassado em 1939, foi preso, mas consegui evadir-se em 1941 e voltar a Paris, onde trabalhou no liceu Condorcet e trabalhou com Albert Camus em Combat, periódico da resistência.
Em 1943, publicou O Ser e o Nada, sua obra filosófica mais conhecida, versão pessoal da filosofia existencialista de Heidegger. O ser humano existe como uma coisa (em si), mas também como uma consciência (para si), que sabe da existência das coisas, sem ser ela mesma uma em si com tais coisas, mas sua negação (o nada).
A consciência localiza o homem ante a possibilidade de escolher o que será. Esta é a condição da liberdade humana. Escolhendo sua ação, o homem se escolhe a si mesmo, mas não escolhe sua existência, que já lhe vem concedida e é requisito de sua escolha, daqui surge a famosa máxima existencialista: a existência precede a essência.
Dois anos mais tarde, alcançou a popularidade, abandonou o ensino para dedicar-se somente a escrever. Juntamente com Aron, Merleau-Ponty e Simone de Beauvoir, fundou Les Temps Modernes, uma das revistas de pensamento de esquerda mais influentes no pósguerra.
Nesta época, Sartre iniciou uma flutuante relação com o comunismo, feita de aproximações (uma delas provocou uma ruptura com Camus em 1956) e distanciamentos motivados por sua denúncia do stalinismo ou pelo seu protesto referente à invasão da Hungria pela União Soviética. Em sua última obra filosófica (Crítica da Razão Dialética), escrita em 1960, Sartre propôs uma reconciliação entre o materialismo dialético e o existencialismo, ao qual começou a considerar como uma ideia parasita do marxismo, e tratou de estabelecer um fundamento da dialética marxista demonstrando que a atividade racional humana, a práxis, é necessariamente dialética.
Em 1964, rejeitou o Prêmio Nobel de literatura para não “deixar-se recuperar pelo sistema.” Decididamente contrário à política estadunidense no Vietnam, colaborou com Bertrand Russell no estabelecimento do Tribunal Internacional de Estocolmo para a perseguição dos crimes de guerra.
Depois de participar diretamente da revolta estudantil de maio de 1968, multiplicou seus gestos públicos de esquerda, assumiu a direção do periódico La Cause du People e fundou Tout!, de orientação maoísta e libertária. Em 1975, sua saúde começou a ficar debilitada, ficou cego, depois de ter completado sua última grande obra: O Idiota da Família (1971-1972), dedicada ao tema da criação literária, fruto de 10 anos que dedicou à investigação da personalidade de Gustave Flaubert.

in InfoEscola

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lançamento Boitempo: “Trabalhadores, uni-vos”

by boitempoeditorial
A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) se tornou símbolo da luta de classes e influenciou as ideias de milhões de trabalhadores ao redor do planeta. O aniversário de 150 de sua fundação, em 1864, oferece uma importante oportunidade de reler suas resoluções e aprender com as experiências de seus protagonistas, para repensar os problemas do presente. Com textos inéditos, cuidadosamente selecionados e traduzidos, "Trabalhadores uni-vos" configura um arquivo de valor inestimável para a história e a teoria do movimento dos trabalhadores, bem como para a crítica do capitalismo.
O livro conta ainda com uma extensa introdução crítica do organizador Marcello Musto, apresentando e contextualizando as diverentes vertentes e resoluções em jogo. O filósofo político italiano está no Brasil para participar do monumental encontro "A Internacional, 150 anos depois", que anima debates em oito cidades brasileiras, com alguns dos maiores estudiosos de comunismo e da classe trabalhadora no Brasil e no mundo. Mais informações ao final deste post!
Leia, no Blog da Boitempo, abaixo o texto de orelha, assinada por Paulo Barsotti, e críticas de Michael Löwy, Toni Negri, José Paulo Netto, Leandro Konder, entre outros.

domingo, 26 de outubro de 2014

Escritor, historiador, estadista e filósofo italiano

Maquiavel (Niccolo Machiavelli)

3/5/1469, Florença, Itália
21/6/1527, Florença, Itália
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Niccolo Machiavelli ou Maquiavel foi um pioneiro da ciência política
O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo fato de ele estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os fatos como eles são na realidade.

Nesse sentido, sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". Sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política. Mas ele - ao contrário do que equivocadamente se difunde - não pretendia criar um manual da tirania perfeita.

Maquiavel procurava promover uma ordem política inteiramente nova, em que os mais hábeis utilizassem a religião para governar, isto é, para arrancar o homem à sua maldade natural e torná-lo bom.

Originário de uma família decadente, mas antiga, teve educação formal e contato com os clássicos ainda na adolescência. Começou uma carreira no governo da República de Florença com a queda de Girolamo Savonarolla. Exerceu cargos governamentais e desenvolveu missões diplomáticas na França, na Santa Sé e na Alemanha. Sua atividade política e diplomática foi, certamente, a base de seu pensamento.

Casou com Marietta di Luigi Corsini, com quem teve quatro filhos e duas filhas. O fim da república, com a volta ao poder da família Médici, levou-o a um exílio de oito anos, durante os quais escreveu a maior parte de sua obra, da qual se destaca "O Príncipe", de 1513 (embora só publicado em 1532).

Conseguiu retornar à Florença e entender-se com Lourenço de Médici, ao qual dedicou "O Príncipe", e se tornou, em 1520, historiador oficial da cidade-Estado. Ao mesmo tempo desenvolveu obras literárias e teatrais que pouco tinham a ver com seu pensamento filosófico político, embora revelem sua inteligência brilhante e seu refinamento estilístico, como na peça "A Madrágora" e no divertidíssimo conto "Belfegor" - que faz uma crítica ao consumismo da época, muito atual ainda nos dias de hoje.

Nesse sentido, pode-se compreender Maquiavel como um intelectual renascentista, cujo conhecimento pretendia abarcar os mais diversos aspectos da realidade, inclusive a arte - seja teatral ou literária.
in UOL Educação
 
Fonte: Enciclopédia Ilustrada da Folha

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Político e intelectual italiano

Antonio Gramsci

22/1/1891, Ales, Sardenha, Itália
27/4/1937, Roma
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Atualizado em 29/01/2013, às 9h21.
Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20, co-fundador do Partido Comunista Italiano.

Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim.

Gramsci frequentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália.

Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga.
Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A missão russa coincidiu com o advento do fascismo na Itália. Gramsci retornou com a missão de promover a unidade dos partidos de esquerda no seu país.

Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma sentença de cinco anos de confinamento e, no ano seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em Turi, perto de Bari.

Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos.

Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e análise durante a prisão. Conhecidas como "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere", contêm seu traço do nacionalismo italiano e algumas idéias da teoria crítica e educacional. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, em torno de conceitos originais ou de expressões novas. Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.

Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola.

Gramsci promoveu o casamento das idéias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder. 
in UOL EDUCAÇÃO

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"Rumo a um cenário de III Guerra Mundial", de Michel Chossudovsky

Global Research, 08 de outubro de 2014

O mundo está numa encruzilhada perigosa. Composição da diplomacia internacional, evoluindo crise na Ucrânia e no Oriente Médio: "Em um mundo onde engenharia, de preferência, ou, mais elegantemente" "guerras humanitárias de agressão se tornaram a norma, este livro desafiador pode ser o nosso grito de alerta definitiva . "-Denis Halliday, ex-Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas
Após a 2012 lançamento aclamado do mais recente livro do Prof Michel Chossudovsky, " Rumo a um cenário de III Guerra Mundial: Os perigos da guerra nuclear ", este título já está disponível para compra através da Amazon Kindle programa! Agora você pode levar este título best-seller onde quer que vá e acessá-lo através do seu leitor portátil.
Este título altamente avaliação está disponível para compra através da loja de Pesquisa Global Online :
Clique para visitar a loja on-line
Pedidos provenientes do Canadá ou os EUA? Economize em grandes encomendas de "Rumo a um cenário de III Guerra Mundial":
3 cópias para 25,00 dólares
10 cópias para 65,00 dólares

Economize em custos de envio e comprar uma cópia em PDF deste título por apenas $ 6,50!
 Clique para comprar PDF diretamente do Global Research
Lista Kindle da Amazon: " Rumo a um cenário de III Guerra Mundial "
Que os EUA embarcaram numa aventura militar, "uma longa guerra" que ameaça o futuro da humanidade. Armas dos EUA-NATO de destruição em massa são retratados como instrumentos de paz. Mini-bombas nucleares estão a ser dito "riscos para a população civil envolvente". Guerra nuclear preventiva é retratado como um "empreendimento humanitário".
Embora se possa conceituar a perda de vidas e destruição resultantes de guerras atuais, incluindo Iraque e Afeganistão, é impossível compreender plenamente a devastação que pode resultar de uma Terceira Guerra Mundial, o uso de "novas tecnologias" e armas avançadas, até que ele ocorra e torna-se uma realidade. A comunidade internacional endossou a guerra nuclear em nome da paz mundial. "Tornar o mundo mais seguro" é a justificativa para o lançamento de uma operação militar que poderia resultar em um holocausto nuclear.
A guerra nuclear tornou-se um empreendimento multibilionário, que enche os bolsos dos empreiteiros da defesa dos EUA. O que está em jogo é a "privatização da guerra nuclear" sem rodeios.
Projeto militar global do Pentágono é um de conquista mundial. A implantação militar das forças dos EUA-NATO está ocorrendo em várias regiões do mundo simultaneamente.
Central para a compreensão da guerra, é a campanha de mídia que lhe confere legitimidade aos olhos da opinião pública. A dicotomia bem versus o mal prevalece. Os criminosos de guerra são apresentados como vítimas. A opinião pública está enganado.
Quebrando a "grande mentira", que defende a guerra como um empreendimento humanitário, significa quebrar um projeto criminoso de destruição global, em que a busca do lucro é a força dominante. Esta agenda militar com fins lucrativos destrói valores humanos e transforma as pessoas em zumbis inconscientes.
O objetivo deste livro é reverter vigorosamente a maré da guerra, desafiar os criminosos de guerra em altos cargos e os poderosos grupos de lobby das empresas que os apoiam. 

Comentários Editorial
Professor Chossudovsky do contundente e convincente livro explica por que e como devemos empreender imediatamente uma campanha concertada e empenhada para afastar este fim cataclísmico iminente da raça humana e do planeta Terra. Este livro é leitura obrigatória para todos no movimento pela paz em todo o mundo.
-Francis A. Boyle, professor de Direito Internacional na Universidade de Illinois College of Law

Este livro é um recurso "must" - um diagnóstico ricamente documentada e sistemática do planejamento geoestratégico supremamente patológico de guerras dos EUA desde 9-11 contra países não-nucleares para aproveitar seus campos e recursos de petróleo ao abrigo de "liberdade e democracia" .
-John McMurtry, Professor de Filosofia da Universidade de Guelph

A Terceira Guerra Mundial Cenário
Sobre o autor 
Michel Chossudovsky é um autor premiado, Professor de Economia (emérito) da Universidade de Ottawa. Ele é o fundador e diretor do Centro de Investigação sobre a Globalização (CRG), Montreal, e editor do globalresearch.ca website.

Ele é o autor de A Globalização da Pobreza ea Nova Ordem Mundial (2003) e da América "Guerra ao Terrorismo" (2005).
Lecionou como professor visitante em universidades na Europa Ocidental, Sudeste Asiático e América Latina, atuou como consultor para governos de países em desenvolvimento e como consultor para várias organizações internacionais.
Prof Chossudovsky é signatário da declaração de Kuala Lumpur para criminalizar a guerra e ganhador do Prêmio de Direitos Humanos da Sociedade para a Proteção dos Direitos Civis e Dignidade Humana (GBM), de Berlim, Alemanha. Ele também é um contribuinte para a Encyclopaedia Britannica. Seus escritos foram publicados em mais de vinte línguas. Em 2014, ele foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito da República da Sérvia
Para deixar um comentário para este título na Amazon 
"LIKE" fan page do livro no Facebook!
Copyright © 2014 Global de Pesquisa

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

PIRÓMANOS

Pelo Socialismo 
Questões político-ideológicas com atualidade 
http://www.pelosocialismo.net 
_____________________________________________
Publicado no ‘Avante!’ n.º 2133, em 2014/10/16 e em: http://www.avante.pt/pt/2133/opiniao/132497/
Colocado em linha em: 2014/10/20 

Pirómanos 
Jorge Cadima

Há quase um mês, Obama anunciou ataques aéreos no Iraque e Síria, alegadamente 
para «atacar alvos do ISIL», o movimento terrorista também conhecido pela sigla 
ISIS. O saldo é relatado pelo jornalista P. Cockburn no Independent(12.10.14): «Os 
jihadistas estão prestes a tomar [a cidade de] Kobani, na Síria, e a parte ocidental 
de Bagdade está em sério perigo». E acrescenta: «Numa ofensiva [...] desencadeada 
a 2 de Outubro, mas pouco noticiada no resto do mundo, o ISIS capturou quase 
todas as cidades e vilas que ainda não controlava na província de Anbar, uma vasta 
região do Iraque ocidental que cobre quase um quarto do país». No vizinho Líbano 
os jihadistas do ISIL atacaram a importante cidade de Baalbeck (Independent, 
6.10.14). Tudo isto, apesar dos bombardeamentos norte-americanos (com numerosas 
vítimas civis) e do regresso ao Iraque de 1600 soldados dos EUA e «dezenas de 
soldados das forças especiais» do Canadá (Al Jazeera, 3.10.14). Pouco admira que 
«no Iraque, [haja] profundas suspeitas de que a CIA e o Estado Islâmico estão 
unidos», como titulava um artigo noNew York Times (20.9.14). 
Se dúvidas houvesse sobre as origens do ISIL, o vice-presidente dos EUA Joseph 
Biden, trouxe uma confissão de peso ao falar na Universidade de Harvard a 2 de 
Outubro: «Os nossos aliados da região têm sido o nosso maior problema na Síria. 
Os turcos [… e] os sauditas, os dos Emirados, etc. [...] Estavam tão decididos a 
abater Assad […] que despejaram centenas de milhões de dólares e dezenas de 
toneladas de armas nas mãos de quem quer que lutasse contra Assad – só que as 
pessoas que estavam a ser abastecidas eram a [Frente] al-Nusra, e a Al-Qaeda, e os 
elementos extremistas do jihadismo que vinham de todas as partes do mundo. 
Pensam que estou a exagerar? Olhem bem. Onde foi tudo isto parar? [...] esta 
organização chamada ISIL, que era a Al-Qaeda no Iraque, quando foi expulsa do 
Iraque encontrou espaço e território aberto na Síria oriental […]. E nós não 
conseguimos convencer os nossos aliados a parar de os abastecer» (Washington 
Post, 6.10.14). A confissão de Biden, que o Washington Post considera 
«surpreendente», não pelo seu conteúdo, mas por «ter sido expressa em público», é 
duma falsa inocência. Biden culpa os serventuários. Mas é preciso muita ingenuidade 
para acreditar que a todo-poderosa superpotência mundial, sempre pronta a castigar 
recalcitrantes países ou dirigentes em qualquer parte do globo, «não conseguia 
convencer» os seus aliados. A realidade – que o planeta inteiro conhece bem – é que desde há três anos os EUA e as potências imperialistas europeias – e não só os seus 
aliados da região – estão empenhados em financiar e armar o jihadismo para abater 
Assad. Criaram o ISIL, tal como criaram Bin Laden. Agora mostram-nos vídeos de 
cidadãos ocidentais decapitados. Mas durante anos ignoraram todos os vídeos que os 
próprios «rebeldes» colocavam na Internet, vangloriando-se de decapitar soldados, 
civis, padres cristãos. Pior: a BBC (5.7.13) deu-se ao trabalho de entrevistar um 
«rebelde» que pôs na Internet o vídeo em que, não contente com esfolar vivo um 
soldado sírio, comia os seus órgãos. E até arranjou motivos para «compreender» o 
canibalismo. A culpa, claro, era de Assad. 
É inteiramente legítima a suspeita de se estar perante uma manobra que, longe de 
querer combater o ISIL, visa elevar o patamar de intervenção imperialista. 
O Independent (12.10.14) levanta uma ponta do véu (de novo apontando o dedo a 
outros): «A Turquia está a exigir [...] uma zona tampão […], dentro da Síria, onde 
viveriam refugiados sírios e seriam treinados os rebeldes anti-Assad. O Sr. Erdogan 
quer uma zona de interdição aérea que também seria dirigida contra o governo de 
Damasco, uma vez que o ISIL não tem força aérea. Se concretizado, este plano 
significaria que a Turquia entraria na guerra civil síria, ao lado dos rebeldes». Os 
pretextos vão variando e tornam-se cada vez mais delirantes. Mas o imperialismo 
continua a atear fogo ao planeta, no seu afã de dominação. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vira o disco e toca o mesmo

As últimas sondagens apontam para a probabilidade de uma maioria absoluta do PS nas próximas eleições legislativas (que podem ser antecipadas ou não). Tal alteração nas inclinações do eleitorado resulta da vitória de A. Costa nas "primárias". Basta uma figura messiânica (apadrinhada pelos media) e uma aparente participação do cidadão comum na escolha do  candidato a 1º ministro (figurino norte-americano altamente eficaz) para o PS ampliar a sua base social de apoio. O que fez o PS até à data para forçar a demissão deste governo? Nada, bem pelo contrário. Com facilidade e um golpe de astúcia cai-lhe no colo uma maioria absoluta. Ou seja: entendimentos à esquerda só para "inglês ver", virar as políticas à esquerda nem promete nem se compromete. Quer-se o mesmo rumo "europeísta"? A maioria absoluta é garantia. Foi assim no passado, porque não ser no futuro?José Sócrates, o das PPP e outros negócios, já canta de galo e lava a mão com a outra: o Costa fez parte do seu governo que, de mão dada com o PSD e o CDS, trouxe a tróika...

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA