domingo, 2 de novembro de 2014

OPINIÃO 1

A Monsanto, corporação transnacional, comprou a Blackwater, o maior exército de mercenários do mundo. Ainda ontem o canal História transmitiu um programa, aparentemente "objectivo", de auto-propaganda desta empresa privada com um longo historial de massacres pelo mundo fora que a administração norte-americana contrata e paga a preços multimilionários, desmascarada no país de origem.
Monsanto contrató sus servicios para espiar e infiltrar organizaciones de derechos humanos, de animales, y actividades anti-transgénicas (además de ejercer control sobre otras corporaciones biotecnológicas y farmacéuticas) (Resumen, revista on-line de notícias e jornal The Nation).

sábado, 1 de novembro de 2014

OPINIÃO

Ele há muitas teorias da conspiração. Algumas bem malucas, outras bem estimulantes. Quando alguma é lúcida, certeira, apoiada em factos, deixa de ser "teoria da conspiração", apresenta-se como documento, historiografia, estudo económico ou político, tanto mais agudo quanto se unir à prática. Tenho "postado" neste blog livros importantes, autores que não podemos ignorar. 
Os consensos são difíceis. Os pensadores sérios e profundos comungam de ideias políticas bem diferentes. Contudo, há pontes que os ligam uns aos outros (Noam Chomsky e David Harvey, Domenico Losurdo e A. Negri, etc.). A principal é a constatação da existência de um imperialismo agressivo e pedrador, seja sob a forma de um único Império (os EUA) ou de vários países que partilham o poder imperial. A ponte seguinte é aquela que os conduz a criticar o capitalismo como sendo ele mesmo a fonte dessa geoestratégia imperial. A perda de unanimidade surge no seguimento das análises do que seja tal capitalismo (suas origens, desenvolvimento histórico, leis endógenas, crises e soluções) e, portanto, do que pode, ou deve, substitui-lo.
Nos casos em que o termo "socialismo" não repugne a todos eles, a expressão comum está por descobrir-se. Por ela passa a definição de Democracia. É aqui que rareiam os grandes estudos, sobretudo aqueles que poderiam conduzir à construção de novas pontes. 
Por mim mantenho a ideia de que o passado ensina muito. Não há um futuro diferente sem um passado tal qual ele foi.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

JEAN-PAUL SARTRE

   
Jean Paul Sartre, filósofo francês, nasceu em Paris, em 1905, e faleceu em 1980. Precoce leitor dos clássicos franceses, em 1915, ingressou no liceu Henri VI de Paris e conheceu Paul Nizan, com quem teve uma amizade estreita. No ano seguinte, o segundo matrimônio de sua mãe, considerado por Jean Paul “uma traição” o obrigou a mudar-se para Rochelle. Até 1920, não voltou a Paris. Em 1924, iniciou seus estudos universitários na École Normale Supérieure, onde conheceu Simone de Beauvoir, com quem estabeleceu uma relação que duraria toda sua vida.
Depois de cumprir o serviço militar, começou a trabalhar como professor. Em 1933, obteve uma bolsa de estudos que lhe permitiu ir para a Alemanha, onde entrou em contato com a filosofia de Husserl e de Heidegger. Em 1938, publicou A Náusea, novela que pretendia divulgar os princípios do existencialismo e que lhe proporcionou certa celebridade, ao mesmo tempo em que se tornava símbolo daquele movimento filosófico.
Cassado em 1939, foi preso, mas consegui evadir-se em 1941 e voltar a Paris, onde trabalhou no liceu Condorcet e trabalhou com Albert Camus em Combat, periódico da resistência.
Em 1943, publicou O Ser e o Nada, sua obra filosófica mais conhecida, versão pessoal da filosofia existencialista de Heidegger. O ser humano existe como uma coisa (em si), mas também como uma consciência (para si), que sabe da existência das coisas, sem ser ela mesma uma em si com tais coisas, mas sua negação (o nada).
A consciência localiza o homem ante a possibilidade de escolher o que será. Esta é a condição da liberdade humana. Escolhendo sua ação, o homem se escolhe a si mesmo, mas não escolhe sua existência, que já lhe vem concedida e é requisito de sua escolha, daqui surge a famosa máxima existencialista: a existência precede a essência.
Dois anos mais tarde, alcançou a popularidade, abandonou o ensino para dedicar-se somente a escrever. Juntamente com Aron, Merleau-Ponty e Simone de Beauvoir, fundou Les Temps Modernes, uma das revistas de pensamento de esquerda mais influentes no pósguerra.
Nesta época, Sartre iniciou uma flutuante relação com o comunismo, feita de aproximações (uma delas provocou uma ruptura com Camus em 1956) e distanciamentos motivados por sua denúncia do stalinismo ou pelo seu protesto referente à invasão da Hungria pela União Soviética. Em sua última obra filosófica (Crítica da Razão Dialética), escrita em 1960, Sartre propôs uma reconciliação entre o materialismo dialético e o existencialismo, ao qual começou a considerar como uma ideia parasita do marxismo, e tratou de estabelecer um fundamento da dialética marxista demonstrando que a atividade racional humana, a práxis, é necessariamente dialética.
Em 1964, rejeitou o Prêmio Nobel de literatura para não “deixar-se recuperar pelo sistema.” Decididamente contrário à política estadunidense no Vietnam, colaborou com Bertrand Russell no estabelecimento do Tribunal Internacional de Estocolmo para a perseguição dos crimes de guerra.
Depois de participar diretamente da revolta estudantil de maio de 1968, multiplicou seus gestos públicos de esquerda, assumiu a direção do periódico La Cause du People e fundou Tout!, de orientação maoísta e libertária. Em 1975, sua saúde começou a ficar debilitada, ficou cego, depois de ter completado sua última grande obra: O Idiota da Família (1971-1972), dedicada ao tema da criação literária, fruto de 10 anos que dedicou à investigação da personalidade de Gustave Flaubert.

in InfoEscola

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lançamento Boitempo: “Trabalhadores, uni-vos”

by boitempoeditorial
A Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) se tornou símbolo da luta de classes e influenciou as ideias de milhões de trabalhadores ao redor do planeta. O aniversário de 150 de sua fundação, em 1864, oferece uma importante oportunidade de reler suas resoluções e aprender com as experiências de seus protagonistas, para repensar os problemas do presente. Com textos inéditos, cuidadosamente selecionados e traduzidos, "Trabalhadores uni-vos" configura um arquivo de valor inestimável para a história e a teoria do movimento dos trabalhadores, bem como para a crítica do capitalismo.
O livro conta ainda com uma extensa introdução crítica do organizador Marcello Musto, apresentando e contextualizando as diverentes vertentes e resoluções em jogo. O filósofo político italiano está no Brasil para participar do monumental encontro "A Internacional, 150 anos depois", que anima debates em oito cidades brasileiras, com alguns dos maiores estudiosos de comunismo e da classe trabalhadora no Brasil e no mundo. Mais informações ao final deste post!
Leia, no Blog da Boitempo, abaixo o texto de orelha, assinada por Paulo Barsotti, e críticas de Michael Löwy, Toni Negri, José Paulo Netto, Leandro Konder, entre outros.

domingo, 26 de outubro de 2014

Escritor, historiador, estadista e filósofo italiano

Maquiavel (Niccolo Machiavelli)

3/5/1469, Florença, Itália
21/6/1527, Florença, Itália
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Niccolo Machiavelli ou Maquiavel foi um pioneiro da ciência política
O pensamento de Maquiavel tem uma importância ímpar nos estudos políticos pelo fato de ele estabelecer uma nítida separação entre a política e a ética, bem como por deixar de lado a antiga concepção de política herdada da Grécia antiga, que visava compreender a política como ela deve ser. Maquiavel preferia estudar os fatos como eles são na realidade.

Nesse sentido, sua obra teórica constitui uma reviravolta da perspectiva clássica da filosofia política grega, pois o filósofo partiu "das condições nas quais se vive e não das condições segundo as quais se deve viver". Sua teoria desmascarou as pretensões morais e religiosas em matéria de política. Mas ele - ao contrário do que equivocadamente se difunde - não pretendia criar um manual da tirania perfeita.

Maquiavel procurava promover uma ordem política inteiramente nova, em que os mais hábeis utilizassem a religião para governar, isto é, para arrancar o homem à sua maldade natural e torná-lo bom.

Originário de uma família decadente, mas antiga, teve educação formal e contato com os clássicos ainda na adolescência. Começou uma carreira no governo da República de Florença com a queda de Girolamo Savonarolla. Exerceu cargos governamentais e desenvolveu missões diplomáticas na França, na Santa Sé e na Alemanha. Sua atividade política e diplomática foi, certamente, a base de seu pensamento.

Casou com Marietta di Luigi Corsini, com quem teve quatro filhos e duas filhas. O fim da república, com a volta ao poder da família Médici, levou-o a um exílio de oito anos, durante os quais escreveu a maior parte de sua obra, da qual se destaca "O Príncipe", de 1513 (embora só publicado em 1532).

Conseguiu retornar à Florença e entender-se com Lourenço de Médici, ao qual dedicou "O Príncipe", e se tornou, em 1520, historiador oficial da cidade-Estado. Ao mesmo tempo desenvolveu obras literárias e teatrais que pouco tinham a ver com seu pensamento filosófico político, embora revelem sua inteligência brilhante e seu refinamento estilístico, como na peça "A Madrágora" e no divertidíssimo conto "Belfegor" - que faz uma crítica ao consumismo da época, muito atual ainda nos dias de hoje.

Nesse sentido, pode-se compreender Maquiavel como um intelectual renascentista, cujo conhecimento pretendia abarcar os mais diversos aspectos da realidade, inclusive a arte - seja teatral ou literária.
in UOL Educação
 
Fonte: Enciclopédia Ilustrada da Folha

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Político e intelectual italiano

Antonio Gramsci

22/1/1891, Ales, Sardenha, Itália
27/4/1937, Roma
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]
Atualizado em 29/01/2013, às 9h21.
Antonio Gramsci foi uma das referências essenciais do pensamento de esquerda no século 20, co-fundador do Partido Comunista Italiano.

Nascido em Ales, na Sardenha, em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim.

Gramsci frequentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "L'Avanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália.

Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga.
Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou Giulia Schucht, uma violinista com quem se casou e teve 2 filhos. A missão russa coincidiu com o advento do fascismo na Itália. Gramsci retornou com a missão de promover a unidade dos partidos de esquerda no seu país.

Em 8 de novembro de 1926, a polícia fascista prendeu Gramsci e, apesar de sua imunidade parlamentar, levaram-no à prisão. Recebeu uma sentença de cinco anos de confinamento e, no ano seguinte, uma sentença de 20 anos de prisão em Turi, perto de Bari.

Um projeto para trocar prisioneiros políticos entre a Itália e a União Soviética falhou em 1932. Dois anos depois, bastante doente, ganhou a liberdade condicional, para tratar-se em hospitais. Morreu em Roma, aos 46 anos.

Gramsci escreveu mais de 30 cadernos de história e análise durante a prisão. Conhecidas como "Cadernos do Cárcere" e "Cartas do Cárcere", contêm seu traço do nacionalismo italiano e algumas idéias da teoria crítica e educacional. Para despistar a censura fascista, Gramsci adotou uma linguagem cifrada, em torno de conceitos originais ou de expressões novas. Seus escritos têm forma fragmentária, com muitos trechos que apenas indicam reflexões a serem desenvolvidas.

Suas noções de pedagogia crítica e instrução popular foram teorizadas e praticadas décadas mais tarde por Paulo Freire no Brasil. Gramsci desacreditava de uma tomada do poder que não fosse precedida por mudanças de mentalidade. Para ele, os agentes principais dessas mudanças seriam os intelectuais e um dos seus instrumentos mais importantes, para a conquista da cidadania, seria a escola.

Gramsci promoveu o casamento das idéias de Marx com as de Maquiavel, considerando o Partido Comunista o novo "Príncipe", a quem o pensador florentino renascentista dava conselhos para tomar e permanecer no poder. 
in UOL EDUCAÇÃO

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"Rumo a um cenário de III Guerra Mundial", de Michel Chossudovsky

Global Research, 08 de outubro de 2014

O mundo está numa encruzilhada perigosa. Composição da diplomacia internacional, evoluindo crise na Ucrânia e no Oriente Médio: "Em um mundo onde engenharia, de preferência, ou, mais elegantemente" "guerras humanitárias de agressão se tornaram a norma, este livro desafiador pode ser o nosso grito de alerta definitiva . "-Denis Halliday, ex-Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas
Após a 2012 lançamento aclamado do mais recente livro do Prof Michel Chossudovsky, " Rumo a um cenário de III Guerra Mundial: Os perigos da guerra nuclear ", este título já está disponível para compra através da Amazon Kindle programa! Agora você pode levar este título best-seller onde quer que vá e acessá-lo através do seu leitor portátil.
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Lista Kindle da Amazon: " Rumo a um cenário de III Guerra Mundial "
Que os EUA embarcaram numa aventura militar, "uma longa guerra" que ameaça o futuro da humanidade. Armas dos EUA-NATO de destruição em massa são retratados como instrumentos de paz. Mini-bombas nucleares estão a ser dito "riscos para a população civil envolvente". Guerra nuclear preventiva é retratado como um "empreendimento humanitário".
Embora se possa conceituar a perda de vidas e destruição resultantes de guerras atuais, incluindo Iraque e Afeganistão, é impossível compreender plenamente a devastação que pode resultar de uma Terceira Guerra Mundial, o uso de "novas tecnologias" e armas avançadas, até que ele ocorra e torna-se uma realidade. A comunidade internacional endossou a guerra nuclear em nome da paz mundial. "Tornar o mundo mais seguro" é a justificativa para o lançamento de uma operação militar que poderia resultar em um holocausto nuclear.
A guerra nuclear tornou-se um empreendimento multibilionário, que enche os bolsos dos empreiteiros da defesa dos EUA. O que está em jogo é a "privatização da guerra nuclear" sem rodeios.
Projeto militar global do Pentágono é um de conquista mundial. A implantação militar das forças dos EUA-NATO está ocorrendo em várias regiões do mundo simultaneamente.
Central para a compreensão da guerra, é a campanha de mídia que lhe confere legitimidade aos olhos da opinião pública. A dicotomia bem versus o mal prevalece. Os criminosos de guerra são apresentados como vítimas. A opinião pública está enganado.
Quebrando a "grande mentira", que defende a guerra como um empreendimento humanitário, significa quebrar um projeto criminoso de destruição global, em que a busca do lucro é a força dominante. Esta agenda militar com fins lucrativos destrói valores humanos e transforma as pessoas em zumbis inconscientes.
O objetivo deste livro é reverter vigorosamente a maré da guerra, desafiar os criminosos de guerra em altos cargos e os poderosos grupos de lobby das empresas que os apoiam. 

Comentários Editorial
Professor Chossudovsky do contundente e convincente livro explica por que e como devemos empreender imediatamente uma campanha concertada e empenhada para afastar este fim cataclísmico iminente da raça humana e do planeta Terra. Este livro é leitura obrigatória para todos no movimento pela paz em todo o mundo.
-Francis A. Boyle, professor de Direito Internacional na Universidade de Illinois College of Law

Este livro é um recurso "must" - um diagnóstico ricamente documentada e sistemática do planejamento geoestratégico supremamente patológico de guerras dos EUA desde 9-11 contra países não-nucleares para aproveitar seus campos e recursos de petróleo ao abrigo de "liberdade e democracia" .
-John McMurtry, Professor de Filosofia da Universidade de Guelph

A Terceira Guerra Mundial Cenário
Sobre o autor 
Michel Chossudovsky é um autor premiado, Professor de Economia (emérito) da Universidade de Ottawa. Ele é o fundador e diretor do Centro de Investigação sobre a Globalização (CRG), Montreal, e editor do globalresearch.ca website.

Ele é o autor de A Globalização da Pobreza ea Nova Ordem Mundial (2003) e da América "Guerra ao Terrorismo" (2005).
Lecionou como professor visitante em universidades na Europa Ocidental, Sudeste Asiático e América Latina, atuou como consultor para governos de países em desenvolvimento e como consultor para várias organizações internacionais.
Prof Chossudovsky é signatário da declaração de Kuala Lumpur para criminalizar a guerra e ganhador do Prêmio de Direitos Humanos da Sociedade para a Proteção dos Direitos Civis e Dignidade Humana (GBM), de Berlim, Alemanha. Ele também é um contribuinte para a Encyclopaedia Britannica. Seus escritos foram publicados em mais de vinte línguas. Em 2014, ele foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito da República da Sérvia
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