sexta-feira, 23 de outubro de 2015

OPINIÃO

O presidente da república Cavaco Silva falou ao país e revelou-se um general das forças económicas mais reaccionárias. O próprio presidente da confederação dos patrões, representante dos mais poderosos sectores da grande burguesia (ainda há um outro, da confederação do comércio, que não falou), veio a terreiro exprimir a sua crítica (suave, mas crítica) pelo discurso "crispado" do sr. presidente da república, o qual não contribuiu para um clima de estabilidade política (que mantenha sossegado o grande capital). O interessante é que este abre a porta à possibilidade (inevitável) de um governo da esquerda (o que lhe terá garantido o dr. António Costa?). Assiste-se, pois, a uma curiosa diferença de posições (de interesses, portanto) no seio da nossa grande burguesia. Tenha-se em conta que o programa eleitoral do PS era no essencial do agrado desta Direita (por isso mesmo foi reprovado pelo eleitorado), porém não poderá ser aplicado, pelo menos na íntegra, se houver acordo assinado pelo BE e PCP. Com esse programa o PS visava captar votos à sua direita (como sempre fez) e perdeu. Concluiu que assim não ia lá.
E não vai.
O próprio discurso do presidente Cavaco teve efeito contraproducente: reuniu as hostes do PS à volta do seu secretário-geral e futuro primeiro-ministro. Um tiro no pé.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Fabricated Media Reports About Russia’s Syria Air Campaign against ISIS

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Two weeks of Russian airstrikes against ISIS and other terrorist targets already had a devastating impact on their operations, turning the tide of battle so far, enabling Syrian ground forces to recapture lost territory.
They’re on the move, advancing, taking the initiative, imported US-supported death squads on their heels, routed in some areas, in disarray, facing a formidable force against which they’re defenseless – no matter how many US weapons airdrops follow.
Russia will target and destroy them, along with Syrian ground forces, finding abandoned weapons caches as they advance.
Western leaders and supportive media tell a different story. So does the London-based Syrian Observatory for Human Rights (SOHR), fronting for Western interests, well funded to distort truth.
Willful Big Lies and distortion claim Russia isn’t targeting ISIS, just so-called “moderates.” None exist. Virtually all anti-Assad forces are mercenary cutthroat killers, ISIS and others, imported from scores of countries – common knowledge suppressed in the West, Israel and anti-Assad rogue Arab states.
Regular SOHR reports claim Russian airstrikes kill civilians. Not a shred of evidence proves it. Moscow scrupulously avoids hitting civilian areas. Pentagon warplanes and ground forces target them indiscriminately – longstanding policy in all US wars throughout its history, notably homeland ones, as well as during and since WW II.
Since Russian airstrikes began on September 30, regular SOHR reports claim civilian deaths. A falsified October 16 account claimed “Russian warplanes kill 60, 30 of them were women and children…the number of the dead is likely to rise because of the serious injuries.”
Western media regularly cite SOHR as a legitimate source of front line information. Yet one man reports from London, paid by his imperial sponsors, distant and detached from ongoing conflict – his information entirely gotten from powers benefitting from his propaganda.
Friday headlines claim Turkey downed a Russian drone near its border – or one believed to be operated by its military forces, more fabricated information, part of the daily anti-Russian drumbeat. Some sample reports include:
New York Times, America’s leading disseminator of state propaganda: “Turkish Jets Shoot Down Drone Near Syria…Turkey…complain(ing) several times of incursions by Russian aircraft airspace” failing to explain only one accidental nonthreatening incident occurred.
Washington Post: “Turkey downs drone near Syrian border; Russia denies aircraft lost. (A) senior US defense official said the drone…appears to be Russian made.”
Wall Street Journal: “Turkish Military Downs Drone That Entered Airspace from Syria…NATO and Ankara accused Russia of twice crossing into Turkish airspace” earlier. Only one brief nonthreatening accidental incident occurred, as explained above.
Reuters: “Turkey shoots down drone near Syria, US suspects Russian origin”
UK owned and operated BBC: “Syria crisis: Turkey downs ‘drone’ on Syrian border…A US official (claimed it’s) of Russian origin.”
Washington, Israel, Turkey, Syria and Russia operate drones in the area. Fingers automatically point at Moscow – most often about things that never occurred.
It’s unknown if Turkey downed any aircraft. Tass, Sputnik News and RT International all debunked falsified reports about downing a Russian drone.
Russian General Staff Deputy Chief Andrey General-Lt. Kairtiapolov said Turkey’s report has nothing to do with Russia.
I am telling you with full authority that our unmanned aerial vehicles are either performing combat missions in the assigned areas or are staying at the air base. You can only guess or find out whom the unmanned aerial vehicle belonged to.
Defense Ministry spokesman General-Major Igor Konashenkov said “(a)ll the aircraft of the Russian combat group in the Syrian Arab Republic returned (safely) to the Hmeymim base after completing their mission(s).”
RT International said “Russian manufacturer St. Petersburg Technological Center issued a statement refuting claims that the downed drone was of their production after seeing its photos published on social media.”
“It’s definitely not an Orlan shown in the published photos,” it said. “Russia doesn’t make UAVs with such gliders,” calling the incident “a provocation.”
Russia-bashing continues relentlessly. Propaganda substitutes for hard facts. Believe nothing Western politicians claim – or supportive news sources proliferating their misinformation and Big Lies.
Stephen Lendman lives in Chicago. He can be reached at lendmanstephen@sbcglobal.net.
His new book as editor and contributor is titled “Flashpoint in Ukraine: US Drive for Hegemony Risks WW III.”
http://www.claritypress.com/LendmanIII.html
Visit his blog site at sjlendman.blogspot.com.
Listen to cutting-edge discussions with distinguished guests on the Progressive Radio News Hour on the Progressive Radio Network.
It airs three times weekly: live on Sundays at 1PMCentral time plus two prerecorded archived programs.

terça-feira, 20 de outubro de 2015


Mundo Cão

A seita terrorista e sanguinária conhecida por “Estado Islâmico”, que também poderá designar-se Al-Qaida, Al-Nusra e Exército Livre da Síria – tiradas a limpo as consequências da existência deste – deixou de estar impune. Praticamente incólume desde que há um ano o todo-poderoso Pentágono anunciou que ia fazer-lhe guerra, bastaram-lhe agora uns dias sob fogo cerrado russo para entrar em pânico. Ou a aviação e a marinha da Rússia têm mais pontaria que as suas congéneres dos Estados Unidos da América e da NATO, o que é bastante improvável tendo em conta que não existem discrepâncias de fundo entre as tecnologias de ponta ao serviço destas potências, ou a diferença está simplesmente entre o que uns anunciam e os outros fazem. Diferença simples, mas de fundo, entre ser contra o terrorismo ou ser seu cúmplice.

De acordo com dados divulgados por fontes moscovitas, a Aviação e os mísseis de cruzeiro disparados de navios da Armada da Rússia destruíram já 112 alvos do Estado Islâmico instalados em território sírio ocupado, danos que incluem centros de comando, centrais de comunicação, bases de operações antiaéreas, além de estarem a provocar deserções em massa e um ambiente de pânico entre os terroristas. Propaganda de Moscovo, dirão muitos, mas sem razão. A desorientação entre os mercenários recrutados através do mundo e infiltrados na Síria a partir do Iraque, da Jordânia e, sobretudo, da Turquia está à vista de quem tem olhos para ver, principalmente os espiões atlantistas, bastando-lhe acompanhar a guerra em directo transmitida pelos satélites.

Esta realidade parece ser tão crua que, para surpresa de tantos que ainda acreditam em histórias da carochinha, induz os dirigentes norte-americanos, incluindo Obama himself, a esquecer-se das aparências e a deixarem escapar uma sentida indignação com tanta eficácia russa, capaz de numa simples semana ter mais êxito que os seus exércitos num ano inteiro.

Será mesmo isto que os preocupa? Talvez não. O que os responsáveis políticos e militares dos Estados Unidos alegam é que os russos, ao fazerem uma guerra tão certeira contra o terrorismo, estão a “ajudar o regime de Assad”. De onde pode deduzir-se que eles tratam o terrorismo com meiguice para não ajudar Assad, se possível para conseguir até que os bandos de assassinos a soldo derrubem Assad. Não é novidade, aliás, porque Julien Assange e Edward Snowden o revelaram através do WikiLeaks, que os Estados Unidos e os seus parceiros da NATO decretaram em 2006 o derrube do presidente sírio. Pelo que, imagine-se o atrevimento, os russos não estão a combater criminosos sanguinários mas sim a desobedecer a um decreto emanado há nove anos pelos que se olham como senhores do mundo – e dos mercados, claro está.

Quando seria de supor, levando a sério o discurso antiterrorista que se ouve de Washington a Paris, de Londres a Bruxelas, que a NATO iria conjugar esforços com Moscovo para liquidar de vez o Estado Islâmico tanto na Síria como no Iraque, o que acontece? A aviação norte-americana provoca um banho de sangue num hospital dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, certamente um albergue dos mais fanáticos islamitas; as forças especiais de operações do Pentágono para a Síria (CJSOTF-S), que têm estado no Qatar, receberam ordem de transferência para a base da NATO de Incirlik, na Turquia, de modo a acompanhar de perto o treino de terroristas a infiltrar na Síria, terroristas “moderados”, claro, assim definidos depois de uma exaustiva avaliação pelos profilers de serviço; análise essa tão exaustiva e competente que todo o grupo de assassinos cujo treino acabou em 12 de Julho se transferiu logo depois, com bagagens e armas, para a Al-Qaida, percebendo-se agora a irritação de Washington com a eficácia russa: lá se foi o investimento em tão acarinhados terroristas, sem dúvida uns “moderados” acima de qualquer suspeita. Como se não bastasse, a NATO prepara-se para reforçar o contingente de agressão na Turquia a pretexto de supostas violações do espaço aéreo turco por aviões russos, apesar de não se lhe ouvir um pio quando caças turcos fazem operações quase diárias na Síria há vários anos. Fica assim claro que a mobilização da NATO em território turco é em defesa do terrorismo islâmico, e não para o combater.

Ao mesmo tempo, a Arábia Saudita e o Qatar, aliados preferenciais da NATO, praticamente ao mesmo nível que Israel, perdem o amor a mais uns milhões de petrodólares para tentar rearmar o Estado Islâmico e outros do mesmo jaez, agora tornados vulneráveis pela ofensiva russa. Têm boas razões para isso, além de muitas cumplicidades: os grupos de mercenários activos na Síria e no Iraque gerem um mercado negro de petróleo através do qual se financiam e de que tiram chorudos lucros, como exportadores, não apenas as ditaduras do Golfo mas também Israel e a Turquia.

A ofensiva russa não acabou apenas com a impunidade do Estado Islâmico e outros bandos de mercenários; põe em causa a hipocrisia da guerra oficial “contra o terrorismo” proclamada pelos Estados Unidos e a NATO – que tem como exemplos mais trágicos as situações no Iraque, na Líbia e na Síria.

SÍRIA

Quem é que quer a instabilidade da Síria?

A família Assad pertence ao “Islão tolerante” da orientação Alawid.

As mulheres sírias têm os mesmos direitos que os homens ao estudo, à saúde e à educação.
Na Síria as mulheres não são obrigadas a usar burca. A Chária (lei Islâmica) é inconstitucional.
A Síria é o único país árabe com uma constituição laica e não tolera os movimentos extremistas islâmicos.

Cerca de 10% da população síria pertence a alguma das muitas confissões cristãs presentes desde sempre na vida política e social.
Noutros países árabes a população cristã não chega a 1% devido à hostilidade sofrida.

A Síria é o único país do Mediterrâneo que continua proprietário da sua empresa petrolífera, que não quis privatizar.

A Síria tem uma abertura à sociedade e cultura ocidentais como nenhum outro país árabe.
Ao longo da história houve cinco Papas de origem síria. A tolerância religiosa é única na zona.

Antes da guerra civil era o único país pacífico da zona, sem guerras nem conflitos internos.
A Síria é o único país árabe sem dívidas ao Fundo Monetário Internacional.

A Síria foi o único país do mundo que admitiu refugiados iraquianos sem nenhuma discriminação social, política ou religiosa.
Bashar Al Assad tem um suporte popular extremamente elevado.

Sabia que a Síria possui uma reserva de petróleo de 2500 milhões de barris, cuja exploração está reservada a empresas estatais?
Talvez agora consiga compreender melhor a razão de tanto intere$$e da guerra civil na Síria e de quem a patrocina ...

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

OPINIÃO

O PCP deve assinar um acordo com o PS? É duvidoso mas também dilemático: não assinando descompromete-se das políticas de direita que o PS irá executar se puder; porém, não conquistará boa imagem junto dos futuros eleitores não militantes, será sempre um "partido de protesto" (do "contra", dizer-se-á). 
Que acordo? Conseguirá convencer o PS das condições que ele, PCP, lhe coloca? O PS sempre poderá responder que algumas só poderão ser da competência dos encontros de concertação social (patrões e trabalhadores)...

OPINIÃO

Negociar com um PS dividido não está a ser pêra doce. Era de calcular, porque sempre assim foi o PS: uma pequena ala esquerda com um pequeno punhado de dirigentes capazes de dialogar com as esquerdas e uma mão cheia de barões mais ou menos jovens instalados no regime ou ansiosos por posar na fotografia ao lado dos gestores políticos da direita.
Não está a ser fácil, não. Embora o BE esteja a ceder o mais que pode. Veremos se não cede até partir a corda.
O PCP acabará por sair do jogo?

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

OPINIÃO

Não há melhor que uma ameaça à estabilidade dos negócios do grande capital para se denunciarem abertamente a promiscuidade, os interesses instalados, o nepotismo e a corrupção. A cáfila de jornalistas e comentadores rosnam, grunhem, ladram, e agitam histericamente todos os fantasmas. A democracia é o melhor dos regimes para eles quando não precisam de recorrer às ditaduras. E ditaduras há muitas, mais "consensuais" ou mais brutais. O  tom e a forma terroristas assomam na espuma das palavras. Mais ou menos, não há jornal que escape, não há canal de televisão que faça a diferença. Assim se vê para cego ver em que mãos andam os meios de comunicação de massas.

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA