segunda-feira, 30 de novembro de 2015


Da glória à queda: Garcia Pereira, "anticomunista primário"





Na mais recente purga do MRPP, a polémica não se fica pelas querelas ideológicas: está em causa saber quem controla o dinheiro proveniente da lei de financiamento dos partidos
Um raro momento mediático da campanha do Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses - Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (PCTP-MRPP) nas legislativas do passado dia 4 de outubro foi a polémica em torno da palavra de ordem "morte aos traidores". Quem diria então que, pouco mais de um mês depois das eleições, o principal rosto daquele partido seria obrigado a apresentar a sua demissão, acusado de... traidor.
Na sequência do desaire eleitoral (60 045 votos contra 62 610 em 2011) que, mais uma vez, deixou o PCTP-MRPP às portas de São Bento, Garcia Pereira foi suspenso, juntamente com os outros membros do comité permanente do comité central, acusados de "incompetência, oportunismo e anticomunismo primário". Nas últimas semanas, a luta entre a autoproclamada "linha marxista-leninista", do líder histórico Arnaldo Matos, e a "linha capitulacionista", assim batizada pelos opositores de Garcia Pereira, azedou no seio do partido maoista.
A violência verbal subiu de tom e chegou a ser dirigida à mulher e à filha do conhecido advogado lisboeta, que o tinham defendido no Facebook. Garcia Pereira, que ainda a 13 de outubro tweetava um link para um artigo de Arnaldo Matos, acabou por atirar a toalha ao chão: "Informo que, embora com uma enorme mágoa, mas também com a firme convicção de que a história não nos deixará de julgar a todos, me vi constrangido, como única alternativa com um mínimo de dignidade, a apresentar, no passado dia 18 de novembro, a minha demissão", lê-se no comunicado que enviou aos jornais.
A crise no PCTP-MRPP foi desencadeada por uma carta incendiária publicada no jornal online Luta Popular, logo no dia seguinte às eleições. Assinada "Espártaco", exigia a purga dos dirigentes que falharam a missão, apesar de terem "as melhores condições objetivas de sempre para alcançar os seus objetivos políticos imediatos: uma situação política geral de profundo repúdio pela política de austeridade governativa, cerca de 800 mil euros em dinheiro, provenientes da lei de financiamento dos partidos (12 euros por voto obtido nas eleições legislativas de 2011 e durante quatro anos), e um membro do comité permanente do comité central com um programa de televisão semanal na ETV [Garcia Pereira]".
Num tom imperativo, a carta exigia, além da suspensão do secretário-geral (Luís Franco) e dos membros do comité permanente, a formação de uma Comissão Política Especial, destinada a preparar um congresso extraordinário. A rematar, duas palavras de ordem: "Viva o partido comunista operário! Morte aos traidores!"
Ao mesmo tempo, multiplicaram-se no jornal online do partido os artigos assinados por Arnaldo Matos, de 76 anos, o líder histórico que abandonara formalmente o MRPP há quase quatro décadas. Ao longo dos últimos 30 anos, o advogado madeirense, que ficou conhecido em 1975 como o "grande educador da classe operária" (ver caixa), continuou a ser considerado pelos militantes como um mentor. Mas há muito que, para os media e para os eleitores, o rosto do PCTP-MRPP passara a ser outro advogado: Garcia Pereira.
Embora o cargo de secretário--geral fosse ultimamente ocupado por Luís Franco, sindicalista do metro, a figura mais conhecida daquela força política continuou a ser Garcia Pereira, habitual cabeça de lista às legislativas e à Câmara de Lisboa, além de candidato às presidenciais.
O litígio que agora opõe os antigos camaradas não se deve, unicamente, a divergências políticas. Logo na primeira carta, Espártaco ordenava: "Os atuais responsáveis pelas finanças do partido devem apresentar o relatório e contas de todo o tempo em que dirigiram financeiramente o partido, entregando a pasta à nova comissão no prazo de 15 dias, sem prejuízo de entregar imediatamente à Comissão Financeira as contas bancárias e os dinheiros do partido."
É neste clima de acusações que surge uma ex-secretária de Arnaldo Matos, Sandra Raimundo. Acusada no Luta Popular de "insultar pessoalmente o partido e alguns dos seus militantes nas chamadas redes sociais", é apresentada como sobrinha do dirigente suspenso Domingos Bulhão, "o responsável pelos dinheiros e contabilidade do partido, atualmente sob investigação". A visada escreveu um direito de resposta irreproduzível aqui, mas que foi publicado no blog Insurgente.
No meio da lavagem de muita roupa suja, Sandra Raimundo identifica Espártaco como um pseudónimo de Arnaldo Matos. E faz várias referências a questões financeiras, que terão afinal contribuído para tornar desavindos camaradas com mais de quatro décadas de militância em nome do proletariado.»
Jornal Diário de Notícias

The Ideology of Humanitarian Imperialism

Interview with distinguished Belgian Scholar Jean Bricmont

 147
 16  4
 
 202
Human Imperialism
Interview with distinguished Belgian Scholar Jean Bricmont. Interview with Àngel Ferrero for the Spanish newspaper, Publico.
English Translation courtesy of Counterpunch.
Àngel Ferrero: It has been 10 years since Humanitarian Imperialism appeared in Spanish. What made you write the book?
It started as a reaction to the attitude of the Left during the 1999 Kosovo war, which was largely accepted on humanitarian grounds and to the rather weak opposition of the peace movement before the 2003 invasion of Iraq: for example, many “pacifists” have accepted the policy of sanctions at the time of the 1991 first Gulf war and even after it, and were favorable to inspections in the run-up to the war, without realizing that this was just a maneuver to prepare the public to accept the war (this became even public knowledge through later leaks, like the Downing Street memos).
It seemed to me that the ideology of humanitarian intervention had totally destroyed, on the left, any notion of respect for international law, as well as any critical attitude with respect to the media.
Àngel Ferrero: What do you think it has changed in this last 10 years?
A lot of things have changed, although, I am afraid, not because of my book. It is rather reality that has asserted itself, first with the chaos in Iraq, then in Libya and now in Syria and Ukraine, leading to the refugee crisis and a near state of war with Russia, which would not be a “cakewalk”.
The humanitarian imperialists are still busy pushing us towards more wars, but there is now a substantial fraction of public opinion that is against such policies; that fraction is probably more important on the right than on the left.
Àngel Ferrero: The role of the intellectuals in legitimizing Western interventions and interferences is heavily criticized, as well as their symbolic actions (signing public letters or manifestos). Why?
The problem with “intellectuals” is that they love to pretend that they are critics of power, while in reality legitimizing it. For example, they will complain that Western governments do not do enough to promote “our values” (through interventions and subversions) which of course reinforces the notion that “our side” or “our governments” mean well, a highly dubious notion, as I try to explain in my book.
Those intellectuals are sometimes criticized, but by whom? In general, by marginal figures I think. They still dominate the media and the intellectual sphere.
Àngel Ferrero: Another of the preoccupations of your book is the degradation of the public discourse. Do you think that the situation worsened? How do you assess the impact of social media?
The public discourse goes from bad to worse, at least in France. This is related to the constant censorship, either through lawsuits or through campaigns of demonization, of politically incorrect speech, which includes all the questioning of the dominant discourse about the crimes of our enemies and the justifications for wars.
The social media is the only alternative left to “dissidents”, with the drawback that there, anything goes, including the wildest fantasies.
Àngel Ferrero: Some commentators point that Russia is now using their own version of the “human rights’ ideology” to justify their intervention in Crimea or the air campaign in Syria against the Islamic State. Is it fair?
I don’t think that Russia even claims to intervene on humanitarian grounds. In the case of Crimea, it bases itself on the right of self-determination of a people which is basically Russian, has been attached to Ukraine in an arbitrary fashion in 1954 (at a time when it did not matter too much, since Ukraine was part of the Soviet Union) and had every reason to be afraid of a fanatically anti-Russian government in Kiev.
For Syria, they respond to the request for help of the government of that country in order to fight foreign supported “terrorists”. I don’t see why it is less legitimate than the intervention of France in Mali (also requested by the government of that country) or of the more recent intervention of the U.S. in Iraq, against ISIS.
Of course, those Russian moves may prove to be unwise and maybe debatable from a “pacifist” point of view. But the fundamental question is: who started the total dismantling of the international order based on the U.N. Charter and the premise of equal sovereignty of all nations? The answer, obviously, is the U.S. and its “allies” (in the old days, one used to say “lackeys”). Russia is only responding to that disorder and does so in rather legalistic ways.
Àngel Ferrero: Let’s stay in Syria. Several European politicians demand a military intervention in Syria and Libya  to restore the order and stop the influx of refugees to the European Union. What do you think of this crisis and the solutions proposed by the EU?
They do not know how to solve the problem that they have created. By demanding the departure of Assad as a precondition to solving the Syrian crisis and by supporting so-called moderate rebels (the label moderate meaning in practice that they had been chosen by “us”), they prevented any possible solution in Syria. Indeed, a political solution should be based on diplomacy and the latter presupposes a realistic assessment of forces. In the case of Syria, realism means accepting the fact that Assad has the control of an army and has foreign allies, Iran and Russia. Ignoring this is just a way to deny reality, and to refuse to give diplomacy a chance.
Then came the refugee crisis: this was probably not expected, but occurred at a time when European citizens are increasingly hostile to immigration and to the “European construction”. Most European governments face what they call “populist movements”, i.e. movements that demand more sovereignty for their own countries. The flux of refugees could not come at a worst moment, from the European governments’ point of view.
So, they try to fix the problem as they can: having peripheral countries like Hungary build walls (that they denounce in public but are probably happy about in private), reinstall border controls, pay Turkey to keep the refugees etc.
There are of course also calls to intervene in Syria to solve the problem “at the source”. But what can they do now? More support for the rebels, trough a no-fly zone for example, and running the risk of a direct confrontation with the Russians? Help the Syrian army fight the rebels, as the Russian do? But that would mean reversing years of anti-Assad propaganda and policies.
In summary, they are hoisted by the own petard, which is always an unpleasant situation.
Àngel Ferrero: Why do you think that the Greens and the new left are so adamant in defending the humanitarian interventions?
Ultimately, one has to do a class analysis of the “new left”. While the old left was based on the working class and their leaders often came from that class, the new left is almost entirely dominated by petit-bourgeois intellectuals. Those intellectuals are neither the “bourgeoisie”, in the sense of the owners of the means of production not are they exploited by the latter.
Their social function is to provide an ideology that can serve as a lofty justification for an economic system and a set of international relations that are based ultimately on brute force. The human rights ideology is perfect from that point of view. It is sufficiently “idealistic” and impossible to put consistently into practice (if one had to wage war against every “violator of human rights”, one would quickly be at war with the entire world, including ourselves) to allow those defenders the opportunity to look critical of the governments (they don’t intervene enough). But, by deflecting attention from the real relations of forces in the world, the human rights ideology offers also to those who hold real power a moral justification for their actions. So, the petit-bourgeois intellectuals of the “new left” can both serve power and pretend to be subversive. What more can you ask from an ideology?
Àngel Ferrero: In the conclusions of your book you recommend a sort of pedagogy for the Western audience, so they accept the end of the Western hegemony and the emergence of a new order in the international relations. How can we contribute to this?
As I said above, it is reality that forces the Western audience to change. It was always a pure folly to think that human rights would be fostered by endless wars, but now we see the consequences of that folly with our own eyes. There should be a radical reorientation of the left’s priorities in international affairs: far from trying to fix problems in other countries through illegal interventions, it should demand strict respect of international law on the part of Western governments, peaceful cooperation with other countries, in particular Russia, Iran and China, and the dismantling of aggressive military alliances such as NATO.
Àngel Ferrero: I would like to ask you about  the other book that made you known to the general public, Fashionable Nonsense. This book, co-written with Alan Sokal, is a critique to postmodernism. What is the influence of postmodernism amongst scholars and the public opinion today? It fades away or is it still alive and kicking?
It is difficult for me to answer that question, because it would require a sociological study that I do not have the means to undertake. But I should say that postmodernism, like the turn towards humanitarian interventions, is another way that the left has self-destructed itself, although this aspect has had less dramatic consequences than the wars and the damage was limited to “elite” intellectual circles.
But if the left wants to create a more just society, it has to have a notion of justice; if it adopts a relativist attitude with respect to ethics, how can it justify its goals? And if it has to denounce the illusions and mystifications of the dominant discourse, it better rely on a notion of truth that is not purely a “social construction”. Postmodernism has largely contributed to the destruction of reason, objectivity and ethics on the left and that leads to its suicide.
This interview was conducted by Àngel Ferrero for the Spanish newspaper, Publico.
Jean Bricmont teaches physics at the University of Louvain in Belgium. He is author of Humanitarian Imperialism.  He can be reached at Jean.Bricmont@uclouvain.be
Da entrevista à vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista vista e ouvida na RTP2 e Rádio Renascença hoje pela noite, fica-se com a impressão de que temos aí uma pessoa honesta e franca, com as suas convicções sociais-democratas, "moderadas" ou "centristas" como agora se usa dizer. A social-democracia desacreditada pelo seu apoio espúrio ao neoliberalismo entrou numa crise da qual quer sair, o que se compreende. A entrevistada foi clara em responder que o PS tentou acordos com o PSD antes de os aceitar fazer com a esquerda, tentativa gorada pela recusa do PSD em abdicar de determinadas políticas austeritárias. É uma informação que não fora até agora publicitada que eu saiba. E é reveladora.  Donde se deduz que quem teve a iniciativa de negociar entendimentos foi a esquerda, o BE num célebre debate com o secretário-geral do PS e a seguir pelo PCP na noite dos resultados eleitorais (informação pública prestada por Jerónimo de Sousa ao Expresso).
Informações que valem o que valem. Na minha opinião valem.

domingo, 29 de novembro de 2015

As trapalhices de uma certa esquerda

Uma certa esquerda continua atrapalhada nas questões internacionais. Apoiou a destruição da Líbia desprezando o aviso profético do coronel  Muammar Gaddafi algum tempo antes de ser assassinado brutalmente: “Agora ouçam bem, vocês da OTAN. Vocês estão bombardeando uma muralha, uma barreira que fica no caminho da migração africana para a Europa e no caminho dos terroristas da Al Qaeda. Esta muralha é a Líbia. Vocês estão destruindo-a. Vocês são estúpidos, e irão queimar no inferno por causa dos milhares de imigrantes africanos.”. Embarcou na propaganda astuta dos EUA durante e depois da ´guerra do golfo` classificava Sadham de um tirano que precisava de ser removido do poder. Calou-se quando Assad, da Síria, começou a ser alvo dos mesmos ataques. Putin é um ditador e o cliché volta a pegar. Uma certa esquerda enreda-se na teia da aranha das "democracias" e dos "direitos humanos". Assumiu sentimentos de culpa pelo colonialismo e pelo eurocentrismo. 
O imperialismo agradece.
"O que sabemos é que uma economia complexa de transporte de refugiados está gerando milhões e milhões de dólares em lucro. Quem está financiando isso? Tornando isso propício? Onde estão os serviços de inteligência europeus? Eles estão explorando esse submundo escuro? O fato de que os refugiados estão em uma situação desesperadora não exclui, de forma alguma, o fato de que seu fluxo para a Europa é parte de um projeto bem planejado."
Slavoj Žižek

sábado, 28 de novembro de 2015


"O Governo irá tão longe conforme faça uma opção por uma política com solução duradoura, que corresponda aos interesses e aspirações do povo português", disse Jerónimo de Sousa durante um jantar-comício na Figueira da Foz.
PUB
"Aqui residirá o seu futuro, que com certeza poderá ser prolongado se essas respostas forem dadas", argumentou.
O líder comunista disse ainda que "não pode nem deve ser desperdiçada" a possibilidade agora aberta, com o novo Governo do Partido Socialista, de "dar passos limitados, é certo, mas nem por isso pouco importantes" na adoção de uma trajetória que inverta aquilo que disse ser o "rumo de declínio" seguido nos últimos quatro anos.
Jerónimo de Sousa defendeu a necessidade de uma política "patriótica e de esquerda" em oposição ao que disse ser a "política de mentira" da direita, e lembrou que o programa de governo que vai ser discutido, na quarta-feira, no parlamento "é um programa do PS, não um programa do PCP", mas que os comunistas o vão apoiar.
"Temos esta consciência da diferença e da divergência que existe em relação a matérias de fundo mas, no quadro de honrar a palavra dada, o que faremos na Assembleia da República é rejeitar qualquer moção de rejeição que venha do PSD e do CDS", permitindo que o Governo liderado por António Costa entre em funções.
Jerónimo de Sousa revelou ainda que nas reuniões com o PS para formalização do acordo de apoio parlamentar comunista a um futuro governo "o Partido Socialista nunca quis impor nada ao PCP" e que "ficou claro" que os comunistas mantêm a sua autonomia, independência e identidade, apesar do acordo alcançado.
Jerónimo de Sousa disse ainda que a situação do país "não prescinde, antes exige" que a luta dos trabalhadores seja colocada em primeiro plano, e embora assumindo divergências programáticas com o PS, frisou que o novo Governo representa uma "evolução positiva" para o país.
"Não nos pomos em bicos de pés. Mas se hoje este Governo [de coligação PSD/CDS] foi derrotado e se a solução alternativa foi encontrada, podemos dizer camaradas que muito se deve ao PCP", argumentou
Antes da intervenção do líder do PCP, Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF) e mandatário distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Edgar Silva, lembrou que vai estar no sábado em Lisboa, na manifestação convocada pela CGTP "para desejar que o governo do PS apoiado pelos partidos à sua esquerda tenha, de facto, políticas que não sejam de direita".
"Foi por isso que afastámos de lá o PSD e o CDS e agora o que é preciso é um governo que deixe de vez as políticas de direita", concluiu.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015





Portugal tem economia mais desigual dos países desenvolvidos

Segundo uma investigação da Morgan Stanley, Portugal é o país desenvolvido com maior desigualdade salarial e de riqueza.
http://www.esquerda.net/sites/default/files/styles/480y/public/3366786135_d2aec7877e_o_0.jpg?itok=RAEuCurT
Morgan Stanley, uma multinacional de serviços financeiros sediada em Nova Iorque, analisou a economia dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que tem 34 estados membros e 31 países parceiros) relativamente à igualdade salarial e de distribuição de riqueza. Os cinco países desenvolvidos mais desiguais, segundo o relatório, são, respetivamente, Portugal, Itália, Grécia, Estado Espanhol e Estados Unidos. Os cinco países com economias mais equilibradas são a Noruega, a Suécia, a Finlândia, os Países Baixos e a Bélgica. No relatório, foram estudados indicadores como a desigualdade salarial de acordo com o género, o emprego involuntário a tempo parcial e o acesso à internet, entre outros. A desigualdade persistente prejudica o crescimento económico a longo prazo, afirma o relatório, contrariando as políticas de austeridade que têm sido implementadas nos países do Sul da Europa, que estão nos quatro primeiros lugares das economias mais desiguais. De acordo com o relatório apresentado, “as gerações anteriores de famílias de classe média, no período posterior à Segunda Guerra Mundial, podiam aspirar a melhoras as suas condições de vida, a terem uma casa de tamanho razoável, uma boa educação para os seus filhos e reformas nas quais podiam confiar. Pelo contrário, as aspirações da classe média hoje em dia esbarram contra a insegurança laboral e das pensões”.A seguinte tabela resume os resultados do relatório:

http://www.esquerda.net/sites/default/files/styles/large/public/captura_de_ecra_2015-11-26_as_12.37.30.png?itok=W_4KLDOi


Quadro resumo dos resultados do relatório. A primeira coluna indica o lugar em que se posicionaram os países, com Portugal em primeiro. As variáveis avaliadas foram: os
coeficientes de Gini, a dispersão salarial (% de mudança nos coeficientes de Gini, % de crescimento salarial real, dispersão de rendimentos e diferença salarial entre géneros), balanço geral (riqueza líquida da média em relação à mediana e % da dívida mediana em relação ao rendimento), inclusão no local de trabalho (desemprego de quem completou o ensino secundário, trabalho parcial involuntário, Não Estudam Nem Trabalham - NEET, todos em em %), estado de saúde (intervalo no estado de saúde, em %) e acesso digital (acesso à internet, em %)

Templo dórico, Viagem à Sicília, Agosto 2009

Templo grego clássico da Concórdia

Templo grego clássico da Concórdia
Viagem à Sicília

Teatro greco-romano

Teatro greco-romano
Viagem à Sicília

Pupis

Pupis
Viagem à Sicília Agosto 2009

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.

Viagem à Polónia

Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.

Forum Romano

Forum Romano
Viagem a Roma, 2009

Roma - Castelo de S. Ângelo

Roma - Castelo de S. Ângelo
Viagem a Roma,2009

Roma-Vaticano

Roma-Vaticano

Roma-Fonte Trévis

Roma-Fonte Trévis
Viagem a Roma,2009

Coliseu de Roma

Coliseu de Roma
Viagem a Roma, Maio 2009

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Vaticano-Igreja de S.Pedro

Grécia

Grécia
Acrópole

Grécia

Grécia
Acrópole

Viagem à Grécia

Viagem à Grécia

NOSTALGIA

NOSTALGIA

CLAUSTROFOBIA

CLAUSTROFOBIA