A espuma das palavras

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Opinião

A pedofilia como arma de guerra

José Goulão
por José Goulão
Quinta, 25 de Agosto de 2016

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A foto e o vídeo de Omron, garoto de cinco anos da cidade de Alepo (Síria), têm corrido mundo e enchido as primeiras páginas e espaços nobres da comunicação social. Por que razão o drama de Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes?
As crianças são as vítimas indefesas de qualquer guerra. Mais do que qualquer outro sector das populações, e juntamente com os idosos, estão à mercê de todas as fracções em luta, sejam os bons ou os maus, os ditadores e pretensos salvadores, os terroristas e os ditos guerreiros humanitários, os bárbaros e os civilizados, os opressores e os que tomam para si as vocações libertadoras. As crianças não têm escolha.
Nas guerras de hoje – e muitas elas são – vem-se agudizando a tendência para explorar a maior debilidade das crianças em áreas de conflito como exemplos da maldade de uma das partes em guerra, com o objectivo óbvio de enaltecer a bondade e a virtude de quem a combate, transformando os maus em péssimos e os bons numa espécie de santos redentores. Usando tal expediente, em associação com a comunicação social amestrada, os praticantes dessas tendências exploram a vulnerabilidade infantil como em qualquer prática pedófila, neste caso ao serviço da propaganda belicista e da guerra. De um tão sádico e doentio comportamento, que se alimenta da cobarde exploração dos sentimentos e das emoções mais naturais de multidões indefesas – os exércitos de consumidores de comunicação social –, não se terá lembrado o próprio Goebbels.
Vem o intróito a propósito da foto e do vídeo do pequeno Omron, garoto de cinco anos da cidade de Alepo, na Síria, que têm corrido mundo e enchido as primeiras páginas e espaços nobres da comunicação social monopolista, tão plural e civilizada. É usada até à exaustão para apontar a dedo as maldades incuráveis do regime do terrível Assad e dos malvados protectores, os russos, assim legitimando e abençoando as guerras contra eles feitas pelos exércitos libertadores, ainda que acompanhados, como neste caso específico, pelos tão excomungados terroristas islâmicos.
«A White Helmets (escudos brancos) é uma das muitas entidades por esse mundo fora, neste caso na ocupada cidade de Alepo, que servem de cobertura a actividades da CIA, dos serviços britânicos de espionagem MI6 e dos seus congéneres holandeses IDB»
Como libelo contra a guerra, contra todas as guerras, o drama do pequeno Omron é um entre os de dezenas de milhares de crianças na Síria, em Gaza e na Palestina em geral, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, no Iémen, na Ucrânia, no Mali, na Nigéria – citando os conflitos actuais e mais recentes –, feridas ou mortas por toda a espécie de grupos em conflito. Não mereceram tão mediático destaque, mas nem por isso deixaram de existir – os «danos colaterais» em escolas e creches praticados por aviões da NATO durante a «libertação» da Líbia na companhia dos terroristas islâmicos; ou os bombardeamentos de escolas e hospitais efectuados igualmente pela NATO no Afeganistão, e pelo exército de Israel em Gaza. Nesta matéria, como em tantas outras, os bons e os maus confundem-se mediante uma tenebrosa propriedade comutativa própria da guerra.
Qualquer jornalista com uma réstia de brio profissional que sobreviva à voz de comando dos donos poderia investigar as razões pelas quais o drama do pequeno Omron mereceu destaque especial entre a torrente de episódios semelhantes. Bastar-lhe-iam um pouco de curiosidade profissional e algumas horas de trabalho.
O que aprenderia então esse jornalista?
Que, na altura em que foi tirada a fotografia e captado o vídeo, a criança não estava a ser socorrida por profissionais de saúde mas sim nas mãos de uma dita «organização não-governamental», a White Helmets (escudos brancos), uma das muitas entidades por esse mundo fora, neste caso na ocupada cidade de Alepo, que servem de cobertura a actividades da CIA, dos serviços britânicos de espionagem MI6 e dos seus congéneres holandeses IDB.
Que a White Helmets é um braço de uma empresa designada Innovative Comunications & Strategies (InCoStrad), com escritórios em Washington e Istambul, uma agência de comunicação e propaganda do MI6 e da NATO criada para o conflito sírio. Esta empresa é autora, por exemplo, dos logotipos da maior parte dos bandos de mercenários e grupos terroristas em acção na Síria, dos «moderados» ao próprio Estado Islâmico, ou Daesh, ou Isis.
Que o oportuno autor do instantâneo foi Mahmoud Raslan (Rslan, grafia usada na sua página de Facebook), um jihadista simpatizante do Estado Islâmico, membro do grupo terrorista «moderado» Harakat Nour Din al-Zenki, protegido pela Turquia e que foi um dos contemplados pela CIA com armas antitanque BGM-71.
Que o Mahmoud Raslan e o seu grupo são realmente amigos de crianças. Há pouco mais de um mês, em 16 de Julho, o «fotógrafo» e membros do seu grupo terrorista promoveram uma cerimónia de sangue na qual foi decapitado na caixa traseira de uma camioneta vermelha, em pequenos e sincopados golpes de arma branca, o garoto palestiniano Abdullah Tayseer al-Issa, de 12 anos. Fora «julgado» e «condenado» pelos «moderados» de Raslan por pertencer supostamente às «Brigadas Al-Quds». A cabeça ensanguentada da criança foi depois exibida efusivamente, como histórico troféu, cena documentada em vídeos que qualquer pessoa – nem precisa de ser jornalista – descobrirá em rede, se tiver estômago para tal.
«O caso de Omron é usado como propaganda de guerra a propósito da situação em Alepo, (...) onde os mercenários invasores, ditos "rebeldes", sentem estar a perder o poder devido ao longo cerco imposto pelas tropas sírias, com apoio aéreo russo»
É possível saber ainda que o terrorista/«fotógrafo» tem vínculo profissional a um denominado Aleppo Media Center, cuja página web abre no site do jornal Times of Israel.
Resta notar que o caso de Omron é usado como propaganda de guerra a propósito da situação em Alepo, a segunda mais importante cidade síria, onde os mercenários invasores, ditos «rebeldes», sentem estar a perder o poder devido ao longo cerco imposto pelas tropas sírias, com apoio aéreo russo. O episódio Omron coincide com um «aviso» lançado pelo Pentágono de que poderá atacar aviões russos se puserem em causa o seu pessoal no terreno – afinal há tropas norte-americanas na Síria – e depois de ter fracassado a armadilha da abertura de supostos «corredores humanitários» mediante os quais a «coligação ocidental» pretendia romper o cerco de Alepo e dar fuga aos terroristas.
Ocupando Alepo estão os «moderados» criados pela sra. Clinton & Cia e, sobretudo, os verdadeiros senhores da guerra na Síria, a al-Qaida e o Daesh. Quem os protege, tentando evitar o regresso à legitimidade institucional, são os interesses igualmente defensores do nosso «civilizado modo de vida» e que, para tal, não hesitam em recorrer à mais cobarde pedofilia como arma de propaganda e de guerra.
Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) quinta-feira, agosto 25, 2016 Sem comentários:

terça-feira, 23 de agosto de 2016

21 de agosto de 2016 - 16h45

O escândalo que pode pôr fim à campanha de Hillary Clinton

O jornalista e cientista político russo-israelense Israel Shamir deu algumas informações sobre o que Donald Trump disse relativamente aos comentários de Barack Obama e Hillary Clinton de terem criado o Estado Islâmico. Segundo o jornalista, estes comentários poderão fazer fracassar totalmente a campanha pré-eleitoral de Hillary Clinton.


Barack Obama e Hillary ClintonBarack Obama e Hillary Clinton
"Ela tem o presidente vigente do seu lado. Ela tem New York Times e Washington Post ao seu lado, bem como as redes de televisão nacionais. Até pode parecer que tem as eleições no papo. Isso podia ter sido o caso há poucos anos. Ninguém nessa altura teria ouvido falar do seu rival Donald Trump. Mas agora na época das tecnologias de internet, as coisas não estão tão fáceis para ela", disse Trump.

O hacker australiano Julian Assange, que inicialmente publicou a correspondência secreta do Partido Democrata, revelou depois mais dados da correspondência da própria Hillary, que testemunham a venda de armas aos terroristas do Estado Islâmico durante o período em que ela ocupava o cargo de secretária de Estado. Assange sustenta que ela mentiu sob juramento dizendo ao Senado que não sabia nada sobre o fornecimento de armas a terroristas.

Estas declarações de Assange podiam ter sido silenciadas, mas Trump as revelou e acusou Obama e Hillary de terem criado o Estado Islâmico. Ora, os dois políticos, ao fornecerem essas armas, não tinham nenhuma dúvida de que estes grupos mantinham relações com a Al-Qaida e tentavam derrubar vários governos legítimos, assinala o jornalista Israel Shamir.

Depois, o portal Wikileaks revelou dados sobre a venda de armas para o Estado Islâmico e Frente al-Nusra através da assim chamada "oposição moderada" na Síria. O jornalista cita as palavras do líder do Estado Islâmico no Paquistão, que confirmou a entrega das armas norte-americanas.

O jornalista escreve que Assange prometeu tornar público mais informações que lançam luz sobre o fornecimento de armas a terroristas por parte de Hillary Clinton. Mas, mesmo assim, já foi revelada bastante informação. É apenas preciso que os eleitores americanos saibam disso.
Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) terça-feira, agosto 23, 2016 Sem comentários:

sábado, 20 de agosto de 2016

Manifesto 74

Rio2016

Posted by Abril Novo Magazine ⋅ 19 de Agosto de 2016
Filed Under  IFTTT, Manifesto 74
Tenho grande dificuldade em reflectir de forma racional sobre os JO. Por razões de natureza pessoal, que não vou detalhar neste espaço, e por razões ideológicas, que afastam a minha visão dos Jogos daquela que é dominante no conjunto não apenas da sociedade portuguesa mas também, temo bem, por esse mundo fora.
Cresci a ver os Jogos, a treinar ao lado de atletas olímpicos, a ambicionar participar nos Jogos e a beber tudo aquilo que, há vinte anos, a televisão, os jornais e as revistas davam a conhecer sobre o mais importante evento desportivo-competitivo do calendário da maior parte das modalidades que foram até há alguns anos atrás predominantemente amadoras.
E porque vivi por dentro, de certa forma, a obsessão olímpica sinto-me sempre bastante dividido na hora de olhar os vários Jogos que existem dentro dos Jogos. Tenho uma opinião sobre os JO enquanto evento, hoje totalmente desligado do chamado “espírito olímpico”, e outra bem diferente sobre a generalidade dos torneios olímpicos, que são a essência daquilo que resta do movimento olímpico acarinhado por atletas, treinadores e comunidades desportivas nacionais.
Os JO de Verão 2016 estão a terminar – seguem-se os Paralímpicos (ou Paraolímpicos) – e neste momento já é possível perceber que a missão olímpica portuguesa obteve resultados magníficos, traduzidos através não apenas de uma medalha e vários diplomas olímpicos mas também – e na minha modesta opinião, sobretudo – da diversificação das representações olímpicas nacionais em modalidades e disciplinas fundamentalmente individuais. Da missão olímpica portuguesa fizeram (fazem) parte atletas distribuídos por modalidades relativamente às quais a generalidade dos portugueses desconhece em absoluto a realidade competitiva nacional. Quantos de nós conhecem verdadeiramente o que se passa em Portugal ao nível do Badminton, da Ginástica Desportiva, da Canoagem ou do Hipismo? O meu maior contentamento é ver uma representação olímpica portuguesa envolvida em vários torneios e, dentro destes, em diversas provas, especialidades e distâncias.
Portugal não tem uma tradição relevante de prática desportiva federada. O nosso número de atletas federado é – sejamos honestos – ridículo e mal distribuído por modalidades e federações. O reduzido campo de recrutamento dos clubes e federações conduz aliás à disputa de atletas, realidade que ilustra bem as fracas possibilidades que o desporto nacional ainda vai alimentando relativamente à possibilidade de disputar de forma continuada resultados mediaticamente relevantes nas provas para as quais todos os olhos se voltam de tantos em tantos anos: Europeus, Mundiais e, naturalmente, Jogos Olímpicos.
Por outro lado as condições financeiras e materiais ao dispor dos atletas federados são na generalidade das modalidades risíveis, quando comparadas com aquelas existentes nos países que lideram os chamados “medalheiros” olímpicos. Um bom exemplo desta realidade diz respeito à natação, modalidade muito mediatizada no panorama olímpico, mas que em Portugal conheceu até há poucos anos atrás um atraso ao nível das infraestruturas que deveria envergonhar um país que cobra constantemente resultados para os quais pouco ou nada contribui ao longo dos anos de preparação de cada ciclo olímpico.
Nada do que escrevo é novo nem original. Aliás, houve quem a partir do Rio de Janeiro o lembrasse através das câmaras da RTP: “querem resultados? dêem-nos condições!”. Não são tretas, desculpas de mau pagador, queixumes sem fundo de verdade; pelo contrário: os atletas nacionais registam de forma geral desempenhos comparados muito superior às condições (também comparadas) de que dispõem. Acontece que temos uma tendência natural para nos colocarmos num plano de desenvolvimento geral e de capacidade desportiva que não encontra correspondência com as realidades de um e outro indicador. E grandes expectativas geram não raras vezes brutais trambolhões.
O país coloca-se às costas de anónimos trazidos para a ribalta mediática durante quinze dias, e perante resultados que não compreende solta a sua boçalidade de algibeira em cima daqueles que tudo deram – e de que tudo se privaram… – nas respectivas competições. Portugal ganha, fulano ou fulana perde, “falha a final”, “desilude” quem se iludiu com base em consultas apressadas de notícias descontextualizadas, pesquisas no Google, vídeos no Youtube. Depois a coisa passa para a generalidade de nós, ausentes do ciclo olímpico entretanto iniciado, mas não passa para atletas cujo impacto físico, social, psicológico e por vezes financeiro da sua entrega à competição é muitas vezes um verdadeiro triturador de vidas.
Os Jogos do Rio foram uma notável demonstração da vitalidade do desporto nacional, contra todas as expectativas, contra todas as barreiras, obstáculos e deficiência de condições. Não me resta, relativamente à representação olímpica nacional, nada que não seja gratidão e orgulho. Estão de parabéns os atletas, os seus clubes, treinadores, dirigentes (quase todos amadores, quase todos sacrificando a sua vida pessoal por amor ao desporto) e, de certa forma, Abril, o momento em que a democracia chegou também ao desporto.
Seja como for não tenho – nunca tive – a obsessão do medalheiro, esse entretém mediático que desfigura o olimpismo, e que arrasta tanta gente para reflexões apressadas, injustas, descontextualizadas e ultra-competitivas acerca de um evento que deveria ter no ouro, na prata e no bronze um pormenor e nunca a sua essência fundamental.
Via: Manifesto 74 http://bit.ly/2bjzG1i
Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) sábado, agosto 20, 2016 Sem comentários:

DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) sábado, agosto 20, 2016 Sem comentários:

quinta-feira, 18 de agosto de 2016


Juíza argentina aceita investigar desaparecimento do poeta García Lorca

Posted by Abril Novo Magazine ⋅ 18 de Agosto de 2016
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Granada (Espanha), 17 ago (EFE).- A juíza argentina María Romilda Servini de Cubría, que há anos investiga violações dos direitos humanos na Espanha durante o regime comandado pelo general e ditador Francisco Franco, aceitou a denúncia pelo desaparecimento do poeta Federico García Lorca apresentada pela Associação para a Recuperação da Memória Histórica (ARMH).
O presidente deste coletivo, Emilio Silva, explicou nesta quarta-feira para a Agência Efe que a juíza aceitou este caso e que já enviou um precatório à Espanha para iniciar diligências.
O início desta investigação judicial coincide com o octogésimo aniversário do assassinato do poeta e dramaturgo nascido em Fuente Vaqueros, na província de Granada, no sul da Espanha, e após a descoberta de documentos que a associação tinha guardado.
A denúncia, à qual teve acesso a Efe e que foi formalizada em abril deste ano, transferia à juíza argentina um relato que comprovava “de maneira indubitável” as circunstâncias da detenção e do assassinato de Federico García Lorca, a partir de um documento da Chefia Superior de Polícia de Granada datado de 9 de julho de 1965.
O referido relatório, que mostrou pela primeira vez a versão oficial do regime franquista sobre a morte do poeta, assinalava que García Lorca foi fuzilado junto com outra pessoa e definia o poeta como “socialista e maçom”, além de lhe atribuir “práticas de homossexualidade, aberração que se tornou vox populi”.
Em agosto de 1936, García Lorca se encontrava em Granada, aonde havia chegado alguns dias antes, vindo de Madri, cidade na qual residia, de acordo com o documento, que acrescentava que, no lapso de poucos dias, duas buscas tinham sido feitas em seu domicílio.
Depois dessas diligências policiais, Lorca se refugiou na casa de seus amigos, os irmãos Rosales Camacho, vinculados, por sua afiliação ao movimento Falange, aos rebeldes que pegaram em armas contra o governo da República.
Ali permaneceu até sua detenção, que o documento situou entre os últimos dias de julho e os primeiros de agosto de 1936 e que foi resultado de uma ordem procedente do governo civil.
Uma vez efetuada a detenção, García Lorca foi conduzido para os calabouços do governo civil e os irmãos Rosales Camacho se interessaram por ele, assim como o chefe local e o chefe de milícias da Falange, que não conseguiram a liberdade do detido após uma reunião com o governador civil da época.
A denúncia afirma que García Lorca foi retirado do governo civil “por forças dependentes do mesmo” e conduzido em um carro até o município de Víznar, junto com outro detido, cujas circunstâncias pessoais se desconhecem e que, nas imediações de um lugar conhecido como Fuente Grande, “ambos foram fuzilados”.
A partir desse relato, a ARMH transferiu para juíza a importância deste caso para a configuração do que considera um “contexto de crimes contra a humanidade” e que “é indispensável” contar com toda a documentação relacionada a estes fatos que possa ser encontrada nos arquivos do Ministério do Interior espanhol.
Como medida de prova, solicitaram a remissão de uma comissão rogatória ao Juizado de Instrução de Madri para que recebesse do ministério cópias certificadas do expediente da Chefia Superior de Polícia de Granada de 1965, assim como toda documentação existente em seus arquivos relativa à detenção e ao homicídio de García Lorca. EFE
Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) quinta-feira, agosto 18, 2016 Sem comentários:

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Se ainda há espírito olímpico, está todinho aqui:
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Síria que salvou refugiados no Mediterrâneo vence prova | Rio 2016 | DW.COM | 06.08.2016 dw.com|De Deutsche Welle (www.dw.com) Há cerca de um ano, Yusra Mardini fugiu da Síria e nadou mais de três horas puxando um bote para salvar a vida de outros migrantes. "Sem nadar eu não estaria viva agora", diz nadadora da equipe de refugiados na Rio 2016. Os Jogos Olímpicos consagram medalhistas e recordistas, eternizam momentos marcantes do esporte mundial, mas também são o mais puro palco para histórias de heroísmo e superação de atletas que, na maioria dos casos, não fazem parte da elite esportiva.A jovem nadadora síria de 18 anos Yusra Mardini se tornou a primeira personagem dos Jogos do Rio de Janeiro. A atleta da equipe de refugiados venceu sua bateria, a primeira das disputas eliminatórias dos 100 metros borboleta, neste sábado (06/08), com o tempo de 1:09:21. Tempo insuficiente para se classificar à semifinal da disputa, mas que lhe rendeu aplausos de todos no Parque Aquático Maria Lenk."Foi realmente incrível, foi uma sensação indescritível competir aqui nos Jogos Olímpicos", disse Mardini, que teve que ser alocada numa sala especial para dar entrevistas devido ao imenso interesse de repórteres pela história da jovem refugiada.
Yusra Mardini foi acolhida pela Alemanha e treina no clube Wasserfreunde Spandau, em BerlimYusra Mardini foi acolhida pela Alemanha e treina no clube Wasserfreunde Spandau, em BerlimAlgo impensável para alguém que, há cerca de um ano, nadava para salvar a vida de outros 19 refugiados que tentavam fugir da guerra civil da Síria. "Sem nadar eu não estaria viva agora", diz Mardini. Em agosto de 2015, ela e a irmã decidiram abandonar a Síria. Como muitos refugiados, elas pegaram um barco para chegar à Europa. No meio do caminho, porém, o motor do bote, com capacidade para transportar normalmente apenas seis pessoas, parou de funcionar. Mardini, a irmã e mais duas pessoas pularam no mar e nadaram durante mais de três horas, puxando o bote até a ilha grega de Lesbos. "Nós éramos os únicos quatro que sabiam nadar", disse Mardini, numa entrevista dada ao jornal inglês Independent. "Uma mão segurava a corda amarrada ao barco, enquanto movia minhas pernas e o outro braço. Foram três horas e meia em água fria. Seu corpo fica praticamente... acabado. Não sei se consigo descrever."
Depois da odisseia, Mardini chegou à Alemanha, onde retomou os treinos de natação, que ficaram interrompidos por praticamente dois anos devidos aos conflitos na Síria. Ela também não deixou de agradecer o clube Wasserfreunde Spandau, de Berlim, que a acolheu. Na Rio 2016, Mardini ainda competirá nos 100 metros livres.
 
Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) terça-feira, agosto 16, 2016 Sem comentários:

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O colonialismo português no Estado Novo

Publicada por José Augusto Nozes Pires à(s) sexta-feira, agosto 12, 2016 Sem comentários:
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Obras de Nozes Pires publicadas em

Entre Outras:
150 Anos Do Manifesto Do Partido Comunista, o Manifesto e o seu Tempo, Lisboa, 2000, Ed. Colibri.
Léger-Marie Deschamps, Un Philosophe entre Lumières et Oubli, 2001, Ed. L'Harmattan.
Renascimento e Utopias, Actas da Academia de Ciências, 1997
Revista «Vértice», vários números.
Revista «espaço público», 1.
José Félix Henriques Nogueira, Revista editada pela Escola Sec. de Henriques Nogueira, 2008.
Jornal «A Batalha», vários números.
Semanários: Badaladas, FrenteOeste.


Discursando

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No 2º Congresso Republicano de Aveiro, 1969, em nome dos estudantes universitários do Porto
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