domingo, 18 de outubro de 2009

VERDE PÁLIDO

Deitaste-te na minha cama



O mar era verde e a pálida lua


Convidava-nos ao amor


Não fosse o mar tão fundo


E a lua tão morta.






A lua tão morta


O mar tão fundo


Tão verde a minha cama


Tão pálida a minha sorte


Não fosse tão grande o mundo


Não fosse tão certa a nossa morte.






Era azul a minha sorte


Tão pequeno o mundo


Não fosses tu a pálida lua


Não fosses tu o mar tão fundo.






Tão verde


A nossa sorte


Tão pálida a nossa morte.







1 comentário:

  1. J.A.

    Apesar de quase ilegível, aqui está mais um belo poema... belo!

    Um abraço


    ps: o Espuma não aparece actualizado por aqui... ainda está no post CANÇÃO...

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