segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Octavio Paz

Certeza
Se é real a luz branca
desta lâmpada, real
a mão que escreve, são reais
os olhos que olham o escrito?

Duma palavra à outra
o que digo desvanece-se.
Sei que estou vivo
entre dois parênteses.

1 comentário:

  1. Zé,
    De verso em verso...



    A água perfura a pedra,
    o vento dispersa a água,
    a pedra detém ao vento.
    Água, vento, pedra.

    O vento esculpe a pedra,
    a pedra é taça da água,
    a água escapa e é vento.
    Pedra, vento, água.

    O vento em seus giros canta,
    a água ao andar murmura,
    a pedra imóvel se cala.
    Vento, água, pedra.

    Um é outro e é nenhum:
    entre seus nomes vazios
    passam e se desvanecem.
    Água, pedra, vento

    VENTO, ÁGUA, PEDRA
    .

    Gosto muito do O.Paz.

    Beijo

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