terça-feira, 15 de julho de 2014


Publicado em 01.05.1994
A psicologia materialista dialética de Vygotsky
Por Loren Graham*
 

Os processos mentais são autônomos ou condicionados pela interação com o meio? Vygotsky tentou responder essa questão e deu novo rumo à compreensão da mente humana
A biografia ora traduzida presta-se a objetivos mais amplos que assinalar os sessenta anos de desaparecimento de Vygotsky cuja obra desperta vasto e diferenciado interesse em todo o mundo, e não só entre o público especializado em psicologia. A análise das circunstâncias da produção, e da acolhida, de sua obra pode nos instruir sobre as peculiaridades que caracterizam o socialismo soviético, em suas diversas fases e facetas. Para o público brasileiro já familiarizado com sua obra, a leitura desta nota contribuirá para a compreensão multilateral do alcance e da dimensão de Vygotsky. 

Esse público notará que a primeira edição ocidental de Pensamento e Linguagem, edição norte-americana de 1962, é aqui criticada por excluir as referências, do próprio Vygotsky, ao marxismo como referencial teórico da sua produção em psicologia. O fragmento que publicamos foi extraído do livro Science in Russia and the Soviet Union – A Short History, capítulo 5 (“O papel do materialismo dialético: a fase autêntica”), p. 103-108, de autoria de Loren R. Graham, publicado em 1993 pela Cambridge University Press, Nova Iorque; livro que foi objeto de nossa resenha na edição anterior da revista Princípios. A tradução é de Luciana Cristina Ruy, com revisão técnica de Verônica M. Bercht. Nossos agradecimentos ao autor e a Cambridge University Press pela cessão de direitos autorais para esta publicação. Loren Graham é um renomado estudioso da história da ciência soviética, autor de Science and Philosophy in the Soviet Union, The Soviet Academy of Science and the Communist Party, 1927-1932, entre outros livros e artigos sobre o assunto.
Olival Freire Jr. 

Talvez nenhum outro pensador soviético represente melhor a geração de marxistas que tentaram revolucionar o conhecimento das décadas de 1920 e 1930 do que o psicólogo Lev Semenovich Vygotsky. O atual interesse sobre Vygotsky deve-se ao fato de suas idéias exercerem grande influência na educação e nas ciências sociais. O filósofo da ciência norte-americano Stephen Toulmin chamou Vygotsky de “o Mozart da psicologia”, comparando-o a Freud e Piaget (1). Jerome Bruner observou que “Vygotsky foi indiscutivelmente um gênio” (2). James Wertsch indagou, em 1988: “por que ele é o pensador soviético que está tendo influência no pensamento do Ocidente, mais de meio século após a sua morte?” (3).

Os poucos estudiosos que examinaram cuidadosamente os escritos originais e a vida de Vygotsky concordam que o marxismo foi um estímulo importante ao seu pensamento. Porém muitos psicólogos em países de língua inglesa perderam esse elemento do trabalho de Vygotsky. Eles conheciam somente a primeira tradução americana de seu clássico Pensamento e Linguagem, uma edição resumida na qual as referências ao marxismo foram sistematicamente omitidas. Evidentemente os tradutores acreditavam que essas referências não eram tão importantes em relação às idéias principais de Vygotsky (4). Todas as referências a Lênin, por exemplo, foram eliminadas. Somente em 1986, meio século após ter sido escrito, o texto completo de Pensamento e linguagem foi publicado em inglês (5). Nele o papel do marxismo aparece com clareza. Wertsch, um psicólogo norte-americano que estudou a fundo a obra de Vygotsky, salientou seu “sincero esforço em criar um modo marxista de analisar a mente” (6).

No original russo fica claro que o empenho de Vygotsky em mostrar a importância do contexto sócio-cultural para uma teoria da mente apoiava-se no conceito marxista de que é a “existência que determina a consciência”. Vygotsky acreditava que o desenvolvimento do pensamento nas crianças podia ser compreendido com base na epistemologia de Lênin, que enfatizava a influência da realidade objetiva na mente inteligente. Em particular, essa ênfase de Lênin forneceu as bases para suas críticas à visão do mais importante psicólogo francês, Jean Piaget, que falou do uso “autista” que a criança faz da linguagem, sem se referir à influência do meio desde o início de seu desenvolvimento. Vygotsky acreditava que os pontos de vista de Piaget eram baseados numa forma de dualismo e idealismo epistemológicos incompatíveis com o marxismo. Uma abordagem marxista, afirmou Vygotsky, dá mais importância às origens “externas” ou “sociais” da linguagem, em vez de considerá-la uma atividade isolada e independente da mente. Na análise de Friedrich Engels sobre a importância das ferramentas na evolução humana, Vygotsky encontrou uma ênfase marxista que bem se adapta ao estudo do funcionamento mental superior, que é mediado pelo meio ambiente – neste caso, as ferramentas são desenvolvidas socioculturalmente. Vygotsky chegou a citar as leis da dialética de Engels, mencionando a “unidade e conflito dos opostos pensamento/fantasia” na cognição (7).

Vygotsky atingiu a maturidade na Rússia soviética dos anos 1920, um tempo de grande entusiasmo entre os jovens estudantes e professores no esforço de reconstrução marxista do conhecimento. A Rússia acabara por passar por uma guerra que deixara perdas enormes, uma revolução traumática e uma guerra civil que provocou divisões no país; os problemas de falta de instrução e atraso econômico que enfrentava eram enormes. Psicólogos como Vygotsky, que concordavam com os objetivos do novo regime, esperavam encontrar uma forma de criar “um novo homem soviético” apoiados numa teoria da mente que desse importância essencial ao papel da sociedade. Se o desenvolvimento dos indivíduos se dá fundamentalmente a partir das características que lhes são inerentes, o panorama para o progresso rápido parece pequeno. Mas se uma sociedade reorganizada puder exercer forte influência no desenvolvimento da personalidade de seus cidadãos, as chances de uma transformação rápida são muito maiores. Essa questão explica a oposição de Vygotsky aos conceitos de Piaget sobre “comportamento autista” e “discurso interior” (ambos resistentes à influência social) e seu apoio ao ponto de vista segundo o qual o desenvolvimento mental é fortemente condicionado pelo contexto sociocultural ao qual está submetido.

“Divergência com Piaget estava na compreensão da origem da linguagem e da atividade mental”.

A questão central de grande parte da obra de Vygotsky é a relação entre discurso e pensamento. Ele faz objeções à descrição de Piaget sobre o discurso da criança como fruto da evolução de um estágio inicialmente individualista para um estágio social posterior. Vygotsky via a abordagem de Piaget fundamentada na distinção cartesiana entre corpo e mente, que os marxistas rejeitavam. Descreveu assim suas diferenças com Piaget:

“Para Piaget, o desenvolvimento do pensamento é a história da socialização gradual dos estados mentais autísticos, profundamente íntimos e pessoais. Até mesmo a fala social é representada como sendo subsequente, e não anterior, à fala egocêntrica”.

“A hipótese que propomos inverte esse percurso (…). Consideramos que o desenvolvimento total evolui da seguinte maneira: a função primordial da fala, tanto nas crianças como nos adultos, é a comunicação, o contato social. A fala mais primitiva da criança é, portanto, essencialmente social. Em princípio, é global e multifuncional; posteriormente, suas funções tornam-se diferenciadas. Numa certa idade, a fala social da criança dividi-se nitidamente em fala egocêntrica e fala comunicativa. (Preferimos utilizar o termo ‘comunicativa’ para o tipo de fala que Piaget denomina ‘socializada’, como se tivesse sido outra coisa antes de se tornar social. Do nosso ponto de vista, as duas formas, a comunicativa e a egocêntrica, são sociais, embora suas funções sejam diferentes.) A fala egocêntrica emerge quando a criança transfere formas sociais e cooperativas de comportamento para a esfera das funções psíquicas interiores e pessoais…) Segundo nossa concepção, o verdadeiro curso do desenvolvimento do pensamento não vai do individual para o socializado, mas do social para o individual” (8).

A essa transição da linguagem do meio social para a mente da criança, que causa impacto em muitas teorias sobre o pensamento infantil, Vygotsky denominou “internalização da fala”, conceito pelo qual ele é mais conhecido.

“Piaget acredita que a fala egocêntrica deriva da socialização insuficiente da fala, e que só tem uma forma possível de evolução: o declínio e a morte. A sua culminação ocorre no passado. A fala interior é algo novo, trazido do exterior juntamente com a socialização. Acreditamos que a fala egocêntrica origina-se da individualização insuficiente da fala social primária. A culminação ocorre no futuro, e desenvolve-se no sentido da fala interior” (9).

“Pensamento pré-linguístico tem origens materiais e pode ser exposto em termos marxistas”.

O conceito sobre internalização do discurso social trouxe para Vygotsky um problema diferente do enfrentado por Piaget. Uma criança, nos primeiros meses, antes de ter internalizado algum discurso, é capaz de pensar? Vygotsky acreditava que tal criança pudesse de fato pensar, embora não possuísse a linguagem média para fazê-lo; era necessário, então, que Vygotsky descobrisse raízes diferentes para pensamento e linguagem. O pensamento poderia vir originalmente do “interior”, enquanto a linguagem poderia vir originalmente do “exterior”. Contudo, mais tarde, pensamento e linguagem teriam um sobre o outro influência tão íntima que o fato de terem raízes diferentes tornar-se-ia quase imperceptível.

Se o pensamento pré-linguístico vem do “interior”, como a psicologia de Vygotsky poderia ser menos “dualista” ou cartesiana que a de Piaget? Esse conceito de origem interior do pensamento pré-linguístico não seria uma variação do que Lênin enfatiza como reflexo da realidade exterior na mente? Vygotsky esforçou-se para mostrar que o pensamento pré-linguístico tem origens materiais na evolução biológica e pode também ser exposto em termos marxistas:

“A tese de que as raízes do intelecto humano podem ser encontradas no reino animal já foi há muito aceita pelo marxismo; encontramos sua elaboração em Plekhanov (um marxista russo pioneiro). Engels escreveu que o homem e os animais têm as mesmas formas de atividade intelectual e que somente o seu grau de desenvolvimento difere: os animais são capazes de raciocinar num nível elementar, de analisar (quebrar uma noz é um início de análise), de experimentar quando deparam com um problema ou situação difícil (…) É desnecessário dizer que Engels não atribui aos animais a capacidade de pensar e falar ao nível humano (10).

O pensamento pré-linguístico na criança, de acordo com Vygotsky, é então, de alguma forma, similar ao pensamento embrionário de alguns animais. Desse modo, Vygotsky não estaria se desviando para o materialismo vulgar, sem perceber que o materialismo dialético chamou a atenção contra a redução da atividade “social” humana das atividades “biológicas”, animais? Vygotsky voltou ao marxismo para sua explicação enfatizando que a interação dialética de pensamento e linguagem transforma os processos do pensamento infantil em algo qualitativamente distinto do pensamento dos animais.

Vygotsky acreditava que o momento crucial chegava para a criança quando esta percebia que cada objeto tinha um nome. Neste momento as curvas de desenvolvimento do pensamento e do discurso se encontravam pela primeira vez, e daí em diante não se desenvolveriam mais separadamente. “A fala começa a servir ao intelecto, e os pensamentos começam a ser verbalizados” (11). Uma vez que a criança percebe a ligação entre palavra e objeto, o pensamento se torna verbal e a fala, racional.

Mais uma vez Vygotsky apresentou seus pontos de vista em termos marxistas, colocando o desenvolvimento psicológico da criança na moldura dos irredutíveis “níveis biológicos e sócio-históricos de existência” da dialética materialista. Observando a descoberta pela criança da conexão entre objetos e nomes, ele escreveu:

“A natureza do próprio desenvolvimento se transforma, do biológico para o sócio-histórico. O pensamento verbal não é uma forma de comportamento natural e inata, mas é determinado por um processo histórico-cultural e tem propriedades e leis específicas, que não podem ser encontradas nas formas naturais de pensamento e fala. Uma vez admitido o caráter histórico do pensamento verbal, devemos considerá-lo sujeito a todas as premissas do materialismo histórico, que são válidas para qualquer fenômeno histórico da sociedade humana. Espera-se apenas que, neste nível, o desenvolvimento do comportamento seja regido essencialmente pelas leis gerais da evolução histórico da sociedade humana” (12).

Assim, o esquema que Vygotsky desenvolveu para a explicação da relação mútua entre pensamento e linguagem continha um alto grau de consciência interior e eventualmente chegava a concepções marxistas de desenvolvimento social.

Vygotsky então levou a análise de pensamento e linguagem para um estágio mais elevado, no qual o funcionamento mental superior é fortemente influenciado pela linguagem culturalmente condicionada. Quando a criança aprende a ler e se torna mais sofisticada, a linguagem influencia seu pensamento por meio de formas muito mais sutis. Tornando-se adulta, seu modo de pensar é fortemente influenciado por toda a mídia cultural de seu ambiente. Uma consequência natural dessa tese é que as pessoas em ambientes nitidamente diferentes, como, por exemplo, sociedades industriais avançadas ou tribos primitivas, pensam de formas nitidamente diferentes.

Para entender melhor como pensamento e linguagem interagem em seu estágio adulto mais avançado na sociedade moderna, Vygotsky prestou atenção às análises literárias, semióticas e linguísticas. Seu trabalho inicial foi conhecido pelo grande linguista soviético Mikhail Bakhtin, que salientava, de maneira semelhante, a influência da sociedade nos métodos do pensamento. Bakhtin, que também atraíra grande atenção no Ocidente, tornou-se quase uma figura cultuada entre alguns intelectuais (13).

As idéias de Vygotsky representaram uma brilhante novidade na análise do pensamento e linguagem entre o final dos anos 1920 e início dos anos 1930, época em que ele as desenvolveu. Sua teoria abriu espaço para novas áreas de pesquisa na União Soviética e em outros países. Vygotsky lançou a principal escola da nova psicologia soviética. Muitos de seus alunos, incluindo A. R. Lúria e A. N. Leontiev, dominaram a psicologia soviética no período após a Segunda Guerra Mundial. Lúria, antes de sua morte, em 1977, tornou-se internacionalmente conhecido na neuropsicologia.

“Após a morte de Stalin, a influência da obra de Vygotsky aumentou gradualmente na URSS”.

As teorias de Vygotsky sobre o início do desenvolvimento psicológico infantil estavam claramente ligadas ao marxismo, como ele o interpretava. Mas, sob o governo Stalin, pensadores independentes como ele sofreram com frequência. Stalin via-se como um intelectual e não hesitava em dar opinião sobre as várias teorias científicas, No período que as influências stalinistas foram dominantes no pensamento soviético, de 1936 a 1956, os escritos de Vygotsky não eram aprovados. Em 1950, no seu artigo “Marxismo e linguística”, Stalin escreveu: “pensamentos nus, livres da linguagem material (…) não existem”, contradizendo a concepção de Vygotsky de pensamento pré-linguístico (14).

Após a morte de Stalin, a influência de Vygotsky ressurgiu gradualmente. Lá pelos anos 1960, trinta anos após a sua morte, ele era a principal força da psicologia soviética. A. R. Lúria observou: “tudo o que é bom na psicologia russa de hoje vem de Vygotsky (15). Lúria dedicou sua importante monografia “Funções corticais superiores do homem”, publicada em Moscou, em 1962, à memória do grande mestre e afirmou que seu próprio trabalho podia, de muitas maneiras, “ser visto como uma continuação das idéias de Vygotsky” (16).

O interesse do Ocidente por Vygotsky começou em 1962 com a publicação inglesa da versão resumida de Pensamento e linguagem, tornou-se mais forte com a atenção que Jerome Bruner deu às suas idéias nos anos 1960 e cresceu ainda mais com o trabalho de Michael Cole e de seus co-autores (Cole é um norte-americano que estudou em Moscou nos anos 1960 com Lúria, que havia sido aluno de Vygotsky (17). No final dos anos 1980 Vygotsky estava sendo tão discutido nos Estados Unidos que Wertsch objetou: “distorções já se tornam manifestas quando psicólogos americanos tentam usar partes da abordagem de Vygotsky para inconscientemente ‘individualizar’ uma teoria fundamentada em hipóteses inerentemente coletivistas” (18).

Hoje algumas das idéias de Vygotsky estão sendo questionadas por teóricos que dão maior ênfase aos fundamentos genéticos da psicologia. Para o historiador, o importante é ele ter desenvolvido uma teoria brilhante da psicologia, na qual as influências sociais, e particularmente a teoria marxista, desempenham um papel central. Esse fato é um valioso antídoto para a visão ocidental comum, segundo a qual a influência do marxismo na ciência soviética foi uniformemente destrutiva, como ocorreu no caso de Lysenko.

* Autor de diversos livros sobre a história da ciência soviética.

Notas

(1) Citado em WERTSCH, James. “L. S. Vygotsky ‘New’ Theory of Mind” (“A nova teoria da mente de L. S. Vygotsky”), in American Scholar, Inverno de 1988, p. 81.
(2) BRUNER, Jerome S. “Introduction”, in Thought and Language (Pensamento e linguagem), L. S. Vygotsky, Cambridge, Masachussetts, MIT Press, 1962, p. VI e X, edição brasileira Pensamento e Linguagem, tradução de Jeferson Luiz Camargo, revisão técnica de José Cipolla Neto. Martins Fontes, São Paulo, 1987.
(3) WERTSCH, J. “L. S. Vygotsky ‘New’ Theory of Mind”, p. 87.
(4) Os tradutores comentaram que, “embora nossa tradução mais compacta pudesse ser considerada uma aversão simplificada do original, sentimos que a condensação aumentou a clareza e a legibilidade do texto, sem qualquer perda quanto ao conteúdo do pensamento ou à informação factual”. HANFMANN, Eugenia e VAKAR, Gertrude. “Prefácio à tradução inglesa”, in Pensamento e linguagem, Brasileira, p. XIV.
(5) Lev VYGOTSKY, L. S. Thought and Language (“Pensamento e Linguagem”), traduzido e ditado por Alex Kozulin, Cambridge, Massachussetts, MIT Press, 1986.
(6) WERTSCH, J. “L. S. Vygotsky ‘New’ Theory of Mind”, p. 83.
(7) VYGOTSKY, L. S. Isbrannye ppsikhologicheskie issledovaniia, Moscou, 1956, p. 91-92, 105.
(8) VYGOTSKY, L. S. Pensamento e Linguagem, editado e traduzido por E. Hanfmann e G. Vakar, Brasileira, p. 17.
(9) Ibid, p. 117.
(10) Ibid, p. 42.
(11) Ibid, p. 37.
(12) Ibid, p. 44.
(13) CLARK, Katerina e HOLQUIST, Michel. Mikhail Barhtin, Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1984, p. 229-230,
(14) STALIN, Joseph. Marxism and linguitics (“Marxismo e linguística”), Nova Iorque, International Publishers, 1951, p. 36.
(15) Citado por ZANGWILL, O. L. “Psychology: Current Approaches” (“Psicologia: abordagens correntes”) in The State of Soviet Science (“O estado da ciência soviética”). Cambridge, Massachussetts, MIT Press, 1965, p. 122.
(16) LÚRIA, A. R. Higher Cortical Functions in Man (“Funções corticais superiores no homem”), Nova Iorque, Basic Books, 1966, p. 540.
(17) COLE, Michael, JOHN-STEINER, Vera, SCRIBNER, Sylvia e SOUBERMAN, Ellen (ed.). Mind in Society: The Development of Higher Psychological Processes – L. S. Vygotsky (“Mente e sociedade: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores – L. S.Vygotsky”), Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1978; COLE, Michael e SCRIBNER, Sylvia. The Psychology of Literacy (“A psicologia da escrita”), Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1981; COLE, Michael e COLE, Sheila (ed.). The Making of Mind: A Personal Account of Soviet Psychology (“A construção da mente: um balanço pessoal da psicologia soviética”), Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 1979.
(18) WERTSCH, J. “L. S. Vygotsky ‘New’ Theory of Mind”, p. 89. 

EDIÇÃO 33, MAI/JUN/JUL, 1994, PÁGINAS 52, 53, 54, 55
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