Quase repetindo palavras ditas por Glenn Diesen, analista de política internacional com um nível acima da média e youtuber, sofremos uma época em que tudo se transformou em ideologia : direitos humanos, democracia, liberdade, libertar as mulheres das opressões religiosas, etc. -e é com esses chavões que tudo interpretamos e classificamos os maus e os inimigos, os civilizados e os primitivos, os terroristas e os Rambos salvadores. Glenn não vem propriamente de uma Esquerda socialista, nem mesmo exatamente de Esquerda e, portanto, a noção de "ideologia" não é a mesma que um marxista possui. Mas serve perfeitamente para expressar a compreensão da irracionalidade e da manipulação pela mentira dos que mandam e a ilusão, o engano, dos simples que neles acreditam. Fico triste porque amigas e amigos (sendo a minha família larga, também incluo aqui alguns familiares) não conseguem raciocinar para além dos afazeres da sua vida quotidiana pouco gloriosa e talvez tediosa e rotineira...e creem nos ecrãs como antigamente se acreditava no pároco semi analfabeto da aldeia. É tudo tão evidente nos seus traços fundamentais que é necessário muita Psicologia para tentar entender as causas da absoluta incapacidade de entendimento deles, tanto mais que alguns são espertos , decentes, competentes nos seus trabalhos. Como explicam tremendos acontecimentos de consequências catastróficas mundiais a eles próprios e assim repetem : Tudo é devido a dois loucos , Putin e Trump?? Nada mais. Talvez acrescentem : e ó petróleo também. Não conseguem ir além disso : a loucura de dois homens. Era assim que muitos explicaram (ainda explicam) a Segunda Guerra Mundial : culpa de Hitler, um homem louco.
Nesse auditório há uns tantos que, apesar de tudo que é evidente no imperialismo capitalista, temendo as loucuras do sr. Trump, encaram o sr. Putin como o pior dos dois loucos e devotam um amor incondicional ao sr. Zelensky e, outros tantos , que ainda acham que a Venezuela e o Irão mereciam uma "mudança de regime".
A espuma das palavras
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domingo, 15 de março de 2026
Porque desprezo os moralistas e detesto os puristas
Entendamo-nos primeiramente sobre umas noções comuns para evitarmos equívocos . Chamo ÉTICA às teorias ou investigações (filosóficas ou científicas) sobre esta ou aquela moral historicamente concreta deste ou daquele povo, tribo, ou civilização ; e chamo moral aos costumes e tradições de um povo particular ou de uma civilização em geral (o que se acha bem ou mal, correto ou incorreto, censurável ou não). A ÉTICA analisa as origens e as finalidades da moral, o lugar e papel desta relação social na Cultura criada pela Espécie humana.
Assim, cada povo criou a sua cultura e, portanto, a sua forma de avaliação, os seus valores. Uma grande potência ou Império , continental ou mundial, tende inevitavelmente a produzir uma cultura e uma moral dominantes, fosse sobretudo pela religião antigamente, seja no contemporâneo pelo cinema, televisão, literatura, etc. Nitidamente desde o fim da 2ª Guerra Mundial, até há algum tempo, a cultura e a moral foram profundamente influenciadas pela cultura e moral norte-americanas em particular, as quais conservaram a cultura hegemónica (colonialista, eurocêntrica) europeia.
A moral cada vez mais mundial foi-se convertendo em Direito (leis), embora continuasse com alguma autonomia e tradição. Daí usar-se a expressão “ética política”.
Desprezo aqueles que tudo justificam com expressões morais, ou ético-políticas, que esvaziaram, abstratas : “Vamos levar a liberdade aquele povo”, “A religião deles é terrorista”; “Todos os imigrantes são perigosos, devem regressar aos seus países primitivos”; “Os russos são mafiosos e expansionistas”; “Os socialistas e comunistas são os culpados”, “Deus, Pátria e Família”, etc., etc.. Desprezo estes e outros moralismos que me escuso de citar, tanto à Direita como à Esquerda (a Esquerda também os tem!). Mas muito mais à Direita.
Detesto os puristas, sem os desprezar contudo, porque me incomodam com o seu denominado “politicamente correto”. Chegam a ser ridículos e, às vezes, podem destruir a vida de pessoas honestas, meritórias e inocentes.
Por Que É Que o Irão Deve Desaparecer? Esta É a Batalha Silenciosa pela Nova Arquitectura Monetária Global
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O Irão não é só um problema geopolítico, é a prova viva de que o dólar não é inevitável.
A
guerra contra o Irão não se trava pelo urânio nem pela religião:
trava-se porque um só país está a demonstrar que se pode viver fora do
sistema financeiro que acorrenta o planeta.
Enquanto
o mundo discute mísseis, a verdadeira batalha acontece nos canos
invisíveis por onde circula o dinheiro, a energia e controlo do futuro.
No
meio do ruído de mísseis, sanções e títulos sobre a proliferação
nuclear esconde-se uma realidade muito mais profunda e silenciosa: o
confronto com o Irão não é, em essência, um conflito militar ou
religioso, mas uma guerra estrutural pelo controlo da arquitectura
monetária que organiza a economia mundial. Longe das narrativas
oficiais, o país persa representa hoje a excepção mais perigosa para um
sistema global que se fecha sobre si mesmo e que não pode permitir
fissuras- Esta análise desmonta as explicações superficiais e revela a
revela a lógica fria e brutal que realmente move os cordelinhos.
Analiso
a razão real que ninguém conta na televisão: o Irão não ameaça com
bombas, ameaça com demonstrar que outro mundo monetário é possível. É
uma análise sem filtros que liga petrodólar, CBDC e poder global. O
mundo viveu apenas três grandes transições de sistema nos últimos dois
mil anos: a queda do Império Romano que deu lugar ao feudalismo, a morte
do feudalismo que trouxe o capitalismo actual e, agora, a agonia
silenciosa desse mesmo capitalismo que procura desesperadamente um novo
modelo capaz de acorrentar toda a humanidade sob uma única arquitectura
financeira fechada. Nesta terceira grande mutação, o verdadeiro campo de
batalha já não é o território nem o petróleo em si, mas as tubagens
invisíveis pelas quais circulam a energia, o capital, o comércio e,
sobretudo, os pagamentos.
Quem
controlar essas infraestruturas controlará o século XXI e nesse
tabuleiro o Irão ocupa uma casa que nenhum grande poder pode ignorar.
Porque o Irão não é só outro país do Médio Oriente Medio: é um nodo
energético, demográfico e intelectual que conseguiu, contra todos os
prognósticos, construir mecanismos paralelos de sobrevivência económica
fora do sistema dominante. Desde os anos setenta que a ordem global se
apoia numa regra de ferro chamada petrodólar: o petróleo, a mercadoria
mais estratégica da civilização industrial, compra-se vende-se,
maioritariamente, em dólares.
Essa
decisão obrigou todos os países a acumular dólares para poderem ligar
as suas fábricas e mover os seus exércitos, e esses mesmos dólares
acabaram por reciclar a dívida estado-unidense, permitindo aos Estados
Unidos viver muito acima das suas possibilidades durante décadas. No
entanto, os dados do Fundo Monetário Internacional são implacáveis: a
participação do dólar nas reservas internacionais caiu dos 71% em finais
do século XX para os 57% actuais.
O
feitiço está a quebrar-se. E nesse preciso momento histórico aparece o
Irão como o exemplo vivo de que se pode quebrar o círculo: um país com
enormes reservas de hidrocarbonetos, dono do Estreito de Ormuz, o maior
gargalo energético do planeta, e profundamente ligado com a China, a
Rússia e outros actores que também sonham com reduzir a sua dependência
do dólar. Mas o perigo real do Irão não reside nas suas reservas nem na
sua posição geográfica, mas em algo muito mais subversivo: está há
quatro décadas sob sanções ocidentais e, em vez de desmoronar,
desenvolveu sistemas paralelos de fora do SWIFT e do dólar.
Essa
experiência forçada transformou-se em prova irrefutável de que o
sistema não é inevitável. E aqui entra a regra de ouro de qualquer
arquitectura fechada: não tolera excepções. Quando um país de noventa e
três milhões de habitantes, com população jovem, elevado coeficiente
intelectual e capacidade industrial própria consegue comerciar,
financiar-se e manter estabilidade fora do redil, envia uma mensagem
devastadora ao resto do planeta: “Se eles podem por que é que nós não
podemos?”. Essa pergunta é letal para qualquer poder que pretenda fechar
o sistema, porque uma vez a excepção se torna visível, deixa de ser
excepção e transforma-se num sistema replicável.
É
precisamente por isso que as grandes potências, quando enfrentam um
actor que funciona fora das suas infraestruturas, só perseguem três
resultados possíveis: a reintegração forçada do país rebelde sob as
regras antigas, a sua contenção debilitada para que o seu exemplo não
seduza ninguém ou a sua completa reconfiguração após um conflito que
permita reconstruir a sua economia sobre bases compatíveis com o novo
sistema. O Irão, no entanto, encontra-se numa posição ainda mais
incómoda: nem sequer conta com aliados estruturais. A Rússia e a China,
longe de serem os seus protectores reais, constroem os seus próprios
sistemas fechados de controlo digital e monetário; uma terceira voa
iraniana ser-lhes-ia tão incómoda como o próprio Ocidente. Por isso o
seu apoio é táctico, limitado e sempre interesseiro. O Irão está
estruturalmente sozinho e essa solidão transforma-o no laboratório
perfeito onde se está a dirimir se um sistema global fechado pode
permitir fissuras ou se deve fechá-las a todo o custo.
Enquanto
o velho petrodólar agoniza, já se está a erguer ao seu lado uma nova
arquitectura financeira digital que promete ser ainda mais totalitária:
stablecoins apoiados pela dívida estado-unidense, moedas digitais do
banco central que a Reserva Federal planeia experimentar massivamente a
partir de 2027, dinheiro programável, identidade digital e sistemas de
vigilância que farão com que cada transacção obedeça automaticamente a
regras imposta a partir de cima.
As
guerras modernas já não destroem só pontes e fábricas; criam o caos
necessário para impor estas novas infraestruturas sem que a população
consiga resistir. Gaza e, potencialmente, o Irão transformam-se assim em
bancas de teste vivas: no meio da destruição pode reconstruir-se um
país inteiro com a nova moeda digital, com a nova identidade digital e
com o novo sistema de controlo automático. A crise sempre foi a grande
aliada daqueles que querem mudar as regras do jogo sem pedir
autorização.
No final, o
conflito com o Irão deixa de ser um choque entre civilizações ou uma
disputa por recursos para se tornar no que realmente é: uma batalha pelo
sistema operativo financeiro do mundo inteiro. Não se trata de uma
conspiração de quatro pessoas numa sala escura, mas de uma dinâmica
estrutural em que todos os grandes actores — Estados Unidos, China,
Rússia — competem para definir como se organizará o comércio, a energia e
o capital nas próximas décadas. O Irão representa a fissura conceptual
que ameaça demostrar que nenhuma dessas arquitecturas é inevitável.
E
enquanto o mundo discute mísseis e declarações, a verdadeira guerra
trava-se em silêncio nos servidores, nos protocolos de pagamento e nos
algoritmos que em breve decidirão quem pode comer, quem pode comprar e
quem pode existir dentro do novo sistema fechado que se está a acabar de
construir. Em última instância, o que está em jogo com o Irão
transcende qualquer bandeira ou religião: é a pergunta mais incómoda do
século XXI.
Aceitaremos viver
num sistema monetário global em que cada transacção é programável,
rastreável e está condicionada a regras impostas a partir de cima, ou
permitiremos que existam espaços de soberania económica real? O Irão,
com todos os seus defeitos e contradições, transformou-se no espelho em
que o mundo se vê obrigado a olhar-se: se cair sem deixar rasto, a
mensagem será clara: mais ninguém poderá escapar.
Mas
se conseguir resistir e manter viva a sua excepção, mesmo que seja à
custa de imensos sacrifícios, demostrará que o império do dinheiro não é
eterno nem todo-poderoso. A história não escrita pelos mísseis, mas
pelas infraestruturas que sobrevivem aos mísseis. Por isso, mais além de
qualquer análise técnica, permanece uma reflexão humana ineludível:
quando um país inteiro se torna uma ameaça simplesmente por existir fora
do rebanho financeiro, estamos diante do sintoma mais claro de que o
sistema que se constrói não procura nem liberdade nem prosperidade
partilhada, mas controlo absoluto.
A
verdadeira vitória não será militar nem nuclear; será conceptual. Será o
dia em que nações suficientes compreendem que a dependência monetária é
a última forma de colonialismo e decidem, como o Irão está já a tentar,
construir caminhos paralelos. Entretanto, o mundo sustém a respiração:
porque se o sistema conseguir fechar a fissura iraniana, o próximo da
lista poderia ser qualquer um de nós. A batalha pelo Irão não é só pelo
Irão; é pelo próprio futuro da soberania económica da espécie humana.
Daniel Estulin
10.Março.2026
(Tradução de Isabel Conde
sábado, 14 de março de 2026
Partido Comunista da Grécia. Milhares de manifestantes
Milhares de manifestantes em Atenas respondendo ao apelo do Partido Comunista Grego, sempre bravo e leninista.
quinta-feira, 12 de março de 2026
Pepe Escobar.— Vayamos al grano: el BRICS está en coma profundo. Lo desbarató, al menos temporalmente, India, que casualmente será la anfitriona de la cumbre del BRICS a finales de este año. ¡Menudo momento!
India ha traicionado, consecutivamente, a Rusia e Irán, miembros plenos del BRICS. Al consolidar su alianza con el Sindicato de Epstein, Nueva Delhi ha demostrado, sin lugar a dudas, no solo que no es confiable; más aún, toda su altiva retórica de «liderar el Sur Global» se ha derrumbado, para siempre.
Los BRICS tendrán que ser completamente renovados: incluso el Gran Maestro Serguéi Lavrov tendrá que llegar a esta ineludible conclusión. El triángulo original de Primakov, «RIC», muere una vez más. Incluso si India no es expulsada de los BRICS —podría ser suspendida—, «RIC» necesariamente tendrá que traducirse como Rusia-Irán-China, o incluso «RIIC» (Rusia-Irán-Indonesia-China).
En cuanto a nuestra posición en el Gran Tablero de Ajedrez, el profesor Michael Hudson lo sintetiza: «La gran ficción facilitadora ha desaparecido. Estados Unidos no está protegiendo al mundo de los ataques de Rusia, China e Irán. Su objetivo a largo plazo de controlar el comercio mundial de petróleo requiere terrorismo constante y una guerra permanente en Oriente Medio».
Pase lo que pase a continuación, el terrorismo en curso en Asia Occidental continuará, como el Sindicato Epstein, por impotencia pervertida y pura rabia, desatando una Lluvia Negra sobre la población civil (cursiva mía) de Teherán porque los iraníes se negaron a aceptar un cambio de régimen.
Además, el quid de la cuestión, al menos hasta mediados de siglo, está más claro que nunca. O prevalece el sistema excepcionalista de caos internacional, o será reemplazado por la igualdad impulsada por el Sur Global, con China a la cabeza.
Este es un análisis en dos partes sobre la interacción clave de los BRICS en relación con la guerra contra Irán. En este punto, nos centraremos en China. A continuación, nos centraremos en Rusia e India.
¡No disparen! ¡Soy de propiedad china!
Las especulaciones despistadas del MICIMATT (complejo militar-industrial-congresional-de inteligencia-medios de comunicación-academia-think tank) acerca de que la inteligencia estadounidense “sugiere” que China se está preparando para ayudar a Irán son, una vez más, evidencia de cómo la sofisticación china evade los insignificantes “análisis” que emanan de Barbaria.
En primer lugar, la energía. China e Irán firmaron un acuerdo de 25 años, de 400.000 millones de dólares y beneficio mutuo, que básicamente vincula la inversión en energía e infraestructura.
A efectos prácticos, el estrecho de Ormuz está bloqueado debido a la retirada frenética de los seguros por parte de Occidente. No porque Teherán lo haya bloqueado.
China recibe el 90% de las exportaciones totales de crudo iraní, lo que representa el 12% de las importaciones chinas. La clave es que China aún tiene acceso a las exportaciones iraníes, así como a las de Arabia Saudí, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Qatar e Irak: esto se debe a la sólida alianza estratégica entre Teherán y Pekín, lo que significa que los petroleros con destino a China pueden cruzar el estrecho de Ormuz.
Pekín y Teherán negociaron un paso seguro bilateral, vigente desde el viernes pasado, en lo que, a efectos prácticos, constituye un corredor marítimo crucial, cerrado multilateralmente. No es de extrañar que cada vez más petroleros lleven en sus transpondedores la palabra mágica «De propiedad china». Ese es su pasaporte diplomático naval.
Traducción: y esto supone un gran cambio: el fin de la hegemonía talasocrática del Imperio del Caos.
La «libertad de navegación» en determinados corredores de conectividad marítima ahora significa «un acuerdo con China». De propiedad china, sí; pero no europea, japonesa ni siquiera surcoreana.
Lo que Teherán recibe, con creces, es ayuda china de alta tecnología para la guerra contra el Sindicato Epstein. Y eso comenzó incluso antes de la guerra.
El barco de inteligencia chino Liaowang-1, un buque de rastreo espacial y SIGINT (inteligencia de señales) de última generación, ha estado navegando durante semanas cerca de la costa de Omán, proporcionando a Irán información electromagnética en tiempo real sobre los movimientos navales y aéreos del Sindicato Epstein.
Esto explica en gran medida la precisión milimétrica de la mayoría de los ataques iraníes.
El Liaowang-1, escoltado por destructores Tipo 055 y Tipo 052D, lleva al menos cinco domos de radar y antenas de alta ganancia, que rastrean con precisión al menos 1200 objetivos aéreos y de misiles simultáneamente mediante algoritmos de redes neuronales profundas. El alcance de sus sensores es de aproximadamente 6000 kilómetros.
Lo bueno es que esos sensores pueden rastrear tanto un satélite chino como una aerolínea estadounidense.
China está ayudando a su socio estratégico sin disparar un solo tiro, simplemente navegando una plataforma de vigilancia con procesamiento de redes neuronales en aguas internacionales.
Así que sí: China está grabando la guerra, en vivo, 24 horas al día, 7 días a la semana.
Como complemento del Liaowang-1, más de 300 satélites Jilin-1 registran literalmente todo, constituyendo una enorme base de datos ISR del Imperio del Caos en acción.
No habrá confirmación oficial ni de Teherán ni de Pekín. Pero la información china real, transmitida por Beidou, fue sin duda crucial para que Teherán destruyera por completo la infraestructura de la Quinta Flota estadounidense en Bahréin: un centro integral de radar, inteligencia y bases de datos, y la columna vertebral de la hegemonía estadounidense en Asia Occidental.
Este capítulo de la guerra, abordado desde el principio, revela cómo Teherán fue a la yugular cuando se trató de aplastar el juego de poder diseñado imperialmente para controlar los puntos estratégicos de estrangulamiento y el tránsito de energía, que Estados Unidos negaba a China el acceso a ellos.
Aunque parezca sorprendente, lo que estamos viendo, en tiempo real, es a Irán negando al Imperio del Caos cuellos de botella marítimos, puertos y corredores de conectividad naval clave. Por el momento, se trata del Golfo Pérsico y el Estrecho de Ormuz. Pronto, con la ayuda de los hutíes yemeníes, también podría suceder en Bab-al-Mandeb.
Esto supone un cambio radical que beneficia no sólo a China sino también a Rusia, que necesita mantener abiertas sus rutas de exportación marítimas.
Si tienes dinero, ve al este.
Ahora sigamos el rastro del dinero. China posee 760.000 millones de dólares en bonos del Tesoro estadounidense. Pekín ha ordenado a todo su sistema bancario que venda sus tesoros como si no hubiera un mañana y, al mismo tiempo, acapare oro.
China e Irán ya comercian en yuanes. A partir de ahora, el laboratorio BRICS, que experimenta con sistemas de pago alternativos, debe alcanzar la velocidad de escape. Esto implica que se están probando todos los mecanismos, desde BRICS Pay hasta The Unit.
Además, está el éxodo de capitales. Arabia Saudita, Emiratos Árabes Unidos, Catar y Kuwait ya están «revisando» todos los acuerdos, dudosos o no, que han cerrado con Washington. En conjunto, controlan nada menos que 2 billones de dólares en inversiones estadounidenses: bonos del Tesoro, participaciones en empresas tecnológicas de Silicon Valley, bienes raíces, etc.
Un tsunami de dinero comienza a invadir el este de Asia. El destino favorito, por ahora, es Tailandia, no Hong Kong. Eso llegará, y una vez más, beneficiará enormemente a China, ya que Hong Kong es uno de los nodos clave del Área de la Gran Bahía, junto con Shenzhen y Cantón.
Las reservas estratégicas y comerciales de crudo de China alcanzan para un máximo de cuatro meses. Además, se pueden incrementar las importaciones de crudo y gas natural, por vía marítima y por gasoductos, desde Rusia, Kazajistán y Myanmar.
Así pues, una combinación de suficientes reservas estratégicas; diversas fuentes de suministro; y un cambio de la demanda del petróleo a la electricidad se califican una vez más como resiliencia china. El bloqueo de Ormuz puede quebrar a Occidente. Pero no quebrará a China.
terça-feira, 10 de março de 2026
Nem vitoriosos, nem perdedores
Nem a retaliação com mísseis nem o bloqueio do estreito de Ormuz exigem conquistas militares espetaculares; a simples persistência na luta impedirá que Trump nem o homicida Netanyahu declarem vitória.
«Chen Feng*.— No primeiro aniversário do segundo mandato de Trump, a Casa Branca emitiu um anúncio especial: «365 dias, 365 vitórias». É preciso dizer que «vencer» é, sem dúvida, o seu lema favorito.
Mas agora, a narrativa da «estratégia vencedora» de Trump torna-se cada vez mais difícil de executar. Com os preços do petróleo e a inflação nas alturas, Trump precisa de pôr fim à guerra com o Irão o mais rapidamente possível, mas desta vez a sua estratégia preferida da «cidade vazia» já não é fiável; os preços do petróleo e a inflação não respondem às suas exigências.
Quanto à afirmação de que a Marinha dos Estados Unidos será enviada ao Estreito de Ormuz para missões de escolta, isso não só não conseguirá pôr fim rapidamente à guerra com o Irão, como, pelo contrário, pode dar ao Irão a motivação para travar uma guerra prolongada.
Para o Irão, continuar a luta é uma vitória.
É preciso dizer que o Irão não tinha uma defesa aérea eficaz nem um contra-ataque eficaz contra os bombardeamentos americanos e israelitas.
Após décadas de bloqueio, o sistema de defesa aérea iraniano é praticamente inexistente face aos Estados Unidos e a Israel. Acumulou uma miscelânea de radares e mísseis antiaéreos de vários países, mas o seu nível tecnológico é baixo e a sua integração ainda menos.
Apenas a China possui a procura, os recursos financeiros e a capacidade tecnológica para construir um sistema de defesa aérea ar-terra integrado e eficaz contra aviões furtivos; para o Irão, conseguir isso parece um exagero.
O Irão construiu a força de mísseis de médio alcance mais poderosa fora da China e também foi pioneiro numa nova via de munições de longo alcance para ataques terrestres. No entanto, os seus mísseis de médio alcance são insuficientes em número e poder de fogo, o que significa que depender apenas deles só pode infligir danos menores às forças israelitas e americanas na região.
Embora as munições de longo alcance sejam abundantes, elas são difíceis de penetrar na interceptação aérea em várias camadas quando o adversário tem superioridade aérea absoluta, e a estratégia de esmagar as aeronaves inimigas pode se tornar um sacrifício inútil, como a cavalaria de Senggelinqin.
A quantidade é um problema importante. Em combate, o fogo denso é necessário para gerar o máximo impacto, mas isso também acelera significativamente o esgotamento da munição. Com os Estados Unidos e Israel controlando efetivamente o espaço aéreo iraniano, a capacidade de produção e a eficiência da indústria militar iraniana não podem permanecer inalteradas.
A implantação e o lançamento de mísseis de médio alcance e munições de novo fabrico enfrentarão uma interceção implacável. Os drones americanos e israelitas de média altitude e longa autonomia (MALE) operam com impunidade no Irão, combinando vigilância contínua com ataques oportunos, uma contramedida eficaz contra os sistemas de lançamento móveis. O Irão persistirá na luta, mas a intensidade das suas retaliações diminuirá gradualmente, uma situação ditada pela disparidade fundamental de força entre o inimigo e o Irão.
Isto não significa que o Irão seja incapaz de infligir danos aos Estados Unidos e a Israel; na verdade, já o fez. Embora as conquistas possam não ser exclusivamente propagandísticas, esses danos continuam a ser insuficientes para alterar o curso do conflito. Enquanto os Estados Unidos e Israel não se obcecarem com retórica vazia como «zero baixas e nenhuma fuga», a eficácia da retaliação iraniana será limitada.
A situação é diferente no estreito de Ormuz. Este estreito tem aproximadamente 167 quilómetros de comprimento, com uma largura que varia entre 40 e 90 quilómetros, e uma profundidade máxima de 200 metros. Mesmo que os petroleiros permaneçam perto do lado «seguro» dos Emirados Árabes Unidos e Omã, eles não podem se afastar muito da costa iraniana e, na prática, ficam limitados a navegar pelo canal de águas profundas no meio.(...)»
* Columnista del periódico chino Guancha
Fuente: observatoriocrisis.com
Viagem à Polónia
Auschwitz: nele pereceram 4 milhôes de judeus. Depois dos nazis os genocídios continuaram por outras formas.
Viagem à Polónia
Auschwitz, Campo de extermínio. Memória do Mal Absoluto.