
Marcuse
conquistou uma reputação bem merecida como o membro mais à esquerda
entre as figuras proeminentes da Escola de Frankfurt. Isso deveu-se
à sua radicalização na década de 1960, quando manifestou apoio aos
movimentos pacifistas e estudantis, bem como a certas lutas pela
libertação de género, sexual, racial e ecológica.
No
entanto, ao analisar os arquivos, descobri que ele mentia regularmente
sobre o trabalho que tinha realizado para o governo dos EUA e sobre o
seu relacionamento com a CIA.
De
facto, ele colaborou estreitamente com a Agência, chegando a participar
na elaboração de pelo menos duas Estimativas Nacionais de Inteligência
(NIE, na sigla em inglês), o mais alto nível de inteligência para o
governo dos EUA. Foi um dos principais especialistas do Departamento de
Estado em comunismo e continuou a trabalhar com ex-agentes e agentes
atuais do Departamento de Estado muito tempo depois de deixar
Washington. Também desempenhou um papel fundamental nos projetos de soft power da Fundação Rockefeller na sua guerra intelectual global contra o comunismo.
Por
exemplo, ele foi a figura central do seu Projeto Marxismo-Leninismo,
uma iniciativa bem financiada que estabeleceu uma rede transatlântica
para a produção e disseminação de estudos marxistas com viés
imperialista. Trabalhou em estreita colaboração com o seu
amigo Philip Mosely nesse projeto, que foi consultor de alto nível da
CIA durante muitos anos e diretor do Instituto Russo da Universidade
Columbia.
Portanto,
não é de todo surpreendente que, após a invasão da Baía dos Porcos,
Marcuse tenha declarado: "Não questiono o direito dos Estados Unidos de
combater o comunismo no Hemisfério Ocidental".
Quando
se trata de uma análise objetiva e sistémica da luta de classes global,
não se pode confiar em figuras como Adorno, Horkheimer e Marcuse, e o
mesmo geralmente se pode dizer da intelectualidade de esquerda alinhada
com essas correntes.
Isto
não significa, é claro, que eles estivessem errados em tudo ou que todo
o seu trabalho deva ser simplesmente descartado. Significa, antes, que
qualquer análise rigorosa das suas teorias deve situá-las claramente
dentro da totalidade social, elucidando como a sua produção intelectual
subjetiva estava dialeticamente entrelaçada com a estrutura objetiva da
indústria teórica imperial.
Por exemplo, é verdade que as principais figuras da Escola de Frankfurt desenvolveram críticas importantes ao capitalismo de consumo , que podem ser úteis. No entanto, se prestarmos atenção às suas análises, notaremos uma subtil orientação subjetivista.
Eles
tendem a concentrar-se na experiência fenomenológica dos consumidores
de classe média, como eles próprios, e não nas relações sociais
exploradoras do setor produtivo da economia, ou seja, na vida dos
trabalhadores.
Simplificando,
eles geralmente dedicavam mais tempo a criticar os efeitos da indústria
da publicidade na manipulação dos pensamentos e desejos de consumidores
como eles próprios, do que a atacar o sistema de superexploração e
degradação global que, para citar um exemplo, força crianças no sul
global a trabalhar como escravas em minas.
Quanto
à produção mediática do império, não se pode confiar nela de
forma alguma. Como explico detalhadamente no livro, a CIA criou um
"Poderoso Wurlitzer"1 , ou seja, uma rede de media internacional que podia operar como uma jukebox: com o apertar de um botão na sede da CIA, a mesma música tocava no mundo inteiro.
Este "Mighty [poderoso] Wurlitzer" 2 ainda está muito vivo e em ótima forma, e o seu alcance e magnitude superam em muito o que a maioria das pessoas imagina.
Para
citar apenas um exemplo, o especialista em desinformação
William Schaap afirmou publicamente que a CIA "possuía ou controlava
cerca de 2500 entidades de media em todo o mundo. Além disso, tinha
agentes — de correspondentes a jornalistas e editores de renome — em
praticamente todas as principais organizações mediáticas."
M: Hoje, por exemplo, fala-se das ligações com a elite imperial de um pensador liberal progressista como Noam Chomsky… Será possível
combater a intelectualidade (académica, anticomunista, etc.) sem
combater as estruturas capitalistas globais que a produzem?
GR:
Essa questão vai ao cerne do meu livro. Embora inclua análises
materialistas críticas de indivíduos e escolas de pensamento, o
verdadeiro objetivo é elucidar como a superestrutura imperial produz e reproduz sistematicamente os mesmos tipos fundamentais de intelectuais.
Por outras
palavras, em vez de se envolver simplesmente numa crítica ideológica
subjetiva de indivíduos selecionados ou dos seus trabalhos, o meu livro
oferece também, crucialmente, uma crítica ideológica objetiva do sistema material que produz e reproduz os mesmos tipos de indivíduos , que então criam trabalhos com um notável nível de consistência ideológica.
Um exemplo-chave desse fenómeno é a figura do recuperador radical3 . Esse
tipo de intelectual posiciona-se à esquerda e frequentemente
apresenta-se como radical. Geralmente, critica o capitalismo e certos
aspetos da política externa das principais potências imperialistas.
Contudo, respeita sempre — embora ocasionalmente haja algumas exceções
justificáveis — as linhas vermelhas ideológicas mais
importantes, rejeitando o socialismo existente por considerá-lo pior que
o capitalismo.
Existem,
naturalmente, diferentes graus de recuperação radical, e é sempre
importante realizar uma análise dialética para destacar tanto as
contribuições positivas como as negativas de um intelectual. Chomsky é
um excelente exemplo, e discutirei sobre ele num livro futuro que faz
parte do mesmo projeto de pesquisa.
A
obra que temos discutido, "Quem Pagou a conta do Marxismo Ocidental?", é
na verdade o primeiro volume de uma trilogia intitulada "A Guerra
Intelectual Mundial: Marxismo versus a Indústria Teórica Imperial". O
segundo volume, "Teoria Francesa Made in the USA", será lançado no
próximo ano. O terceiro, "A doença Infantil da teoria radical", será
publicado um pouco mais tarde, e é nessa obra que apresento uma
avaliação de Chomsky.
Por
ora, permitam-me dizer que se trata certamente de um caso que forneceu
críticas empíricas significativas à política externa dos EUA e aos
efeitos da "corporatocracia" na media.
Como socialista libertário, ele também se posicionou publicamente contra o bloqueio a Cuba, o que é louvável.
Contudo,
ele não fez isso dentro da estrutura de uma compreensão sistémica do
imperialismo e da luta para quebrar as suas correntes através de
projetos de construção de Estados socialistas (como é o caso, por
exemplo, na obra do seu contemporâneo Michael Parenti). Na verdade, Chomsky celebrou a destruição do socialismo em grande parte da esfera soviética como o fim de uma tirania e uma ocasião para regozijo.
Como
muitos já apontaram, Chomsky concentrou-se na crítica, e o seu projeto
político positivo estava lamentavelmente pouco desenvolvido. Ele
descrevia-se como anarcossindicalista, traçando as raízes históricas da
sua posição até ao liberalismo iluminista, mas nunca abordou de forma
coerente o facto de o projeto de autogestão operária ter sido sempre
precário quando privado do poder estatal.
Assim,
levou muitos leitores a um beco sem saída, sugerindo que o melhor que
poderíamos esperar é que uma potência imperial como os EUA estivesse à
altura dos seus ideais autoproclamados, ou que os trabalhadores pudessem
exercer controlo democrático a longo prazo sobre os seus locais de
trabalho sem tomar o poder do Estado.
Falhou
em compreender que os ideais liberais dos EUA servem de fachada para um
projeto imperial, e que é esse projeto, e não a sua ideologia, a
verdadeira força motriz.
Dado
o seu desprezo anticomunista pelo Leninismo como uma filosofia
revolucionária, claramente não compreendeu a necessidade de projetos
anti-imperialistas de construção do Estado para superar os males que
diagnosticou.
As revelações mais recentes sobre sua estreita amizade com Jeffrey Epstein seguem um padrão que já estava estabelecido.
A carreira de Chomsky está ligada de diversas maneiras ao complexo militar-industrial-académico . Ele
lecionou numa instituição, o MIT, com fortes laços com o Pentágono, de
quem recebeu 90% do seu financiamento na década de 1960. Trabalhou lá
num laboratório militar, e a investigação linguística que conduzia era
financiada pela Marinha, pela Força Aérea, etc.
Também
teve muitos contatos questionáveis e era amigo do diretor da CIA,
John Deutsch, cuja campanha para se tornar presidente do MIT ele
apoiou.
Embora
crítico de Israel, Chomsky manifestou-se contra o movimento de Boicote,
Desinvestimento e Sanções (BDS) e afirmou que Israel tinha o direito
de existir. Portanto, não é particularmente surpreendente que ele fosse
amigo de um agente de inteligência sionista como Epstein ,
que lhe fornecia consultoria financeira e apoio para a concessão
regular de prémios, além de outros benefícios, contactos privilegiados e
intercâmbio intelectual.
Considerando
a reputação pública que Chomsky cultivou como uma pessoa profundamente
moral, é, no entanto, perturbador vislumbrar como agiu em privado com um
delinquente sexual convicto.
Voltando ao cerne da sua pergunta, o
objetivo desta trilogia é precisamente criticar as estruturas
capitalistas globais que produziram este tipo de intelectualidade .
Esta é uma das razões pelas quais foi importante para mim não limitar
este projeto de investigação a uma crítica ao marxismo imperial.
O segundo volume desta trilogia aborda a
teoria francesa pós-moderna, e o terceiro trata de formas de teoria
radical contemporânea baseadas no marxismo imperial e/ou na French Theory [teoria francesa], incluindo a terceira geração da Escola de Frankfurt, a teoria pós-colonial e decolonial, a teoria queer liberal, a chamada filosofia do acontecimento comunista4 de figuras como Badiou e Žižek, etc.
O
objetivo é precisamente elucidar o sistema material de produção e
circulação do conhecimento que produz e reproduz uma intelectualidade de
esquerda que —em geral— rejeita o socialismo efetivamente existente e
se acomoda ao capitalismo e ao imperialismo (quando não os defende
abertamente).
A
ideologia é camaleónica. Como distorce a realidade, esta tende a
infiltrar-se com o tempo, sendo necessárias novas formas ideológicas
para disfarçá-la.
Ao
avaliar criticamente a ideologia dominante da intelectualidade de
esquerda imperial, quis demonstrar a forma como o sistema material de
produção de conhecimento gera regularmente novas formas que são
superficialmente diferentes, mas que compartilham a mesma orientação
ideológica fundamental.
Tal
como noutras indústrias capitalistas, a indústria teórica fomenta a
ilusão de progresso, produzindo uma vertiginosa gama de novos produtos
para o mercado — o novo materialismo, o afropessimismo, etc. — que têm a
vantagem de distrair as pessoas atentas da realidade que tinham
percebido através das formas ideológicas anteriores.
O
culto ao novo promovido pelo capitalismo de consumo convence muitas
pessoas de que todo o novo produto no mercado merece a nossa atenção , senão mesmo a nossa devoção, em vez de reconhecê-lo simplesmente como a mais recente iteração da ideologia dominante.
Isto
provou ser uma tática particularmente eficaz na tentativa de relegar o
marxismo ao esquecimento: existem tantos discursos novos e inovadores
que abrem múltiplos horizontes e apontam em todas as direções!
Consideremos
o caso da Escola de Frankfurt e da French Theory. No âmbito da história
intelectual burguesa, elas são geralmente apresentadas como opostas.
Existem, é claro, diferenças significativas.
No
entanto, o que minha trilogia demonstra é que ambas são produtos
teóricos de um sistema material de produção de conhecimento dentro da
superestrutura imperial que promove o anticomunismo e a acomodação ao
capitalismo, e até mesmo ao imperialismo.
Apesar
de todas as suas diferenças, concordam nos pontos mais essenciais. São
duas variantes da ideologia de esquerda dominante no centro imperial e
devem ser reconhecidas como tal.
M: O livro será traduzido para o espanhol? O público cubano terá a oportunidade de lê-lo?
GR:
Sim, a Nuevo Milenio está a preparar uma tradução para o espanhol, e o
livro também será publicado pela El Viejo Topo em Espanha e talvez por
outras editoras espanholas na América Latina. Néstor Kohan concordou em
escrever o prefácio da edição cubana. É uma honra incrível para mim, e
espero que o livro possa contribuir, ainda que minimamente, para os
debates em Cuba e no mundo hispânico em geral.
O
livro começa, na verdade, com uma abertura para toda a trilogia
intitulada "A Cabeça de Che". Narra a história da caçada humana global
empreendida pelo império americano para localizar Che e assassiná-lo
ignominiosamente, numa tentativa de decapitar o movimento
anti-imperialista mundial. O livro destaca como esse projeto perverso
caminhou lado a lado com uma guerra intelectual global contra Che e o
seu legado, explicando como agentes da CIA procuraram assumir o controle
de partes do seu legado literário e distorcer a sua biografia.
Esta
secção do livro proporciona, em microcosmo, uma visão geral dos
principais temas da guerra intelectual global contra o comunismo.
Em termos mais gerais, o livro dialoga com algumas das excelentes pesquisas contemporâneas sobre guerra cultural, como
os trabalhos de Fernández Retamar, Capote, Barreiro e Kohan. É
essencial para este projeto que a crítica ao marxismo imperialista seja
situada, em última instância, dentro de um projeto positivo de resgate e
defesa da rica tradição internacional do marxismo anti-imperialista.
Dada
a importância do papel que Cuba desempenhou nessa tradição, tanto
intelectual quanto praticamente, ela constitui um ponto de referência
fundamental para este projeto de investigação no seu conjunto.
M : O senhor visitou Cuba, condenou o bloqueio dos EUA e defendeu abertamente a nossa causa nas suas redes sociais. Por que continua a apoiar a Revolução agora?
GR: Sou um filho do império, não um “red diaper baby”
(um bebé de fraldas vermelhas, criado num berço vermelho). Além disso,
fui doutrinado na ignorância imperial por algumas das chamadas
instituições líderes mundiais.
As
estruturas materiais da produção de conhecimento procuravam
transformar-me num membro da aristocracia operária intelectual, que
ignorava, obscurecia ou deturpava o imperialismo, ao mesmo tempo
que denegria e rejeitava a alternativa socialista.
Tendo
crescido numa fazenda a trabalhar na construção civil, não nasci nos
círculos de elite que passei a frequentar graças à minha criação. Embora
subjetivamente eu me tenha sentido como sendo inferior aos meus colegas
devido a isso, agora reconheço, em retrospetiva, que, objetivamente
falando, foi incrivelmente benéfico. Significou que eu nunca me encaixei
de verdade e tendia a questionar coisas que os outros consideravam
normais ou naturais.
No
entanto, também fui profundamente afetado pela ideologia da
superestrutura imperial e precisei de me dedicar a um longo e, por
vezes, doloroso processo de autocrítica para chegar às minhas opiniões
atuais. Fui auxiliado nesse processo pelas condições objetivas do
declínio e da decadência imperial, bem como pelo meu envolvimento na
organização prática e na educação popular, sem mencionar a influência
perspicaz de pessoas próximas de mim.
Fui condicionado a ignorar Cuba por considerá-la irrelevante ou a descartá-la como corrupta. Quando
comecei a questionar essa postura dogmática, encontrei resistência, num
esforço óbvio para me manter no meu campo ideológico, por assim dizer.
Lembro-me
nitidamente do momento em que pedi a um dos meus antigos professores,
Étienne Balibar, que assinasse uma carta pública pedindo o fim do
bloqueio ilegal. Para seu crédito, ele concordou em assinar a carta, que
foi escrita expressamente para ser aceitável pela intelectualidade
liberal.
No
entanto, esse autoproclamado marxista também enviou uma mensagem, com
cópia para mim, a um grupo de intelectuais de esquerda proeminentes,
como Michael Hardt e Judith Butler, insistindo que “a política
imperialista dos EUA em relação a Cuba” não deveria “levar-nos a aclamar
ou apoiar a ditadura corrupta em que a Cuba 'socialista' se
transformou”.
Como suposta prova, forneceu links de
propaganda anticubana de fontes altamente questionáveis, como a
intelectualidade da “esquerda compatível” e o blog La Joven Cuba.
Apesar
dessa resistência, continuei a desenvolver as minhas habilidades de
alfabetização mediática crítica e a estudar seriamente a história de
Cuba, lendo as obras dos seus líderes e principais intelectuais. Também
explorei a rica cultura do cinema, da arte e da literatura cubanos.
Nesse processo, aprendi espanhol o suficiente para aceder a material não
traduzido e romper a minha dependência do regime imperial de traduções.
Cheguei a compreender que, como Eduardo Galeano explicou no seu excelente livro De Pernas para o ar:
A
escola do mundo de pernas para o ar estava a viver num mundo ao
contrário. Quase tudo o que eu tinha ouvido dizer sobre Cuba era o
espelho oposto da realidade. Então, passei a interessar-me cada vez mais
pela profundidade, amplitude e alcance da guerra cultural contra Cuba,
que tinha moldado — muitas vezes impercetivelmente — a minha anterior
visão de mundo.
Li
bastante e aprendi muito com autores como Fernández Retamar, Capote,
Barreiro, Kohan, Helen Yaffe e muitos outros, incluindo-a a si. Também
visitei Cuba duas vezes para ver em primeira mão e compreender mais
diretamente o processo revolucionário cubano.
A
razão pela qual me concentrei nos aspetos subjetivos do meu processo de
compreensão da Revolução Cubana não se deve a motivos anedóticos ou
pessoais, mas pelo que isso revela sobre as condições objetivas e a
dificuldade de combater a doutrinação ideológica fomentada pela
superestrutura imperial. Parte
da nossa luta consiste em libertar as pessoas das suas garras e
capacitá-las a pensar por si mesmas e a refletir criticamente sobre as
forças que moldaram as suas visões do mundo , enquanto incentivamos a adesão dogmática a elas.
Apoio
Cuba porque estou do lado da humanidade e da vida, e reconheço o papel
de liderança que desempenha na luta para colocar a nossa América nas
mãos do seu povo, para libertá-la do abraço mortal da classe de Epstein.
(NT)
2 O "Mighty Wurlitzer"
("Poderoso Wurlitzer") é um famoso órgão para teatro, que foi produzido
entre 1910 e 1935. Serviu principalmente para acompanhar o cinema mudo e
deu origem às jukeboxes.
3 Em teoria crítica (particularmente em autores influenciados por Debordi , crítica cultural contemporânea e marxismo cultural), um recuperador radical é alguém que parece radical,usa linguagem, estética ou gestos de radicalidade, mas recupera essa
radicalidade para dentro da lógica dominante neutralizando o seu
potencial transformador. Ou seja, é a pessoa que transforma a rebeldia
em produto, estilo, marca, performance ou discurso inofensivo
i Guy Debord foi um filósofo, escritor, cineasta e intelectual marxista radical francês. Ele é mundialmente conhecido por fundar a Internacional Situacionista (IS) e por escrever a "A Sociedade do Espetáculo" (1967). Os seus textos e ideias serviram de combustível ideológico direto para as revoltas do Maio de 1968 em França.
4 A "filosofia
do acontecimento comunista" refere-se a uma vertente da filosofia
política contemporânea completamente revisionista — popularizada por
pensadores como Alain Badiou e Slavoj Žižek — que redefine o comunismo não como um destino histórico inevitável, mas sim como um "Acontecimento" radical, imprevisível e transformador.
http://www.cubadebate.cu/especiales/2026/03/23/apoyo-a-cuba-porque-estoy-del-lado-de-la-humanidad-y-la-vida/
Foto: http://media.cubadebate.cu/wp-content/uploads/2026/03/IMG-20260323-WA0004-580x414.jpg