sexta-feira, 16 de janeiro de 2015


Pelo Socialismo
Questões político-ideológicas com atualidade
http://www.pelosocialismo.net
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Publicado em 2014/12/31, em: http://www.les7duquebec.com/7-au-front/la-politique-militaire-des-etats-uniset-de-lotan-la-guerre-des-oleoducs/
Tradução do francês de TAM
Colocado em linha em: 2015/01/16
A política militar dos Estados Unidos e
da NATO (a guerra dos oleodutos)
Robert Bibeau
De acordo com a teoria marxista, a guerra é a prossecução das atividades
económicas, políticas e diplomáticas por meios drásticos e violentos. A guerra é a
continuação da política entre as classes sociais no seio de um mesmo Estado (guerra
civil) ou entre Estados. Numa sociedade de classes, a guerra manifesta a violência
reacionária do antigo regime, da classe dominante que se agarra ao poder. A
expressão «Estado de direito» é uma mistificação burguesa. Qualquer Estado
constituído é um Estado regido por leis, alianças, acordos, princípios codificados e
impostos pela classe dominante no seio desta sociedade. O III Reich alemão era um
Estado de direito burguês. A República americana é um Estado de direito burguês de
tipo autoritário em que os corpos policiais repressivos têm por missão reprimir as
revoltas e impor o domínio da classe capitalista monopolista sobre o conjunto da
sociedade com o apoio ideológico de um aparelho de propaganda sofisticado.
De acordo com a ideologia marxista, a guerra, a política e a diplomacia são os frutos
das contradições económicas que abalam um modo de produção. O modo de
produção capitalista na fase imperialista determina a política, a diplomacia e a
estratégia militar de um Estado ou de uma aliança imperialista de Estados. De acordo
com estes princípios, é necessário compreender o desenvolvimento económico de um
país, ou de uma aliança de países imperialistas, para explicar a política militar destes
Estados. Num texto anterior, apresentámos a análise marxista da presente crise
económica do sistema capitalista1
. Vamos agora apresentar a política militar dos
Estados Unidos da América e da Aliança Atlântica.
A guerra e os meios militares

1
 http://www.les7duquebec.com/7-au-front/la-crise-economique-de-limperialisme-dapres-la-theoriemarxiste/

http://www.les7duquebec.com/7-au-front/la-crise-economique-de-limperialisme-dapres-marx-2/
http://www.les7duquebec.com/7-au-front/la-crise-economique-de-limperialisme-dapres-la-theorie marxiste-3/Segundo os generais do estado-maior do Exército popular da China, a guerra e o
armamento militar contemporâneo «já não é o uso da força armada para obrigar
um inimigo a dobrar-se à sua vontade», mas a utilização de «todos os meios, entre
os quais a força armada, ou não armada, militar ou não militar, e meios letais ou
não letais para obrigar o inimigo a submeter-se aos seus interesses» (sic). «Toda a
dificuldade das novas guerras é saber combinar as armas clássicas e as novas
armas, e os autores apelam aos estados-maiores, e principal e paradoxalmente ao
estado-maior americano, a que não sobrestimem o poder das armas militares
tradicionais»2.
Segundo estes generais, o custo das armas clássicas e o medo da guerra final
(nuclear) implicam importantes investigações nas quais, ao mesmo tempo em
que se esgotam as novas armas inventadas, emergem novos conceitos de
armas. De facto, «nada existe no mundo de hoje que não possa tornar-se uma
arma» defendem eles3.
Desde o aparecimento do modo de produção capitalista, a potência militar
convencional de um Estado correspondia ao seu poderio económico e industrial.
Assim, o Japão não tinha nenhuma hipótese de bater os Estados Unidos da
América num conflito convencional se se compararem os meios de produção
totalmente desproporcionados que os beligerantes possuem. Pelo contrário, se se
avalia a performance do exército americano na Somália, onde se encontra
desamparado face às forças de Aididi, pode-se concluir que a força militar mais
moderna não tem capacidade de controlar uma sublevação de massas. O mesmo se
pode dizer do exército americano no Vietname, no Cambodja, no Afeganistão e no
Iraque.
Para os generais chineses «um crache bolsista provocado pelo homem, apenas uma
invasão por um vírus informático (ou pelo vírus Ébola, NR), um simples rumor ou
um simples escândalo que provoque uma flutuação da taxa de câmbio de um país
inimigo […], todas estas ações podem ser classificadas na categoria de armamentos
de novo tipo. […] Cremos que, numa bela manhã, os homens descobrirão com
surpresa que objectos simpáticos e pacíficos adquiriram propriedades ofensivas e
mortais»4. Analisemos agora a política militar – de guerra – do clã imperialista
ocidental face aos seus concorrentes imperialistas.
O enigma do Médio Oriente na política americana e da NATO
O imperialismo ocidental, no seu confronto com a potência chinesa e a aliança de
Xangai (China, Rússia, Cazaquistão, Bielorrússia, etc.), desenvolve intensas táticas
intrincadas e planificadas. A missão de desinformação dos média a soldo consiste em
disfarçar estas agressões e estas táticas militares dos campos imperialistas e em
apresentar estas manigâncias assassinas como a manifestação de uma estratégia do
caos ou de guerras feudais, intertribais, interétnicas, inter-religiosas e


2 http://lepcf.fr/spip.php?page=article&id_article=2648
3 http://lepcf.fr/spip.php?page=article&id_article=2648
4 http://lepcf.fr/spip.php?page=article&id_article=2648
nacionalistas democráticas. São mentiras a que a esquerda burguesa adere com
entusiasmo.
Informação privilegiada com os talibãs do Afeganistão
O primeiro ato da mais recente sequência de guerras de agressão americanas
começou após o atentado de 11 de Setembro de 2001. O ataque da NATO que se lhe
seguiu teve como alvo o Afeganistão. Esta ofensiva visava, alegadamente, abater Ben
Laden e liquidar a Al-Qaeda, grupúsculo terrorista que a própria CIA tinha criado,
armado, equipado e pagado na fase precedente desta sucessão de guerras de agressão
para ocupar este país e conter a avançada imperialista soviética nesta região. Depois,
o mundo aprenderia que os amigos dos Estados Unidos nos serviços secretos
paquistaneses (SIS) escondiam Ben Laden na sua base militar onde os americanos
foram assassiná-lo para o impedir de falar, mas também para fazer dele um exemplo
para que os futuros chefes terroristas a soldo soubessem o que lhes custaria renegar o
seu aliado5.
Os talibans foram então apresentados como os Belzebu da humanidade. Os
bombardeamentos das aldeias afegãs foram apresentados como a primeira cruzada
moderna para a libertação das mulheres afegãs das mãos dos sátiros. Treze anos mais
tarde, depois de centenas de milhares de mortos civis, entre os quais muitas mulheres
inocentes, a NATO retirou as suas tropas deste país martirizado. Os Estados Unidos
retiraram quase todo o seu contingente com o sentimento do dever cumprido (sic). A
avançada russa foi contida e os talibans mudaram de campo. Dali em
diante, os talibans virão em auxílio dos terroristas do ocidente quando eles quiserem
dinamitar os gasodutos e os oleodutos que ligam os poços do Irão, do
Cazaquistão e do Uzbequistão aos mercados chineses em expansão6. Serão
necessárias numerosas mulheres mortas, mutiladas, e muitas crianças afegãs
sacrificadas, de modo nenhum libertadas da exploração semifeudal, até os terroristas
talibans conseguirem este entendimento com os Estados terroristas americanos e
europeus.
Curiosamente, depois dos médias ocidentais terem recebido a ordem de esquecer os
talibans, as feministas ocidentais, as ONG do sofrimento, os organismos do
«arrependimento» como a Amnistia Internacional, antes tão agitados e irritadiços,
não acharam mais nada para dizer sobre estes energúmenos a propósito da sua nova
aliança com as potências ocidentais.
Os marxistas revolucionários rejeitaram sempre apoiar um campo terrorista contra
outro e tínhamos razão. A nossa linha política foi sempre a denúncia da agressão
militar ocidental contra este país miserável e a sua população analfabeta, pauperizada
e faminta. A NATO fora do Afeganistão é a nossa palavra de ordem.

5 http://www.michelcollon.info/L-assassinat-extrajudiciaire-de.html
6 Le plus important projet de pipeline Russie-Chine. [O mais importante projeto de pipeline RússiaChina
(NT)] Vincent Gouysse (2014)
http://marxisme.fr/download/en_bref/les_dessous_du_bras_de_fer_russo_occidental_en_Ukraine.pdf
As guerras do Iraque
O segundo ato desta saga das agressões terroristas a favor da «democracia e da
liberdade» (sic) para arrancar os povos às mãos dos tiranos sanguinários, dirigentes
de países com enormes reservas de petróleo e onde se estendem oleodutos
importantes, foi o ataque ao Iraque de Sadam Hussein. A coligação terrorista
americana (Coalition of the Welling) apresentou este boicote e depois este ataque
assassino como um movimento para a «libertação» das terras petrolíferas da
apropriação por um esbirro autoritário, para o bem dos povos oprimidos e da
redenção da humanidade agrilhoada (sic). A segunda guerra de agressão ocidental
desta nova saga começou em março de 2003 e terminou rapidamente, segundo o
presidente George W. Bush, com a destruição do agente duplo Sadam Hussein e o
massacre das suas tropas7.
Infelizmente para o povo iraquiano, isso não foi o fim das guerras do Iraque. Apenas
começavam. O Irão, seu poderoso vizinho, mantinha-se vigilante e não tencionava
partilhar o petróleo iraquiano com os patifes americanos. A China e a Rússia,
secretamente, através da Síria, sua aliada, também estavam no terreno e não
consentiam de modo nenhum em deixar assim expostas as suas vias de
abastecimento energético. A guerra de ocupação do Iraque tornou-se, assim, na
guerra civil iraquiana em que milhares de civis, mulheres, crianças e soldados
sucumbiram para que as grandes potências imperialistas mundiais assegurassem o
controlo sobre os poços de petróleo, os oleodutos e os portos de exportação
iraquianos.
Entretanto, o Estado-maior americano e o da NATO perceberam que nada seria
definitivamente seguro nesta inversão de alianças contra os seus concorrentes russochineses
sem o compromisso com o Irão – o verdadeiro potentado, para vencer ou
para convencer, neste subcontinente. Israel, durante algum tempo, fez o papel do
polícia imperialista no Próximo Oriente. A potência imperialista israelita pode ainda
massacrar e reprimir o Hamas e os pequenos grupos palestinianos fechados nos
campos de Gaza e nos campos da Cisjordânia cercada pelo muro. Mas o ocidente não
pode contar com este ajudante mal-intencionado, posto em xeque pelo
Hezbollah libanês em 2006, para lidar com esta potência que é o Irão8.
A guerra contra o Irão não vai acontecer
Desta vez, a tática da NATO foi caminhar sobre os dois pés. O primeiro
movimento de tenaz tinha por objetivo atacar economicamente o Irão através de
sanções comerciais e financeiras que se tornaram armas de combate contra os
mullahs milionários. Tudo isto reforçado por maquinações diplomáticas para
demonizar o Centauro iraniano na previsão de eventuais ataques aéreos da parte da
NATO e de Israel (no momento certo e não à mercê das farsas de Netanyahu)9.

7
 http://fr.wikipedia.org/wiki/Chronologie_de_la_guerre_d%27Irak#Septembre_2001
8 http://www.palestine-solidarite.org/analyses.Robert_Bibeau.140111.htm
9 http://www.legrandsoir.info/la-guerre-contre-l-iran-n-aura-pas-lieu.html
http://www.mondialisation.ca/le-combat-obama-netanyahu-la-revanche/25068
Nunca foi considerado ocupar militarmente o Irão dos guardas da Revolução.
Vejamos: os americanos não conseguiram destroçar os talibans – seria possível que o
Estado-maior americano sonhasse enviar os GIJO para ocupar o inferno persa?
O segundo movimento desta tática de tenaz dos campos petrolíferos e dos
oleodutos iraquianos e sírios tinha como objetivo atacar o orgulhoso aliado do Irão e
da Rússia no Próximo oriente. A Síria de Bachar-el-Assad, o presidente hesitante,
cairia facilmente, pensavam os comandantes da NATO. Uma presa que tomariam
facilmente com os seus aliados dos movimentos «jihadistas libertadores e
democráticos» (sic). Como já explicámos, estes movimentos jihadistas são
fundamentalmente contingentes de malfeitores, bandos de assaltantes e
associações de mercenários que oferecem empregos bem pagos e muito
arriscados à multidão de jovens desempregados desta região mergulhada
num marasmo económico prolongado.
O Médio oriente é uma região periférica aos grandes centros
imperialistas mundiais e que, por esta razão, sofre antes dos outros os
efeitos da crise económica do sistema imperialista em que a sua
economia nacional está integrada. Depois da denúncia que fizemos, há um ano,
da mascarada das Al-Qaeda regionais (Magrebe, Nigéria, Iémen, República Centroafricana,
Paquistão, Indonésia, Somália, etc.) os documentos descobertos no Iraque
no Califado do Levante (EI) comprovam o facto de que este mercenarismo não é
de modo nenhum religioso, étnico, tribal, ou nacionalista, mas simplesmente
económico, destinado a dar emprego a desempregados reciclados e a jovens famintos.
A indústria da subcontratação de golpes de Estado é assegurada pela Halliburton  e a
SMP ou pelo conjunto das sucursais da Al-Qaeda no oriente e em África. 
Viragem nas combinações militares
Desta vez, contrariamente ao que se passou na Sérvia (1999) e na Líbia (2011) nos
anos anteriores, a Rússia reagiu e ripostou10. Apoia ferozmente o seu aliado, ajudada
secretamente pela China longínqua. Este apoio mudou radicalmente o jogo. Já não
era possível, às potências imperialistas ocidentais e ao seu chefe de fila americano,
atacarem diretamente a Síria e o exército de Bachar-al-Assad sem arriscar um
consequente confronto com uma aliança imperialista mundial. A Rússia admite ter
fornecido os sistemas antiaéreos S-400 aos sírios, como tínhamos dito há um ano. O
Irão contribuiu com a sua assistência e o seu armamento; as milícias iraquianas
controladas pelos iranianos puseram-se de parte; o Hezbollah libanês entrou na
dança e Bachar-al-Assad mobilizou todos os seus aliados internos ameaçando-os de
extermínio (comunidades alauitas, cristãs e shiitas), e todos juntos asseguraram a
manutenção da Síria no campo russo-chinês. Não sem ter contribuído, como na
anterior aliança, para a destruição de uma grande parte do país e para o assassinato
de uma parte da população, sem contar os refugiados e expatriados11
.
O campo imperialista ocidental desloca-se
A resistência dos russos, do Irão, da Síria e dos seus aliados explica em parte a
viragem das alianças nesta região, mas não explica todo este frenesim. O outro
motivo do falhanço da fação americana relativamente ao seu movimento de tenaz
para a tomada dos campos petrolíferos e dos meios de transporte dos

10 http://www.les7duquebec.com/actualites-des-7/dessous-les-cartes-au-moyen-orient-meurtri/
http://www.agoravox.fr/actualites/international/article/le-parricide-la-guerre-civile-en-89871 e
http://www.agoravox.fr/tribune-libre/article/la-libye-sous-les-bombes-91132?debut e
http://www.palestine-solidarite.org/analyses.Robert_Bibeau.120311.htm
http://www.mondialisation.ca/libye-la-lutte-de-lib-ration-n-ocoloniale-se-poursuit/26500 e
http://www.agoravox.fr/tribune-libre/article/la-rasque-francaise-en-libye-101877
11 http://www.legrandsoir.info/le-printemps-arabe-l-agression-contre-la-syrie.html e
http://www.agoravox.fr/actualites/international/article/la-russie-lacherait-elle-la-syrie-
15 http://www.les7duquebec.com/actualites-des-7/les-pronostics-de-la-cia-pour-le-monde-de-2030/
hidrocarbonetos tem a ver com a fraqueza da Aliança Atlântica e da
NATO. Por um lado, a primeira potência hegemónica ocidental – a que dirige esta
aliança imperialista há 70 anos – está numa situação económica muito má. O poderio
económico americano está estagnado e os seus aliados conhecem a sua situação
financeira precária. Os Estados Unidos da América podem entrar em «falência» a
todo o momento e terão eventualmente de desvalorizar a sua moeda, defraudando
assim os seus aliados e concorrentes, detentores de dólares USD. Por outro lado, os
aliados de ontem na região, Arábia Saudita, Qatar, Turquia e Israel jogam cada um
a sua própria divisão neste confronto. A França e a Alemanha fazem o mesmo, mas
às escondidas, atrás das portas fechadas do Eliseu e do Bundestag12.
Desde o início deste conflito que os operários marxistas revolucionários denunciam
este assalto ocidental (através de interpostos mercenários putschistas) sem por isso
apoiarem o campo imperialista contrário. A NATO agride e deve ser denunciada por
estes crimes. O proletariado desta região tem interesse em organizar-se
unificadamente para elaborar uma tática e uma estratégia comuns, não para intervir
neste conflito interimperialista em que o proletariado nada tem a ganhar, mas para
derrubar os governos e os mercenários putschistas a seu soldo em toda a região, para
se aliar ao movimento operário revolucionário mundial em construção. Dizer a
verdade sobre estas maquinações interimperialistas complexas e preservar a
independência política do campo operário nestes conflitos entre os campos burgueses
rivais é uma importante contribuição.
«Remake» da tática do Afeganistão
Tendo falhado a manobra do cerco, o Estado-maior americano e o da NATO optaram
por um «remake» da «tática dos talibans»!? … De facto, anteriormente, descrevemos
o que resultaria da tentativa de ocupação do território afegão por tropas ocidentais.
Foi um desastre doloroso e, apesar das baixas militares, os massacres de mulheres e
crianças, os bombardeamentos das aldeias e dos campos, saudados pelas feministas
ocidentais loucas, as tropas da NATO nunca conseguiram controlar o território afegão
nem servir-se das estruturas militares afegãs para dinamitar os oleodutos e os
gasodutos que abastecem a China. Os talibans pararam os ataques do imperialismo
americano na região, mas não em proveito dos povos e dos operários dessas
paragens. A nova aliança entre a NATO e os talibans, ontem malditos, hoje
regressados como agentes pagos, dará o mesmo resultado sem ter de ocupar a
região13. O importante para o Estado-maior americano é que chegue o dia em que os
abastecimentos da China em hidrocarbonetos sejam bloqueados ou, pelo menos,
afetados.
O Estado islâmico (EI) 

12 http://les7duquebec.org/7-au-front/le-nouveau-gendarme-du-proche-orient/
13 http://www.lemonde.fr/asie-pacifique/article/2014/12/13/douze-demineurs-afghans-tues-par-destalibans_4540139_3216.html

http://www.les7duquebec.com/7-au-front/un-ete-a-damas-la-conjuration-du-printemps-arabe/
É este o motivo da criação do Estado bandido chamado Califado islâmico do
Levante (EI). É esta a razão por que os campos de treino da NATO na Turquia, na
Jordânia e no Curdistão recrutam, armam e formam mercenários e os criminosos do
Estado islâmico do Levante que os Estados Unidos e o Canadá fingem combater, para
manter a pressão sobre este aliado incómodo que se quer esconder e também para o
abastecer por via aérea.
Os Estados Unidos e a NATO não podiam fazer ir pelos ares os oleodutos sem
desencadear um confronto nuclear com os seus concorrentes da aliança russochinesa.
O Estado islâmico do Levante (EI) fá-lo-á seguramente. Resta ainda resolver
o problema do trânsito dos hidrocarbonetos via Estreito de Ormuz que é controlado
pelo Irão, como já dissemos há três anos quando subiu a febre bélica que tinha como
pretexto as centrais nucleares iranianas (sic)14.
Se suceder que grupos terroristas da Al-Qaeda no Iémen, no golfo de Aden e no
golfo de Omã anunciem em breve a sua aliança com o Califado, tal não nos deve
surpreender. Assim se fazem e se desfazem os nós das alianças entre potências e
países complacentes nesta guerra de conivência.
A tática operária
Que podem fazer os operários marxistas revolucionários nesta conjuntura
imperialista e nestas guerras de massacres em que a classe operária serve de carne
para canhão? Não existe senão uma solução para os proletários. Desmascarar e
denunciar infatigavelmente todas estas manigâncias entre concorrentes pela
hegemonia imperialista mundial de que a nossa classe não obtém qualquer benefício
a não ser a morte e o sofrimento. Prosseguir incansavelmente o nosso trabalho de
análise científica marxista da situação económica e política internacional e trabalhar
para a organização das forças de vanguarda da nossa classe, tendo em vista não
ganhar qualquer eleição (sic) ou obter uma reforma qualquer do capitalismo (salvar
as pensões de reforma ou aumentar o salário mínimo). Tendo em vista não o
prolongamento do Estado providência, hoje substituído pelo Estado policial,
como qualquer pessoa pode constatar nos Estados Unidos revoltados, mas com o
objetivo de derrubar o Estado capitalista como um  todo15.

14 http://www.afriquedemocratie.net/deux-alliances-paralysees-au-proche-orient-ensanglante.html e
http://www.les7duquebec.com/7-au-front/le-dessous-des-cartes-en-syrie-meurtrie/ e
http://www.les7duquebec.com/7-au-front/pourquoi-un-accord-iran-etats-unis-sur-le-nucleaireiranien/
e
http://www.les7duquebec.com/7-au-front/la-guerre-entre-cliques-terroristes/
Porquê um acordo Irão-USA sobre o nuclear iraniano?
http://french.irib.ir/info/international/item/306931-pourquoi-un-accord-iran-usa-sur-lenucl%C3%A9aire-iranien
15 http://www.les7duquebec.com/actualites-des-7/les-pronostics-de-la-cia-pour-le-monde-de-2030/

1 comentário:

O Puma disse...

... até há terroristas que nunca leram o Corão


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