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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Jerónimo diz que Governo não é de coligação nem de esquerdas, mas do PS


NUNO VEIGA

O secretário-geral do PCP afirmou que o partido tem os "parâmetros definidos" no acordo que desenvolveu com o PS

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou esta terça-feira que o atual Governo é da responsabilidade do PS, rejeitando que possa ser considerado como um governo de coligação ou de esquerdas.
"Há muitos camaradas e amigos que dizem: 'bom, agora já lá estamos no Governo'. Não, isto não é um governo de coligação, não é um governo de esquerda ou de esquerdas, é um governo do PS", disse.
Para Jerónimo de Sousa, este é um governo que, após ter obtido entendimentos à esquerda, "está em condições" de permitir que entre em funções e que desenvolva uma política com "solução duradoura" na perspetiva da legislatura.
Jerónimo de Sousa, que falava em Campo Maior, no distrito de Portalegre, durante um almoço convívio com simpatizantes e militantes do PCP, afirmou que o partido tem os "parâmetros definidos" no acordo que desenvolveu com o PS, recordando, no entanto, que não peçam ao PCP que "deixe de ser o que é".
O secretário-geral do PCP considera que após o acordo do PS com os partidos de esquerda, o país está a trilhar, ao fim de quarenta anos de democracia, um "caminho novo" e que conta com o apoio do PCP que está "empenhando em construir e honrar a palavra dada".
"Nós nunca andamos atrás de lugares no Governo, nas instituições. Nunca isso esteve em cima da mesa para nós, pois queríamos uma solução política e institucional, e isso não significa que quando o povo português quiser lá estaremos para assumir todas as responsabilidades, incluindo governativas, mas sempre por decisão do povo e não por decisão de outros", defendeu.
Durante o seu discurso em Campo Maior, o secretário-geral do PCP afirmou ainda que o PSD e o CDS-PP têm "ódio" em relação aos comunistas, porque o seu "principal compromisso" é com os trabalhadores e o povo português, sendo esta questão também "claramente" definida quando o partido assinou o acordo com o PS.
"Essa raiva, esse ódio que têm em relação ao nosso partido estilhaça de uma vez por todas aquelas teorias: 'O PCP pouco conta, o PCP está à beira da morte, o PCP corre o risco de ficar residual'. Tantas sentenças que eles nos fizeram, tantas certidões de óbito nos passaram e afinal este partido é tão importante que concentra o ódio e a raiva da direita portuguesa", disse.

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