Crítica da utopia tecnológica da Inteligência Artificial
Somente o ser humano dirige com intenção uma ação. As máquinas são inteligentes mas desprovidas de intencionalidade. Ou seja : as máquinas não são conscientes.
A consciência forma-se na inter relação ativa entre dois corpos conscientes (o Bebé com a mãe). Consciência está nessas relações. Ela, nesse sentido, é social, histórica e singular. A subjetividade que a máquina não possui, a experiência subjetiva que ela não tem.
A Fenomenologia com o Marxismo constituem a melhor crítica ao tecnicismo utópico (ou alarmista), ao positivismo, ao cientismo, ao fisicalismo. Não ao Materialismo Dialético, sim ao "materialismo grosseiro", como lhe chamou Marx.
O sumo da crítica encontra-se, por ordem cronológica, em Karl Marx, Brentano, Husserl, Heidegger, Merleau-Ponty, Jean-Paul Sartre. Todos diferentes (Marx opor-se-ia a Brentano, Husserl e Heidegger, porque ele assenta as categorias que utiliza no Materialismo, enquanto que o método analítico de Husserl é puramente Idealista). Marx não se serviu da categoria de Intenção (aqui : Consciência ou Intencionalidade) ; a sua categoria fundamental é a de Relação.
O conhecimento não se reduz só ao Sujeito (subjetivismo cartesiano), nem só ao Objectivismo naturalista (fisicalismo)
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