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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Sobre a série televisiva "Segurança Nacional " (Homeland)

 Uma espécie de crítica de cinema

A série da Netflix "segurança Nacional" (Homeland), cujas duas primeiras temporadas foram premiadas e elogiadas ao mais alto grau, converteu-se nas temporadas seguintes num pastelão reacionário veículo da mais caricatural propaganda da CIA e do Império. Aliás, alguns bons críticos perceberam isso perfeitamente , por exemplo em 2014, Laura Durkay, do The Washington Post, criticou Homeland pela sua representação de estereótipos islamófobos e considerou-a "a série mais intolerante da televisão" ; não surpreende nada que o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, haja elogiado Homeland e gabar-se se ser fã da série. O gabinete da ex-secretária de Estado, a sanguinária Hillary Clinton (a tal que exibiu com um sorriso nojento dois deedos de triunfo depois do assassinato obsceno de Kadhafi) solicitou cópias antecipadas de episódios da primeira temporada. Também nõ surpreende que
em dezembro de 2023, a Variety tenha classificado Homeland em 98º lugar na sua lista dos 100 melhores programas de televisão de todos os tempos. Também não surpreende que a trama da série fosse baseada num guião escrito por um israelita da Direita.
Todos os clichés da chamada Guerra contra o Terror - a ofensiva do Império depois do 11 de Setembro (no qual a CIA colaborou replicando o célebre incêndio do Reichstag que serviu o pretexto da matança dos comunistas e, inclusivamente meus caros amigos!, de social-democratas demasiado democratas - estão lá desde a primeira temporada (oito temporadas!) : o infame Irão dos infames Guardas Revolucionários que enforcam a torto e a direito, a mistura no mesmo saco da Al-Caeda (criatura inicial da CIA contra os soviéticos) com os resistentes patriotas do Iraque...E, enfim, a glorificação dos Marines (para tentar-se apagar os suicídios no regresso!), e todos os estereótipos vã-se agravando conforme vão decorrendo as temporadas. O que pretendo relevar é a eficácia da construção artística (no cinema, nas televisões por cabo, na nossa RTP2), indiscutivelmente artística na composição das primeiras temporadas, na propagação dos preconceitos e estereótipos para uso das guerras da CIA e do Império que sustentam.

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