terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Lumumba, 56 anos depois

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Passam hoje 56 anos sobre a data da execução de Patrice Lumumba às mãos dos golpistas de Mobutu e Moïse Tshombe, apoiados pelos Estados Unidos da América e pela ex-potência colonial, a Bélgica. A sua captura e humilhação pública, seguida de execução às escondidas do povo congolês, são acontecimentos profundamente marcantes na história universal do século XX, com consequências que ainda hoje se fazem sentir num continente onde o neocolonialismo se mantém como a forma de governo de uma parte das ex-potênciais ocupantes sobre os povos africanos. Para a história ficou a brutalidade cobarde das forças golpistas e a cumplicidade de norte-americanos e belgas, contrastando com a imensa dignidade de Lumumba, de apenas 35 anos, que às mãos dos seus carrascos nunca mostrou qualquer sinal de medo.

Lumumba, militante independentista, foi um dos líderes de um poderoso movimento que em 1960 não apenas conquista a independência do Congo relativamente à monarquia belga, como chegou ao poder por via eleitoral. Nomeado primeiro-ministro do governo congolês em Junho de 1960, Lumumba revelou uma grandeza de espírito que fez soar as campainhas de alarme em Washington. Em Setembro é demitido das suas funções pelo presidente Joseph Kasa-Vubu, seguindo-se um conflito político-institucional que Mobutu resolve com o golpe militar dirigido à distância pelos norte-americanos. O ditador fascista renomeará anos depois o país como Zaire, até ser abandonado pelos seus protectores em meados dos anos 90, num processo que envolveu - como nos anos 60, de resto - poderosos interesses em torno das riquezas minerais do Congo. Pelo caminho produziu uma impressionante folha de serviços, interna e externa, que o colocam no pódio dos mais brutais ditadores africanos do século XX.

A memória de Lumumba perdura não apenas no coração de África mas também no seio dos homens e mulheres que conhecem a dimensão da curta janela de esperança que a sua chegada ao poder abriu para um continente dizimado pela exploração, o colonialismo, a guerra, o racismo e pela disputa sangrenta dos seus imensos recursos naturais.

A execução de Lumumba, envolvendo directa ou indirectamente belgas e norte-americanos, é um episódio paradigmático da natureza neo-colonial que a relação das ex-potências ocupantes assumiram desde cedo face aos territórios independentes. Governos progressistas e firmemente independentistas foram sucessivamente confrontados por forças internas financiadas, armadas e diplomaticamente apoiadas pelo chamado "ocidente", que nunca hesitou em lançar contra os povos de África as mais tenebrosas forças políticas-militares. Tal como hoje acontece relativamente aos povos do Médio Oriente, e da Síria em particular.

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