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domingo, 15 de março de 2026

 

ós não somos mais inteligentes que outros que são burros. Esta maneira de classificar é demasiado superficial e fácil e podemos cair no erro que criticamos nos outros : a arrogância, a vaidade. Estes dois sentimentos e atitudes são muito comuns. Todos somos "homo sapiens" , membros da mesma Espécie na qual a natureza evoluiu para formas de consciência. É uma verdade de "La Palisse" des há século e meio. O que sucede é que existiram pessoas mais inteligentes (pelo menos em determinadas atividades ou aptidões) que outras, mas mesmo essas cometem erros de cálculo e as biografias dos génios o demonstram.
É natural que emotivos como é a nossa Espécie (sem emoções não teríamos evoluído para a auto consciência) tendamos a comentar atos e textos com a vulgar expressão "São burros os que não pensa o que é evidente". Contudo, as coisas são tão complexas que apesar dos avanços científicos não sabemos explicar, pelo menos de acordo na comunidade científica. Sabemos que com muita probabilidade a posição social de cada um, o nível dos seus rendimentos e a sua origem, o tipo de atividade que executam, exercem influência, assim como a escolaridade, o tempo que dedicam à cultura, às artes, a curiosidade, o ambiente social em que se movem.
Sabemos que existe com muita probabilidade uma mentalidade genérica, algo a que se poderia chamar de Ideologia Geral, que muitos tendem a seguir e poucos a subverter. Temos indicadores que apontam para a influência dos meios de formação das ideias e das atitudes (Televisões, livros, escola, família, etc.), influência maior ou menor conforme a escolaridade, a personalidade, e, lá voltamos!. a posição (o lugar e o papel) social. o lugar em que se nasceu e se reside.
Existem factos que não são meras percepções : por exemplo, o fuzilamento e o bombardeamento de civis em Gaza, o bloqueio a Cuba, e outros factos que, apesar disso, são interpretados de formas completamente antagónicas. Ora, aqueles que, por exemplo, continuam a defender a política de guerra de Israel em Gaza ou no Irão, não são burros. São várias coisas : mentirosos compulsivos, mentirosos oportunistas, ou simplesmente enganados por uma determinada propaganda muito influente. Claro que ignorar ou desconhecer não é burrice : quantas coisas a Ciência não desconhece?
Então, eu dividia dois grupos : aqueles mentem deliberadamente e aqueles (estes são muitos mais!) que não têm condições materiais ou oportunidade para conhecer a realidade. Nenhum dos grupos é burro.
Então, para o caso do segundo grupo, a escola é de elementar importância. As escolas não se inventaram para formar burros. Contudo, por vezes, formam sobretudo competências e pouco espírito crítico. Ora, sem cultura geral sempre alimentada não é fácil o espírito crítico. Se o indivíduo ocupa todo o seu tempo até adormecer com uma atividade muito especializada e técnica, é muito provável que olhe para factos evidentes como "um burro olha para um palácio".
Todo este palavreado apenas com o propósito de hesitar em classificar os atos do presidente da maior potência militar do planeta . Não se mostrou inclinado a começar uma segunda intervenção no irão, deixou-se manipular pelo sr. Rubio e pelo sr. Netanyahu e o mundo dos fanáticos, não quis ouvir generais do Pentágono, não quis aprender nada sobre o que é de facto o Irão, deixou-se ir atrelado à sua antiga tática (que aprendeu com o chefe israelita e a Mossad) de que basta "decapitar" para "mudar um regime", lançou lama sobre o seu país quando permitiu que bombardeassem uma escola e hospitais (tal como permite o genocídio em Gaza), julgou que vergava um povo e o derrotava pelas armas e sujeita-se a perder as eleições em Novembro . Afinal, Israel está perto de uma destruição devastadora e as forças navais e aéreas melhores do mundo estão a ser derrotadas. Se Trump e Netanyahu não cometeram uma burrice de catastróficas consequências pata o mundo, somos obrigados a escolher outra palavra : irracionais. Como é possível que todos os muitos que os acompanharam neste "erro de cálculo" sejam burros?

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