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domingo, 15 de março de 2026

 Porque desprezo os moralistas e detesto os puristas

Entendamo-nos primeiramente sobre umas noções comuns para evitarmos equívocos . Chamo ÉTICA às teorias ou investigações (filosóficas ou científicas) sobre esta ou aquela moral historicamente concreta deste ou daquele povo, tribo, ou civilização ; e chamo moral aos costumes e tradições de um povo particular ou de uma civilização em geral (o que se acha bem ou mal, correto ou incorreto, censurável ou não). A ÉTICA analisa as origens e as finalidades da moral, o lugar e papel desta relação social na Cultura criada pela Espécie humana.
Assim, cada povo criou a sua cultura e, portanto, a sua forma de avaliação, os seus valores. Uma grande potência ou Império , continental ou mundial, tende inevitavelmente a produzir uma cultura e uma moral dominantes, fosse sobretudo pela religião antigamente, seja no contemporâneo pelo cinema, televisão, literatura, etc. Nitidamente desde o fim da 2ª Guerra Mundial, até há algum tempo, a cultura e a moral foram profundamente influenciadas pela cultura e moral norte-americanas em particular, as quais conservaram a cultura hegemónica (colonialista, eurocêntrica) europeia.
A moral cada vez mais mundial foi-se convertendo em Direito (leis), embora continuasse com alguma autonomia e tradição. Daí usar-se a expressão “ética política”.
Desprezo aqueles que tudo justificam com expressões morais, ou ético-políticas, que esvaziaram, abstratas : “Vamos levar a liberdade aquele povo”, “A religião deles é terrorista”; “Todos os imigrantes são perigosos, devem regressar aos seus países primitivos”; “Os russos são mafiosos e expansionistas”; “Os socialistas e comunistas são os culpados”, “Deus, Pátria e Família”, etc., etc.. Desprezo estes e outros moralismos que me escuso de citar, tanto à Direita como à Esquerda (a Esquerda também os tem!). Mas muito mais à Direita.
Detesto os puristas, sem os desprezar contudo, porque me incomodam com o seu denominado “politicamente correto”. Chegam a ser ridículos e, às vezes, podem destruir a vida de pessoas honestas, meritórias e inocentes.

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