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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Portugal à venda
Um dos títulos do «Diário Económico» de hoje: «Gestores vendem Portugal em Wall Street». Sem comentários. Excepto lembrar o discurso do ministro das Finanças no mesmo local há dias atrás a tentar vender as empresas públicas. Edificante.
Ninguém meu amor
Ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Podem utilizá-lo nos espelhos
apagar com ele
os barcos de papel dos nossos lagos
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado
Mas ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos
Sebastião Alba (1940-2000)
ninguém como nós conhece o sol
Podem utilizá-lo nos espelhos
apagar com ele
os barcos de papel dos nossos lagos
podem obrigá-lo a parar
à entrada das casas mais baixas
podem ainda fazer
com que a noite gravite
hoje do mesmo lado
Mas ninguém meu amor
ninguém como nós conhece o sol
Até que o sol degole
o horizonte em que um a um
nos deitam
vendando-nos os olhos
Sebastião Alba (1940-2000)
Etiquetas:
in Rosa do Mundo.
Tristeza
Perto de onde se ouvem as ondas azuis do céu
Acho que perdi
Qualquer coisa de muito valor.
Numa estação nitidamente do passado
Em frente do funcionário dos perdidos e achados
Senti-me ainda mais triste.
Tanikawa Shuntaro
Acho que perdi
Qualquer coisa de muito valor.
Numa estação nitidamente do passado
Em frente do funcionário dos perdidos e achados
Senti-me ainda mais triste.
Tanikawa Shuntaro
Etiquetas:
Assírio e Alvim,
in Rosa do Mundo.,
trad. José Alberto Oliveira
domingo, 30 de maio de 2010
Filosofia da Prática
A Filosofia ou reflecte sobre as práticas sociais ou, então, limita-se a tecer a teia com a própria baba. Contudo, não se limita a interpretar o mundo, intervém com os poderes na transformação do mundo. Inventou mil maneiras para justificar o presente, mas inventou também mil e uma para criar um futuro diferente.
Hoje trezentos mil trabalhadores mostraram aos filósofos que têm de escolher. Quando o conflito é antagonista não há metafísica que os salve.
Hoje trezentos mil trabalhadores mostraram aos filósofos que têm de escolher. Quando o conflito é antagonista não há metafísica que os salve.
sábado, 29 de maio de 2010
ERAM TREZENTOS MIL
Eram trezentos mil! Derramaram-se pelas avenidas e pelas praças, vieram de muitos lados, são o povo, as massas sociais insubmissas que tiram razão aos cépticos e amedrontam os reaccionários.
Que os poderosos se acautelem quando o povo se levanta.
Que os poderosos se acautelem quando o povo se levanta.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
100 mais um Contra o PEC - Petição de intelectuais
1. O Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013 (PEC) não é uma lei nem virá a sê-lo. O que foi aprovado na AR, com os votos favoráveis do PS e a abstenção complacente do PSD, é uma resolução. Cada uma das medidas terá que ser discutida e votada quando o governo apresentar a respectiva proposta de lei. O PEC não é inevitável, a orientação política que consagra não é a única possível.
2. Numa Europa prisioneira, também ela, da crise dos modelos monetaristas e neo-liberais, e incapaz de uma estratégia de desenvolvimento, o PEC amarra Portugal a uma política económica subordinada à redução abrupta do défice orçamental, e que só levará à estagnação económica e ao agravamento das injustiças sociais, ao alargamento da distância que separa o nosso país dos países económica, cultural e socialmente mais desenvolvidos.
Estagnação económica: As medidas contidas no PEC insistem num modelo errado que pretende basear o crescimento, numa política de baixos salários e no aumento das exportações. As novas privatizações previstas traduzir-se-ão, tal como no passado, na alienação pelo Estado de importantes fontes de receitas, de instrumentos económicos e alavancas de uma política económica. A sua venda, num contexto de desvalorização bolsista, não reduzirá a dívida pública que, pelo contrário, continuará a crescer, enquanto baixará o nível de satisfação dos direitos e necessidades dos trabalhadores e das populações.
Portugal é já um dos países mais desiguais da União Europeia. As medidas propostas no PEC implicam o agravamento das desigualdades sociais. Significam congelamento dos salários e das pensões; uma política fiscal injusta que atinge os trabalhadores por conta de outrem e mantém intocados os elevados lucros da banca e as mais-valias provenientes da especulação bolsista; a redução do poder de compra das prestações sociais; o das dificuldades de acesso ao subsídio de desemprego.
As privatizações, e as políticas de desinvestimento público inserem-se numa lógica de desresponsabilização do Estado em relação às suas funções económicas, sociais e culturais, e agravam os importantes défices existentes em todas as dimensões do desenvolvimento nacional, sejam no plano económico, sejam nos planos social, educativo e cultural.
3. É urgente um programa económico que assente:
Em uma política que valorize salários e pensões com base numa mais justa e equilibrada distribuição da riqueza e a dinamização do mercado interno.
Na defesa da produção nacional, com o fomento de uma indústria baseada em produtos de alto valor acrescentado, que promova a qualificação e incorpore trabalhadores mais qualificados.
No reforço do investimento público, do sector empresarial do Estado e do cumprimento pelo Estado das suas funções sociais.
Em uma política fiscal que contribua para a justiça social, a satisfação das necessidades do Estado e o equilíbrio das contas públicas.
Na criação de emprego, o combate ao desemprego, o apoio aos desempregados, como forma de protecção e dignificação do trabalho.
Na iniciativa política do Estado português, junto da União Europeia, visando a renegociação do calendário de diminuição da dívida pública e a diminuição das comparticipações nacionais nos programas co-financiados, tendo em vista a potenciação das verbas disponíveis.
Na consolidação orçamental com base no crescimento económico.
Os signatários, trabalhadores intelectuais que desenvolvem as suas actividades no campo do ensino e da investigação científica, das artes e das letras, da saúde e da comunicação social, da arquitectura e da engenharia manifestam o seu compromisso com a construção de uma política democrática; a sua posição contra a repetição dos erros passados e pela concretização, para a qual este PEC em nada contribui, do projecto nacional que a Constituição da República Portuguesa consagra.
Primeiros Subscritores
Abel Neves - Dramaturgo
Abílio Fernandes - Economista
Albertino Monteiro -Músico
Alcino Soutinho Arquitecto
Alfredo Maia -Jornalista
Álvaro Siza - Arquitecto
Amândio Valente - Professor
Ana Cecília Simões - Jurista
André Levy - Biólogo
António Avelãs Nunes - Professor Catedrático Jubilado
António Cartaxo - Músico e Rádio
António Luís Carlos - Arqueólogo
António de Paula Campos - Médico
António Jara - Médico
António Leitão - Médico
António M. Nunes dos Santos - Professor Universitário
António Revez - Actor e Encenador
Armanda Carvalho - Directora de Som
Armando Silva Carvalho - Poeta e Romancista
Augusto Flor - Antropólogo, Investigador e Presidente da Conf. Portuguesa das Colectividades
Carla Santos Ribeiro - Jornalista
Carlos Antunes - Arquitecto
Carlos Roxo - Arquitecto
Carlos Vidal - Artista Plástico e Professor da Fac. de Belas Artes de Lisboa
Carmen Santos - Actriz
Catarina Morais - Economista
Catarina Pé-Curto - Artista Plástica
Cecília Cavaca - Arquitecta
Cláudia Dias - Bailarina e Coreógrafa
Claudina A. Marques Rodrigues - Professora Universitária
Daniel Ricardo - Jornalista
Deolinda Machado - Professora
Desirée Pedro - Arquitecta
Domingos Lobo - Escritor
Duarte Saraiva - Artista Plástico
Eduardo Chitas - Professor Universitário
Eugénio Rosa - Economista
Fernanda Lapa - Actriz, Encenadora e Professora Universitária
Fernando Correia - Professor Universitário
Fernando Jorge - Actor
Fernando Marques - Economista
Fernando Martinho - Médico, Hospitais da Universidade de Coimbra
Filipe Diniz - Arquitecto
Francisco José Paixão - Museólogo
Francisco Melo - Editor
Francisco Santos - Professor
Francisco Silva - Engenheiro de Telecomunicações
Gastão Cruz - Poeta, Crítico Literário e Encenador
Gisela da Conceição - Filósofa
Guilherme da Fonseca - Ex-Juíz do Tribunal Constitucional
Helena Serôdio - Professora Universitária
Hernâni Resende - Historiador
Hugo Capote - Médico Cirurgião
Isabel Allegro de Magalhães - Professora Universitária
Jaime Ferreira - Professor Catedrático Jubilado
João Valente Aguiar - Sociólogo
João Bizarro - Jornalista
João Freitas Branco - Filósofo
João Lucas - Músico
João Luís Lisboa - Professor Universitário
João Maria André - Professor Catedrático, Dramaturgo e Encenador
João Onofre - Artista plástico
Joana Villaverde - Artista Plástica
Jorge Feliciano - Escritor para teatro e Encenador
Jorge Leite - Professor Universitário Jubilado
Jorge Pinheiro - Pintor
Jorge Seabra - Médico Pediatra
Jorge Veiga - Professor Catedrático Jubilado
José António Gomes - Professor Universitário e Escritor
José Barata-Moura - Professor Universitário
José Carlos Oliveira - Conservador de Museus
José Casanova - Jornalista e Escritor
José Croca - Físico e Investigador
José Filipe Murteira - Professor
José Manuel Jara - Médico
José Viale Moutinho - Escritor
José Oliveira - Editor
José Paulo Gascão - Editor
José Peixoto - Actor e Encenador
José Robert - Maestro
José Russo - Actor e Encenador- Director do CENDREV
Laura Soutinho - Galerista
Leonel Borrela - Artista Plástico
Leonor Moniz Pereira - Professora Universitária da Faculdade de Motricidade Humana
Luís Alfaro Cardoso - Investigador Científico e Presidente Conselho Científico do Instituto de Investigação Científica e Tropical
Luís Francisco Carvalho - Economista e Professor Universitário
Luisa Mota - Bióloga
Luísa Veiga - Professora Aposentada do Ensino Politécnico
Manuel Augusto Araújo - Arquitecto
Manuel Coelho - Economista
Manuel Freire - Cantautor
Manuel Guerra - Professor Ensino Politécnico Aposentado, Encenador
Manuel Gusmão - Poeta e Ensaísta
Manuel Loff - Historiador
Manuel Lousã Henriques - Médico Psiquiatra
Manuel Pires da Rocha - Músico
Manuel Portugal - Jornalista
Manuel Ribeiro da Silva - Físico
Maria do Céu Guerra - Actriz
Maria Velho da Costa - Escritora
Mariana Avelãs - Tradutora
Mário de Carvalho - Escritor
Mário Nogueira - Professor
Modesto Navarro - Escritor
Nádia Bastos - Professora e Artista Plástica
Nozes Pires - Professor
Nuno Figueiredo - Músico
Nuno Góis - Actor
Nuno Nunes - Sociólogo
Nuno Pedrosa - Artista Plástico
Nuno Ramos de Almeida - Jornalista
Octávio Teixeira - Economista
Paulo Martins - Bolseiro de Investigação Científica
Paulo Martins - Investigador
Paulo Monteiro - Autor de Banda Desenhada
Paulo Ribeiro - Cantor e compositor
Pedro Carvalho - Economista
Pedro Maia - Filósofo
Pedro Tadeu - Jornalista
Raquel Bulha - Realizadora de Rádio
Rita Pais - Coordenadora Editorial
Rosa Martelo - Professora Universitária e Ensaísta
Ruben de Carvalho - Jornalista
Rui Namorado Rosa - Professor Universitário
Samuel - Músico
Sérgio Ribeiro - Economista
Sérgio Vinagre - médico
Silvestre Lacerda - Historiador
Susana Correia - Arqueóloga
Susana de Sousa Dias - Realizadora
Tânia Resende - Professora Universitária
Telo Faria - Médico
Teresa Villaverde Cabral - Cineasta
Tiago Cunha - Economista
Tiago Mota Saraiva - Arquitecto
Urbano Tavares Rodrigues - Escritor
Valdemar Cadinha - Economista
Valdemar Madureira - Economista
Virgílio Domingues - Artista Plástico
Zeferino Coelho - Editor
2. Numa Europa prisioneira, também ela, da crise dos modelos monetaristas e neo-liberais, e incapaz de uma estratégia de desenvolvimento, o PEC amarra Portugal a uma política económica subordinada à redução abrupta do défice orçamental, e que só levará à estagnação económica e ao agravamento das injustiças sociais, ao alargamento da distância que separa o nosso país dos países económica, cultural e socialmente mais desenvolvidos.
Estagnação económica: As medidas contidas no PEC insistem num modelo errado que pretende basear o crescimento, numa política de baixos salários e no aumento das exportações. As novas privatizações previstas traduzir-se-ão, tal como no passado, na alienação pelo Estado de importantes fontes de receitas, de instrumentos económicos e alavancas de uma política económica. A sua venda, num contexto de desvalorização bolsista, não reduzirá a dívida pública que, pelo contrário, continuará a crescer, enquanto baixará o nível de satisfação dos direitos e necessidades dos trabalhadores e das populações.
Portugal é já um dos países mais desiguais da União Europeia. As medidas propostas no PEC implicam o agravamento das desigualdades sociais. Significam congelamento dos salários e das pensões; uma política fiscal injusta que atinge os trabalhadores por conta de outrem e mantém intocados os elevados lucros da banca e as mais-valias provenientes da especulação bolsista; a redução do poder de compra das prestações sociais; o das dificuldades de acesso ao subsídio de desemprego.
As privatizações, e as políticas de desinvestimento público inserem-se numa lógica de desresponsabilização do Estado em relação às suas funções económicas, sociais e culturais, e agravam os importantes défices existentes em todas as dimensões do desenvolvimento nacional, sejam no plano económico, sejam nos planos social, educativo e cultural.
3. É urgente um programa económico que assente:
Em uma política que valorize salários e pensões com base numa mais justa e equilibrada distribuição da riqueza e a dinamização do mercado interno.
Na defesa da produção nacional, com o fomento de uma indústria baseada em produtos de alto valor acrescentado, que promova a qualificação e incorpore trabalhadores mais qualificados.
No reforço do investimento público, do sector empresarial do Estado e do cumprimento pelo Estado das suas funções sociais.
Em uma política fiscal que contribua para a justiça social, a satisfação das necessidades do Estado e o equilíbrio das contas públicas.
Na criação de emprego, o combate ao desemprego, o apoio aos desempregados, como forma de protecção e dignificação do trabalho.
Na iniciativa política do Estado português, junto da União Europeia, visando a renegociação do calendário de diminuição da dívida pública e a diminuição das comparticipações nacionais nos programas co-financiados, tendo em vista a potenciação das verbas disponíveis.
Na consolidação orçamental com base no crescimento económico.
Os signatários, trabalhadores intelectuais que desenvolvem as suas actividades no campo do ensino e da investigação científica, das artes e das letras, da saúde e da comunicação social, da arquitectura e da engenharia manifestam o seu compromisso com a construção de uma política democrática; a sua posição contra a repetição dos erros passados e pela concretização, para a qual este PEC em nada contribui, do projecto nacional que a Constituição da República Portuguesa consagra.
Primeiros Subscritores
Abel Neves - Dramaturgo
Abílio Fernandes - Economista
Albertino Monteiro -Músico
Alcino Soutinho Arquitecto
Alfredo Maia -Jornalista
Álvaro Siza - Arquitecto
Amândio Valente - Professor
Ana Cecília Simões - Jurista
André Levy - Biólogo
António Avelãs Nunes - Professor Catedrático Jubilado
António Cartaxo - Músico e Rádio
António Luís Carlos - Arqueólogo
António de Paula Campos - Médico
António Jara - Médico
António Leitão - Médico
António M. Nunes dos Santos - Professor Universitário
António Revez - Actor e Encenador
Armanda Carvalho - Directora de Som
Armando Silva Carvalho - Poeta e Romancista
Augusto Flor - Antropólogo, Investigador e Presidente da Conf. Portuguesa das Colectividades
Carla Santos Ribeiro - Jornalista
Carlos Antunes - Arquitecto
Carlos Roxo - Arquitecto
Carlos Vidal - Artista Plástico e Professor da Fac. de Belas Artes de Lisboa
Carmen Santos - Actriz
Catarina Morais - Economista
Catarina Pé-Curto - Artista Plástica
Cecília Cavaca - Arquitecta
Cláudia Dias - Bailarina e Coreógrafa
Claudina A. Marques Rodrigues - Professora Universitária
Daniel Ricardo - Jornalista
Deolinda Machado - Professora
Desirée Pedro - Arquitecta
Domingos Lobo - Escritor
Duarte Saraiva - Artista Plástico
Eduardo Chitas - Professor Universitário
Eugénio Rosa - Economista
Fernanda Lapa - Actriz, Encenadora e Professora Universitária
Fernando Correia - Professor Universitário
Fernando Jorge - Actor
Fernando Marques - Economista
Fernando Martinho - Médico, Hospitais da Universidade de Coimbra
Filipe Diniz - Arquitecto
Francisco José Paixão - Museólogo
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Francisco Silva - Engenheiro de Telecomunicações
Gastão Cruz - Poeta, Crítico Literário e Encenador
Gisela da Conceição - Filósofa
Guilherme da Fonseca - Ex-Juíz do Tribunal Constitucional
Helena Serôdio - Professora Universitária
Hernâni Resende - Historiador
Hugo Capote - Médico Cirurgião
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Jaime Ferreira - Professor Catedrático Jubilado
João Valente Aguiar - Sociólogo
João Bizarro - Jornalista
João Freitas Branco - Filósofo
João Lucas - Músico
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João Onofre - Artista plástico
Joana Villaverde - Artista Plástica
Jorge Feliciano - Escritor para teatro e Encenador
Jorge Leite - Professor Universitário Jubilado
Jorge Pinheiro - Pintor
Jorge Seabra - Médico Pediatra
Jorge Veiga - Professor Catedrático Jubilado
José António Gomes - Professor Universitário e Escritor
José Barata-Moura - Professor Universitário
José Carlos Oliveira - Conservador de Museus
José Casanova - Jornalista e Escritor
José Croca - Físico e Investigador
José Filipe Murteira - Professor
José Manuel Jara - Médico
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José Oliveira - Editor
José Paulo Gascão - Editor
José Peixoto - Actor e Encenador
José Robert - Maestro
José Russo - Actor e Encenador- Director do CENDREV
Laura Soutinho - Galerista
Leonel Borrela - Artista Plástico
Leonor Moniz Pereira - Professora Universitária da Faculdade de Motricidade Humana
Luís Alfaro Cardoso - Investigador Científico e Presidente Conselho Científico do Instituto de Investigação Científica e Tropical
Luís Francisco Carvalho - Economista e Professor Universitário
Luisa Mota - Bióloga
Luísa Veiga - Professora Aposentada do Ensino Politécnico
Manuel Augusto Araújo - Arquitecto
Manuel Coelho - Economista
Manuel Freire - Cantautor
Manuel Guerra - Professor Ensino Politécnico Aposentado, Encenador
Manuel Gusmão - Poeta e Ensaísta
Manuel Loff - Historiador
Manuel Lousã Henriques - Médico Psiquiatra
Manuel Pires da Rocha - Músico
Manuel Portugal - Jornalista
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Maria do Céu Guerra - Actriz
Maria Velho da Costa - Escritora
Mariana Avelãs - Tradutora
Mário de Carvalho - Escritor
Mário Nogueira - Professor
Modesto Navarro - Escritor
Nádia Bastos - Professora e Artista Plástica
Nozes Pires - Professor
Nuno Figueiredo - Músico
Nuno Góis - Actor
Nuno Nunes - Sociólogo
Nuno Pedrosa - Artista Plástico
Nuno Ramos de Almeida - Jornalista
Octávio Teixeira - Economista
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Paulo Martins - Investigador
Paulo Monteiro - Autor de Banda Desenhada
Paulo Ribeiro - Cantor e compositor
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Pedro Maia - Filósofo
Pedro Tadeu - Jornalista
Raquel Bulha - Realizadora de Rádio
Rita Pais - Coordenadora Editorial
Rosa Martelo - Professora Universitária e Ensaísta
Ruben de Carvalho - Jornalista
Rui Namorado Rosa - Professor Universitário
Samuel - Músico
Sérgio Ribeiro - Economista
Sérgio Vinagre - médico
Silvestre Lacerda - Historiador
Susana Correia - Arqueóloga
Susana de Sousa Dias - Realizadora
Tânia Resende - Professora Universitária
Telo Faria - Médico
Teresa Villaverde Cabral - Cineasta
Tiago Cunha - Economista
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Valdemar Cadinha - Economista
Valdemar Madureira - Economista
Virgílio Domingues - Artista Plástico
Zeferino Coelho - Editor
A condição pós-moderna
A condição pós-moderna, segundo alguns pensadores, é a condição do indivíduo sem «sociedade» pois que a «sociedade» não existe; do indivíduo não alienado pois que o conceito de «alienação» já não faz sentido; do indivíduo sem «classe» pois que as «classes» já não possuem estrutura nem identidade comum, a própria «identidade» já nada é, condição do homem à deriva, megrulhado num devir perpétuo, sem referências; o futuro não se conta, porque todas as narrativas são fábulas e todas as convicções são crenças. Arte do efémero, do prosaico, do trivial. A banalidade e a banalização constituem o espectáculo da pseudo-novidade.
Sem teoria, sem mundivisão, sem totalidades, sem rupturas, os próprios conflitos não são mais que irrisões, acontecimentos sem destinação histórica.
A condição pós-moderna é o niilismo da decadência sem esperança, que toma o capitalismo como o fim da História.
Sem teoria, sem mundivisão, sem totalidades, sem rupturas, os próprios conflitos não são mais que irrisões, acontecimentos sem destinação histórica.
A condição pós-moderna é o niilismo da decadência sem esperança, que toma o capitalismo como o fim da História.
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